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O Homem que Confundiu Sua Mulher com um Chapéu

Oliver Sacks
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10 encontrados | exibindo 1 a 5
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Samantha 15/01/2012

Acho que poucos sabem que um dos meus autores favoritos é Oliver Sacks. Ele não é uma pessoa ligada às letras e às artes, não passou a vida fantasiando e pensando sobre histórias como muitos autores, apesar do que muitos acham escrever um livro não está sempre ligado ao amor pelas letras.
Oliver é um neurologista, um estudioso da ciência, e encontrou na escrita uma forma de tornar a ciência mais simples e mais acessível para o público em geral.
Dessa forma escreve em seus livros histórias reais de forma romanceada, histórias vividas por ele dentro do seu consultório nos diversos locais onde trabalhou.
Esse livro " O homem que confundiu sua mulher com um chapéu" é um livro de contos, são várias histórias reunidas onde Oliver relata casos interessantíssimos de lesões cerebrais.

Quer ler o resto? Acesse: www.bibliotecaempoeirada.blogspot.com
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Jumpin J. Flash 21/08/2009

Curiosíssimo
Esse livro, que relata vários casos clínicos de pessoas com danos no hemisfério direito do cérebro, é muito interessante. Atenção para o caso dos gêmeos que por diversão trocavam entre si números primos: quem for atento perceberá na história uma conexão com uma cena de RAIN MAN. Não é por acaso: Oliver Sacks colaborou no roteiro do filme.
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NYS 28/12/2011

Um livro inusitado
Qualquer pessoa se estranha com o título. Acha que é uma pegadinha e que provavelmente deve contar uma história qualquer. Tem um título grande, mas que explica tudo. O homem que confundiu sua mulher com um chapéu é um livro fácil de ler, para quem tem interesse em devaneios da mente e para quem não tem também. As crônicas de um neurocirurgião e o que ele encontra em seu dia-a-dia contado de uma forma simples e carismática. São incríveis histórias realísticas com um ar da mais perfeita fantasia.

A primeira pessoa a me indicar esse livro foi um professor de Biologia que tive. Ele fez uma breve propaganda sobre ele e confesso que fiquei com vontade de lê-lo no mesmo instante. Na semana seguinte uma de minhas colegas apareceu com ele na sala. Como é um livro fácil de ler, a primeira vez que o li foi na escola mesmo, entre troca de professores e intervalos. Depois eu não consegui resistir, adquiri um. Valeu cada centavo.

Infelizmente acho que não consigo passar toda a empolgação de uma pessoa que o leu. Acho que deve-se falar com uma pessoa que tenha o livro, pois conversando, consegue-se sentir a empolgação mais do que palpável de quem leu essa e outras histórias do livro.
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Rafael 27/04/2012

Oliver Sacks e a "ciência romântica"
Este livro me agradou particularmente por ter uma proposta totalmente ampla. Nele, não se discute apenas Neurologia, mas relaciona-se todo caso num universo maior que inclui as artes em geral e a filosofia.

Como todos os livros de Oliver, a capacidade cerebral está em pauta. Ou seja, este livro é muito indicado para voce que é - assim como eu - um eterno curioso quando se trata dessa máquina que nos faz conscientes.

Neste livro, o autor parte do conceito de "ciência romântica" criado por Alexander Luria ("pai" dos neurologistas) e, portanto, faz de seus casos não meros acontecimentos não-explicados e tecnicamente interessantes, mas sim tornando essas experiências em filosofia prática, em literatura, em arte!

Oliver Sacks procura para cada paciente deste livro uma "solução", sem generalizar e sem ser fundamentalista. Enfim, vale muito a pena!
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Luzinete 24/05/2012

Sacks, Oliver W., 1933. O homem que confundiu sua mulher com um chapéu e outras histórias clínicas. Tradução: Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

Oliver Sacks nasceu em Londres, formou-se em medicina e hoje reside atualmente nos Estados Unidos. Atua como professor de neurologia e autor de diversas obras conceituadas, entre elas, “Um Antropólogo em Marte” e “Tempo de Despertar”, que inspirou o filme homônimo com Robin Willians e Robert De Niro.
Em “O homem que confundiu sua mulher com um chapéu”, Sacks relata sobre diversos casos clínicos de seus pacientes que tiveram lesões ou um mau funcionamento do cérebro, em especial do hemisfério direito, isso porque ele fala que as síndromes desse lado do cérebro são menos distintas e perceptíveis do que os danos ocorridos no hemisfério esquerdo, já que as síndromes do hemisfério direito estão mais relacionadas com os distúrbios neurológicos que afetam a essência do indivíduo e sua sensibilidade emocional e psicológica. E é dessa relação que ele destaca no livro, síndromes que poderiam ser consideradas como uma patologia fisiológica no cérebro e, como tal, ser diagnosticada e tratada, quando possível, pela medicina como uma deficiência cerebral do sujeito, porém para Sacks, esses distúrbios são mais que isso, não são apenas patologias de um sujeito sem nome, mas sim histórias de pessoas que tiveram suas vidas totalmente modificadas por um distúrbio no cérebro. Para ele, não basta somente diagnosticar o caso, o importante entre a relação médico-paciente é “entender” como se processa esse distúrbio, e isso só é possível quando o médico acompanha de forma mais expressiva o cotidiano do paciente, investigando as causas aparentes e evolução desse distúrbio no mesmo. Conforme Sacks, infelizmente na atualidade vivemos um paradoxo, tendo uma medicina avançada tecnologicamente podendo mapear cada centímetro do nosso corpo, até mesmo do cérebro, reconhecendo onde está alojado cada enfermidade ou distúrbio na fisiologia do indivíduo, mas essa mesma medicina não o integra como pessoa, não consegue interagir com esse indivíduo como uma pessoa única que tem um nome, uma vida que está relacionada a essa patologia, e não somente um corpo dissecado pela ciência para analisar suas partes.
Assim, temos na primeira parte “Perdas”, que são as histórias de pacientes com lesão ou mau funcionamento das áreas gnósicas do cérebro que refletem em perdas das funções de interpretação do indivíduo, como no capítulo do Homem que Confundiu sua Mulher com o Chapéu que deu origem ao nome do livro, que lesou as áreas de memória visual e partes da área visual e não reconhece mais pessoas, lugares ou objetos, somente entende as formas abstratas e geométricas sem conseguir relaciona-las com suas memórias, o que nos permite dar sentido e emoção as coisas. Ou ainda, como no capítulo da Mulher Desencarnada que perdeu a capacidade de sentir todo o seu esquema corporal e se sente sem corpo, sem conseguir se relacionar com ele.
Na segunda parte, “Excessos”, são relatados os casos de pessoas que por um desequilíbrio ou lesão do cérebro passaram a exercer com exagero algumas funções, como no caso do paciente com Síndrome de Tourette com distúrbios que o levam a excitação das emoções e paixões em demasia, fazendo com que sinta raiva demais, alegria demais, exaltações que não consegue controlar normalmente, vivendo sempre no excesso de suas emoções.
Já terceira parte, “Transportes”, vamos conhecer casos de pessoas com anormalidades nos lobos temporais e sistema límbico do cérebro que os transportam através de suas memórias e imagens mentais para infância ou no mundo dos sonhos, como uma senhora um pouco surda e que passou a ouvir uma sinfonia particular constante no seu íntimo, do seu idioma natal, reminiscências de uma infância perdida e que não tinha acesso por bloqueios psíquicos, o que possibilitou á ela um resgate inestimável de um período de sua vida que achava não possuir.
E, na última e quarta parte, Sacks relata casos de pacientes com deficiência mental, a qual chama “O Mundo dos Simples”, e nos traz um universo maravilhoso de possibilidades, de pessoas consideradas incapacitadas socialmente e, no entanto, apresentam habilidades extraordinárias em outras áreas que não intelectual como, na música, pintura e no teatro. A cada caso, ele apresenta um paciente com uma habilidade específica e que nos deslumbra e emociona ao mesmo tempo, pois constatamos como o ser humano é único, maravilhoso e complexo.
O livro foi distribuído didaticamente por quatro partes, tendo cada uma os relatos de histórias de pacientes com distúrbios em comum, deixando o leitor a cada parte lida, estimulado e curioso para saber o que virá á seguir. Dessa forma também, fica mais claro o entendimento sobre as conseqüências desses distúrbios para os leigos por estarem agrupados dentro de uma mesma linha de raciocínio, o que nos permite uma análise e reflexão maior dos casos e como ainda se tem muito a aprender dessa máquina maravilhosa chamada cérebro, mas o que Sacks deixa claro nesse livro é a ligação desse fascinante órgão não só com o seu corpo e suas funções, como também, ou muito mais, com todo o seu campo emotivo e subjetivo que envolve esse ser humano.
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