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As Vítimas-Algozes

Quadros da Escravidão

Joaquim Manuel de Macedo
Resenhas
Recentes
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Prof. Davel 17/03/2014

Documento de libertação
Com um olhar Romântico e usando a Literatura como de fundo, Joaquim Manuel de Macedo retrata o contexto do período pré-abolição da escravatura. É sem dúvida uma leitura para leitores atentos e sensatos. Não dá para incriminar ou desconfiar do autor. É, pois, um homem de sua época, com o pensamento longe, longe...
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Rosimeire 27/02/2014

Interessante
Joaquim Manuel de Macedo em "As Vitimas Algozes" apresenta as mazelas da escravidão,deixando claro que aquele que é vítima da escravidão pode torna-se um algoz.Em quatro histórias,o autor faz reflexões interessantes sobre um dos piores momentos da História.
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chaany 26/05/2013

Lucinda, a mucama
A leitura desse conto de Joaquim Manoel Macedo me despertou muitos questionamentos. Através de uma leitura fluida, super fácil e tranquila e com tantos personagens cativantes, Macedo narra uma história enfocando no problema da escravidão do país. O grande problema é que para Joaquim Manoel Macedo, “o grande problema da escravidão do país” é outro. Sem dúvida, estamos diante de um livro abolicionista, mas se engana quem pensa tratar de um livro que abraça questões humanitárias. Aqui, se faz necessária a abolição da escravatura justamente para manter os negros bem distantes, pois a influência negra no dia-a-dia dos brancos causa a perversão e a desmoralização branca.

O título Vítimas Algozes é mencionado inúmeras vezes ao longo da obra, pois o seu objetivo é provar que os negros, apesar de “vítimas” da escravidão, são também “algozes” pelo prejuízo que causam aos brancos. Já os brancos, por sua vez, são “algozes” por conceberem a escravidão, mas se tornaram “vítimas” da má influência dos negros. Enfim, só a existência de algum livro para tais fins já causa muito horror na minha cabeça e foi muito difícil realmente acreditar que essa era a intenção de Macedo, eu ficava torcendo pra no final ser tudo uma grande ironia, mas infelizmente é exatamente isso mesmo que ele pensa. Apesar disso, é um livro muito bem escrito e como já dito anteriormente, com personagens bem interessantes e tipicamente românticos: uma donzela que precisa ser salva por um mocinho das garras bandidas de um bonito vilão e de uma negra perversa. O herói dessa narrativa me cativou em especial, pois ele realmente reúne em si todas as características nobres de um homem e acredito que não tem como não terminar o conto pelo menos um pouco apaixonada por esse mocinho!

Acho a leitura da obra altamente recomendável para quem tiver senso crítico e interesse pelo Romantismo Brasileiro, pois é um livro bem característico da época e de um pensamento que com certeza retratava uma parte da sociedade naquele momento e por isso não pode ser ignorado. Muito interessante para estudos acadêmicos.

www.centraldaleitura.wordpress.com
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Augusto 24/09/2012

Visão da elite imperialista sobre a escravidão no Brasil.
Ao começar a ler o livro mais do quê analisar a história prestei mais atenção nas relações dos personagens brancos com os negros, e a pertinência com que é tratada a maldade dos negros, que segundo o autor é inerente a todos naturalmente e maximizada pela condição de escravo. Essa é a síntese do argumento dele para por fim a escravidão. Mesmo as histórias sendo bem escritas trazendo conexões de fatos para o desenrolar do enredo o Manuel de Macedo quer deixar claro que o fim não seria diferente, mesmo não acontecendo os fatos descritos por eles.
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Lauren 03/04/2011

Um clássico que vale a pena ler
Comecei a ler apenas por obrigação, para fazer um trabalho no colégio, mas acabei me empolgando bastante com a leitura.
Gostei muito da forma como Joaquim Manoel de Macedo apresentou o tema "escravidão". Apesar de defender a abolição, não deixou de recriminar os atos dos escravos. São 3 histórias extremamente emocionantes que nos faz querer chegar logo ao fim para saber o desfecho. Com uma linguagem antiga mas totalmente compreensível, indico a todos que se interessam pela época brasileira da sociedade escravagista que nós não presenciamos.
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