Crônica de Uma Morte Anunciada

Crônica de Uma Morte Anunciada
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Resenhas - Crônica de uma morte anunciada


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Dayane 14/04/2015

Crônica de uma morte anunciada
Em Crônica de uma morte anunciada como o próprio nome já sugere trata da história da morte de um homem e tudo o que ocorreu antes durante e depois dela.
O narrador da história é alguém que acompanhou o ocorrido de perto e anos mais tarde volta a cidade para reconstruir toda a história em forma de crônica, ele colhe relatos de grande parte dos envolvidos dando a cada um a oportunidade de dar sua versão do fato, mostrando ao leitor diversas visões diferentes da mesma história e principalmente sua visão.
A morte anunciada é a de Santiago Nasar, jovem rico filho de árabes, e de boa aparência física um jovem comum com anseios comuns aos rapazes de sua época.
A morte de Santiago Nasar tem motivo original no casamento de Ângela Vicário Com Bayardo San Romá. Bayardo é um homem rico que gosta de ostentar suas posses chegando a ser arrogante, chegara à cidade a pouco tempo e ninguém sabia sua origem nem que propósito o trouxe, porém logo ele se encantou por Ângela Vicário e decidiu torna-la sua esposa. Ângela era uma mulher simples de origem humilde e aceita casar por conta da insistência de sua família que se encanta com o noivo que possui grande poder de aquisição.
O casamento por conta de sua grandeza e uma quantia de gastos incalculáveis torna-se um grande acontecimento na cidade e ninguém podia imaginar a tragédia que se sucederia. Na noite de núpcias do casal Bayardo descobre que Ângela não era mais virgem apesar de ela ter sido aconselhada por suas comadres a usar artimanhas para esconder o fato Ângela nada faz, e é devolvida a casa dos pais cinco horas depois do casamento.
Já em casa Pura Vicário sua mãe, dar nela uma surra e seus irmãos exigem que ela os diga o nome do homem responsável por sua desonra, ela então diz ter sido Santiago Nasar, daí então seus irmãos gêmeos Pablo e Pedro Vicário devem cumprir o duro papel de vingar a honra da irmã matando Santiago.
A morte veio a acontecer no dia seguinte ao casamento, Santiago passara a noite na festa com seu amigo Cristo Bedoya e ainda na madrugada dirigiu-se a sua casa para dormir algumas horas antes da visita do Papa que aconteceria bem cedo pela manhã, enquanto isso os irmãos Vicário anunciavam para quem quisesse escutar que iriam matar Santiago Nasar, e faziam isso com o intuito de que alguém os impedisse, o que não ocorreu, das inúmeras pessoas que sabiam do anúncio, pouquíssimas deram crédito a história, e muitas das que podiam evitar a tragédia não o fizeram por vários motivos o principal deles é justamente a descrença.
No dia da morte de Santiago, inúmeros acasos combinaram-se tornando possível aquilo que era desacreditado por todos, nunca se soube, no entanto se Santiago era ou não o culpado, porém todos os indícios apontavam para sua inocência diante do fato e acreditava-se que Ângela tenha escolhido seu nome para proteger seu verdadeiro amante e por que achou que por conta de sua fortuna não lhe fariam mal algum.
Muitas coincidências ocorreram no dia da morte de Santiago e o próprio narrador o descreve como “o dia em que fazia um tempo fúnebre”.
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Gabriel Failde 26/03/2015

Nunca existiu uma morte mais premeditada do que a de Santiago Nasar. E, com toda certeza, também não poderia existir melhor escritor para contá-la do que Gabriel Garcia Márquez. Apesar da leitura rápida, o livro “Crônica de uma morte anunciada” deixa uma onda de pensamentos infinitos no ar. Narrado em primeira pessoa, o autor conta passo a passo de um assassinato no qual uma cidade inteira já sabia que iria acontecer. Santiago Nasar, vítima fatal, morreu por ser acusado de ter desvirginado Ângela Vicário, noiva de Bayardo San Román. Na lua de mel do casal, Román descobre que Ângela fora desonrada e devolve a mulher para a família Vicário. Após a revelação de sua volta, Pedro e Pablo Vicário anunciam para quem quiser ouvir que matariam Santiago Nasar, com o intuito de resgatar a honora da irmã. Para entender melhor todos os acontecimentos do caso, o autor conversa com diversos personagens e monta um quebra-cabeça, cujas peças vão se encaixando pouco a pouco. A partir dos relatos colhidos, e de sua memória, ele narra toda a história que culminou no assassinato premeditado. “No dia em que o matariam, Santiago Nasar levantou-se às 05h30 da manhã”.
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Lili 17/03/2015

Crônica de uma morte anunciada
Mais uma vez, a excelente escrita de Gabriel García Márquez.

Livro muito interessante. Apesar de conhecermos o destino de Santiago Nasar desde antes do começo do livro, ainda no título, a narrativa consegue nos envolver e instigar a continuar a leitura até o fim, e a cada página com ânsia maior.

O que achei mais marcante foi a letargia dos conhecidos, amigos e parentes da vítima, que a todo tempo se preocupavam com ele mas achavam outra coisa “mais urgente” para fazer, ou mesmo não tinham coragem (?) de avisá-lo do perigo que estava correndo.

Como nos outros livros que já li do autor, a qualidade da obra é a própria narrativa. Não é uma história com mistérios (o grande mistério de Angela Vicario simplesmente não vem ao caso), com algo a ser solucionado; é uma descrição crua e até um pouco cínica de uma comunidade, com seus habitantes, seus costumes e suas prioridades.
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Rodrigo Pereira 07/02/2015

Um dos melhores da literatura latino-americana
O livro é bastante curto, apenas 178 páginas com letras grandes (Edição Record, 1996). Como o próprio título informa, é a história de uma morte anunciada. Logo no início, na 1ª frase, já sabemos o fim da trama: “No dia em que o matariam, Santiago Nasar levantou-se às 5h30m da manhã para esperar o navio em que chegava o bispo”. O mérito de García Márquez foi sua capacidade de manter o suspense mesmo com o final já declarado. Você fica preso na leitura não pelo desejo de descobrir a conclusão do fato (pois já sabemos), mas para descobrir os detalhes do mesmo. Esses detalhes são confusos, com testemunhos diferentes para a mesma questão.
Além disso, praticamente todos sabem que o pobre Santiago Nasar pode ser assassinado, mas poucos tomam atitude. Quando tomam, é tarde demais. Talvez um dos planos do autor, ao elaborar a configuração da obra, tenha sido simplesmente mostrar como o coletivo de uma pequena cidade do interior lida com boatos, levando-se em conta que muitos são habitantes com comportamentos e conceitos de vida extremamente ultrapassados. A comunidade, por ser isolada do mundo moderno e de seus modos, permite que certos meios equivocados de justiça sejam aceitáveis e, inclusive, justificáveis. O cenário montado por García Márquez se assemelha muito com situações reais, onde mesmo com todas as probabilidades “anunciadas”, poucos se envolvem, poucos se importam e muitos fingem não entender. Segue abaixo um trecho interessante sobre esse ponto, quando os irmãos Pedro e Pablo Vicário já anunciaram aos quatro ventos o assassinato que realizariam:

“- Vamos matar Santiago Nasar – disse-lhe
Meu irmão não se lembrava. “Mas ainda que me lembrasse, não teria acreditado”, disse-me muitas vezes. “Quem podia, porra, imaginar que os gêmeos iam matar alguém, e ainda mais com suas facas de porco!” Em seguida perguntaram-lhe onde estava Santiago Nasar, pois tinham visto os dois juntos às duas horas, e meu irmão não se lembrou nem da própria resposta.” (Pág. 102-103)

Crônica de uma morte anunciada é um livro pequeno, de leitura fácil, rápida, instigante, envolvente, que foi escrito por um dos maiores escritores latino-americanos e vencedor do Prêmio Nobel de Literatura... ufa! Precisa de mais motivos para ler?! Caso você não tenha o hábito de procurar literatura do nosso continente, nunca é tarde para começar. Essa é uma ótima opção e com certeza despertará interesse por outros grandes clássicos desse autor.
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Erika 28/01/2015

Só mesmo Gabriel García Márquez para revelar o mistério todo no início do livro e mesmo assim ser impossível parar de ler...

Não conseguiria expressar o encanto que este livro me provocou. Quem dera eu pudesse escrever tão bem quanto o grande Gabo e assim vocês compreenderiam o quão sensacional este livro é.


Frases:

"Estava mais sadio que nós, mas quando a gente o auscultava sentia borbulhar as lágrimas dentro do seu coração."

"Numa noite de bom humor, derramou o tinteiro sobre a carta terminada e em vez de rasgá-la acrescentou um post-scriptum: Como prova do meu amor, envio-lhe minhas lágrimas."

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Egídio Pizarro 24/01/2015

É em um livro como esse que a gente percebe a genialidade de um autor. Gabriel García Márquez se exime de colocar mistério ou reviravoltas nessa história - logo na primeira frase já se sabe quem vai morrer e os assassinos não tardam a ser revelados de forma bastante casual, sem nenhum suspense. E ainda assim é uma grande obra, que prende o leitor através de sua narrativa impecável e não pelo mistério.
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Lianny 13/01/2015

"A fatalidade nos torna invisíveis."
Narrado à moda jornalística a primeira linha da obra declara: "No dia em que o matariam Santiago Nasar levantou-se às 5h30m da manhã", o narrador apresenta os fatos que culminariam na tragédia, bem como repassa entrevistas feitas com os envolvidos e fornece um panorama geral e imparcial da história.
A morte de Santiago não é anunciada apenas ao leitor, mas também a todos os outros personagens, não há mistério ou segredo algum, os gêmeos Vicário o assassinariam em defesa da honra da irmã.
Rapidamente a trama se delineia e estabelece-se o suspense: Quando Santiago ficaria a par da ameaça? Tarde demais.
Crônica de uma morte anunciada traz a angústia de um pedido de socorro que ninguém atende.
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Dalila 29/12/2014

Uma história envolvente e com um final já anunciado assim como no título.A morte do personagem Santiago Nasar é o principal acontecimento e o motivador da história, que no final deixa em aberto se os motivos para o assassinato são ou não reais. Os demais personagens complementam o enredo e contribuem para o desfecho da história.
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Gabi 21/08/2014

intrigante, fantástico.
Quer ver essa resenha acesse o blog:
http://freelikeabook.blogspot.com.br/2014/08/cronica-de-uma-morte-anunciada.html

site: http://freelikeabook.blogspot.com.br/2014/08/cronica-de-uma-morte-anunciada.html
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Natael 04/08/2014

Empolgante
Uma narrativa que atrai o leitor, com idas e vindas no tempo da em que se desenvolve a trama, ainda mais que o desfecho de tudo já é revelado logo no inicio da leitura e cabe ao autor segurar a nossa atenção com os detalhes que levaram a esse desfecho.
Um toque de suspense visto que o protagonista Santiago Nasar passa todo o tempo sem saber de nada e isso nos leva a uma grande ansiedade como se quiséssemos salvá-lo de um destino que já estava traçado.

Ótima obra, leitura obrigatória para os amantes da literatura.
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Angelo Israel 09/07/2014

.
[2014] [20.8] Gabriel García Márquez [1981] Crônica de una muerte anunciada [Crônicas de uma morte anunciada].

Hoje percebo uma evolução
2012 foram 3 livros lidos
2013 foram 9 livros lidos
2014 foram 8 livros e lidos e estou no primeiro semestre.
Agora tenho metas de leitura e uns 700 livros na fila.
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Wagner 11/06/2014

UMA OBRA ATEMPORAL...
Agora entendo por que Gabriel Garcia Marquez foi (e ainda é) tão agraciado pela crítica...
A obra "Crônicas de uma morte anunciada" é, sem dúvida, uma belíssima composição, na qual salta aos olhos o realismo pelo qual ficou marcado seu autor.
Realismo esse que, diga-se, ressalta os mínimos detalhes de uma obra relativamente pequena (possui ao todo meras 157 páginas).
Ponto mais interessante, entretanto, eu diria, é o fato de o grande acontecimento do livro vir logo nas primeiras linhas: "No dia em que iam matá-lo, Santiago Nasar levantou-se às 5 e 30 da manhã para esperar o barco em que chegava o bispo. Tinha sonhado que atravessava uma mata de figueiras-bravas, onde caía uma chuva miúda e branda, e por instantes foi feliz no sono, mas ao acordar sentiu-se todo borrado de caca de pássaros."
É incrível como, apesar disso, o livro nos prende e motiva a terminá-lo (o fiz em 48h, nas quais me concedi a honra de duas sessões noturnas, entremeio ao projeto de mestrado que atualmente construo).
A conclusão a que chego, todavia, é que, apesar de publicada em 1981, a obra é uma incrível crítica a contemporaneidade (ou essa "sociedade individualizada" em quem vivemos, como diria Zygmunt Bauman), na qual, apesar de sabermos e, assim, podermos, vez que outra, evitar muitos dos males cotidianos, preferimos, em contrário, por comodismo ou indiferença, ficarmos inertes ou na posição de meros espectadores. E isso me fica bastante claro na passagem que cito, por pensar bem resume a obra: "... coitado de Santiago Nazar, morreu cruelmente sem saber o motivo, em meio a uma sociedade preconceituosa que não o ajudou, com exceção de alguns amigos."
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Emailson 17/05/2014

Um morte anunciada - Crônica
Crônica de uma morte anunciada – Gabriel García Marquez

A obra: crônica de uma morte anunciada, do já consagrado escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez, é um romance de narrativa fantástica que mistura a descrição de estilo jornalístico com elementos de uma literatura sofisticada e sem compromissos com a linearidade temporal dos fatos. O fato trágico é anunciado no começo do livro e encerra o seu fim. A leitura da obra é instigante e nos leva a um microcosmo revelador e instigante. Os elementos naturais e os costumes do local, o modo como vivem, as crenças e hábitos ocupam um lugar de segundo plano na narrativa, mas completam a diegese provocada pelo augúrio funesto que é a morte do personagem principal (Santiago Nasar).

A morte anunciada de Santigo Nasar ocupa as linhas do romance e envolve o leitor em um conjunto de ações e testemunhos dos personagens que previam e sabiam do desejo dos irmãos vicário, que com as facas que matavam os porcos retalhariam Santiago para “recuperar” a honra da irmã supostamente perdida. Um crime de honra que não ficou a todo esclarecido. O destino trágico de Santiago Nasar é resultado de fatos e ações incompreendidas e pouco moralizantes. Qual o preço que se paga por nos deixarmos entregar e fazer parte de uma sociedade cheia de preconceitos e visões de uma moral falsa e pautada por princípios que facilmente se perdem na liquidez das regras e na irracionalidade dos homens?
O local da estória é um pequeno vilarejo mesclado por diferentes culturas e povos. Árabes, indígenas, africanos e espanhóis. A natureza é um dos elementos mais presentes na narrativa
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Henrique 08/05/2014

E como foi anunciada...
"Fatalidade, destino, o absurdo da existência humana." e mais uma vez o senhor Gabo me encanta com sua genialidade. não quero e nem vou me estender no assunto, até porque a experiência de entrar em contato com essa história sem a noção de que rumo ela tomará é simplesmente inigualável. livrinho fascinante que precisa ser lido! assim como na santa trindade distópica, esse aqui também possui críticas sociais muito pertinentes a qualquer época, sobretudo a atual da qual fazemos parte =) a escrita do autor é muito prazerosa e quando você percebe, já terminou o livro. mas a reflexão/sentimento permanecem por muito tempo (...) esse foi o meu terceiro contato com o GGMárquez (sendo o primeiro, o incrível Memória de minhas putas tristes -que é o meu favorito- e o segundo, Cem anos de solidão, que está em andamento há um bom tempo já. rs) leiamos, sim?! ;)
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Livretando 16/01/2014

Resenha: Crônicas de uma morte anunciada
O “spoiler” já é divulgado desde a primeira frase: “No dia em que o mataram, Santiago Nasar levantou-se às 5h30 da manhã [...]”. Mas o que tem esse livro pra que uma pessoa que é veemente contra descobrir o final de uma história antes do tempo, como eu, se apegue à leitura? Simples: Gabriel García Márquez.

Um destino inevitável, como sentenciado anteriormente, mas por motivos desconhecidos para o leitor. É a esse detalhe que García Márquez se apega, ele guia o expectador brilhantemente pela reconstituição dos fatos até chegar ao momento esperado. É como se, gradativamente, uma lâmpada fosse acendendo e a luz fosse aos poucos alcançando os mínimos detalhes de um cômodo e revelasse todas as peças que compõem o ambiente.

Admito que estava receoso com o meu primeiro contado com a escrita desse consagrado autor, bem como admito também estar sendo desafiador tentar descrever tal experiência. Só consigo pensar: foi diferente. Mas diferente de uma forma boa. A peculiaridade de García Márquez no trabalhar com as palavras prende o leitor, o fazendo querer mais, por mais simples que seja a trama.

Embora acredite não estar no “TOP 5” das obras escritas pelo autor, foi uma ótima experiência, responsável por atiçar ainda mais a minha vontade de ler mais algo escrito por ele. E acredito já ter uma escolha definida: “Cem anos de solidão”.

site: http://livretando.blogspot.com.br/2013/09/cronicas-de-uma-morte-anunciada-gabriel.html
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