A Cor Púrpura

A Cor Púrpura
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Resenhas - A Cor Púrpura


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Radija Praia 21/03/2016


Ambientado no Sul dos Estados Unidos, por volta do período de 1900 a 1940, o livro “A Cor Púrpura”, de Alice Malsenior Walke, publicado em 1982 e vencedor do Prêmio Pulitzer de 1983, conta a história de Celie, jovem negra nascida na pobreza em uma cidade segregada.

Estuprada pelo “pai”, teve dois filhos desse abuso, e foi obrigada a se separar deles e de sua irmã para se casar de modo forçado com um marido abusivo e violento. Em uma série de cartas para Deus e para sua irmã Nettie, Celie conta a história de sua vida.

As cartas de Celie carregam o conto de isolamento e de amor, de violência e sexualidade, da pobreza e da ambição, das relações atrito entre homens negros e mulheres negras e de uma espiritualidade interior que não é facilmente contida. Sua voz encorpada emerge temperamental e honesta em uma forma literária inerentemente íntima. Enquanto ela é a protagonista do romance, não é a protagonista de seu mundo.

Eu tenho que admitir, no começo foi muito difícil entrar na narrativa, principalmente por causa da escrita, mas quando cheguei gradualmente mais profundo fui capaz de me adaptar a linguagem de Celie. Suas cartas escritas em dialeto quebrado resultaram aqui em justaposição surpreendente e lirismo.

No romance o leitor não só assiste a mudança da personagem, como também sente essa mudança através do ritmo de suas palavras.

Os temas aqui são: violação, questão da sexualidade, violência doméstica, racismo... Então, eu aconselho as pessoas que estão interessadas em ler este livro a ficarem conscientes disso.

"A Cor Púrpura” é um romance de contrastes: a opressão sexual e liberação sexual; violência e protesto silencioso. É sobre encontrar o seu próprio caminho, e isso é exatamente o que Celie fez no decorrer da narrativa.

Sua voz aqui cristaliza as experiências de uma geração de mulheres negras e, provavelmente, mulheres de todas as nacionalidades.

Alice Walker leva o leitor à beira de um abismo, onde desviar o olhar não é uma opção.

P.S. Existe uma adaptação cinematográfica de 1985, dirigida Steven Spielberg.
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"Se ao menos eu tivesse compreendido então o que eu sei agora!" ele falou.
"Mas como poderia? Existem tantas coisas que nós não compreendemos. E tanta infelicidade acontece por causa disso."

@rhadijapraia


site: https://www.instagram.com/p/BDOSEE9HakC/
Ana Lícia 03/04/2016minha estante
Quero muito este livro.




Ana 13/03/2016

Já tinha ouvido falar do filme A Cor Púrpura, dirigido pelo incrível Steven Spilberg, tendo Whoopi Goldberg no papel principal (que, inclusive, lhe rendeu a indicação ao Oscar de melhor atriz 1986). Não assisti ao filme, primeiro porque não sou muito fã de filmes no geral, segundo porque morria de vontade de ler o livro antes, de qualquer forma. Vocês não calculam a minha felicidade quando vi A Cor Púrpura nas opções que a Editora Record mandou para os parceiros em fevereiro.

Neste romance, Alice Walker descreve a história de Celie, entre 1900 e 1940. O livro todo é narrado através de cartas que Celie escreve, primeiro para Deus, depois para sua irmã, Nettie. Nessas cartas, a protagonista faz um desabafo do seu dia-a-dia: primeiro os abuso sexuais que sofria pelo Pai, depois o relacionamento violento com o marido, além das dificuldades impostas pela sociedade, já que Celie é mulher, pobre e negra, além de semi-analfabeta.

O fato de Celie não ter sido educada adequadamente, faz com que a linguagem de todo livro seja totalmente alegórica, o que faz o leitor se sentir íntimo da personagem. A maioria das cartas são bastante rápidas e pungentes, com ortografia próxima à língua oral, e reais até demais para o meu gosto. Os relatos são tão sofridos que dão pena e até raiva em alguns momentos, principalmente nos episódios em que as mulheres eram rebaixadas.

Não conheço outras obras de Alice Walker, mas posso dizer que ela desenvolveu A Cor Púrpura com tremenda maestria. Desde as primeiras páginas me vi totalmente absorta e, ao mesmo tempo, assustada e agoniada. Como não se impressionar com um livro que tem uma cena de estupro em sua segunda página? Walker tratou não só do racismo (que atinge ambos os sexos), mas todas as outras consequências de uma sociedade incrivelmente machista e paternalista para nós, mulheres. Imaginem só: ser mulher, naquela época, era motivo para ser "menos"; ser mulher e negra agravava ainda mais a situação.

Com o passar do tempo, acompanhamos uma mudança de atitude de Celie, principalmente depois que Shug Avery entra em sua vida. Sua ânsia para se libertar de todo os seus sofrimentos era tão grande que, com a ajuda dessa mulher ímpar e de diversas outras que acabam aparecendo no decorrer da história, luta por si mesma, passando por cima de todos os preconceitos da época. Assim, ela percebe que, como todo ser humano, tem valor e, principalmente, direitos. Sendo assim, A Cor Púrpura é um livro com um tema totalmente atual, apesar de ter sido escrito no século passado, principalmente se levarmos em conta os movimentos de igualdade de gênero.

A vida de Celie e de todas as suas companheiras serve de inspiração para vermos as milhares de coisas que conquistamos daquele tempo para cá, mas, infelizmente, acaba se tornando, também, um recado para lembrarmos de que ainda há muito para se conquistar. Não só se referindo às mulheres, mas aos direitos humanos em si.

site: http://www.roendolivros.com/
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Fledson.# 08/04/2010

Gostei da história. Já havia visto o filme, e gostado muito.
Uma coisa que eu não sabia era que a Celie era lésbica, pois no filme eles deixaram meio subentendido, acho que por causa da censura da época,o filme é de 1985.
Me emocionei com o livro também, muito bom, recomendo. =D
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Leitora Viciada 06/04/2016

Resenha para o blog Leitora Viciada
Originalmente publicado em 1982, A Cor Púrpura (The Color Purple), obra-prima de Alice Walker, ganhou o Pulitzer e o American Book Award. Relançado em 2016, pela Editora José Olympio (do Grupo Editorial Record) em uma nova edição revisada, com novo e lindo formato. A décima edição do livro no Brasil recebeu nova imagem de capa, páginas são levemente amareladas (papel off-white), fonte tradicional e diagramação simples, orelhas informativas e revisão cuidadosa. Pela linguagem particular creio que o romance tenha sido complexo para os editores; as equipes de tradução, revisão e diagramação realizaram um trabalho primoroso.
Considerado um dos melhores títulos da literatura contemporânea para alguns críticos, enquanto que para outros especialistas sua importância é maior: um dos melhores de toda a história da literatura. Particularmente, uma das mais marcantes obras que já li. É poderosa, inquietante, reflexiva e genuína. Tão franca, crua e verdadeira e com personagens tão sinceras e estruturadas que a história se torna viva e crível ao ponto de me fazer pensar por diversos momentos se não seria verídica. E é, de certa forma, visto que mostra a dureza da vida de mulheres negras americanas no início do século XX. Com dramaticidade e exploração extraordinária de personagens marcantes, Alice Walker nos apresenta uma ideia do sofrimento e malefícios causados pelo machismo, ignorância e racismo. Não parece ficção e esse é o ponto mais chocante da leitura, imaginar como situações semelhantes às que Celie, Nettie, Shug Avery, Sofia, Tampinha, Corrine, Olivia e Tashi sofrem ou presenciam eram corriqueiras e continuam a ocorrer em nossa sociedade em pleno século XXI.
A Cor Púrpura foi inspiração para Steven Spielberg compor uma obra cinematográfica homônima em 1985, com Whoopi Goldberg, Margaret Avery, Oprah Winfrey e Danny Glover no elenco. Foi indicado a onze Ocars em 1986, mas não ganhou nenhum. Goldberg ganhou por Melhor Atriz os prêmios Golden Globe Awards 1986 e National Board of Review 1986; esta premiação também escolheu A Cor Púrpura como Melhor Filme.
Em 2016, A Cor Púrpura ganhou adaptação na Broadway com Cynthia Erivo, Jennifer Hudson, Danielle Brooks e Isaiah Johnson.

Para ler toda a resenha acesse o Leitora Viciada.
Faço isso para me proteger de plágios, pois lá o texto não pode ser copiado devido a proteção no script. Obrigada pela compreensão.

site: http://www.leitoraviciada.com/2016/04/a-cor-purpura.html
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