O Homem Bicentenário

Isaac Asimov



Resenhas - O Homem Bicentenário


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Lili Machado 01/10/2014

O foco desta estória tantas vezes apresentada na literatura universal, ao longo dos séculos, é a questão ainda não respondida, quanto ao que é ser humano.
Esta obra prima de Isaac Asimov é a estória do robo Andrew Martin (nascido NDR-113) e sua jornada para conseguir direitos e privilégios, aparência e fraquezas de ser um humano completo.
Quando foi levado pela primeira vez para trabalhar na casa de um rico homem de negócios, Gerald Martin, Andrew era um robô doméstico comum. Mas logo desenvolveu seus circuitos de memória, com habilidades artísticas em carpintaria e escultura, que lhe dão grandes lucros financeiros.
Com o tempo, sua mente positrônica se expande, começa a usar roupas, e ele consegue direitos legais e a liberdade, passando a fazer parte da família Martin.
Seus amigos e familiares seguem a vida, morrendo, enquanto Andrew vai sobrevivendo com a reposição de suas partes mecânicas, por próteses orgânicas criadas por ele mesmo.
Depois de passar a viver Finalmente, deseja ser declarado humano em todos os aspectos, inclusive trocando seu cérebro positrônico por um de verdade. Andrew devota toda a sua existência neste esforço, mas a humanidade não está pronta para admitir uma máquina entre seus pares.
Desnecessário dizer que o foco desta estória tantas vezes apresentada na literatura universal, ao longo dos séculos, é a questão ainda não respondida, quanto ao que é ser humano.
Um livro provocante e fascinante, com uma estória contada através de um viés emocional gostoso e fácil de ler feito para se pensar.
O escritor Isaac Asimov foi quem criou as famosas Três Leis da Robótica - três princípios idealizados a fim de permitir o controle e limitar os comportamentos dos robôs que este trazia à existência em seus livros de ficção científica. O objetivo das leis, segundo o próprio Asimov, era tornar possível a coexistência de robôs inteligentes - as leis pressupõem inteligência suficiente para os robôs tomarem suas próprias decisões - e humanos; impedindo assim que aqueles venham a se rebelar contra ou mesmo subjugar estes.
As três diretivas que Asimov fez implantarem-se nos "cérebros positrônicos" dos robôs em seus livros são:
1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.
2ª Lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
3ª Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.
Em tempos atuais, diante dos contínuos avanços nas áreas da biônica, cibernética e inteligência artificial, as diretivas de Asimov ganham a cada dia uma importância maior frente a realidade. No ritmo em que as coisas andam atualmente, as Leis da Robótica em breve contarão realmente com o status de lei.
Não existe o direito de negar a liberdade a qualquer objeto com uma mente suficientemente avançada para apreender um conceito e desejar tal condição. - juiz na decisão de tornar o robô Andrew Martin, um ser liberto.
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SG1 07/07/2014

Livro de contos e outros trabalhos de Isaac Asimov
As três leis da robótica:
1. Um robô não deve fazer mal a um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra qualquer mal;
2. Um robô deve obedecer a qualquer ordem dada por um ser humano, desde que essa ordem não interfira com a execução da Primeira Lei;
3. Um robô deve proteger a sua existência, desde que esta proteção não interfira com a Primeira e Segunda Leis.

Surpreendi-me ao iniciar a leitura do livro "O homem bicentenário", edição de 1974, pois percebi que se tratava, na verdade, de um livro que continha várias histórias de Issac Asimov (12, para ser mais exata), e não somente aquela dita no título.

Não sei porque, mas nesta edição (não sei como foi feita as outras) não foi especificado o título como "O homem bicentenário e outras histórias", como foi feito no título original (The bicentennial man and other stories).

O primeiro trabalho do autor neste livro foi um poema bem curto. Tal falava sobre o próprio Issac Asimov, o qual contou a história do surgimento do poema apresentado.

O segundo trabalho, trata-se de um conto, intitulado "Intuição Feminina". Fantástico, principalmente com relação ao final. Isaac fala que tal história surgiu por causa da sugestão de uma grande amiga sua, para qual, inclusive, foi dedicado o livro.

Neste conto eu amei a personagem Susan Calvin, que, no início da história foi descrita como insuportável, porém no fim dela, o leitor percebe que ela é insuportável aos homens, pois é feminista. O jeito como se vinga dos cientistas que criaram uma robô mulher e chamaram sua inteligência de "intuição feminina" foi a mais magnífica vingança da qual já ouvi falar.

O terceiro conto, intitulado "O estrondo da água", conta a história de um cara chamado "Stephen Demerest", que mora na Lua (em Luna City), porém, como é engenheiro de segurança, viaja até a unidade da "Profundeza do Oceano" (que realmente fica na profundeza do oceano) para entender melhor como funcionam os sistemas de segurança super eficazes que existem por lá. Bom, pelo menos é essa a desculpa que Demerest utiliza para poder adentar no sistema deles, com segundas intenções, claro.

Na quarta história, sob título "Para que vos ocupeis dele", narra o dilema de Keith Harriman, diretor de pesquisas da United States Robots and Machanical Men Inc., que pretende aumentar o número de robôs na terra. Para isso, Harriman necessitava criar um modo para fazer com que esses robôs soubessem como lidar com os prováveis conflitos existentes na prática das três leis da robótica. Para isso, ele decide implantar o discernimento aos robôs, sem saber ao certo, contudo, o que poderia fazer para que isso acontecesse.

[...] [...] [...]

Bom, por enquanto ainda estou lendo, mas conforme vou devorando o livro eu atualizo esta resenha! ^^
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MariMB 11/11/2012

É genial a maneira como Asimov cativa e emociona com uma personagem que, teoricamente, seria incapaz de sentir. O conto nos envolve de maneira comovente, sem precisar apelar para qualquer tipo de "paixonite de casal" (artifício utilizado no filme, por exemplo). Leitura altamente recomendada.

A edição apresenta ainda o conto "Círculo Vicioso", história que de um interessante conflito com base nas "três leis da robótica", marcando com reviravoltas deveras inteligentes.
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JPHoppe 06/10/2012

"E, enquanto eu viver, não pararei!"
Isaac Asimov talvez seja um dos mais prolíficos escritores que já existiram. Foi um dos poucos que escreveu pelo menos uma obra em cada uma das 10 grandes categorias do Dewey Decimal Classification. Sua paixão sempre foi a ciência, e a ficção científica um de seus maiores dons, do qual foi responsável por dar rosto e forma.

O livro é uma coletânea de 12 histórias, abordando vários temas: exploração do planeta e do espaço, robôs e as Leis da Robótica, mistério, viagem no tempo, etc. Destas, dou destaque para a história que dá título ao livro, "Homem Bicentenário", para a inquietante pergunta final de "A vida e os tempos da Multivac", ao desenrolar de "Para que vos ocupeis dele". "Genocídio Seletivo" aborda questões de ética de forma monumental, e suspeito que "Antiquado" deu várias ideias para Carl Sagan.

É interessante que suas histórias de robôs frequentemente abordam suas já conhecidas Três Leis da Robótica, mas cada uma explorando cada nuance, cada palavra nelas, e levando-as ao limite. De todas as histórias de Asimov, "Para que vos ocupeis dele" é a que melhor retrata esse ponto.

Um adaptação com Robin Williams no papel principal foi feita para a história-título, mas acho-a bem bobinha, e com algumas modificações que alteram significativamente a trajetória, objetivos e papel de Andrew, a ponto de perder a identidade.

Para quem gosta de ficção científica, ou que está interessado mas não tem ideia de um bom livro para começar, este livro é uma escolha excelente!
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dudu28 10/09/2012

uma grande historia escrita por um grande mestre.
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Sybylla 08/08/2012

Leitura obrigatória
Uma pena que o filme ganhou um romance entre o robô e a humana, pois no livro ele conta sua jornada solitária para ser reconhecido como um ser humano após sucessivas trocas de peças por tecnologia de bioengenharia. Os humanos abusam da proteção das três leis ao fazê-lo passar por humilhações constantes que são bem descritas por Asimov. Um bom livro para mostrar os resultados do preconceito e por ser pequeno pode ser usado em sala de aula para diversas abordagens.
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Rod 18/09/2010

Um livro bom para quem gosta de Ficção Cientifica envolvendo robôs. Ao contrario do titulo, o livro apresenta varias estórias curtas e não apenas "O homem bicentenário". Recomendo ler que gosta do gênero.
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Fabio Shiva 27/08/2010

Como é bom ver um mestre em ação!
Essa coletânea traz histórias publicadas entre 1966 e 1976, período em que Asimov estava em excelente forma. Basta dizer que nesse arco de 10 anos o bom doutor publicou nada menos que 109 livros, entre obras de ficção e não-ficção. Isso dá uma média quase inacreditável de mais de dez livros publicados por ano (ao falecer Asimov havia publicado mais de 300 livros, incluindo obras científicas, dois volumes de sua autobiografia e também um estudo sobre a Bíblia).

Quantidade não é necessariamente sinônimo de qualidade. Menos quando se trata de Isaac Asimov. Ainda não li uma história ruim dele. Mesmo as piores são ótimas!!!

Esse livro (“The Bicentennial Man” no original), então, recomendo sem restrições para quem quiser conhecer um pouco do universo de Asimov. Duas de suas melhores histórias sobre robôs estão presentes. A primeira é a própria história-título, “O Homem Bicentenário”, onde Asimov explora magistralmente o que ele chama de “robô como pathos”, ou seja, com ênfase no drama humano. Essa história rendeu um filme bem bonitinho com Robin Williams no papel-título, vale a pena conferir. E a segunda é a poderosa “Para Que Te Lembres Dele” (“That Thou Art Mindful of Him” no original), em que o autor aceita o desafio de escrever uma história sobre robôs levada a seu limite. Só lendo.

A antologia traz ainda os deliciosos comentários do autor para cada uma das histórias, que podem ser fonte de grande interesse não apenas para os fãs de Asimov, como para qualquer um interessado no processo da escrita. Pois Asimov revela com generosidade as circunstâncias em que cada história foi escrita, como ocorreram as negociações com as editoras em cada caso, o modo como algumas das histórias foram encomendadas ou sugeridas. Esses comentários valem também como registro da singular e cativante personalidade de Isaac Asimov. Nunca vi alguém conseguir elogiar tanto a si mesmo de uma forma tão simpática. Só mesmo o bom doutor!

Viva Asimov!

(22.08.08)
rogerbeier 07/05/2011minha estante
Viva!!!




Juuba 16/12/2009

senai
Li esse livro junto com uma professora.
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Bruno Alves 24/11/2009

Estruturando o caráter
Um filme que considerei ótimo só poderia ter sido baseado em um grande livro, apesar de a historia do livro Ser bem melhor e bem mais complexa do que a abordada no filme (que na verdade se apega a apenas alguns capítulos do livro) o livro se torna um pouco cansativo e repetitivo ao passar de alguns capítulos, apesar disso foi um livro que marcou minha vida por ter uma abordagem clara, objetiva e dinâmica que faz com que não tenhamos vontade de abandonar a leitura e que repensemos o nosso modo de ver o próximo.
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