A Bela E A Fera

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Resenhas - A Bela E A Fera


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Vitor 14/06/2015

A Bela e a Fera (Clarice Lispector)
O conto “História Interrompida” (pág. 13) narra um relacionamento fictício, onde uma mulher de imaginação fértil, pensa em conversas que poderia ter com o homem que ama cujo tal fato era praticamente impossível de acontecer, pois o mesmo era muito frio e duro.
O conto “A fuga” (pág. 74), narra a história de Elvira, uma mulher que resolve fugir de casa e pegar um navio sem destino, em meio à chuva. Lá ela relembra o passado e depois de um tempo, retorna pra sua casa, onde sofre afinal ninguém havia sentido sua falta.
O conto “Um dia a menos” (pág.89) narra a história de Margarida uma mulher de vida solitária e monótona. Em um dia seu telefone toca e ela fica eufórica e surpresa, mas logo a emoção passa ao saber que a mesma foi apenas um engano.
O último conto do livro é “A bela e a fera ou A ferida grande demais” (pág.99) narra a história de Carla, uma mulher rica e de bom casamento, que nas idas e vindas da vida acaba esbarrando em um mendigo. O mesmo lhe faz ver o mundo com outros olhos, pois apesar das desigualdades sociais entre eles, ambos mendigavam algo, ele dinheiro e ela amor.
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Dayane 13/04/2015

A Bela e a Fera
A Bela e a fera-Clarice Lispector
Carla de Sousa e Santos é uma bela mulher rica de apenas 35 anos, em dia comum foi ao cabeleireiro que ficava em um nobre bairro carioca, ao sair seu José o chofer deveria estar a sua espera, porém, ela havia dito que ele fosse busca-la às cinco horas e ainda eram quatro horas da tarde, pensou em chamar um táxi, porém o dinheiro que tinha era uma nota de quinhentos cruzeiros assim deduziu que o homem do táxi não teria troco, pensou então que seria interessante aguardar de pé na rua, pois fazia uma bela tarde de maio.
Enquanto esperava passou a admirar-se em espelhos pensando o quanto era bela, ela fazia parte da classe social dos que “podiam” e esse fato era devido ao seu casamento por interesse, vivia protegida do mundo real, cercada pelo luxo e ignorante com relação a realidade das pessoas de outras classes sociais.
Até que o encontro causado pelo acaso mudou totalmente sua visão do mundo e de si mesma, durante o tempo que esperava por seu chofer foi surpreendida pela imagem de um mendigo que lhe pedia esmola, ficou em estado de choque diante daquela imagem tão distante de tudo o que ela havia visto em seu mundo até então, o que havia diante dela era o produto de uma sociedade desigual, sociedade esta que ela desconhecia ate àquele momento.
O mendigo pedia-lhe dinheiro com palavras perdidas em meio a falta de dentes e ela não pôde deixar de notar “a ferida grande demais” que havia em sua perna. Pelo breve momento em que ficou sem reação a observa-lo o mendigo achou que Carla o daria pouco dinheiro ou quase nada, porém ela o perguntou se quinhentos cruzeiros estariam bons para ele, o mendigo por um momento pensou que ela estava a desdenhar dele e surpreendeu-se quando ela o deu a nota de quinhentos cruzeiros.
A partir desse momento Carla passa a refletir sobre sua vida, sua condição social, seus princípios, seus hábitos e passa a se enxergar de forma diferente, começa a perceber que o mundo vai muito além do limite da riqueza que ela conhecia, e que tudo o que ela vive são coisas superficiais distantes de muitas outras realidades, em seu momento de reflexão chega a comparar-se ao mendigo alegando que nunca pediu esmolas, mas mendiga o amor do marido que tem duas amantes, mendiga que as pessoas a achem bonita. Já ciente de tudo isso decide juntar-se ao mendigo e sentar no chão.
Já em seu carro um pouco desnorteada Carla pensa “eu estou brincando de viver”.
Este conto retrata bem as desigualdades presentes na nossa sociedade, esquematizando a realidade do rico e do pobre, da bela e da fera.
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Thalita 13/04/2015

Resenha - A Bela e A Fera
Vou falar hoje de um livro que li um tempo atrás da Clarice Lispector. Clarice é espetacular! Com certeza, é uma das grandes escritoras brasileiras e que ainda fazem grande sucesso entre os leitores nacionais. Na minha humilde opinião de leitora, qualquer leitor que se preze deve ler, no mínimo, um livro dela. Os escritos de Clarice desvendam os mistérios da alma, no âmago de compreender profundamente o ser humano. Ela é o principal nome do chamado "romance introspectivo", que trata o questionamento do ser e do intimismo.

O livro dela que li dessa vez foi "A Bela e A Fera", que é um conjunto de contos. Sinceramente, não achei um livro fácil, alguns contos são chatos, outros são grandes demais e outros tive que ler duas, três vezes para compreender a visão da escritora. Acho que não seria um livro ideal para iniciar no mundo da Clarice.

"A Bela e A Fera" é composto de oito contos escritos entre 1940 e 1941. O livro originalmente não tinha título, sendo este escolhido por seu filho, Paulo Gurgel Valente, conforme consta logo no início do livro. Acho que esse livro vale a pena ser lido por quatro contos que nele constam que eu adorei: "Obsessão", "A Fuga", "Um Dia a Menos" e "A Bela e A Fera ou A Ferida Grande Demais". Os outros contos são: "História Interrompida", "Gertrudes Pede Um Conselho", "O Delírio" e "Mais Dois Bêbados".

De forma geral, Lispector retrata nestes contos a vida como ela é, mas de uma forma profunda, explorando o que se passa dentro de nós, revelando nossas fraquezas, nossos erros e acertos, nosso egoísmo e egocentrismo, que, claro, cada um tem dentro de si.

Vale a pena a leitura! ;)

Nota: 4/5

site: http://thalitalindoso.blogspot.com.br/2015/04/resenha-bela-e-fera-de-clarice-lispector.html
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Anderson 07/01/2015

Um despertar para a realidade
Ler Clarice, para mim, e ler a alma do ser humano. A autora mesmo disse que as pessoas são tristes, e que se tornam assim depois de um "baque" que a vida dá na gente, fazendo com que acordemos para enfrentar a realidade que nos cerca.
Os contos desta coletânea são delicados, pois nos conta histórias de beiram à realidade da vida.

Ler Clarice é ler uma verdade maquiada, triste e real.
Fortes são aqueles que encaram a escrita de Clarice Lispector.

Abs,
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Ramony 25/09/2014

"É preciso saber sentir, mas também saber como deixar de sentir..."
O intenso, imenso e terno mundo de Clarice Lispector!
A Bela e a Fera é mais um livro que nos deixa em silêncio, após à leitura de alguns textos. E, poderia falar de tantos sentimentos que este livro despertou em mim. Mas tem horas que calar ou falar é a mesma coisa! Tenho direito ao grito e tenho direito ao silêncio. Entre um e outro, apenas sinto!
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Jamille Santos 02/08/2014

A bela e a Fera – Clarisse Lispector
O livro reuniu vários contos. Alguns eu categorizaria como psicológicos alguns tratam das relações sociais, entre outras temáticas. Já li Clarisse, mas achei um livro um pouco solto, não consegui achar um sentido para alguns contos. Embora tenha amado outros. Clarisse traz muitas frases sobre o amor e as relações cotidianas que fazem o leitor parar para refletir sobre as mesmas e a vida que levamos. O conto que dar nome ao livro é extraordinário, amei.
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Kamila 19/11/2011

“A Bela e a Fera” nos coloca diante de doses homeopáticas do único estilo de escrever de Clarice Lispector. Interessante perceber que mesmo diante de contos cujas estruturas são bem simples (se é que se pode dizer que qualquer coisa vinda de Clarice é simples), podemos notar as principais características da prosa da escritora: o fraseado pungente, cortante e intenso, que mexe com a gente e que faz com que nós nos coloquemos dentro da história. Também é muito interessante ver que, nos oito contos, encontramos aquela grande motivação de Clarice: conhecer o ser humano, as suas emoções e as suas idiossincrasias. Além disso, temos também aquele grande achado da Literatura de Clarice Lispector: o fato de que, muitas vezes, diante das mais banais situações de vida, diante de algo que nem parece ser especial, chegamos ao momento de realização em que encontramos aquilo que somos. E isso irá bastar.
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EduardoBregonci 30/04/2011

-
Antes de ler uma obra de Clarice Lispector
sempre ouvia praticamente o mesmo comentário:
'' Os livros de C. L. são ótimos, mas para
compreender o que ela diz, é necessário
um certo tipo de preparo psicológico! ''
Este livro, A Bela e A Fera, é composto de vários contos,
e pra ser sincero não entendi alguns. Dos poucos
que compreendi gostei mais do conto 'A BELA E A FERA
OU A FERIDA GRANDE DEMAIS', em que a bela , após sair de
um famoso salão de beleza, depara-se a um mendigo com
uma ferida na perna, pedindo esmola para matar sua
fome. Fica perplexa e com medo e reflete intensamente
sobre sua vida particular e socialmente. Conclui que ela
não era tão diferente do pobre homem. Haviam vários fatores
que os aproximava, que os tornavam iguais. A unica diferença
é que ele era pobre e ela uma mulher muito rica.
Em relação aos outros contos, penso que não tive
imaginação suficiente, ou a preparação psicológica de que
tanto me falavam!
Lu 06/05/2011minha estante
Adoro Clarice


Larinha 06/05/2011minha estante
Os textos delas são perfeitos


EduardoBregonci 06/05/2011minha estante
=)


difibarra 14/12/2011minha estante
É a primeira vez que vou ler Clarice Lispector, e a milha escolha pelos comentário foi exatamente A Bela e a Fera...só sei se estou preparada psicologicamente. Espero gostar.


EduardoBregonci 23/04/2013minha estante
Deveras é necessário estar preparado psicologicamente..
boas leituras, aproveite e explore ao máximo
clarice lispector !




Maíra Souza 02/09/2010

Em seus contos, Clarice conta coisas do cotidiano. Não são textos enfeitados para que gostem. Mas para que reflitam. Até porque é muito difícil chegar ao nível de entendimento necessário pra entender bem o que ela tenta expressar.
Casamentos vazios, um quê de desejar o que nem sempre faz bem, e até mesmo o quanto muitas pessoas vivem BEM e outras apenas vivem. Como as diferenças sociais.
O conto que desperta mais pra realidade é também o título desse livro. Fala do que se sente por dentro, do quanto podemos ser egoístas a ponto de viver num mundo onde não se percebe ou não se quer ver as injustiças. Mas ainda sim reconhecer que por dentro, alguns se sentem como um mendigo. Mendigando... Não comida e roupas. Mas algo que preencha os vazios que as coisas materiais, dinheiro e status não preenchem.
Coisas reais, que tem mais valor.
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Dirce 07/06/2010

Era uma vez...
Era uma vez uma jovenzinha que tinha o dom de, como uma “vampira”, sugar, de absorver toda energia da “alma” feminina e, como não lhe era possível guardar para si todas emoções, angustias, anseios capturados, encontrou um meio apaziguar a sua "alma" : A ESCRITA.
Resultado: a jovenzinha escreveu 06 lindos contos que falam sobre a necessidade que a mulher tinha de se “libertar”, das suas necessidades de conquistas e dos anseios de uma adolescente.
A menina cresce , na verdade, se “agiganta” e, como escrever lhe era vital, escreveu Romances, Contos, Crônicas e Livros Infantis.
Bem próximo da sua morte escreveu 02 Contos, Contos estes, que figuram juntamente com os 06 Contos escritos na juventude no livro a Bela e a Fera, livro, que acabo de ler e AMAR.
De todos os contos constantes nesse livro os que mais me tocaram foram: Gertrudes pede um Conselho (penso que me vi menina, na menina Gertrudes - a Tuda ) e a Bela e a Fera ou Uma Ferida Grande Demais, conto que deu o Título ao livro, e que por ser uma denúncia social “rasgada” e escancarada me tocou de forma contundente.
Valeu muito, valeu muito a leitura desse livro, mas recomendo somente aqueles que apreciam a escritora Clarice Lispector.



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Serena 03/12/2009

Este livro é um dos que mais me impressionou da Clarice.
Primeiro por conter digamos os primeiros e os últimos de sua vida e pelo conto "A bela e a fera ou A ferida grande demais".
Como já dito na própria descrição aqui ao lado, mostra o encontro de uma socialite que acabara de sair do salão de beleza e depara-se com um mendigo que possui uma grande ferida aberta.
A situação transtorna a socialite não só pelo machucado, mas pela realidade que aquilo representa tão oposta a dela,a ferida que é nele uma condição medíocre do meio mas que nela é um tapa na cara,é sentir no âmago de si a miséria do outro, de tantos outros, que talvez teria sido dela mesma. A socialite somos todos nós, nossa passividade, nossa vontade de entrar no taxi e ir embora sem ousar olhar para trás, porque é muito mais cômodo fingir que não viu a ferida.

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Ci=^.^= 10/05/2009

Assim como todas as obras de Clarice, maravilhosas ao meu ver, introspectiva, intimista, irreverente, sobre nosso cotidiano, nossos pensamentos mais simples e ao mesmo tempo tão complexos, rs!
para quem não gosta de fugas da realidade e "breguice", está é a poetisa!
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