Não Nascemos Prontos!

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Resenhas - Não Nascemos Prontos!


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Thaylan 21/07/2015

Não nascemos prontos!
É comum ouvirmos vez ou outra, pais e avós reclamando da geração futura de jovens e adolescentes, que, segundo eles, está perdida. Dizem os mais velhos: “no meu tempo as coisas eram diferentes, não existia o computador, vídeo-game, celular, tablete, smatphone, a gente vivia a vida.”

O diagnóstico desse comportamento anti-social, me parece correto e, ao meu ver é válido. Mas qual é a cura? Essa crítica ajuda ou atrapalha? Responderei mais adiante.

Nós seres humanos, temos a tendência natural de julgar nosso passado de uma maneira mais bela do que realmente foi, somos parciais e o passado muitas vezes não é aquilo que lembramos, pois a nossa lembrança é o que temos hoje, na memória. Mesmo que o que lembramos ocorreu há muito tempo.

Devemos saber, separar nostalgia de saudade. A palavra nostalgia vem dos termos em grego nostós (que significa regresso à casa) e algós (que significa dor), a palavra nostalgia se refere a sensação de saudade de algo que não volta mais, e a falta desse passado dói. Já a saudade é relembrar de algo que era agradável, mas sem se prender a tal lembrança e ao lembra-la não sentir dor, nem tristeza.

Ocorre que, uma grande parte dos mais velhos carregam um certo ranço, retrógrado, – glorificando o passado e desmerecendo o presente. Mas afinal, o presente foi construído por quem?

Utilizo para reflexão deste tema, um livro do filósofo brasileiro, Mario Sergio Cortella, cujo o título do livro é o mesmo título deste texto, “não nascemos prontos!”. Apesar de não apreciar o viés ideológico de tal pensador, admiro sua capacidade intelectual e creio que será útil e válido a mensagem que ele nos transmite.

Cortella diz: “é absurdo acreditar na ideia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; isso não acontece com gente, e sim com fogão, sapato e geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não pronta e vai se fazendo.”

Eu e você, leitor, no ano em que estamos, somos a nossa mais nova edição (revista e alterada), pois, como somos hoje nunca fomos antes. O mais velho de nós está no passado e não no presente.

Vivemos na geração do “Ai”... Geração do Iphone, Ipad, Itouch, geração do “mertiolate que não arde”, na geração dos mimados. Isso tudo é o diagnóstico do problema em questão, mas donde surge esse problema? Resposta: surge quando pais, para não se sentirem incomodados com filhos pentelhos, oferecem uma fuga (brinquedos e distrações) para os filhos (deles), para que eles – os pais – ao mesmo tempo fujam das responsabilidades de criar um filho.

Essas crianças que, lembremos; não nasceram prontas.
Isto é, o que me preocupa mais, não é qual mundo deixaremos para os nossos filhos. Mas sim, que filhos deixaremos para nosso mundo. Quando os responsáveis por essa geração futura, dizem coisas do tipo: “isso que vocês usam não é roupa, é trapo. O que vocês comem não é comida é, besteira é porcaria. Vocês não tem infância, eu tive infância”. Ao emitirem tais críticas, prestam um enorme desserviço a geração futura.
Se não os presta nem comida, nem roupa, nem tem infância, a vida não presta, logo – não vivem.

Culpar as crianças e jovens pelos seus comportamentos é fácil, é mais cômodo jogar a responsabilidade em cima dos filhos irresponsáveis ao invés de buscar entender a causa do problema e enfrentar a realidade. Não obstante, na visão deles as crianças e jovens nascem prontas.

A meu ver o remédio é muito simples, porém trabalhoso; os pais devem impor limites as exigências e pedidos dos filhos dando antes de presentes; atenção, carinho e sobretudo – educação.

E ai, quais filhos você vai deixar para este mundo?


***
OBS: Tento um Blog intitulado "Ceticismo, Conservadorismo e Capitalismo" aonde eu posto várias resenhas e muito mais: artigos informativos, textos filosóficos. Deixarei o link na descrição!



site: www.thaylangranzotto.blogspot.com.br
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21/05/2015

Nossa maravilhosa busca
Neste livro Mario Sérgio Cortella nos provoca filosoficamente citando escritores, políticos, religiosos e filósofos a não ficarmos acomodados . Ele nos diz que gente nasce não pronta e vai se fazendo, daí começamos a observar o que acontece ao nosso redor, como falamos, pensamos ou agimos no nosso cotidiano. Os diversos temas descritos no livro torna a leitura pra lá de interessante, nos dá uma certa inquietude gerando uma busca pelo conhecimento, busca por desafios, inovar... movimentar-se , jamais estacionar.

“Há uma hilariante e inesquecível tirinha entre as milhares desenhadas pelo argentino Joaquin Salvador Lavado, o Quino, na qual, usando da aguda - embora atordoada - Inteligência de Mafalda (sua mais conhecida personagem, inventada em 1963), ele consegue expressar com clareza dos meandros que envolvem a existência humana. No primeiro quadrinho dessa tira Mafalda se aproxima de uma loja de esquina onde há um idoso chaveiro; no quadrinho seguinte entra no prédio e, sarcasticamente, diz a ele: "Bom-dia. Quero uma chave da felicidade"; sem demonstrar espanto, no terceiro quadrinho ele dirige um olhar complacente e responde: "Com certeza, menina. Traz o modelo? Sai ela então da loja, caminhando sem graça e pensando: "Espertalhão o velhinho!”
O modelo, onde esta o modelo? Ou, melhor ainda, existiria um modelo? Precisa haver?
A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece.
Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, "não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro"...

Mario Sergio Cortella.

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Cyntia Bandeira 18/04/2015

Maravilhoso esse livro!
Super fácil e gosoto de ler!
Os textos fazem com que a gente reflita sobre nosso papel como ser humano e o que está errado na sociedade moderna. Adorei!
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Felipe Aurélio 16/02/2015

Show!
Nossa tive a oportunidade de assistir uma palestra do Cotella é simplesmente revigorante, virei fã e seu livro é muito bom aconselho.
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Luís 08/01/2015

Quando comprei "Não nascemos prontos" minhas expectativas eram grandes, afinal o livro era do grande filósofo e professor Mario Sergio Cortella. Porém, para minha surpresa o livro é muito fino e os textos não se aprofundam, na verdade, os textos são as reflexões do autor que eram publicadas no caderno Equilíbrio da Folha de São Paulo. Ainda assim, o livro serve ao seu propósito de nos levar a pensar sobre nossa postura em relação a vida. Cortella sita muitos livros e frases de grandes mentes. Agora reescrevo as que mais me chamaram a atenção:
"Alice, desorientada, vê o gato na árvore e pergunta: Para onde vai esta estrada? O gato replica: Para onde você quer ir? Ela diz: Não sei; estou perdida. O gato não titubeia. Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve..." Livre adaptação do Livro Alice no país das maravilhas de Lewis Carol.
"As pessoas alegres fazem mais loucuras do que as pessoas tristes, porém, as loucuras das pessoas tristes são mais graves". - Mihai Emineascu
"Os ausentes nunca têm razão" - André Destouches
"O destino é o acaso atacado de mania de grandeza". Mário Quintana
Ahhh o capítulo "Os dentes do tempo" é muito divertido por citar expressões e objetos que os mais velhos conhecem e os mais novos nem imaginam que já existiram.
fechando o comentário: O livro não satisfaz plenamente mas esta minha avaliação deve ser bem vista pelo autor já que "Quando estamos satisfeitos nos acomodamos...é a insatisfação que nos move"
Cyntia Bandeira 07/04/2015minha estante
Não é prudente colocar expectativa nos livros. O bom é lermos de coração aberto ao aprendizado, seja ele do que for, sempre refletindo nas partes que nos servem ou não.




Dalila 16/12/2014

Um livro ao mesmo tempo com simplicidade e sofisticação.Cortella tem uma maneira especial de nos levas a refletir sem soar auto ajuda.faz citações ao longo de seus ensaios, o que acaba nos deixando com mais sede de leitura.Não nascemos prontos, o caminho é árduo,mas cabe a nós o tornarmos mais agradável!
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Juliano 18/11/2014

Frases de Efeito
Leitura incrível,livro extremamente pratico!!!
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Fabio Ferreira 21/10/2014

Divino
O que eu posso falar de Mario Sergio Cortella???? Tudo de bom que este autor tem.
Mestre Jedi em filosofia e teologia este professor da PUC dá um show de ensinamentos filosóficos.
Uma leitura gostosa e engraçada, você vai ver como a filosofia se encaixa no nosso cotidiano e nos faz pensar em ser algo melhor.
Vale muito a pena ler todos os livros do autor.
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André 22/08/2014

Provocações
livro que traz a reflexão das coisa a que damos valor e o que nos faz parar para apreciar,propõe pensar sobre como a satisfação nos acomoda e nos rendemos rapidamente a imobilização quando desafiados a algo novo.
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Binho 01/08/2014

Apaixonante
Como o título da resenha diz...apaixonante. Realmente Mario Sergio Cortella tem uma forma de escrever que nos pega pela alma. Não paro de ler. Todos os livros falam de uma maneira fácil, sem complicações filosóficas ou uma linguagem mais "rebuscada".
O autor sempre trata de assuntos do cotidiano, remetendo os assuntos ao passado, à grandes pensadores, filósofos, escritores, artistas.
É realmente fantástico ler seus livros. Demonstra a sabedoria, inteligência e nível cultural do professor da PUC-SP.
Recomendo a qualquer pessoa a ler este livro. Vale muito a pena, pois nos faz pensar e analisar.
Rafa P. 05/08/2014minha estante
Gostei da sua resenha, me despertou a curiosidade para ler. Já esta na lista para futuras leituras.




Ricardo 12/03/2014

Para aqueles que buscam provocações filosóficas mais, ''fortes'' digamos, não é o livro indicado. Levanta algumas questões um pouco diferentes e força aqueles que não tem como hábito o contestar da realidade em que vivem.
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Alef 01/01/2014

"Não nascemos prontos " como todo livro de provocações filosóficas não é um livro para ser lido de forma contínua ,mas sim de forma intermitente pausada por reflexões. Tomar esse cuidado é importante para tornar a leitura proveitosa.

No livro, Cortella relata sobre temas de forma rica ,porém concisa. Sempre preciso, o autor menciona citações tornando a leitura ainda mais interessante - é mesmo um dom de Cortella. Pedagógico, prático e dialético ,Cortella apresenta temas mas nada conclui sobre eles. A intenção? Provocar. Pensemos pois.
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Marcelo 16/12/2013

Coletânea de pontos de vista do autor sobre vários temas.
Nos faz pensar e, parafraseando o mesmo, sentirmos insatisfeitos com o livro (querendo um pouco mais ao terminá-lo).
O livro faz inúmeras citações a frases ditas por famosos, sejam políticos, médicos, religiosos, etc.
Excelente leitura.
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Carina 10/09/2013

Leitura reflexiva
No mesmo espírito de "Não espere pelo epitáfio", o livro é um conjunto de reflexões breves, porém instigantes. São textos curtos, cheios de intertextualidades (Cortella tem o talento de pinçar as melhores frases das várias leituras referidas).

Como diz o subtítulo, tratam-se de provocações filosóficas: o objetivo não é discorrer sobre nenhum autor ou teoria em específico, mas sim questionar certas verdades e paradigmas.

Nesta obra, apesar dos assuntos diversos, o que predomina é a provocação sobre a modernidade e seus rumos. Afinal, como podemos nos julgar seres mais evoluídos do que a geração anterior se não nascemos prontos?
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Gabriel 02/09/2013

Ótimo
Cortella mais uma vez leva a reflexão de temas cotidianos, simplificando a "filosofia" e a tornando simples e fascinante.
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