A trégua

Mario Benedetti



Resenhas - A Trégua


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Geovanna Ferrei 01/08/2014

Elegante sutileza.
A trégua é uma obra breve, enxuta e acima de tudo, sutil. Com poucas palavras, diz muito. Envolve o leitor com a mais bela ternura que brota da narrativa sólida, longe de pieguismo e ainda assim, dócil. A partir da sutileza, o autor também nos leva a um abismo,abismo da dor, do envelhecimento, das incertezas da vida, das angústias do amor. Livrinho despretensioso de uma profundidade heróica.
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Bia 30/07/2014

amor não tem idade
uma linda história de amor entre um coroa e uma linda jovem,para quebrar essa barreira de preconceito,e acreditar que o amor não tem idade e que a vida nos reserva muitas surpresas e que nem tudo termina com um final feliz.
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Gláucia 11/06/2014

A Trégua - Mario Benedetti
Martín Santomé nos conta sua história sob a forma de um diário, cuja ação se passa em Montevidéu nos anos 50. A alguns meses de sua aposentadoria, repassa sua vida desde a viuvez precoce, a criação de seus filhos e o relacionamento que mantem com os três e, principalmente, a preocupação sobre o que fará com seu tempo livre.
O livro tem um ótimo ritmo e o protagonista possui um peculiar senso de humor amargo e pessimista que me fez lembrar em alguns trechos os famosos personagens machadianos.
Gostei sobretudo da primeira metade do livro; após isso há uma mudança no tom e no espírito do personagem por conta de algo novo que surge em sua vida. O desfecho ocorre repentinamente e me pegou totalmente de surpresa, não imaginei aquele final.
Até quase o final não sabia o motivo do livro se chamar A Trégua e esse é o grande diferencial dessa história, simples porém com esse toque de "maldade" que me emocionou profundamente.
Camila 14/06/2014minha estante
Eu percebi que o livro se chamava A Trégua mais para o final também. Ótima resenha!


Gláucia 15/06/2014minha estante
Obrigada Camila. Essa sacada foi genial!




Stinson 11/06/2014

Indico a quem precisa encontrar respostas sobre si. Livro encantador.
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Camila 28/05/2014

Esse livro é SEN-SA-CI-O-NAL. Lindo demais.

A escrita, as reflexões, os questionamentos, a própria "trégua" em si.

Mostra que mesmo aos 50, 60 anos, ainda é tempo de mudar, de ser feliz (ou tentar), de arriscar, de se arrepender, de se perdoar, de amar - sobretudo de amar.

Quero reler muitas vezes. Quero conhecer outras obras do autor.

Recomendo. Sem erro.
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Ana Karina 10/04/2014

Um dos melhores livros que li!
Por que ler um livro que na verdade se trata de um diário de um homem de meia-idade, viúvo, três filhos e com a aposentadoria batendo a sua porta?
Porquê o diário de Santomé é repleto de emoções, relatos, vivências e experiências para quem está bem longe dos cinquenta ou para quem já passou há muito tempo. Leitura obrigatória!
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R&N@T@ 23/01/2014

Certamente vivi com esta obra um desses momentos inesquecíveis na nossa vida de leitores; um desses espaços ou lugares nos quais entramos através da literatura que são capazes de apagar temporariamente a distância entre a pessoa e o texto. Não há distinção mais entre você e o personagem, entre o passado e o futuro, entre a dor do outro e a sua. Eu era Santomé por um espaço de "tempo" onde o próprio tempo (que separa) não existia mais... Eu e ele estávamos unidos na dor mais absurda e indizível; eu era ele e ele era palpável em mim e não apenas um personagem... Eu, ele, a dor de existir e sermos finitos, a dor de sermos sujeitos ao tempo, à morte... ele-eu e a dor de não podermos nos agarrar em nada mais além de nós mesmos.
Lua 29/01/2014minha estante
Que resenha cativante!




Doney 23/12/2013

Lista de Livros: A trégua – Mario Benedetti
Segue abaixo o link indicando os trechos mais interessantes/significativos desta obra.

site: http://listadelivros-doney.blogspot.com.br/2011/04/tregua-mario-benedetti.html
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Paty ;D 19/11/2013

Ah, meu caro Benedetti, como você consegue isso? Como você me faz sair completamente de mim mesma para me encontrar tantas e tantas vezes nas dores e alegrias de outros?
Renata CCS 21/01/2014minha estante
Paty, seu poder de concisão coloca qq resenha no "chinelo".


Mona 11/02/2014minha estante
Um dos melhores livros que li na vida!




Dany 18/11/2013

Resenha: A Trégua
Quando minha amiga pareceu com esse livro - trouxe especialmente para que eu leia -, não imaginava que ia gostar tanto dele como gostei.
A história me surpreendeu, no começo nem tanto, mais o final me deixou com aquela sensação de satisfação. Não me arrependi de tê-lo lido, para mim valeu a pena, mais do que isso me deixou uma lição grande.
A história é escrita em forma de uma diário, é por isso começa um pouco confusa, até conseguimos nos situar na história.

Santomé me agradou desde começo, tive uma empatia grande com ele. Um homem beirando a casa dos 50, maduro, com uma sabedoria de vida. Por isso, esperava que ele fosse seguro sobre seus sentimentos mais ele se mostrou justamente o oposto. Mesmo com meia década de vida, ele ainda é inseguro, ainda é humano. Tem suas inseguranças e mais que isso, ainda é capaz de amar. Perdidamente.

Santomé perdeu sua esposa muito cedo, sozinho teve que criar os três filho: Esteban, Blanca e Jaime. O relacionamento deles é estranho, quase não se falam e nem todos nutrem um grande respeito pelo pai. O mais legal é poder vê que esse relacionamento vai mudando, a gente acaba se surpreendo.


"Um grande amor pode ser uma trégua na vida."


Quando Avellaneda entra na vida de Santomé como uma estagiaria na firma em que ele trabalha, não imaginava que ela fosse mudar os rumos e conceitos já definidos.

Tudo o que parecia certo e defino mostra-se sem sentido é um homem que tinha absoluta certeza do que queria, se pega com a dúvida de que não sabe como reagir. Avellaneda é simples, educada, uma moça de conceito e que vem de uma família boa.

O amor ao longo dos dias vai se transformando e mostrando que a gente nunca sabe quando se ama verdadeiramente.

Gostei muito do livro. Super o recomendo!!


site: http://detudoumpoucodany.blogspot.com.br/2013/03/resenha-tregua.html
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Nanci 07/11/2013

Pena que a vida é tão curta. Pena que a vida seja tão longa.
A trégua, de Mario Benedetti, publicado originalmente em 1960; traduzido por Joana Angelica DAvila Melo, lançado no Brasil, pela Editora Objetiva/ Alfaguara, em 2007.

Leitura em maio de 2011.

Duas coisas me chamaram a atenção para A trégua: 1. Trata-se do diário de um homem cinquentão e viúvo Martín Santomé -, que conta os dias para sua aposentadoria; 2. A epígrafe* escolhida por Benedetti: um poema do escritor de vanguarda chileno, Vicente Huidobro que, segundo a crítica especializada, tem a estatura poética de Neruda, no Chile. Até esse encontro, eu desconhecia ambos, mas imaginei que Benedetti tivesse apreço e conhecimento profundo da obra de Huidobro. [Es para llorar que la vida es tan corta. Es para llorar que la vida es tan larga. () Es para llorar que la muerte es tan rápida. Es para llorar que la muerte es tan lenta.]

Assim, antecipadamente envolvida por poesia e tristeza, li este romance marcante, que é mais do que uma história de amor. No começo, pensei em ler um dia do diário por dia, mas o primeiro registro ocupa apenas uma página e não queria abandonar Santomé, tão rapidamente, à sua rotina, à monotonia de sua vida. Afinal, apesar de viver com os filhos, Santomé é um homem solitário, cuja habilidade de seu criador, nos aproxima e nos faz amigos, prontos a compartilhar de seus receios e desesperança.

A leitura de A trégua é extremamente prazerosa, tanto nos momentos difíceis, quanto nas alegrias. O diário de Santomé cobre o período de um ano é nesse breve intervalo de tempo que sua vida ganha um novo sentido: a redescoberta do amor, quando de seu encontro casual com Laura Avellaneda, igualmente uma personagem irretocável de Benedetti. Como prometido a si mesmo, Santomé encerrou seu diário no dia de sua aposentadoria, ainda sem saber o que faria com seu tempo livre. De minha parte, e comovida com essa narrativa sobre vida, amor e perda, quase me convenço de que minha posse mais valiosa é o tempo presente.

Leiam Benedetti o quanto antes um tempo que vale a pena despender.

*Minha mão direita é uma andorinha
Minha mão esquerda é um cipreste
Minha cabeça, de frente, é um senhor vivo
E, de trás, é um senhor morto.
- Vicente Huidobro
Renata CCS 07/11/2013minha estante
"De minha parte, e comovida com essa narrativa sobre vida, amor e perda, quase me convenço de que minha posse mais valiosa é o tempo presente." Uma pintura este trecho de sua resenha, Nanci. Muito lindo!
Uma paixão este livro, não é mesmo?


Nanci 07/11/2013minha estante
Verdade, Renata.

Ato falho, A trégua ficou fora quando refiz meu cadastro e estante no Skoob... Ontem relendo comentários sobre essa jóia, decidi corrigir meu esquecimento.


Paty ;D 19/11/2013minha estante
:D


Arsenio Meira 23/11/2013minha estante
Nanci, além da comovente comovida resenha, que li e reli, esse fecho com a quadra meteoro do Vicente Huidobro vale por mil e quinhentas palavras.

O que fica é uma vontade grande de reler o romance. bjo


Nanci 23/11/2013minha estante
Arsenio:

E que essa quadra do Huidobro nos faça lembrar da poesia do Benedetti - como ouvir uma música familiar e não conseguir cantarolar com outras palavras, a não ser as originais, sabe? Um pertencimento perturbador.


Ladyce 01/03/2014minha estante
De longe um dos melhores livros que li nos últimos anos. Está entre os meus preferidos de todos os tempos, até porque é quase prosa/poesia, já que tão pequeno e tão sensível.


Raffa 07/03/2014minha estante
Um dos melhores livros que já li. Maravilhoso.


Nanci 07/03/2014minha estante
Ladyce e Raffa:

A trégua tem tanta força narrativa, que é capaz de agradar leitores tão diferentes, e fazê-los falar sobre a história, sempre com entusiasmo e verdade.

Também entrou para minha lista de preferidos de todos os tempos.




Mona 07/11/2013

Um autor espetacular!!!

Esta leitura foi a descoberta de um autor espetacular! Deliciei-me com a prosa fácil e com sua habilidade na leitura dos sentimentos masculinos. Martín, o personagem principal e narrador da história, é muito denso, um homem comum, com uma vida marcada pela tragédia e impotente para mudar o que quer que seja, não sabe o que fazer com a vida. Benedetti usa um estilo peculiar, faz a narrativa como se estivesse escrevendo um diário, deixando o leitor ávido por mais. Ressalva: Benedetti escreveu esta obra em 1959, há cinquenta anos. Para mim ele criou um clássico a ser lido e relido por gerações!
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Renata CCS 18/10/2013

Às vezes me sinto infeliz simplesmente por não saber do que estou sentindo falta. (A Trégua, p.17)

Foram diversas as indicações e resenhas positivas aqui no Skoob que me fizeram ler A TRÉGUA de Mario Benedetti. Fui completamente fisgada pelo livro! É sereno, comovente, belíssimo. A narrativa em tom confessional, em forma de diário do protagonista, fez-me sentir mais do que uma simples leitora, mas uma espécie de confidente ou testemunha do percurso de sua vida.

Martín Santomé, à beira dos 50 anos, sente que já viveu mais do que tem pela frente. Ele é um homem só, viúvo há 20 anos, coube a ele a educação dos três filhos dos quais sempre se sentiu distante. O emprego burocrático numa repartição comercial esmaga seus dias e tudo o que ele mais aspira é a sua aposentadoria. Anseia por esses tempos de liberdade, mas ao mesmo tempo receia não saber o que fazer com todo o tempo que terá disponível. Até que aparece em sua vida a jovem Laura Avellaneda, a sua nova funcionária, que parece ser o que faltava para dar uma trégua na solidão e espantá-la para longe. Então apaixona-se! De forma inesperada encontra o amor no local de trabalho. Ela é muito mais nova, como se fosse, curiosamente, mais um lembrete do tempo. Surgem os receios: o medo da velhice e de ser rejeitado. Porém, é correspondido, renasce, comete algumas loucuras, é feliz e encontra alguma paz que precisava. Este livro é o seu diário de angústias, de felicidades, e é a sua coleção de aspirações e medos sobre o futuro e os seus pensamentos acerca do que viveu.

Benedetti narra aqui uma história que vai além das tradicionais narrativas românticas. Ele fala sobre solidão de um ponto de vista que é completamente devastador para quem lê, pois fala de dentro do vazio que todos sentimos em algum momento. E ao fazer isso, ele transporta o leitor para dentro da história e, a partir daí, não é mais possível largar o livro!

O autor escreve sem floreios, com uma simplicidade e honestidade que nos arrebatam logo nas primeiras páginas. Sua delicadeza e sutileza na forma como construiu um personagem tão complexo emocionalmente e aparentemente sem brilho - do tipo que constituem a maior parte de nossa sofrida humanidade - sua sabedoria para compor uma história emocionante a partir de fatos simplórios é o que mais me cativou em Benedetti. Ele tece uma narrativa engraçada e em alguns momentos irônica, transmite as suas conclusões e as suas observações de forma especial, com espírito crítico, mas ao mesmo tempo, com uma suavidade que só a beleza da escrita bem conseguida pode permitir.

A TRÉGUA discorre sobre questões como a redescoberta do amor, a busca da felicidade, seu verdadeiro significado e uma profunda reflexão sobre o tempo: o que já vivemos, o que ainda temos para viver e o tempo que temos a sensação que nos escapa.

Fiquei completamente arrebatada e encantada pela escrita de Mario Benedetti. Um livro que li como um segredo que tinha que saber ou um desabafo que não podia mais ser guardado.

Para ler e reler, sem trégua.
Nanci 18/10/2013minha estante
Renata,
Como já li, depois da sua resenha e de ter conhecido outro bom livro do Benedetti, só partindo para releitura - A trégua é um romance de muitas qualidades.
Beijo.


Arsenio Meira 19/10/2013minha estante
Renata, eis uma resenha que, espero, incentive outras pessoas a enveredar pelo caminho desse romance único, lindo e sensível, tão bem descrito por você, que é "A Trégua."


19/10/2013minha estante
Renata querida, não vale fazer uma resenha tão bonita que a minha fique quase sem graça. Adorei sua resenha amiga! Eu também me apaixonei por "A Trégua", chorei e fiquei com uma saudade qdo terminei. bjos!!!


VICKY 21/10/2013minha estante
Nossa Renata! Você me "fisgou" com esta resenha! Não conhecia este escritor, mas vou buscar esta leitura.


Joy 21/10/2013minha estante
Que resenha poética! Deu até vontade de reler este livro.
Beijos.


Renata CCS 21/10/2013minha estante
Obrigada aos colegas pelos gentis comentários!
Benedetti é mais do que um escritor: é um artista. Ele pinta com palavras. A sua prosa passeia pela poesia e conseguiu me encantar nas primeiras linhas. Juro que me emocionei logo nas primeiras páginas. Fiquei fascinada.


Helder 28/10/2013minha estante
Bela resenha. Tenho este livro em casa e está na minha fila faz tempo. Acho que vou passa-lo na frente de outros.


Manuella 01/11/2013minha estante
Amei esse livro, Renata! Sua resenha está perfeita, realmente nos envolvemos tanto com Santomé e ficamos apaixonados pela escrita de Benedetti!


Maria Luísa 07/11/2013minha estante
Benedetti sempre tem palavras para os momentos mais introspectivos, aqueles cujo silêncio parece silenciar toda uma vida, ainda que haja um coração gritante.


Mona 08/11/2013minha estante
Linda resenha, cheia de sensibilidade! Acabei de lê-lo e é realmente um livro marcante, uma história para levar por toda a vida.


Renata CCS 06/12/2013minha estante
Este foi o meu primeiro - e inesquecível - Benedetti . Não sei pq demorei tanto tempo para encontrá-lo. Sem dúvida, vou buscar outras obras deste escritor.




Jenni 23/09/2013

A Trégua (resenha) por Jennifer dos Santos
Eu apaixonei nesse livro apenas pelo fato de a narrativa ser em forma de diário, o que é bem interessante, pois são poucos os livros nesse formato.

Santomé, homem de quase 50 anos, escreve em seu diário sobre o que acontece em sua vida monótona.

Viúvo e pai de três filhos já adultos, porém que moram com ele, Esteban, Jaime e Blanca. Ele não tem o que chamamos de boa relação com os filhos, sua relação com eles é “mais ou menos”.

Seu plano de vida é se aposentar e ficar no ócio (não fazer nada) apenas esperando o dia da morte (o que chega para todos, querendo ou não).

Mas ninguém sabe o que o destino nos reserva, não é mesmo? Pois no escritório onde trabalha ele vai conhecer a jovem Laura Avelaneda – nova funcionária – por quem vai desenvolver um sentimento mais que paternal, a paixão, o que os dois chamarão de “nosso assunto”.

Para maiores informações leia o livro =)

site: http://hiwarrior.tumblr.com/
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Mari 18/08/2013

Cada abordagem realizada neste livro é alvo de profunda reflexão.
Entre no blog Estante Insólita e leia mais sobre este livro fantástico.

site: http://estanteinsolita.blogspot.com.br/2013/08/a-tregua-mario-benedetti.html
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