Eu, Christiane F., Treze Anos, Drogada, Prostituída...

Kai Hermann...



Resenhas - Eu, Christiane F., Treze Anos, Drogada, Prostituída...


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Armageddon 22/03/2011

O Zoo
Eu, Christiane F., 13 Anos, Drogada e Prostituída, cujo filme (que no original acho se chama Estação Zoo) é muito mais conhecido do que seu precursor, o livro que trouxe a público a história difícil de uma menina mergulhada em uma realidade pobre e violenta.

Mas, seja no livro, seja no filme, somos lançados de forma bem fiel a desgraçada juventude de Christiane nas ruas de Berlim.

Baseado (trocadilho não intencional) na história verdadeira de Vera Christiane Felscherinow, o livro narra o caminho sem volta ao mundo das drogas, começando com o porre no fim de semana e avançando até alcançar o fundo do poço ,no caso dela a heroína e a prostituição. Na ocasião de seu julgamento, os dois sacanas que assinam o livro (Kai Hermann e Horst Hieck) entrevistaram a menina com 16 anos e publicaram seus relatos na revista Stern, em 1979. Foi tudo tão chocante que a história virou livro e filme lançado em 1981.

É o tipo de livro que vou um dia entregar ao meu filho adolescente. Ele mostra como é tênue a linha que separa uma criança comum de um drogado viciado, o quanto é importante o apoio da família e do ambiente que nos cerca na formação do indivíduo (e também me lembra certos porres da minha época). Leitura recomendada mesmo. Lição de vida.

A sim, só pra constar: a dona Vera continua viva, está um bagaço e ainda se droga. É, ela não aprendeu nada com sua própria história, ainda que tenha ensinado a muitos outros.

Lido em Maio de 2008
Marcela Fells 10/07/2011minha estante
o titulo original na verdade é "wir kinder von bahonf zoo" "nós, crianças da estação zoo"


Michel Marx 26/06/2012minha estante
Tem Spoiler.
Bom, a maioria dos comentários que leio são de pessoas que tiveram uma impressão do livro totalmente diferente da minha.
Quando vi o filme tinha uns 10 ou 11 anos de idade, de lá pra cá peguei o hábito de ler e 5 dias atrás o achei na biblioteca da escola.
À princípio não gostei do final, a história se vende como um livro que ''todos já sabem o final'', ou seja, na lógica do ''senso comum'', Christiane deveria morrer no fim do livro, mas, não foi isso que aconteceu.
Pra mim, a mensagem que o livro trás não é a de ''drogas matam'', ou de ''não use, nem para experimentar''. Pra mim a mensagem do livro foi algo como ''A sociedade é um lixo, você pode se adaptar à ela e nunca ser feliz, ou pode se acovardar como essa menina fez e sofrer, entretanto, ter alguns momentos de prazer''.
Quer dizer, o que Cristiane mais quis no livro inteiro foi se acovardar dos problemas que a sua fase, a adolescência, encontra. Querendo ou não, a adolescência é uma fase de muitos conflitos sobre sua verdadeira essência. É o momento em que o indivíduo se pergunta, ''quem sou?'', ''o que quero ser?'', ''para que vivo?'', ''pelo que eu luto'' ou ''qual o sentido da vida?''. As respostas que esse adolescente encontrar nesta época, dirão quem ele vai ser. Christiane fez diferente, quis se colocar numa espécie de ''mundo paralelo'', de modo que não fosse necessário que enfrentasse estes problemas. Preferiu muito mais ser ''como os outros'' do que procurar sua própria essência dentro de si própria.
Enfim, a impressão que tenho do livro é bem ruim em relação ao que a maioria vê, não sei se estou certo, mas, certo ou errado, só existe uma verdade, esta talvez nunca a conheceremos.
No mais, gostei da resenha, bastante informativa e imparcial quando precisou ser.


Natalia 05/10/2012minha estante
esse livro é muito triste? li fuga do campo 14 e chorei por mais de uma semana. tenho medo que a experiência se repita.


Lilica 19/01/2013minha estante
Li esse livro há mts anos. Tenho o filme.
Só lendo mesmo para entender esse mundo louco das drogas, o que elas fazem com você e o que faz você fazer por elas.


Helena Amori 08/02/2013minha estante
Eu li esse livro faz um tempo, e nunca vi o filme, pra falar a verdade eu só fui ficar sabendo do filme há uns 3 meses quando fui procurar o livro pra comprar, já que o meu eu emprestei e nunca mais me devolveram...


Jubbs D. 06/03/2013minha estante
Vi esse filme na infância, quando tinha uns 10, 11 anos e nunca mais me esqueci. Vi apenas umas 3 vezes depois e jamais cheguei perto de drogas! :D Ensina sim, ensina MUITO e a lição que fica é de que com drogas você só tem a perder o que nem mesmo você tinha. Ou algo assim, enfim, o livro ainda não li mas espero um dia ler-lo e entregar a meus filhos. :)
BELA RESENHA!


PRI 04/08/2013minha estante
O que mais me marcou nesse livro foi que meu pai me viu lendo e me deu uma bela de uma bro
nca rsrs bom tive que terminar de ler escondido.


Lu 27/10/2013minha estante
eu amo esse filme!


Nattt 30/11/2013minha estante
Não lembro a primeira vez que o li, (e foi em pdf)lembro que fui muito insensível aos fatos, achei tudo documentário demais. Mas para minha surpresa relendo agora este ano (e encontrei alguém que me emprestou o livro) senti um pesar imenso que me deixou dolorida a cada página, e asfixiada.


Gaby 25/11/2014minha estante
Na verdade ela não se droga mais. Pelo menos não com heroína. O filho dela mudou sua vida completamente. Infelizmente a mídia, vez em quando, nos lança notícias que ela foi vista com toxicômanos, em algum lugar por aí, mas no segundo livro dela: "Eu Christiane F., a vida apesar de tudo" explica o quão esta não é uma verdade. E eu acredito. Pra quem gostou do impacto do primeiro, recomendo mais do que tudo sua segunda biografia. Vão entender e se apaixonar por esta doce ex junckiestar.




bel 21/12/2010

Deviam adotar livros como esse nas escolas, seria mais eficiente que qualquer palestra chata sobre drogas.
Teka 08/11/2011minha estante
Concordo !
Esse livro me ensinou a ficar longe das drogas e perceber como é horrível a vida de um viciado !
Aprendi muita coisa, me marcou muito esse livro !


Jubbs D. 06/03/2013minha estante
Devo muito à minha mãe por me mostrar esse filme, porque com Christiane F. nunca cheguei perto de drogas :D


Desiree 14/07/2014minha estante
E adotam.
Mais ou menos, na verdade.
Eu o li porque estava disponível na biblioteca da minha escola, lá por volta de 2005.
Poderia ser mais divulgado, isso é fato.




May 10/09/2010

Todo adolescente metido a rebelde deveria ler.
Anáàh 05/05/2014minha estante
su memo




J. 24/01/2013

Christiane F. - Kai Hermann e Horst Rieck
O livro em si nos faz refletir sobre várias coisas.
Como por exemplo a de se todos os drogados pensam que podem ''sair dessa'' a hora que bem entendem.
Sempre estamos a pensar que os drogados não têm família ou são vagabundos, mas ao saber da história da Christiane, vi que há vário fatores envolvidos nisso, seja por influência, pressão ou para fugir da realidade.

Detlef não amava Christiane, eles apenas tinham algo em comum: o vício, então resolveram se unir para conseguir dinheiro para a droga, seus ataques de ciúmes não passavam de crises de abstinência e tudo não passou de ilusão de sua cabeça por ser nova demais quando começou a se envolver com o mundo das drogas.


Mesmo se eu escrevesse cada parte do livro aqui, não conseguiria expressar o quanto aprendi com este livro, ou quantas vezes tive que parar para poder refletir sobre o que eu estava lendo. O livro é definitivamente fabuloso, e acho que todos deveriam lê-lo.
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Priscilla 08/10/2010

Um livro perturbador
Realmente inquietante a história de Christiane.
Depois de ler, fiz algumas pesquisas sobre ela e descobri que ela não conseguiu largar realmente o vício. Ela perdeu não só a juventude, a dignidade e os pudores, ela perdeu a vida mergulhando no abismo dos toxocômanos para nunca mais sair.
Lucia Sousa 29/11/2010minha estante
Puxa,eu nem me lembrava de ter lido esse livro!Foi uma sensação durante minha adolescência,quase todos os meus amigos já tinham lido!Como eu pude esquecer?Agora estou me lembrando de tudo!Valeu!




Ed Lopes 04/05/2011

A droga da sociedade.
Uma ótima leitura, não só porque trata dos problemas que a droga causa, mas sim pelo fato de mostrar que a droga é um fenômeno gerado por nossa sociedade.Pode-se observar principalmente que o problema não se restringe pelas características de uma classe marginalizada,onde muitas vezes o problema da droga é apresentado exclusivamente como conseqüência de atividades criminosas, e talvez por não encontrarem no mundo respostas às suas necessidades.
No livro Christiane vê na na droga uma forma de escapar do mundo e dos diversos problemas que enfrenta,principalmente crises com a família e do sentimento de alienação, cujo qual Christiane busca escapar.Durante o livro percebe-se que Christiane tem necessidade de criar uma nova realidade, na qual, possa ter liberdade,e principalmente constituir um espaço onde possa ser ouvida e entendida.
Christiane consegue passar no livro o clima do universo da droga e o da prostituição, que aparece como conseqüência ao primeiro, logo após a frustração para se obter a droga.Nos locais de prostituição muitos jovens, tanto meninos quanto meninas vendem seu corpo e passam a entrar num ciclo vicioso.
Assim permite avaliar melhor a decadência de nosso modo de vida, como gradativamente nossa indiferença às questões sociais aumenta,como a comunicação entre as pessoas acaba se tornando superficial à medida em que as pessoas permanecem muitas vezes encerradas em um realidade artificial, pois vivem com medo de tudo e criam um casulo para se protegem de todos os males que afetam a sociedade, acreditando que isto é a melhor maneira de cultivar a paz e sua segurança; essa é a sociedade que se diz "normal".
Valfloripa 03/06/2011minha estante
Gostei da sua escrita e do seu posicionamento em relação a esse livro, foi muito bem construído magnífico a sua analise e principalmente a sua postura política, social e econômica quando se refere ao papel do Estado.
Falar de drogas é sempre uma situação delicada para todos; ?Chistiane F? no Brasil se transformou em vários nomes, freqüenta vários lugares e as famílias não importar a classe social, todos estão ainda sofrendo.
O que mudou meu amigo Edgleison, da Chistiane F, para as nossas crianças, jovens e adultos, que hoje no Brasil, com suas histórias também dariam um livro, porém na maioria dos casos com um final TRISTE E MUITO DOLOROSO.





Vivi 20/12/2008

Livro fantástico, que narra a trajetória de Christiane, praticamente uma criança, em direção às drogas e conseqüente prostituição. A história é incrível pela sua veracidade, e é chocante imaginar que muitas pessoas - crianças ou não - passam por situações muito parecidas, e até piores, levadas por drogas.
Kaléu Caminha 26/12/2008minha estante
Olá Vivi, acabei de ler este livro e me fascina ainda mais a inteligência e o discernimento que ela demonstra...acaba ficando até mesmo um sentimento de que ela é muito mais interessante do que a maioria das pessoas que se conforma em viver com o que lhes é imposto...



E você tem toda a razão, em vários pontos o livro nos entristece..e muito.


Antonio Lisboa 08/12/2011minha estante
O bacana deste livro é a sua atualidade. Li-o em fins dos anos 80, e, na época, era meio que censurado pelo seu forte tom, quando descreve as situações de prostituição e consumo de drogas. Um livro que deveria ser trabalhado por educadores, pais e adolescentes, especialmente nesses dias de "liberou geral" que impera em nossa sociedade.




Kaléu Caminha 24/12/2008

Todos temos nossas drogas
Na minha visão, o melhor texto sobre juventude que já tive o pivilégio de ler.

Desde as primeiras páginas, Christiane nos dá a honra de seus relatos sobre o mundo em que vive, seus amigos, a escola, as famílias e sobre sua vontade louca de sentir algo, de ser aceita, de poder representar algo importante para o seu mundo.

Para ela, as pessoas "normais" tinham vidas tão miseráveis que não valia a pena "viver" como eles, não sei se havia outra opção que não o mundo das drogas, da sua gangue para que ela pudesse ser enfim, compreendida.

É impossível julgá-la, e surge quase uma inveja de sua coragem em explorar aquele mundo, completamente diferente.

Aos poucos aprendemos a respeitar ela e "seu bando", as perspectivas mudam e é comum nos sentirmos comovidos, quase apaixonados pela pobre menina, tão corajosa, tão indefesa.

Mas o maior tesouro é descoberto aos poucos, tendo como exemplo os drogados, os estrangeiros, as bichas, os bêbados ou os homens de negócio..cada qual com sua própria droga conveniente para a sua situação e é justamente isso que cooloca Christiana em igual dignidade a todos os outros.

O livro ensina, educa, apaixona e assusta. É complicado até mesmo acreditar que se trata de uma história real. É fascinante e nos faz pensar sobre nossos vícios, as prostituições as quais nos submetemos.

É um belo presente, de Christiana e de todos os demais "drogados", um presente para o mundo.
Vivi 28/12/2008minha estante
É incrível como um livro da década de 80 ainda esta tão atual na nossa realidade.


La 21/09/2013minha estante
Que resenha incrível! Concordo com você em todos os pontos! Principalmente no de admiração a Christiane. Todos vêem no livro um "grande ensinamento" de não entrar no mundo das drogas e tudo mais, eu não acho isso, vejo a coragem dessa garota, que ao mesmo tempo que se acovarda fugindo dos problemas, é corajosa, justamente por preferir não viver nesse mundo de alienação e hipocrisia dos auto declarados "normais". Enfim, ótima resenha.




Flávia 31/03/2014

Considero esse livro um item de utilidade pública, que deveria ser lido por todos os adolescentes. A vida de Christiane é contada pela perspectiva dela e pela de sua mãe e algumas autoridades competentes. Uma criança de 13 anos que entrou para o mundo das drogas e prostituição.

O livro é bastante impactante, agressivo e realista, mesmo sentindo que a Christiane não descrevia os detalhes de algumas coisas. Confesso que me irritei bastante com a falta de persistência dela em tentar sair desse mundo, e apenas no final consegui entender o quão difícil é. O quão forte é a dependência, o quão fraco é a assistência aos toxicômanos e principalmente, a facilidade absurda que era conseguir drogas na Alemanha, na década de 70.

Não sou psicóloga, mas imagino que a vida dela na infância possa ter afetado suas escolhas. Não concordo integralmente com isso porque conheço pessoas que mesmo com dificuldade se mantiveram fortes ao longo da vida, mas entendo que nem todos demandam a mesma coragem. Diante de expectativas frustradas, sonhos acabados, pais impotentes, falta de estrutura familiar, a criança não dramatiza, não exterioriza. Ela recolhe os cacos e os guarda. E nem sempre isso é bom. No caso dela,só conseguiu exteriorizar através das drogas.

“Ali, eu nada tinha a provar, e nem tinha necessidade de me impor a quem quer que fosse” – pág 98

Lembro-me de um trecho onde a mãe aconselha a filha a nunca começar uma briga, mas devolver a pancada, e percebo como uma pequena fagulha pode desencadear um comportamento tão destrutivo na criança. Não consigo imaginar o desespero da mãe, que em meio a todas as possibilidades, não conseguia impedir que a filha seguisse por esse caminho. Detestei o pai de Christiane, que sempre tentou responsabilizar os outros pelo seu fracasso. Adivinhe, só, Sr. Pai? Somente nós somos responsáveis pelo que nos ocorre.

Os capítulos são maiores do que gostaria, e às vezes isso me incomodava, pois queria interromper a leitura e ainda faltava um bom pedaço para terminar o capítulo.

“Era raro, agora, nos abraçarmos apertado, um contra o outro, como duas crianças. É que cada um via no outro a imagem de sua própria degradação.” -pág 138

Pude perceber que nada é tão fácil quanto parece. Nunca temos o real controle que imaginávamos. E a percepção de Christiane de que as pessoas a sua volta iam morrendo. E a pergunta: “quando será minha vez?” São tantos altos e baixo idênticos, fáceis de notar e mesmo assim ela passou por eles todas as vezes.

“Afinal, que negócio mais chato: morrer sem ter vivido.” Pág 189
Michelle Gimene 22/05/2014minha estante
Acredita que nunca li esse livro? É um daqueles da minha lista de "obrigatórios", mas que até hoje aguarda na fila. Imagino que seja muito angustiante, né?


Flávia 22/05/2014minha estante
Oi, Mi! Pior que acredito, rsrsr. Ainda tenho vergonha de não ter parado pra ler 1984, por exemplo. É angustiante sim. E também dá raiva, vc quer esbofetear a Christine. E solitário.


Joana Masen 31/05/2014minha estante
Desde criança eu cruzo com esse livro, mas ainda não o li. Acho que o próprio título já me assusta, e eu não gosto muito desse tipo de livro, fico dias perturbada com o sofrimento da pessoa, então, fujo da leitura.
Muito boa resenha, parabéns.

http://seiqueeusei.blogspot.com.br/


Flávia 21/06/2014minha estante
Oi, Joana! Obrigada!! Sim, é perturbador, muito!!


Cyntia Bandeira 17/07/2014minha estante
A mãe só estava ensinando a filha a se defender, pra ela não sofrer o que ela sofreu na mão do Richard.




kassya 15/06/2009

Perfeito para adolescente ! Lembro que descobri muitas coisas que eu não sabia com esse livro,...
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Duda Lattanzi 02/05/2009

Ganhei este livro do meu pai aos doze anos e todos (os adultos) achavam que meu pai estava louco, que esse livro poderia me influenciar e que eu não tinha maturidade/idade para ler essa emocionante história. Eles estavam errados! Agradeço ao meu pai por ter me dado o melhor livro que eu tenho, porque naquela fase que eu começava a sair à noite e conhecer outras pessoas "Christiane F." foi importantíssimo. Com algumas passagens chocantes e reais conheci o que é o mundo das drogas e como é difícil sair dele. Por isso, nunca me aproximei deste beco sem saída.
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Hérica Lima 01/10/2014

Muito bom!!!
Sabe quando você lê um livro e quando ele acaba você quer continuar pesquisando sobre ele, sobre o personagens, sobre os cenários relatados, sobre tudo?!!
Pois é... foi exatamente isso que me aconteceu com esse livro. Eu mergulhei completamente no mundo da Christiane F. de tão impressionada que eu fiquei! Pesquisei sobre ela, sobre o David Bowie (um cantor idolatrado na época), sobre os efeitos da heroína no corpo, sobre a estação zoo... enfim, me apaixonei pela história!

O livro é a biografia da Christiane, escrita por dois jornalistas que realizaram uma série de entrevistas com ela, e relata como ela foi se envolvendo cada vez mais nas drogas e o que ela fez depois disso pra sustentar esse vício, o interessante é perceber como ela se deixa ir dominando pela droga de forma inconsciente, tipo, coisas que ela dizia que nunca ia fazer, com o passar do tempo acabava fazendo com tanta naturalidade quanto passar manteiga em pão, e tudo pra sustentar um vício que ela insistia em dizer que não existia. Enfim, o velho dilema dos viciados que sempre podem parar quando quiserem, mas mesmo com a vida desgraçada "optam" (ironicamente falando) por não parar.
A história se passa entre os 13 e 15 anos dela, o que torna os fatos ainda mais impactantes!

É o tipo de livro que vou querer que meus filhos leiam com certeza. É uma lição de vida que leva você a refletir sobre sociedade, juventude, família, influências, governo... enfim, para mim, tornou-se um clássico!
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Sally 19/02/2012

Um forte relato pessoal
Li esse livro adolescente e ainda hoje passo o filme para meus alunos quando o assunto em questão é sobre as drogas. Christiane é alemã, atualmente deve ter mais de 40 anos e volta e meia a notícia é que ainda luta contra as recaídas do vício. O início desse dilema pode ser conhecido nesse livro, que foi uma forma que ela encontrou de desabafar com dois jornalistas sobre o assunto. No início lemos a sentença de Berlim (1978) que acusa Christiane de consumir de forma contínua drogas e de se entregar a prostituição para satisfazer seu vício. Então, suas lembranças começam em 1973 com o desemprego do pai, o divórcio, as surras (item que não passa no filme), o novo namorado da mãe, a sensação de não se ajustar a nada socialmente falando e finalmente sua ida à discoteca Sound. É lá que Christiane vai conhecer seu futuro namorado Detlef e com ele conhecer o mundo da heroína. O que poderia ser apenas uma inocente ida à discoteca vira uma vida de prostituição, que começa com apenas a venda de masturbação e sexo oral e no final as mais bizarras atividades sexuais em nome do vício. Com auxílio da mãe, Christiane e Detlef tentam se limpar da heroína (com cenas fortes no filme) e até conseguem, porém o erro de ambos foi o de retornar no point da galera (Central de Metrô Zôo) para contar a novidade. A ideia de apenas um pico não faria mal, pois afinal eles já sabiam que poderiam sair, os levam novamente ao submundo das drogas. Infelizmente é um livro que caiu na popularidade literária, mas sua importância continua a mesma, pois se trata de um relato de causa e consequência de um assunto que infelizmente, não caiu, as drogas.
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MaywormIsa 21/04/2014

Eu desisti de Christiane.
O livro possui detalhes muito sórdidos, mostra com clareza o fim da infancia e o inicio da adolescencia de Christiane, e como a menina foi entrando no mundo das drogas e prostituição. Relatos da mãe de Christiane chocam os leitores, por sua inocencia, por achar que sua filha de 14 anos não poderia ser capaz de tudo, inclusive de ser dependente da Heroína.

Existem superações, mas muitas recaídas e é aí que o leitor se estressa.Quem realmente se liga na historia a ponto de ficar com raiva das atitudes da personagem, tende a abandonar a leitura, como se estivesse desistindo daquela menina, pois lidar com dependentes químicos não é fácil e não é tão " comum" , trazendo isso pra fora do livro.
O livro é muito forte, ao contrario do filme, que não mostra nem metade do que realmente acontece. O fato é que o livro em si não é ruim, mas a história provoca repulsa no leitor que acredita em uma melhora, e a melhora demora muito a chegar.

Indico essa leitura para pessoas mais pacientes, que não se deixam abater pelos sentimentos negativos que a historia provoca, e que leiam até o final.
Flávia 22/05/2014minha estante
Nossa! Eu senti exatamente isso ao ler. Fiquei muitas vezes com raiva da Christiane!! Só consegui realmente entendê-la no final do livro!




Juninho 15/03/2011

Drogas...O "caminho" mais facil

Auto-biografia de Christiane F., uma jovem alemã que se envolveu no mundo das drogas e da prostituição. O estranho ao ler esse livro é que a gente sempre imagina que essas coisas só aconteçam em países sub-desenvolvidos como o nosso, mas nunca em um país do primeiro mundo ... A história narra a vida de Christiane, que cresceu em um bairro pobre e dentro de um ambiente violento, graças às surras que levava do pai alcoólatra. Devido a liberdade que sua mãe lhe deu, tentando compensar os terríveis momentos que passou com o pai, acaba cometendo um terrível erro, dando à Christiane uma vida sem regras, o que à leva facilmente para o mundo das drogas. Primeiro as mais leves, depois as mais pesadas, como a heroína. À partir daí, sua vida se torna um inferno, onde começa a se prostituir com apenas 14 anos para sustentar o vício. Depois de tentar se matar tomando uma overdose, acaba conseguindo se desintoxicar, talvez por milagre, após várias tentativas frustradas. Essa história teve um final feliz, mas acho que depois de tudo que essa garota passou e tão nova, ela teve muita sorte, isso sim, coisa que não acontece com frequência entre pessoas que se envolvem com drogas pesadas, já que às vezes acabam entrando num caminho sem volta ....


O pior é saber que o final do livro só ficou nele, hoje em dia Cristiane voltou a se viciar... O livro nos leva a uma reflexão profunda do mundo através de um outro ponto de vista, Os dependentes quimuicos...
RECOMENDO....RECOMENDO.....RECOMENDO....

OMNIA VINCIT
Mel 21/03/2011minha estante
Legal, me interessei bastante, e assim que ler venho comentar novamente sobre o que achei!
Mas você realmente tem razão, entrar em recuperação numa dependência química é um processo muito complicado, com vários fatores de risco e apenas alguns fatores de proteção, tiro o chapéu aos que conseguem...


Valfloripa 25/04/2011minha estante
A sua resenha, sobre esse livro que já li há muito tempo. Foi muito bem construído parabéns.
Com esse tema as drogas e principalmente esse assunto e essa situação, que a mídia nos passar todos os dias, ?Chistiane F? no Brasil se transformou em vários nomes, freqüenta vários lugares e as famílias não importar a classe social, todos estão ainda sofrendo.
O que mudou meu amigo Juninho, da ?Chistiane F?, para as nossas crianças, jovens e adultos, que hoje no Brasil, com suas histórias também dariam um livro, porém na maioria dos casos com um final TRISTE E MUITO DOLOROSO.






Juninho 29/04/2011minha estante
Concordo com vc ValFloripa se fosse no Brasil com toda certeza teriamos um outro final, e este muito mais triste


San... 10/06/2011minha estante
Pois é, esse problemão, esse pesadelo diário... Convivo muito estreitamente com esse problema e, pela minha experiência, aquele que se envolve nunca mais fica livre do perigo... Doença sem cura, problema que sai do social e adentra esferas internas complicadíssimas... Minha alma de "careta", minha mente de "careta", minha vida de "careta" quer entender tudo isso e não consegue... Doença incubada "ad infinitum". E em toda literatura que já devorei a respeito, a única coisa que esqueceram foi de um conselho básico: não experimentem. Porque, caso vc seja um doente, na primeira dose já estará perdido. A primeira vez aciona um gatilho interno e aí é só aguardar o desastre e, não se iludam, ele vem...


Juninho 12/06/2011minha estante
Perfeito seu comentário San....
"A primeira vez sempre a ultima chance", é um mundo complicado, não da para entender,por que adentrar nesse mundo??? pergunta sem resposta... momentos de fraqueza, quem sabe.... e como você disse o desastre vem, não importa a situação.




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