O Arroz de Palma

Francisco Azevedo



Resenhas - O Arroz de Palma


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Eliane 25/04/2014

Minha impressão sobre o livro.
Esse romance trata da imigração portuguesa para o Brasil no século XX, narrando a saga de dessa família em busca de um futuro melhor, superando diversas dificuldades. Nos primeiros 20% do livro foi muito divertido e dinâmico.
Mas de 20% a 60% achei um pouco cansativo, bem monótono .
Foi difícil de terminar...
Mas os 40% finais do livro, ele voltou a ter vida, ser dinâmico.
Eu vou citar um poema que gostei muito desse romance : "Família é prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema - principalmente no Natal e no Ano Novo. Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem , devoção e paciência. Não é para qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. As vezes dá até vontade de desistir. Preferimos o desconforto do estômago vazio. Vem a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que se vai comer e aquele fastio. Mas avida - azeitona verde no palito - sempre arruma um jeito de nos entusiasmar e abrir o apetite. O tempo põe a mesa, determina o número de cadeiras e os lugares." "Aproveite ao máximo . Família é prato que, quando se acaba nunca mais se repete. " .............
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sonia 29/01/2014

Família – bom em album de fotografia, mas ninguém inventou ainda nada melhor.
A incrível história de um arroz que ficou bom por mais de 40 anos, sem gorgulhos, sem fungos, sem esfarelar...milagre?
A história é contada por Antonio, sobrinho de tia Palma, que deu o arroz a seu irmão no dia do casamento dele; quando Antonio casa-se com Isabel, o mesmo arroz é passado de presente para ele.
Aos 88 anos, a preparar o jantar para o almoço da família, Antonio vai relembrando as passagens mais siginificativas da história da família, com tenura e muito humor.
O estilo é bem agradável.
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Escriba 21/11/2013

Livro "O Arroz de Palma" é delicioso como almoço de domingo
Esta resenha foi postada na coluna Café Literário, do portal mineiro Café com Notícias. Por questões de exclusividade, ela não pode ser reproduzida aqui, mas pode ser conferida pelo link abaixo.

site: http://www.cafecomnoticias.com/2013/11/cafe-literario-livro-o-arroz-de-palma-e.html
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Lima Neto 02/11/2013

Cada livro que lemos deixa um nós uma marca, mexe conosco de uma forma diferente. Há aqueles que nos decepcionam, sim, há aqueles dos quais esperávamos algo mais, aqueles que não concordamos com o final; mas há aqueles que deixam marcas nas nossas almas de leitores, aqueles livros com os quais nos identificamos profundamente, da primeira palavra ao último ponto, que vemos espelhados nesse ou naquele personagem traços de nossa personalidade, os que temos a impressão de que retrataram tal como aconteceu um fato que aconteceu em nossas vidas. Há livros intensos, que nos prendem desde a primeira páginas, aqueles que impede que peguemos no sono enquanto não terminarmos só mais esse capítulo, e que acabamos passando noites em claro lendo-os. Há livros complexos, que só conseguimos ler e entender se o fizermos bem aos poucos, poucas páginas e palavras por vezes. Há livros que lemos correndo, cujos capítulos se sucedem de tal maneira que não conseguimos parar sequer para tomar fôlego. Há livros escritos em linguagem complexa e rebuscada, que tem em sua alma um ar intelectual e rebuscado. Mas há livros que nos marcam, com os quais nos identificamos, justamente por não serem complexos, por não terem uma linguagem rebuscada, que não precisamos correr, e sim por que são simples, por serem escritos de maneira simples, clara e delicada, e que não queremos correr em sua leitura, mas sim beber palavra por palavra. Arroz de Palma, de Francisco Azevedo, é um destes livros.
Arroz de Palma é um livro para todos os amantes da boa literatura, para todos os que têm família, para todos que sabem saborear as palavras de um grande romance e que começam a salivar antes mesmo de ter o prato servido, antes mesmo de abri-lo na primeira página. Narrado com uma maestria ímpar, com uma delicadeza impressionante, é um livro que ao lermos somos fisgados pelas melífluas palavras do autor, de que somos hipnotizados e remexidos naquela panela de palavras e convidados a apreciar e acompanhar o preparo daquele formidável prato literário que será servido para nós, leitores, numa esplendorosa ceia, que iremos apreciar, que irá saciar a nossa fome literária por dias a fio.
Contada de uma forma suave e delicada, como numa simples conversa, como que entre o preparo de um prato e outro para um jantar de reunião familiar, a história de Arroz de Palma é uma viagem no tempo, é um convite, tal como acontece numa reunião familiar, a uma das tão tocantes e gostosas histórias de família com a qual todos que a ouvem (leem) se identificam.
Eloiza 04/03/2014minha estante
Sua resenha é perfeita. Arroz de Palma é um livro extraordinário, lindo. Para se ter, reler... E reler!




Lunardi 16/10/2013

Livro para ser degustado, sem pressa
A narrativa é doce, cativante, poética. Mas é preciso ter acordado de bom humor e com uma certa dose de inspiração extra para continuar a ler. É preciso ler com calma, degustar, apreciar.

Enfim, ao longo do livro, Azevedo escreve trechos muito bonitos. São esses trechos, pequenas ''poesias'' que fazem o livro valer a pena, porque a história em si é bem normal.

''Secreto, confidencial, ostensivo - quem, por mais sábio e letrado, ousará organizar o arquivo pessoal? As tristezas por ordem alfabética? As alegrias por ordem cronológica? As amizades por ordem de chegada? Ou pelo grau de importância? Canseira inútil. Em que pasta ficariam os nosso sonhos, os nossos feitos, as nossas frustrações?'' Página 90.
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uyara 07/10/2013

Tocante
O início, confesso, foi meio devagar. Demorei para começar a apreciar o livro, mas, com um pouco de paciência, o livro vai ficando apaixonante.
A narrativa transcreve dramas familiares ao longo dos anos, desde o casamento dos pais do narrador, de onde "surge" o arroz - símbolo do amor dos dois, até a velhice do que narra.
Belas histórias, conflitos tão comuns a todos nós, com doses de reflexão. Recomendo.
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Roberto 02/09/2013

Grata Surpresa
Excelente leitura. Uma história completa, sem lacunas, divertida, séria e real. Acho que daria um filme espetacular. Este, com certeza, é um dos melhores livros que lí este ano. Recomendo a todos como referência de livro a ser lido e degustado com prazer.
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Carolina Andrad 07/05/2013

A história mágica da família
"Família é prato difícil de preparar!"
Terminei o livro.... é muito bonito. Vale a pena...
a leitura é leve, gostosa e super fácil, vc vai acabar rapidinho!
Realmente verdadeiro o que diz Leticia Wierzchowski: "Uma história de família como um almoço de domingo"!
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Maria Faria 10/02/2013

O mito do arroz
O livro "Arroz de Palma" conta a história de uma família portuguesa que se muda para o Brasil. O arroz de Palma, conhecido assim por ser um presente de Palma a seu irmão José Custódio, é o pontapé inicial para todos os acontecimentos importantes da família. O arroz foi juntado por Palma, do chão onde ocorreu o casamento de José Custódio e Maria Romana. É aquele arroz que os convidados jogam nos noivos no fim da cerimônia de casamento. Palma acreditava que o arroz era abençoado. O arroz veio para o Brasil junto com Palma, José Custódio e sua esposa Maria Romana e, em solo brasileiro, foi protagonista de vários acontecimentos da família e provocou brigas também.
Quem nos conta todo o enredo é Antônio, filho mais velho de José e Maria Romana, que está para completar 88 anos. Antônio prepara um almoço na cozinha da fazenda onde viveram seus pais até o fim da vida, ele pretende fazer uma grande festa, reunindo seus irmãos há tanto tempo afastados. Na verdade, Antônio quer resgatar a união familiar que se desfez devido a vários percalços.
Na verdade Arroz de Palma é uma história maravilhosa de família, com todo o lado bom da infância, dos casamentos, dos filhos e netos e também das intrigas de família. A família de Antônio presenteia o leitor com todo o enredo de uma família comum: brigas, traição, paixão, mistérios, dúvidas e medo.
O autor narra a história de forma lírica e envolvente. É impossível não se sentir curioso pelo próximo acontecimento envolvendo o arroz de Palma. Além do texto intenso, estão presentes também no livro grandes lições de vida.
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Marcia Cogitare 09/01/2013

É muita fofura
O arroz de Palma é um livro sobre uma família portuguesa, seus conflitos e acertos.

É uma narrativa poética e de frases emblemáticas.

Não tem como dar errado um livro desse.
Marta 24/01/2013minha estante
Márcia, você diria que O Arroz de Palma é um livro reconfortante?


Marcia Cogitare 25/01/2013minha estante
Marta sem dúvida eu o colocaria como um livro reconfortante.




Marlete 23/09/2012

Gostei ! Lí muito rápido, não conseguia largar o Livro. Tive dificuldade para entender Tia Palma e Antonio em suas épocas. Algumas vezes me parecia um relato, outras uma ficção, bem distante da realidade. Recomendo !
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Gláucia 07/09/2012

O Arroz de Palma - Francisco Azevedo
"Família é prato difícil de preparar"
O livro se inicia com Antônio aos 88 anos preparando um almoço para comemorar o que seria os cem anos do casamento de seus pais, imigrantes portugueses. Seu desejo é reunir sua imensa família, dispersa Brasil afora e separada pelas circunstâncias da vida. Aos poucos vai se recordando da trajetória de cada um, partindo do dia do casamento de seus pais, passando por tia Palma, a figura central da família e uma exímia contadora de histórias, a fatídica história de seu arroz e todos os descedentes e agregados.
Difícil não se identificar com a narrativa ágil e algo lírica do autor, já que a obra trata de memórias, lembranças de infância, sentimentos e, principalmente, as nem sempre fáceis relações familiares. Lindo, emocionante, saboroso e muito bem escrito. Não diria que é triste, é um pouco a história de todos nós.
"Família é prato que, quando se acaba, nunca mais se repete."
Renata CCS 06/03/2013minha estante
Gostei da proposta do livro. Vou colocar em minha lista para 2013.




Rui Alencar 16/08/2012

Este livro é uma delícia...Em muita coisa parecido com uma família que conheço. Eis alguns recortes:

Pag. 11 ...Família é um prato difícil de preparar. São muitos ingredientes. Reunir todos é um problema – principalmente no Natal e Ano Novo. Pouco importa a qualidade da panela, fazer uma família exige coragem, devoção e paciência. Não é pra qualquer um. Os truques, os segredos, o imprevisível. Às vezes, dá até vontade de desistir. Preferimos o conforto do estômago vazio. Vêm a preguiça, a conhecida falta de imaginação sobre o que vai comer e aquele fastio...

Pág. 12...Família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza...Primeiro cuidado: temperos exóticos alteram o sabor do parentesco. Mas se misturadas com delicadeza, essas especiarias , tornam a família muito mais colorida, interessante e saborosa.

Pág. 12...Atenção também com os pesos e medidas. Uma pitada amais disso ou daquilo e, pronto, é um verdadeiro desastre. Família é um prato extremamente sensível...Outra coisa: é preciso ter boa mão, ser profissional. Principalmente na hora de meter a colher. Saber meter a colher é um verdadeira arte.

Pág. 13...tem gente que acredita na família perfeita...Família é afinidade, é a moda da casa. E cada casa gosta de preparar a família a seu jeito....Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras apimentadíssimas. Há também as que não tem gosto de nada – seriam assim um tipo “Família Diet”, que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é um prato para ser sempre servido quente. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir.

Pág. 21...Papai possuía inúmeras qualidades, mas era um homem orgulhoso e enfezado. Tia Palma tinha uma teoria que explicava perfeitamente o mau humor de meu pai: a prisão de ventre. Tia Palma me ensinou que “enfezado” vem de fezes. Uma pessoa com intestino preso se enfeza com facilidade. E não é que, na prática, a teoria dava certo ? Sempre que papi era feliz no banheiro, a família inteira notava. Ele ficava literalmente, mais leve. Se alguém tivesse de pedir algo a ele, ficava atento à sua ida à privada: este poderia ser o momento ideal. Quando bem-sucedido, papai saía do banheiro em verdadeiro estado de graça. Um homem purificado.

Pág. 22...Cedo tb aprendi que o corpo conhece outras maneiras de se purificar. A urina, a menstruação, o vômito, as espinhas, o esperma, a coriza, e o suor, tudo nos purifica. O que o corpo põe para fora é sinal de purificação. Assim as lágrimas seriam a forma mais elevada de nos purificarmos. E o nascimento de uma criança a mais completa.

Pág. 82...Para sempre e nunca mais são medidas de tempo que me amedrontam, e, às vezes entristecem. A memória afetiva do mundo vai se apagando, enquanto os dados do planeta cabem todos no computador...

Pág. 83...Coleciono alguns guardados preciosos que, quando eu morrer, serão jogados fora, porque só fazem sentido para mim. Só a mim eles emocionam. Só eu lhes estimo o valor. Mas algo me diz que, em qualquer casebre, apartamento ou mansão, haverá sempre uma caixa, pasta ou gaveta onde se esconde aquele papel de bala – que foi desembrulhada no cinema ao lado de quem nos despertava paixão...

Pág.261...todo ser inanimado passa a ter alma no momento em que se lhe imprimie afeto. As coisas também aspiram a uma existência saudável...

Pág. 297...Palavra mete medo, assusta. Toda palavra. A mais inofensiva, súbito, causa estrago. Uma combinação equivocada, um tom infeliz, uma vírgula precipitda ou omissa podem significar o desastre. Palavra machuca, deixa marca. Palavra mata. Palavra deveria ficar guardada bem no fundo, no alto dos armários. Longe do alcance das crianças. E dos adultos. A palavra é arma. É preciso ter porte para usa-la.
Helder 23/11/2012minha estante
Trechos realmente incriveis. IMagino que seu livro esteja todo sublinhado! Livro foi para minha lista de desejados.




saldanha 12/03/2012

O Arroz do dia a dia escrevendo a vida!
Nossas relações amorosas e famíliares, amigos, filhos, erros, mentiras
e verdades.

Está tudo lá, bem escrito, de uma forma leve e engraçada.
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"Uma ferramenta como essa pode certamente ser usada por professores para incentivar a leitura"

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