Quando Eu Voltar a Ser Criança

Janusz Korczak



Resenhas - Quando Eu Voltar a Ser Criança


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Wagner Schule 05/12/2014

Qual adulto nunca sonhou em voltar a ser criança? Enquanto criança há inúmeras aventuras para se viver, muitas perguntas para serem respondidas e uma simples brincadeira de imaginar pode se tornar a maior alegria daquele dia. Seguindo essa proposta, Janusz Korczak deu vida a Quando eu voltar a ser criança, uma obra capaz de fazer jovens, adultos e velhos mergulharem de volta à sua infância, relembrando o que de fato faz dessa fase tão especial e apreciada, mesmo após muitos anos de vida e de aprendizado.

A história começa de uma maneira simples: um professor, tomado pelo sentimento de nostalgia, deseja voltar a ser criança porque, segundo ele, a vida de uma criança é muito mais fácil e agradável. Pois bem, seu pedido é acatado e, por incrível que pareça, ele mantém as memórias de quando era adulto, mas o conhecimento que ele tinha antes não parece mais tão útil ao longo das novas descobertas. Logo ele percebe que, mesmo com tanta experiência, ainda é capaz de sentir, agir e pensar como uma criança e, sendo realmente uma, permite-se viver tudo que “não poderia” como adulto. E é aí que as aventuras começam a acontecer, como a descoberta do primeiro amor, as tristezas por não poder fazer e ter o que se quer, como um companheiro animal ou dez centavos para pagar uma dívida.

Apesar de ser inicialmente classificado como um livro para pedagogos, a obra é capaz de cativar a qualquer um, afinal todos nós já fomos criança um dia e sentimos falta de pelo menos alguma coisa de nossa infância. E é esse o maior acerto do livro: o mais importante na história é o desenrolar de cada uma das tramas com que o garoto tem que tratar ao longo de sua aventura, não o final de sua trajetória como criança. É fácil, enquanto adulto, dizer que a vida de uma criança é fácil e extremamente prazerosa, mas o livro nos ajuda a lembrar que, na verdade, não é bem assim que as coisas funcionam, nos fazendo lembrar de nossos próprios problemas, desejos e ensejos da infância.

site: https://mundoschule.wordpress.com/
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Nilce 09/06/2013

Quero voltar a ser criança
Este livro propicia momentos mágicos... a cada linha lida fico imaginando ter de volta minha infância, perdida lá no passado.
Se pudesse voltava a ser criança, mas como não posso, estou viajando e sonhando com o livro.
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Lucas André 07/06/2013

Doce, fantástico, simples e envolvente.
Janusz Korczak fez de um simples livro, algo fascinante e que deve ser lido não apenas por educadores, mas por todos aqueles que deixaram para trás ou se esqueceram da essência de ser criança!

A criança é que nem a primavera. Ou tem sol, tempo bom, tudo é alegre e bonito. Ou de repente vem tempestade, relâmpago, trovões, raios que caem. Já o adulto é como estivesse dentro do nevoeiro envolto numa triste névoa. Não tem grandes alegrias, nem grandes tristezas."
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MARA 03/02/2013

A visão de um adulto sensível sobre a vida das crianças. Nossa infância está muito distante agora para que possamos voltar a sentir todas as angústias passadas pelos pequenos. Só o exercício da empatia poderá nos aproximar deles e entender seus anseios. Deveríamos todos voltar a ser crianças ao ouvir seus relatos.
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Luis Mauro 25/12/2012

Meu primeiro livro
Este foi o meu primeiro livro que li quando eu era criança.
É um mundo fantástico, cheio de histórias e coisas que só crianças ou adultos com uma boa imaginação irão entender.
É uma ótima leitura e uma volta ao tempo de criança.
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Mestre 26/08/2012

Esse livro me impediu de pensar em outras coisas. Ele realmente me amarrou até terminar. E quando veio o fim, fiz até um "ooh, já?". Delicioso. Reflexivo. Imaginativo. Percebemos facilmente a mensagem passada por Korczak... Vale a pena ler e se emocionar!
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bel 15/04/2012

Leitura deliciosa em que a sensibilidade de Korczak nos leva a refletir nossa relação com a infância ,pricipalmente dentro da escola, e em que somos hoje.
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Alana 10/02/2011

Quando eu voltar a ser criança
Trata-se de um romance psicológico muito sensível que retrata com uma empatia explêndida, jamais vista por mim, o mundo da criança. É um livro pra quem tem sensibilidade às pequenas coisas...é bastante emocionante e, pra quem é capaz de se implicar, realmente muda a nossa forma de olhar e lidar com as crianças.
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Bia Machado 19/02/2010

Um escritor que não deve ser esquecido, por esse livro e pela vida que viveu.
Um adulto volta a ser criança e tem que viver como tal, passando por todas as experiências da infância, mas agora tendo as ideias de um adulto. O que você faria se isso acontecesse com você?

A personagem principal, o homem que volta a ser menino, transmite ao leitor todas as suas re-descobertas, acrescentando a elas sua vivência como adulto que foi. Um livro que me encantou quando eu tinha meus dez anos e que li escondido da minha tia, a dona ciumenta do exemplar, lia enquanto ela estava no trabalho, o dia todo, e isso fez aumentar ainda mais meu gosto pela leitura do livro, era o meu segredo, somente eu sabia que eu estava lendo aquele "livro de adulto", rsss... Ano passado comprei o meu exemplar, e foi com igual emoção que o reli.

Escritor pelo pediatra, pedagogo e escritor polonês Janusz Korczak que, junto com as cerca de 200 crianças e doze funcionários de um orfanato fundado por ele, morreu no campo de concentração de Treblinka. Quando em 1940 Korczak foi obrigado a mudar o orfanato para dentro do gueto de Varsóvia, Korczak poderia ter escapado. Mas ele não quis, ficou com suas crianças até o fim e, infelizmente, todos morreram na câmara de gás.

Não é um livro apenas para educadores. Para mim, esse livro traz uma das mensagens mais bonitas que todos deveríamos seguir: há que se cuidar das crianças, pois da educação delas depende um tempo em que Treblinka será apenas uma das manchas mais tristes e malditas da História do Homem nesse planeta...
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Vanessa 02/02/2010

Um mundo cheio de cores
O mundo nos molda, pressiona e aperta, até adquirirmos o formato da dureza, fruto das vivências. Porém, já houve uma fase em que a pureza habitava nosso ser. É provável que ainda guardemos alguns resquícios desse longínquo tempo chamado infância, mas, com certeza, muitas são as lembranças que já se apagaram. Quando nos deparamos com uma criança, parece que nos esquecemos de vez que um dia já fomos uma. Impomos nossa força e inteligência sobre elas, crendo na nossa superioridade. Nossa mente anda tão poluída com as preocupações do mundo adulto que acabamos por ignorar tudo o que se passa dentro desses pequenos seres. "Quando eu voltar a ser criança" é um livro encantador que, por meio dos olhos de uma criança, (re)ensina todos os sonhos, medos, descobertas, perdas, alegrias e tristezas de que é feito o mundo infantil. Um mundo tão cheio de cores, mas que podem se desbotar quando a inonência perde espaço para a realidade do crescer.
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Karla 29/12/2009

Um livro que vai fundo na alma da criança e que me fez sentir saudades do tempo em que o era. Quando o autor volta a ser criança é incrível a perfeição da personalidade infantil que ele incorpora, me identifiquei muito, lembrei de coisas que fazia quando criança que havia apagado da lembraça. Foi uma deliciosa volta ao tempo.
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Chiarizzi 22/12/2009

Livro de JANUSK KORCZAK, que viveu no gueto de Varsóvia, onde ficou confinado com 200 crianças, pelo fato de ser judeu. Esse livro é um relato de um educador que na idade adulta volta a ser criança. As experiências vivenciadas por ele, passa ser como criança junto a sua família e convivência escolar.
O seu objetivo com suas palavras envolventes são nos levar a entender, ou pelo menos, procurar entender a cabeça de uma criança. No relato, fica claro que as atitudes dos adultos são de grande importância na vida de uma criança.
O autor sente várias sensações, como: o medo, a liberdade, tristeza, alegria, encantos e desencantos. Como qualquer outra criança sente no seu dia-a-dia. Ao descrever os seus sentimentos de menino, o autor usa uma metáfora muito conveniente, o autor diz o seguinte: “A criança é que nem a primavera. Ou tem sol, tempo bom, tudo é alegre e bonito. Ou de repente vem tempestade, relâmpago, trovões, raios que caem”. E fazendo analogia com os sentimentos dos adultos ele cita: “Já o adulto é como estivesse dentro do nevoeiro envolto numa triste névoa. Não tem grandes alegrias, nem grandes tristezas...”. Esta metáfora é interessante, pois realmente a criança é assim ou ela está radiante, feliz ou do contrário ela está triste. E os adultos nós nunca sabemos seus verdadeiros sentimentos vivem envoltos em sua névoa de fingimento e não deixam transparecer as suas verdadeiras emoções.
Esse livro traz muitas reflexões necessárias para quem deseja trabalhar na área de educação. Os adultos costumam tratar as crianças como seres inexistentes, que não tem vez nem voz. Onde tudo que elas sentem ou falam não tem a menor importância e quando através de atitudes buscam chamar a atenção de alguma forma, logo o adulto a repreende e a ridiculariza sem se importar se ela está na frente de seus amigos ou colegas. É triste saber que atitudes como esta é freqüente na vida de muitas crianças nos dias de hoje, onde se prega os Direitos da Criança e do Adolescente.
Essa experiência nos mostra que as ações dos adultos afetam as crianças de uma forma bem significativa. Existem muitos educadores que tratam as crianças como se elas não tivessem idéias interessantes, que o que elas falam não tem significado, sabemos que não é bem assim, elas tem muita sabedoria e uma complexidade que alguns adultos não tem.
Nesse sentido, é que Janusk quer mostrar sua figura dramática de volta a infância como um momento de reflexão, só quando formos capazes de nos colocar no lugar de uma criança para ter a noção do tamanho das experiências que elas vivenciam no dia a dia. Em vários momentos simplesmente ignoramos as crianças, não damos atenção a suas dúvidas e a maior parte do tempo estamos cobrando algo delas, não paramos para refletir que elas também têm desejos, vontades e sonhos. Apenas enxergamos nossas crianças quando elas nos causam algum tipo de aborrecimento.
Partindo desse pressuposto, podemos observar nos momentos de lazer, crianças cheias de energia e entusiasmo usando todo tempo e espaço possível para desenvolver suas brincadeiras que na maioria das vezes são interrompidas por adultos que não dão a devida atenção à liberdade que a criança necessita de se movimentar.
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Mel 03/12/2009

O livro retrata bem o que se passa na cabeça de uma criança.. Trata-se de um adulto que um dia deseja voltar a ser criança, e é atendido.
Mas já nos primeiros dias acaba se lembrando que a criança também tem suas preocupações, suas dores, suas paixões, e sente tudo de uma forma muito diferente da do adulto, e que quando crescemos, acabamos esquecendo essa fase e deixando de entender as crianças.....
Me lembrou muitas coisas que passei na infância, muitos medos que tive por coisas que hoje não me afetariam da mesma forma..
Karla 25/02/2010minha estante
Primeira vz q encontro alguém q tbm leu esse livro!


Drika 28/07/2012minha estante
Gostei da resenha porque foi objetiva. Penso que o livro contribui para reflexões importante sobre o universo infantil e suas opressões. Mas li o livro devagar porque achei meio chato a forma como ele escreve... Tbm classifiquei o livro com 3 estrelas.




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