Ivanhoé

Sir Walter Scott



Resenhas - Ivanhoé


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Rodrigo S. 29/06/2014

Ivanhoé, de Sir Walter Scott
Esse romance, que é considerado o primeiro de sua linhagem pois foi o precursor do gênero Romances Históricos, é uma deliciosa narrativa dos primórdios da nação britânica. Sir Walter Scott conta-nos através de personagens fictícios, lendários e reais como foi a formação daquele povo.
Temos nesse livro aventura, ideais da Cavalaria, humor, idealização da mulher e costumes que para os nossos dias parecem esquisitos e fantasiosos demais. O ponto alto são as descrições das paisagens, dos costumes e comportamento, além da narrativa envolvente, sem muitos floreios e sóbria na medida certa.
O ponto negativo que nem é um defeito do livro em si nem do autor é o excesso de superstição e discriminação das personagens secundárias -as cenas de anti semitismo e ignorância são explicáveis, já que a história é ambientada na Idade Média, mas esse detalhe incomoda um pouco.
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Wilton 02/08/2013

Romance histórico de qualidade. O autor misturou personagens reais com outras fictícias e relacionou-as com coesão e desenvoltura.
As tradições, os rituais, as superstições foram vivenciados pelas personagens que ganharam vida na trama.
As descrições de ambientes foram de uma beleza plástica indescritível. As paisagens, descritas com mestria, foram o pano de fundo do romance.
Posso dizer que este é um livro inesquecível.
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jmrainho 26/05/2013

Ivanhoé
INVANHOÉ, Walter Scott, Nova Cultural, 478 p.
Biblioteca PG
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Walter Scott, Inglaterra (1771-1832)
Criador do Romance Histórico.
Também autor de Robn Wood, personagem que aparece em Ivanhoé.

Publicado em 1820, Ivanhoé narra a luta entre saxões e normandos e as intrigas de João sem Terra para destronar Ricardo Coração de Leão. É considerado o primeiro romance histórico do romantismo.
A obra surgiu num momento em que se procurava exaltar o nacionalismo, e obteve tamanho sucesso que seu autor foi agraciado com título nobiliárquico. Nele os valores da cavalaria medieval são enaltecidos, assim como o heroísmo inglês.
Embora protagonizado pelo cavaleiro Wilfred de Ivanhoé, são os personagens quase anônimos que encontram maior destaque do que este, a exemplo de Brian de Bois Guilbert, um templário, vilão que engendra várias maldades.1 (Wikipedia)

Filme com Elizabeth Taylor, MGM, 1952
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Fiat voluntas tua!
Faça a tua vontade!
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Saleitura 12/12/2012

Ivanhoé e a minha Idade Média sonhada
A Wikipédia tem uma definição interessante para o Ivanhoé, ela diz que:

"Ivanhoé é um romance do escritor britânico Walter Scott, publicado em 1819. Narra a luta entre saxões e normandos e as intrigas de João sem Terra para destronar Ricardo Coração de Leão. Primeiro romance de enredo histórico. O livro, que conta a história de um cavaleiro da época em que João Sem-Terra havia usurpado o trono do irmão Ricardo Coração de Leão, deu origem a um seriado de televisão, filmado em 1958 e 1959, e exibido no Brasil na década de 1960, cujo personagem principal era interpretado por Roger Moore".

Bem, eu não tenho uma definição melhor, mas Ivanhoé é um pouco mais que isso, reza a lenda que Walter Scott foi o criador do romance histórico, esse gênero que nos encanta até hoje... Inclusive nosso igualmente clássico José de Alencar me lembra muito os escritos de Scott, e Ivanhoé é um clássico que merecia bem mais que um paragrafo na Wikipédia!

É um trabalho lindo, a partir dele a moderna identidade inglesa começava a ser construída discursivamente, ele narra em suas linhas mais do que as venturas e desventuras do caveleiro deserdado e sim as venturas e desventuras dos que romanticamente falando formariam o povo inglês.

Carregada de romantismo, dos ideais da época em que foi escrita e antes de falar da Idade Média dos homens e mulheres dessa época eu acho que Ivanhoé fala do século XIX e de como a Idade Média era vista nessa época. Ajuda a entender porque esse povo se sentia o último biscoito do pacote, os donos de todos os dons morais e intelectuais, prontos a levar civilização e ordem para os quatro cantos do mundo, se já eram capazes de tão grande nobreza durante os idos tempos medievais o que se diria de suas capacidade durante o glorioso século XIX?

Mas quando eu li Ivanhoé aos nove anos em uma versão adaptada cheias de ilustrações do tipo tapeçaria medieval eu nem sonhava com essas ideias e ele era meu livro favorito e eu adorava todos os personagens, o Cavaleiro Deserdado, tão nobre, o Cavaleiro Negro, Ricardo Coração de Leão, Robin dos Bosques e até aquele cavaleiro templario Brian Gilbert.

Eu imaginava a Idade Média a luz de Ivanhoé, um tempo que se lutava em nome de Deus, da Honra e do Rei, era meu mundo ideal, o mundo dos sonhos dos meus sonhos infantis com homens e mulheres nobres vencendo o mal, ganhando as batalhas no último momento... Um mundo onde o fraco justo vence o forte injusto, onde a pelica vence o aço.

Meu personagem favorito era a júdia Rebeca, ela era apaixonada por Ivanhoé que por sua vez morria de amores por uma loira aguada, a Lady Rowena, mas nem por isso Rebeca deixava de auxiliar Ivanhoé. Uma mulher a frente de seu tempo, nobre, justa, inteligente, destemida, reflexiva e termina solteira, voltando para Jerusalém para trabalhar como enfermeira dos cruzados feridos... Mil vezes aff... Mas, nem por isso Rebeca deixa de ser "A MELHOR!".

Ah, outro personagem pelo qual eu nutria um amor meio que recalcado era Brian de Bois Guilbert, inimigo mortal de Ivanhoé, eu não achava ele muito nobre, justo, ou coisas do gênero, mas eu gostava dele porque ele reconheceu o valor de Rebeca, era apaixonado por ela, mesmo sendo um Cavaleiro Templario... Algumas vezes ele pisa na bola geral, mas ainda assim tem um chame e tanto \o/.

Foi doloroso quando meu professor de história chato, ranzinza e marxista esclareceu a todos nós que durante a Idade Média os nobres cavaleiros de nobres não tinham nada, que eles não tomavam banho, exploravam os camponeses e viviam uma vida de fartura e opulência enquanto os camponeses sofriam a amargura do frio, da penúria e da fome, morrendo de velhice antes dos 30, morando em taperas, vivendo oprimidos e que mesmo as mulheres nobres não passavam bons bocados não... Vigiadas, normalizadas, punidas, Rebecas não teriam sobrevivido ao fogo ou ao claustros. Ele acabou com minha Idade Média em três tempos e tchau para meu castelo medieval onde Brian de Bois Guilbert se redimiam e viviam felizes para sempre com Rebecas que deixavam de ser otárias.

Eu lembro bem dessa aula que provalmente meu professor esqueceu na multidão de aulas que ele já deu. Nessa época fiquei com a impressão de que a História é uma dama muito cruel e que não existe compaixão no coração dela, rsrsrs... Hoje já sei que a História não é uma dama cruel, é apenas melancolica e cansada., afinal se detem na tentativa de compreender um mundo que nunca foi um lugar fácil de se viver, não existe Idade de Ouro e Gloria para a História.

Mas, afinal o que é a Glória para que eu a deseje néh? Como já questionava a minha sempre querida Rebeca de seu longínquo lugar em uma Idade Média sonhada, ou mesmo da pena de um autor sonhador do século XIX:

"- Glória?... É ela a ferrugenta armadura pendendo sobre o esquecido e triste túmulo do guerreiro? A inscrição apagada que o monge mal sabe traduzir para o peregrino que o interroga? Serão estes os prêmios, correspondentes ao sacrifício de todas as afeições, para se viver uma vida de sofrimento, fazendo os demais sofrerem? Ou será que há tanto mérito nas toscas limas dos bardos errantes, para se porem de parte amores, afeições, paz e felicidade, para nelas se ser mencionado por menestréis vagabundos, cantando-as em tavernas para os bêbados?"

Resenha de Jaci Clemente - Pandora
Publicada originalmente em:
http://www.skoob.com.br/estante/livro/17132150

Postagem cedida a Saleta de Leitura
http://saletadeleitura.blogspot.com.br/2012/12/resenha-do-livro-ivanhoe-de-walter.html
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Rafael Caetano 05/11/2012

Ivanhoé
Ivanhoé é um romance muito bem construído, e não é exagero considerá-lo um dos modelos de sua vertente (romance histórico). Walter Scott mostra domínio da arte narrativa, e a tece com detalhes e riqueza de pensamento. Exatamente por isso, Ivanhoé não pode ser rebaixado a mero entretenimento, pois além das situações aventurescas é possível extrair o contexto sócio-político em que a história se dá. O século XII inglês viu as disputas de sucessão do trono entre os irmãos Ricardo II "Coração de Leão" e João I "Sem Terra", assim como o fomento das Cruzadas militares para tomar Jerusalém dos muçulmanos. O fator entretenimento fica por conta da romantização da mulher (representadas por Lady Rowena e por Rebecca) e trata-se do elemento que relativiza a historicidade que o livro pretende ter, pois a idealização da mulher, como era feita, principalmente, pelos menestréis galaico-portugueses, difere da idealização romântica do século 19 burguês. Enfim, Ivanhoé é um livro típico da época em que foi escrito, mas procura recriar a atmosfera de honra e cavalaria medievais. Vale conhecer!
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Pandora 10/06/2012

Ivanhoé e a minha Idade Média sonhada
A Wikipédia tem uma definição interessante para o Ivanhoé, ela diz que:

"Ivanhoé é um romance do escritor britânico Walter Scott, publicado em 1819. Narra a luta entre saxões e normandos e as intrigas de João sem Terra para destronar Ricardo Coração de Leão. Primeiro romance de enredo histórico. O livro, que conta a história de um cavaleiro da época em que João Sem-Terra havia usurpado o trono do irmão Ricardo Coração de Leão, deu origem a um seriado de televisão, filmado em 1958 e 1959, e exibido no Brasil na década de 1960, cujo personagem principal era interpretado por Roger Moore"

Bem, eu não tenho uma definição melhor, mas Ivanhoé é um pouco mais que isso, reza a lenda que Walter Scott foi o criador do romance histórico, esse gênero que nos encanta até hoje... Inclusive nosso igualmente clássico José de Alencar me lembra muito os escritos de Scott, e Ivanhoé é um clássico que merecia bem mais que um paragrafo na Wikipédia!

É um trabalho lindo, a partir dele a moderna identidade inglesa começava a ser construída discursivamente, ele narra em suas linhas mais do que as venturas e desventuras do caveleiro deserdado e sim as venturas e desventuras dos que romanticamente falando formariam o povo inglês.

Carregada de romantismo, dos ideais da época em que foi escrita e antes de falar da Idade Média dos homens e mulheres dessa época eu acho que Ivanhoé fala do século XIX e de como a Idade Média era vista nessa época. Ajuda a entender porque esse povo se sentia o último biscoito do pacote, os donos de todos os dons morais e intelectuais, prontos a levar civilização e ordem para os quatro cantos do mundo, se já eram capazes de tão grande nobreza durante os idos tempos medievais o que se diria de suas capacidade durante o glorioso século XIX?

Mas quando eu li Ivanhoé aos nove anos em uma versão adaptada cheias de ilustrações do tipo tapeçaria medieval eu nem sonhava com essas ideias e ele era meu livro favorito e eu adorava todos os personagens, o Cavaleiro Deserdado, tão nobre, o Cavaleiro Negro, Ricardo Coração de Leão, Robin dos Bosques e até aquele cavaleiro templario Brian Gilbert.

Eu imaginava a Idade Média a luz de Ivanhoé, um tempo que se lutava em nome de Deus, da Honra e do Rei, era meu mundo ideal, o mundo dos sonhos dos meus sonhos infantis com homens e mulheres nobres vencendo o mal, ganhando as batalhas no último momento... Um mundo onde o fraco justo vence o forte injusto, onde a pelica vence o aço.

Meu personagem favorito era a júdia Rebeca, ela era apaixonada por Ivanhoé que por sua vez morria de amores por uma loira aguada, a Lady Rowena, mas nem por isso Rebeca deixava de auxiliar Ivanhoé. Uma mulher a frente de seu tempo, nobre, justa, inteligente, destemida, reflexiva e termina solteira, voltando para Jerusalém para trabalhar como enfermeira dos cruzados feridos... Mil vezes aff... Mas, nem por isso Rebeca deixa de ser "A MELHOR!".

Ah, outro personagem pelo qual eu nutria um amor meio que recalcado era Brian de Bois Guilbert, inimigo mortal de Ivanhoé, eu não achava ele muito nobre, justo, ou coisas do gênero, mas eu gostava dele porque ele reconheceu o valor de Rebeca, era apaixonado por ela, mesmo sendo um Cavaleiro Templario... Algumas vezes ele pisa na bola geral, mas ainda assim tem um chame e tanto \o/.

Foi doloroso quando meu professor de história chato, ranzinza e marxista esclareceu a todos nós que durante a Idade Média os nobres cavaleiros de nobres não tinham nada, que eles não tomavam banho, exploravam os camponeses e viviam uma vida de fartura e opulência enquanto os camponeses sofriam a amargura do frio, da penúria e da fome, morrendo de velhice antes dos 30, morando em taperas, vivendo oprimidos e que mesmo as mulheres nobres não passavam bons bocados não... Vigiadas, normalizadas, punidas, Rebecas não teriam sobrevivido ao fogo ou ao claustros. Ele acabou com minha Idade Média em três tempos e tchau para meu castelo medieval onde Brian de Bois Guilbert se redimiam e viviam felizes para sempre com Rebecas que deixavam de ser otárias.

Eu lembro bem dessa aula que provalmente meu professor esqueceu na multidão de aulas que ele já deu. Nessa época fiquei com a impressão de que a História é uma dama muito cruel e que não existe compaixão no coração dela, rsrsrs... Hoje já sei que a História não é uma dama cruel, é apenas melancolica e cansada., afinal se detem na tentativa de compreender um mundo que nunca foi um lugar fácil de se viver, não existe Idade de Ouro e Gloria para a História.

Mas, afinal o que é a Glória para que eu a deseje néh? Como já questionava a minha sempre querida Rebeca de seu longínquo lugar em uma Idade Média sonhada, ou mesmo da pena de um autor sonhador do século XIX:

"- Glória?... É ela a ferrugenta armadura pendendo sobre o esquecido e triste túmulo do guerreiro? A inscrição apagada que o monge mal sabe traduzir para o peregrino que o interroga? Serão estes os prêmios, correspondentes ao sacrifício de todas as afeições, para se viver uma vida de sofrimento, fazendo os demais sofrerem? Ou será que há tanto mérito nas toscas limas dos bardos errantes, para se porem de parte amores, afeições, paz e felicidade, para nelas se ser mencionado por menestréis vagabundos, cantando-as em tavernas para os bêbados?"
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Cervethion 17/04/2012

A leitura deste clássico é imprescindível para os que apreciam os romances históricos que abrangem o contexto da cavalaria medieval!
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HARRY BOSCH 21/11/2011

Ivanhoé
Ivanhoé é um Romance Historico que detalha a inimizade politica e cultural entre os Saxões subjugados e seus dominadores Normando-Franceses durante o reinado de Ricardo Coração de Leao no Seculo XII.
Tive uma certa dificuldade durante a leitura devido ao meus pouco conhecimento em historia,mas a obra estimula esta busca.
Essa Ficção alem de empolgar os leitores com o passado medieval,também foi pioneira do gênero do romance Historico.
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Jessica 26/06/2011

Essa edição conta com notas que explicam fatos e personagens históricos, além de expressões e palavras que aparecem no decorrer da narrativa. Há "participações" especiais de personagens como Robin Hood e Ricardo Coração de Leão.

A história é lindíssima e tem um final simples, prova de que o autor estava convicto de ter escrito uma história que seria capaz de se sustentar sem maiores floreios. E ele estava certo.

No desenrolar da história você começa a torcer pelos personagens e esquece totalmente que já está mais do que ciente do desfecho. Isso acontece porque o autor cria uma teia de acontecimentos e personagens memoráveis para documentar um período histórico fascinante e a condição da sociedade medieval.

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TJAbraão 11/03/2011

Aulinha de história
A História do livro em si é algo bem clichê: O Cavaleiro bonzão, porém desprezado, salva sua[s] donzela[s] das mãos de templários malvados, através de emboscadas, torneios, duelos, lutas, batalhas em massa, etc, etc. Mas isso deve-se relevar, pois na época em que o livro foi escrito, isso ainda não era um clichê, não era tão batida e explorada como hoje em dia.
Mas ainda assim é muito interessante a leitura do livro, pois nos revela muito dos costumes e do modo de vida da antiga ilha da Bretanha medieval: A Rivalidade, submissão (e lealdade, quando servos) dos bretões aos normandos, aspectos linguísticos, o surgimento da língua inglesa, modo de vida, política, dentre vários outros aspectos.

A leitura em si como entretenimento até vale, o livro é legalzinho (Mesmo não sendo aqueeeeela aventura incrível que se espera de um livro 'épico'), mas se você ler com olhos mais críticos, com o pensamento voltado para o contexto da época em que ele se passa e que foi escrito, terá uma grande jóia nas mãos.
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Peterson Boll 29/10/2010

Nada de Novo
mas não por culpa do livro, e sim, porque o tema (cavaleiros, nobres bonzinhos e malvados, donzelas lindíssimas e santíssimas, vilão que quer essa donzela...) foi tão copiado nos últimos 200 anos que se tornou lugar-comum. Mas "Ivanhoé" vale pelo retrato da Inglaterra medieval, do antagonismo saxões X normandos, do anti-semitismo acirrado, da corrupção...
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Daniel Abreu de 03/05/2010

Mestre
Obra divertida e interessantíssima de um mestre da linguagem. Pode ser lido superficialmente, provavelmente proporcionando alguma diversão. Mas achei um grande livro, pela finura do pensamento, muitas vezes sarcástico, pela habilidade das descrições e por tudo mais que certamente agradará muito quem lê compulsivamente e busca num autor proezas elevadas da linguagem. É verdade que existem alguns exageros, mas numa das notas o autor humildemente lembra que o livro tem caráter romanesco, ao explicar que uma dessas extravagâncias foi um favor ao seu editor e amigo, que gostaria de ter aquele acontecimento na história. Acho um livro pouco recomendável para quem leia apenas 'socialmente' e um livro indispensável para quem já está acostumado a devorá-los.
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Roberta Nunes 28/08/2009

Cruzadas, cavaleiros e conquistas
Livro sobre a Inglaterra Medieval do século XII.
Ivanhoé é um cavaleiro deserdado que vai tentar obter o perdão do pai e lutar pelo amor de Lady Rowena. No torneio de Ashby ele é ferido (e salvo da morte pelo Cavaleiro Negro) e levado para a casa do judeu Isaac. A filha do judeu, Rebecca, se apaixona por ele.
Durante uma viagem, Rebecca, Isaac e Ivanhoé (ferido) se encontram com os saxões Cedric, Athelstane, Lady Rowena e alguns servos dos mesmos. Eles acabam caindo numa emboscada armada pelo cavaleiro Front-de-Boeuf (parte do plano de De Bracy para se casar com Lady Rowena) e são feitos prisioneiros. O cavaleiro templário Brian Bois-Guilbert se apaixona por Rebecca e durante a luta a seqüestra.
Sob o comando do cavaleiro Negro, os arqueiros de Locksley preparam a invasão ao castelo e libertam os prisioneiros. Front-de-Boeuf é morto, De Bracy é feito prisioneiro, Athelstane é dado como morto. Rebecca é levada por Brian para a comenda templária mais próxima.
Os religiosos descobrem que há uma judia no templo e a condena à fogueira por feitiçaria. Ela tem a possibilidade de ter um torneio e ter sua vida defendida por um campeão. Ela renega a ajuda de Brian e este, luta com Ivanhoé pela última vez. Ivanhoé aceita ser o campeão de Rebecca (depois de ter sido procurado pelo pai da moça) e a salva. Brian morre.
Ivanhoé é perdoado pelo pai, se casa com a bela Rowena. O Rei Ricardo tira o usurpador do irmão do poder. Isaac e Rebecca voltam para a Palestina.
Particularmente não gostei do livro, mas é bastante revelador sobre várias questões políticas e até mesmo linguísticas da Inglaterra. Relata bastante a disputa entre os saxões e os normandos, a saga do Rei Ricardo Coração de Leão e a cobiça pelo trono por parte do Príncipe João Sem Terra.
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Juliana 03/09/2009minha estante
Otima Resenha Robertinha ! =D


Vitor 19/09/2009minha estante
Mesmo não gostando do livro voce ainda da conta de escrever sobre ele bem assim

ficou muito boa.





LOVOTO 08/05/2009

Romance de cavalaria, um pouco da história da Inglaterra, duelos, heróis e princesas compõem a obra de Sir Walter Scott - elementos fascinantes que fazem de Ivanhoé uma aventura emocionante, na qual, entre outros, um rei e um fiel cavaleiro, Ivanhoé, lutam por um ideal
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