As Intermitências da Morte

As Intermitências da Morte
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Resenhas - As Intermitências da Morte


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Juliano.Almeida 19/01/2016

Genial
Dos livros mais geniais que já li desse "monstro" chamado José Saramago
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Tauan 18/01/2016

O livro tenta se vender como instigante e inusitado, começando bem com a frase "No dia seguinte ninguém morreu", mas logo cai na mesma lenga lenga que é característica do autor, com seus parágrafos imensos, personagens insossos e narrativa aborrecida.
O que é uma pena, pois, apesar de seu estilo narrativo horripilante, Chatamargo teve uma boa sacada com esse livro, digo, com seu enredo. Em um determinado momento, a morte deixa de cumprir seu papel. Todos percebem que não mais correm o risco de passar dessa pra melhor. A curto prazo, as agências funerárias e os planos de seguro de vida sofrem o primeiro golpe. Mas não demora a se instalar uma crise geral na sociedade: os hospitais ficam lotados de pacientes agonizantes (aparentemente, só o cavaleiro da morte tirou férias, o da peste continua a todo vapor!), idosos avançam rumo à senilidade e à decrepitude sem esperança de um alívio.
Os políticos e a Igreja anteveem o pior. Esta especialmente: se não há morte, não há ressurreição, e sem ressurreição, a Igreja perde sua razão de ser.

site: http://pausaparaaleitura.blogspot.com.br/
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Jess 05/01/2016

A escrita é repleta de pomposidade e diálogos dramáticos e eu achei interessante o fato de que o autor exigiu que fosse mantido o português de Portugal na versão brasileira. Considera-se todas as facetas das situações para trazer maior precisão de fatos narrados como se a hipótese discutida viesse a ser real. Porém, particularmente, acredito que faltou pausar melhor os acontecimentos dentro de períodos de tempo para se fazer melhor compreendido a respeito da sequência dos fatos.

O livro é uma ótima crítica religiosa e social (ética). Enfatiza-se o fato de que a religião foi inventada pelos homens para colocar medo na vida após a morte e não como forma de espiritualizar-se. Ou seja, sem a morte, não haveria interesse em continuar seguindo suas respectivas religiões. Coloca em questão se seria certo ecolher a morte, mesmo em meio ao sofrimento, para as pessoas queridas.

Fala da morte como pessoa, como amiga, como alguém que também precisa de consolo, alguém de própria inteligência e enfatiza que o destino da morte (o que todos temos) possui uma data fixa desde o dia do nosso nascimento. Diz-se que até a morte tem ainda o que aprender e que não se considerava importante, pois muitas outras mortes haviam e por isso seu nome era escrito com letra minúscula.

Alguns spoilers:
A morte se fantasiou de mulher para seduzir o homem e roubar-lhe a vida. A sensação sentimental de romance que se desenvolve nas últimas páginas é incrível e revigorante. A morte apaixona-se pelo cara que ela deveria matar. Ela desistiu de matá-lo. O livro termina dizendo que ela dormiu nos braços dele (ela não dormia, por ser a morte. No caso, foi a primeira vez em que ela dormiu), e diz-se que no dia seguinte ninguém morreu. O livro termina assim. Estou chorando internamente. A morte e o rapaz ganharam vida. Foi uma troca de vitalidade e, ironicamente, da morte com um vivo. A morte, cuja qual tinha uma missão que era a de tirar-lhe a vida do rapaz.

Por fim, uma citação:
"A morte conhece tudo a nosso respeito, e talvez por isso seja triste. Se é certo que nunca sorri, é só porque lhe faltam os lábios, e esta lição anatômica nos diz que, ao contrário do que os vivos julgam, o sorriso não é uma questão de dentes. Há quem diga, com humor menos macabro que de mau gosto, que ela leva afivelada uma espécie de sorriso permanente, mas isso não é verdade, o que ela traz à vista é um esgar de sofrimento, porque a recordação do tempo em que tinha boca, e a boca língua, e a língua saliva, a persegue continuamente. " p.89
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Luis Cesar 24/12/2015

As Intermitências da Morte
Excelente! Jose Saramago conseguiu colocar leveza e bom humor em um assunto tão pesado como a morte. Livro de uma sabedoria incrível e que tira da morte esse peso de vilã, sendo ela divertida até. Temos críticas ao governo e a igreja. Uma leitura muito boa, um livro sobre morte, pela morte. Vale muito a leitura!
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Jonathan Hepp 14/11/2015

Vida, Morte e tudo o mais
"No dia seguinte ninguém morreu." Assim começa esta obra de José Saramago (primeiro escritor de língua portuguesa a ser agraciado com um Prêmio Nobel) que trata de descrever o que acontece quando em um país fictício, de um dia para o outro, as pessoas pararam de morrer. O que será das agências funerárias, dos hospitais, dos lares de idosos, das companhias de seguro, do governo e da Igreja (sim, da Igreja, pois
como o autor deixa claro, sem morte não há ressurreição, e sem
ressurreição não há religião) com esta aparente violação das leis naturais?
Não demora muito para que a criatividade e o improviso das pessoas, diante das dificuldades introduzidas pelo desaparecimento da Morte, resulte em situações inusitadas.
E assim, de absurdo em absurdo, o autor transforma este mote irreal em um dos mais realistas retratos da nossa Sociedade.
Saramago delega ao leitor a difícil tarefa de concluir que aquela que nos acompanha desde o nosso primeiro suspiro de vida, aquela que se faz presente mesmo no nosso momento mais solitário, que está no cerne do nosso medo mais elementar, ela, a Morte, é imprescindível à vida.
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Luiz Bento 06/11/2015

Fôlego
Se tem uma coisa que Saramago sempre tira é o meu fôlego mental. E não é simplesmente por não separar os diálogos, por não dar nomes aos personagens, por não gostar de ponto final. Isso tudo ajuda, mas os diálogos que ele consegue produzir é algo simplesmente genial.

Incrível como esse livro começa de forma quase que tradicional saramagoniana, mas em uma segunda parte traz uma experiência completamente diferente que beira o non sense aliado ao humor. Em um primeiro momento achei que seria minha pior experiência com Saramago, mas é claro que a mudança de ritmo é algo planejado e meticulosamente calcularo. E ele sempre me surpreende e fecha a trama de forma magistral.
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Mi 11/10/2015

Estou muito triste por estar abandonando esse livro, mas sinto que não vou conseguir terminá-lo por não estar gostando da linguagem de José Saramago e da maneira desorganizada com que este escreve. Talvez eu não esteja com cabeça para ler histórias e livros desse tipo e pode ser que se for lido em outro momento, o efeito seja outro. Mas até aqui, confesso que não estou conseguindo me interessar na história e a escrita torna a experiência muito desagradável!
Carolina 11/10/2015minha estante
Como é a escrita dele, Mi? Ainda não li nada deste autor.


Mi 11/10/2015minha estante
Ele quase não usa parágrafos, vírgulas, pontos. Não separa as falas dos personagens em travessões ou aspas. Ele escreve tudo junto, emendado kkkk Eu achei difícil por causa disso. A leitura fica muito exaustiva e até confusa!


Mi 11/10/2015minha estante
E várias palavras estão no português de Portugal, que é a origem desse escritor!


Carolina 11/10/2015minha estante
Huuum obrigada por avisar. É bom saber disso, pois é um estilo de escrita que eu detesto! Será que todos os livros dele são assim? Até estava interessada em comprar "Crônica de Uma Morte Anunciada" para 'estrear' minhas leituras deste escritor, mas agora vou pesquisar primeiro.


Carolina 11/10/2015minha estante
Huuum, obrigada por avisar. É bom saber, pois é um estilo de escrita que eu detesto! Não tenho problemas com o português de Portugal, mas um texto neste formato me tira toda a paciência...


Mi 12/10/2015minha estante
Foi o que aconteceu comigo, Carolina! :D Perdi a paciência...


Rafael 31/10/2015minha estante
É um dos livros mais acessíveis do autor na minha opinião. Eu achei esse livro muito, muuuito bom, mas se você não gostou desse livro, não recomendo que leia outros livros do Saramago.




Luiz Gonzaga 17/09/2015

E a morte, onde está?
Saramago nos oferece uma ideia-armadilha: habitar um país cujo nome, por não interessar, não é mencionado; onde as pessoas mesmo não têm nome e onde, eis a armadilha, a morte se resolveu por interromper suas atividades por tempo indeterminado.
O que poderia representar o paraíso vai se convertendo no seu oposto à medida que nos damos conta de como nossos desejos - eu não queria morrer! - podem ser impensados e inconsequentes. Funerárias, hospitais, asilos, serviço de saúde e a própria igreja se deparam com a possibilidade de colapso enquanto os personagens, todos anônimos: o cardeal, o primeiro-ministro, o rei, o tocador de violoncelo; se agitam para entender e conviver com essa nova realidade, a falta que a morte faz. Então eis que, entre esforços para manter as aparências e disputas entre máphia e governo, a morte surge! É afinal a principal personagem, a que dá o tom, aquela que por suas decisões, indecisões e desejos, proporciona que viajemos para o mundo das pessoas sem nome incapazes de morrer, pra dentro de nós mesmos.
Saramago nos proporciona vários motivos e momentos de reflexão durante a leitura. Como as cartas de aviso que a morte resolve enviar, num rasgo de generosidade, aos seus próximos clientes alguns dias antes da hora fatídica: o que farão aqueles que souberem a data exata da sua morte?
A luta de interesses entre o estado em crise e o cidadão comum que, não pretendendo permanecer com doentes terminais eternos em suas residências, não vê alternativa que não seja negociar com a máphia o enterro dos seus entes queridos no estrangeiro.
O anonimato dos personagens que faz com que o leitor seja pressionado a comparar os dois mundos, o real e o imaginário, e concluir que afinal não são tão diferentes.
“As intermitências da morte” é um livro de perguntas: o que aconteceria se...? E ainda mais, um livro para reflexões: O que faríamos se...? É uma estadia no mundo dos sonhos.
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Felipe Lima 24/08/2015

Nada Mais Humano Que a Própria morte
A cada livro que leio de Saramago mais surpreso e impressionado fico. Comprova-se claramente que sua fama é merecida, mesmo tendo alguns obstáculos (forma de escrita modernista e o idioma pt-pt) ainda sim, estes não conseguem ofuscar o brilho hipnotizante da obra do autor. "As Intermitências da Morte" trabalha sobre a figura da morte que assombra a todos os seres humanos. À medida em que Saramago humaniza a morte, ele também começa a desconstruir os temores humanos que a cercam, demonstrando que tememos ao que vem post-mortem e não a morte em si.
Extremamente sagaz e sutil, o autor lusitano consegue construir sua trama baseando numa antiga pergunta: "O que aconteceria se um dia nos livrássemos da morte?". A resposta mostra-se bastante crível quando o escritor passa por várias instituições humanas (como o Governo, a Igreja e a Famila) apontando como aquilo que o homem mais deseja, poderia levar a sociedade em que vive a uma situação de colapso. Depois de um breve momento de euforia, os homens percebem que a morte é uma parte vital do nosso ciclo de existência e que sem a mesma a vida tornar-se quase impossível.
Num segundo momento do livro, após de desconstruir o homem e sua relação com a morte, chega a vez da própria morte ser desconstruída pelo autor. Saramago consegue com maestria, dar feições tão humanas a morte (às vezes mais humanas que as das personagens humanas do livro) que é muito fácil para o leitor simpatizar com a ceifadora. Como todos a morte aos poucos sente, descobre e vivência sentimentos que são de características humanas (vaidade, culpa, pena), chegando ao seu clímax ao reconhecer-se de gato humana, quando a mesma se descobre falível. Até mesmo o violoncelista, que só tem destaque nos últimos 4 capítulos, consegue ter uma profundidade que nos cativa. Conhecê-lo por si e pelos olhos da morte nos dá uma chance de criar um carinho pela personagem que para alguns autores é difícil construir em poucas páginas. Encantado e satisfeito eu chego ao fim do livro, refletindo sobre as inúmeras questões postas pelo escritor as vezes de forma sutil, ora de forma irônica e outra de forma totalmente clara. Só mesmo Saramago para me fazer ler um capítulo inteiro e me fazer sentir diversas coisas: eu começava me divertindo no capítulo, no meio achava que o mesmo estava ficando maçante e quando chegava no final e eu tinha a ideia completa de onde o autor queria chegar eu pensava "Meu Deus... Isso é genial!"
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Fidel 05/08/2015

Um belo dia você acorda e fica sabendo que naquele dia ninguém morreu. Nenhuma das almas já encomendadas deixou o seu casulo.

Imagine que maravilha saber que agora você viverá (em carne e osso) para sempre.

E se isso acontecer, imagine os problemas que surgiriam com as pessoas em seus leitos de morte, eternamente moribundas, aguardando uma morte que não vem. Imagine os problemas sociais, como populações que crescem sem parar e ninguém morre e a promessa do paraíso pós-morte que nunca virá se um dia a morte se aposentar. Se nós não morrêssemos, viver seria um grande problema, pelo menos é o que escreve José Saramago em "As Intermitências da Morte".

Com humor e leveza Saramago, faz uma sátira a morte e a vida eterna, mostrando que o fim da morte seria o fim do homem e da sociedade em que este se encontra. Dito de outra forma: sem a morte não há vida para ser vivida.

Um exemplo dos grandes problemas apontados por Saramago sobre o fim da morte é comentado no livro pelo clero e o primeiro-ministro em que o primeiro chama a atenção da autoridade sobre a preocupação que este tem que sem a morte não há paraíso e sem paraíso não há igreja, porque não haverá ninguém para salvar. Esta é também a visão crítica de Saramago de que toda essência da religião se firma na morte.

Para alcançar o paraíso é preciso morrer e o caminho que leva a morte que salva é a religião.

Mas a reflexão que o livro propõem vai além das questões religiosas e mostra que a morte tem um poderoso papel social. Ela é a condição humana que determina que para sermos humanos, precisamos morrer, posto que tudo o que somos e pensamos, a morte é o referencial, a medida de tudo. Vivemos intensamente, pois sabemos que vamos morrer e isto é sabido desde o momento que temos a consciência do que somos. Apenas os humanos são capazes de ter a percepção da morte, pelo menos é o que diz ciência. Mas todos os seres vivos precisam do ciclo de vida e morte, pois caso contrário não seríamos seres vivos.

site: http://fideldicasdelivros.blogspot.com.br/
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Laura.Mota 26/07/2015

Intermitências da morte
Saramago coloca mais uma vez em prática aquele tipo de pensamento que às vezes temos, do tipo "e se de repente o mundo....", que invocam o absurdo. Mas em Saramago o absurdo se torna possível e aqui a morte dá um chilique e resolve parar com seus serviços por um tempo. O que parecia uma dádiva logo se mostra um problema: a igreja, as funerárias, os filósofos, o governo se põem a pensar: E agora? O livro, que poderia ser trágico ou sinistro por conta do tema da morte se mostra leve e de algum modo divertido a partir do momento em que o narrador vai mostrando seu lado irônico e em que o leitor pode interagir com ele. A morte, agora personagem, (mesmo com o 'm' minúsculo, como ela mesma quer) se mostra mais humana do que poderíamos imaginar.
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