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As Intermitências da Morte

José Saramago
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Marcelo 09/07/2014

"A morte conhece tudo a nosso respeito, e talvez por isso seja triste."
Se este livro fosse um rio, seria um rio calmo e sereno. Ele começa narrando calmamente as consequências da ausência repentina da morte em um pequeno país de 10 milhões de habitantes, então passa a narrar o desespero das pessoas quando, ao invés de simplesmente morrer, passam a ser avisadas uma semana antes, e então relata um acontecimento na "vida" da morte, personificada como o ceifador sinistro, cujo nome não começa com maiúscula por razões descritas na obra. É consideravelmente curto, rápido, mas marcante. Gostei, e recomendo.
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Meire 15/06/2014

As Intermitências da Morte - uma reflexão
Na verdade, isso não é uma resenha, é mais uma impressão.

Adoro ler Saramago. O texto fluido sempre me "pega de jeito" e acabo não conseguindo parar de ler. E esse livro não é exceção.
Entretanto, devo dizer que tive que parar a leitura por várias vezes para refletir sobre questões propostas pelo autor nas entrelinhas.

Encontramos a morte personificada nessa história, mas não é sobre ela o livro, penso eu, mas sobre como a sociedade construiu suas instituições e suas crenças a partir dela.
Como já o fez em seu maravilhoso Ensaio sobre a Cegueira, Saramago nos convida a refletir, agora, sobre as implicações da ausência da morte e sobre como isso poderia corroer os mais nobres sentimentos humanos.

Leitura indicada para aqueles que conseguem ler além da história e têm coragem de refletir sobre as questões que ela evoca.
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sonia 06/06/2014

reflexões sobre a morte
Com sua veia humorística e seu viés anticatólico, Saramago imagina o que aconteceria em um mundo sem morte, mas via dando à indesejada das gentes uma feição cada vez mais 'humana', até o final que me surpreendeu - e olha que eu já estou em uma idade em que pouca coisa me surpreende; depois de Dias Gomes e Alarcon, pouca coisa mais poderia ser feita com o tema, mas ele fez!
Sutil, ligeiramente engraçado, filosófico, com tiradas como estas:
'a morte, por si mesma, sozinha, sem qualquer ajuda externa, sempre matou muito menos que o homem'
'com as palavras todo cuidado é pouco, mudam de opinião como as pessoas'
'... Caim matou Abel; depois de tão deplorável acontecimento que, logo no princípio do mundo veio mostrar como é difícil viver em família'
'as pessoas dizem coisas à toa, lançam palavras à aventura e não lhes passa pela cabeça pensar nas conseguências '
Ora, pois pois.... concordas?
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Gustavo 17/05/2014

Viva e deixe morrer
Cansada de ser tão abominada e injuriada pelos homens, a Morte decide entrar em greve. Tal fato inusitado resulta em uma verdadeira desordem social, política, econômica e religiosa. Os hospitais, lotados de doentes moribundos, não possuem mais leitos para os novos enfermos. As bases dogmáticas da Igreja se esvaecem sem a possibilidade já agora de ressurreição. A máfia lucra com a falta de morte, traficando doentes moribundos para países vizinhos (onde a Morte continua a trabalhar), causando um grande problema diplomático. Funerárias vão à falência. O sistema estatal de seguridade social não comporta mais aposentados. Asilos ficam lotados. A velhice prolonga-se sem fim, sem permitir que o homem descanse em paz. A vida, sem o perigo da morte, de certo modo, perde o seu sentido.
Em uma alegoria brilhantemente escrita, com a pena da fina ironia, Saramago demonstra que a morte, embora temida e odiada, é de suma importância ao ser humano.
Gustavo 31/05/2014minha estante
Muito obrigado, Luana! Depois me conte o que achou do livro!


Luana_Corazza 31/05/2014minha estante
Resenha muito boa! Só aumentou minha vontade de ler o livro, parabéns!




Carol P.Loy 20/03/2014

Sem capa e sem foice
Em relação ao autor
José Saramago é um dos meus autores preferidos, por ser português (nascido e criado em Portugal) o seu estilo de escrita foge dos padrões que conhecemos, o que não é um empecilho, apenas se tornou uma marca do autor.
Quanto ao livro
É uma leitura cansativa, poucos e longos parágrafos, excessos nas descrições de personagens e locais são elementos que acabam atrasando o leitor. Por esse motivo não dei 5 estrelas para o livro.
Enfim sobre história
A Morte tira férias, simples assim. O livro não é nada superficial, o autor nos leva a entender a importância da morte de uma maneira radical. Assim como fez em Ensaio Sobre a Cegueira o autor começa a relatar os fatos a partir do ponto de vista político. Como as autoridades lidam com o fato de ninguém mais morrer? os enfermos tornam-se fardos, presos entre a vida e a morte mas sem nunca pender para um lado só. Nesta altura do livro fica bem claro o desespero da população que aos poucos percebe que nem sempre a Morte é uma inimiga.
A partir de certo momento o livro passa a narrar a "vida" da Morte, longe de ser parecida com aquela mulher de capa preta e foice na mão.
A Morte resolve, por uns tempos viver a vida humana e descobre o quão importante são as relações entre os vivos. Ela fica cada vez mais humana com o desenrolar do livro.
No geral o livro é sobre aprendizado e a capacidade de ceder, os humanos aprendendo com a Morte e ela com os humanos.
É o que pode ser dito, o resto é spoiler. Recomendo o livro para os fãs de Saramago e para aqueles que não tiveram o prazer de conhecer sua obra é um bom livro para introduzi-la.
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