As Intermitências da Morte

As Intermitências da Morte
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Resenhas - As Intermitências da Morte


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suellem 07/04/2016

as intermitências da morte
Um livro sobre a morte. Imagine viver em um lugar onde as pessoas deixam de morrer no exato momento em que o relógio bate as 24 hrs no dia 31 de Dezembro. Parece incrível, né? Porém, nesse livro o autor vai mostrar que "assim como a vida a morte é necessária ". Nesse determinado lugar onde isso acontece, outros problemas começam a surgir, como a super lotação nos hospitais, a falta de preparo do governo, as funerárias falindo, as igrejas perdendo os fiéis visto que " sem morte não há salvação ", E aqueles mais esperto que se aproveitam do momento para ganhar dinheiro. Em um dado momento, as pessoas estão tão desesperadas que uma família resolve atravessar a fronteira para ver se lá as pessoas ainda estão a morrer, e assim que lá chegam morre um senhor um senhor que já estava entre a vida e a morte, e um bebezinho que já nasceu doente. Então é feito um enterro clandestino pelos parentes. Ao regressarem isso acaba se tornando notícia, sai nos jornais, e outras famílias querem levar seu parentes já quase mortos para lá. Porém surge a "maphia " um grupo que cobra um valor altíssimo para levar as pessoas para a morte. Algumas famílias acabam cedendo e pagando o que gera uma briga entre governos, pois estão invandido e lotando cemitérios sem pagar nada.

O livro se divide em 3 partes, a primeira descrita acima, a segunda o regresso da morte e a terceira o motivo da morte ter sumido. Apesar de curto o livro é bem intenso, uma história bem elaborada cheia de críticas (típico do autor ) a igreja, ao governo, as leis...
Não achei um livro previsível, porém não me contentei com o final, faltou explicação. E depois da primeira parte parece que a história demora a se desenrolar. Pensei em abandonar diversas vezes o livro. Não foi um livro ótimo, mas também não foi um livro horrível. Foi uma razoavel leitura.
Gaby.Mavonni 28/04/2016minha estante
Poderia me falar o personagem que você mais gostou e o que menos gostou e descreve-lo com detalhes e tambem a cena que voc mais gostou e a que menos gostou com detalhes, e me dizer qual relação esse livro tem com algum aspecto/momento historico-social pu moderno-social, urgengr me ajude, precisl disso para dia 29/04 ou seja amanhã, poderia me ajudar?




Caroline.Wanderley 11/03/2016

Adoro como Saramago escreve. Parece que o leitor está ouvindo um português falar bastante rápido.
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Monique 19/02/2016

As intermitências da Morte
Enfim, concluí esse livro.
Li o resumo da história e as recomendações na internet e comecei a lê-lo empolgadíssima pela leitura, acreditando se tratar de uma narrativa curta e engraçada.
Não foi bem assim.
Na página 50, eu queria desistir de ler. Na página 100, eu queria oferecê-lo para troca. Na página 150, a história já entrava por um ouvido e saía pelo o outro. Na página 208 (grand finale), eu pensei: tá zoando que a história vai ter esse final? Sério mesmo?!

Ainda bem que o livro é curto e o arrependimento foi pequeno.
Peço desculpas aos fãs de Saramago, mas acho que vou ficar com Ensaio sobre a Lucidez.

Sem contar que não vi a graça que o pessoal comentou. Saramago tem uma linguagem meio arcaica e eu acabaria não entendendo bem o que ele escrevia, senão fosse pelo dicionário.

Obs: 1 estrela por se tratar de Saramago; 1 por Ensaio sobre a Lucidez.
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Ingrid 10/02/2016

As intermitências da Morte.

Vamos ao que interessa,mas antes um parêntese, faço questão de sempre iniciar com o pronome EU, pois não sou crítica literária, não sou doutorada em literatura e nem tenho cacife para falar tecnicamente de nenhuma obra literária, o que tenho, como LEITORA é minha impressão pessoal da obra, simplesmente ,e no fundo, sendo nada modesta, acho a opinião do leitor mais importante que a da crítica, um livro é escrito para os leitores.Simples assim!




As intermitências da morte é um livro curto, mas denso para quem como eu, nunca tinha lido Saramago. Como navegante de primeira viagem, eu achei a escrita bem rebuscada ( necessita de consideráveis consultas ao Aurélio), ele constrói um período composto que parece um parágrafo com diversos adjetivos para caracterizar uma única coisa, que um adjetivo já seria o suficiente para fazer o trabalho. Sem contar que, ele dá muitas voltas para falar de algo que era só ir reto.( Eu particularmente não gosto de escritores que enchem linguiça ou que são super descritivos, eles são cansativos para mim.E olha, que eu gosto de minunciar as coisas também).Tem o fato dos diálogos serem iniciados só com a letra maiúscula sem pontuação, aí você corre o risco de se perder.E, para tristeza geral, o final é clichê! Previsível.Talvez o final também tenha sido uma crítica do autor, porque ele faz diversas críticas à Igreja Católica, à Filosofia, à Monarquia, ao Sistema Público, à Imprensa, à Ética e às Leis.

Saramago é irônico, crítico, perspicaz. Consegue conectar fatos do texto que se apresentam no começo com o meio e com o final, é genial!Também conversa com o leitor como se de fato, não estivéssemos lendo um livro, mas ouvindo uma história. E, enfim a história! A proposta é ótima, a morte simplesmente pára de ceifar as vidas em um determinado país ( no meu caso imaginei o Brasil), no primeiro momento as pessoas acham que é uma benção, mas a morte , não dá ponto sem nó, tudo o que ela quer é que as pessoas aprendam que ela é necessária para o bem da humanidade, sim, a morte é tão importante quanto a vida. Aí começam os problemas, porque a morte está de greve, e ela não restituiu a saúde das pessoas, ou a sua juventude.Do modo como você estava , você ficou. Então estão vários indivíduos em coma, enchendo os leitos dos hospitais, as funerárias falindo, a previdência preocupada com a eternidade das pessoas, o sofrimento de quem por mais doente que estivesse teria que continuar assim , porque o alívio da morte não era mais certo. A Igreja e a filosofia perdem o chão, pois não sabem como explicar tais fatos.Até que uma família pobre, resolve atravessar a fronteira para dar descanso ao patriarca e à uma criança de poucos meses ( a morte, é plural, cada reino animal e país tem a sua). Como previsto, os dois morrem e a família se vê obrigada a contar para todos o que aconteceu, sendo divulgado em vários jornais e recebendo as críticas de toda a sociedade.

Bom, lembrando que o livro se divide em três partes, cada uma com um conflito próprio, óbvio que iniciei o primeiro, mas agora não posso continuar. Você tem que ler. Apesar dos pontos negativos que apresentei o livro é interessante e veja bem , eu o venci! Li tudo e gostei da história, só tenho que ler outros livros de Saramago para me acostumar com sua escrita e seu jeito. Vale a apena, ele é um gênio, é contemporâneo e não fez faculdade, pela sua história ( o pouco que sei dela), já gosto desse Português!


site: http://aportadomar.blogspot.com.br/
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Silvia.Leticia 10/02/2016

Genial
Este foi meu primeiro contato com Saramago. Inicialmente senti dificuldade em acompanhar as falas dos personagens pela falta de travessão, mas é só manter a concentração que fica tudo certo.
A sacada da história é muito inteligente, é genial e nos faz realmente parar para pensar que, por mais que a presença da morte seja ruim, a ausência dela pode ser pior ainda.
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Juliano.Almeida 19/01/2016

Genial
Dos livros mais geniais que já li desse "monstro" chamado José Saramago
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Tauan 18/01/2016

O livro tenta se vender como instigante e inusitado, começando bem com a frase "No dia seguinte ninguém morreu", mas logo cai na mesma lenga lenga que é característica do autor, com seus parágrafos imensos, personagens insossos e narrativa aborrecida.
O que é uma pena, pois, apesar de seu estilo narrativo horripilante, Chatamargo teve uma boa sacada com esse livro, digo, com seu enredo. Em um determinado momento, a morte deixa de cumprir seu papel. Todos percebem que não mais correm o risco de passar dessa pra melhor. A curto prazo, as agências funerárias e os planos de seguro de vida sofrem o primeiro golpe. Mas não demora a se instalar uma crise geral na sociedade: os hospitais ficam lotados de pacientes agonizantes (aparentemente, só o cavaleiro da morte tirou férias, o da peste continua a todo vapor!), idosos avançam rumo à senilidade e à decrepitude sem esperança de um alívio.
Os políticos e a Igreja anteveem o pior. Esta especialmente: se não há morte, não há ressurreição, e sem ressurreição, a Igreja perde sua razão de ser.

site: http://pausaparaaleitura.blogspot.com.br/
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Jess 05/01/2016

A escrita é repleta de pomposidade e diálogos dramáticos e eu achei interessante o fato de que o autor exigiu que fosse mantido o português de Portugal na versão brasileira. Considera-se todas as facetas das situações para trazer maior precisão de fatos narrados como se a hipótese discutida viesse a ser real. Porém, particularmente, acredito que faltou pausar melhor os acontecimentos dentro de períodos de tempo para se fazer melhor compreendido a respeito da sequência dos fatos.

O livro é uma ótima crítica religiosa e social (ética). Enfatiza-se o fato de que a religião foi inventada pelos homens para colocar medo na vida após a morte e não como forma de espiritualizar-se. Ou seja, sem a morte, não haveria interesse em continuar seguindo suas respectivas religiões. Coloca em questão se seria certo ecolher a morte, mesmo em meio ao sofrimento, para as pessoas queridas.

Fala da morte como pessoa, como amiga, como alguém que também precisa de consolo, alguém de própria inteligência e enfatiza que o destino da morte (o que todos temos) possui uma data fixa desde o dia do nosso nascimento. Diz-se que até a morte tem ainda o que aprender e que não se considerava importante, pois muitas outras mortes haviam e por isso seu nome era escrito com letra minúscula.

Alguns spoilers:
A morte se fantasiou de mulher para seduzir o homem e roubar-lhe a vida. A sensação sentimental de romance que se desenvolve nas últimas páginas é incrível e revigorante. A morte apaixona-se pelo cara que ela deveria matar. Ela desistiu de matá-lo. O livro termina dizendo que ela dormiu nos braços dele (ela não dormia, por ser a morte. No caso, foi a primeira vez em que ela dormiu), e diz-se que no dia seguinte ninguém morreu. O livro termina assim. Estou chorando internamente. A morte e o rapaz ganharam vida. Foi uma troca de vitalidade e, ironicamente, da morte com um vivo. A morte, cuja qual tinha uma missão que era a de tirar-lhe a vida do rapaz.

Por fim, uma citação:
"A morte conhece tudo a nosso respeito, e talvez por isso seja triste. Se é certo que nunca sorri, é só porque lhe faltam os lábios, e esta lição anatômica nos diz que, ao contrário do que os vivos julgam, o sorriso não é uma questão de dentes. Há quem diga, com humor menos macabro que de mau gosto, que ela leva afivelada uma espécie de sorriso permanente, mas isso não é verdade, o que ela traz à vista é um esgar de sofrimento, porque a recordação do tempo em que tinha boca, e a boca língua, e a língua saliva, a persegue continuamente. " p.89
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Luis Cesar 24/12/2015

As Intermitências da Morte
Excelente! Jose Saramago conseguiu colocar leveza e bom humor em um assunto tão pesado como a morte. Livro de uma sabedoria incrível e que tira da morte esse peso de vilã, sendo ela divertida até. Temos críticas ao governo e a igreja. Uma leitura muito boa, um livro sobre morte, pela morte. Vale muito a leitura!
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Jonathan Hepp 14/11/2015

Vida, Morte e tudo o mais
"No dia seguinte ninguém morreu." Assim começa esta obra de José Saramago (primeiro escritor de língua portuguesa a ser agraciado com um Prêmio Nobel) que trata de descrever o que acontece quando em um país fictício, de um dia para o outro, as pessoas pararam de morrer. O que será das agências funerárias, dos hospitais, dos lares de idosos, das companhias de seguro, do governo e da Igreja (sim, da Igreja, pois
como o autor deixa claro, sem morte não há ressurreição, e sem
ressurreição não há religião) com esta aparente violação das leis naturais?
Não demora muito para que a criatividade e o improviso das pessoas, diante das dificuldades introduzidas pelo desaparecimento da Morte, resulte em situações inusitadas.
E assim, de absurdo em absurdo, o autor transforma este mote irreal em um dos mais realistas retratos da nossa Sociedade.
Saramago delega ao leitor a difícil tarefa de concluir que aquela que nos acompanha desde o nosso primeiro suspiro de vida, aquela que se faz presente mesmo no nosso momento mais solitário, que está no cerne do nosso medo mais elementar, ela, a Morte, é imprescindível à vida.
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Luiz Bento 06/11/2015

Fôlego
Se tem uma coisa que Saramago sempre tira é o meu fôlego mental. E não é simplesmente por não separar os diálogos, por não dar nomes aos personagens, por não gostar de ponto final. Isso tudo ajuda, mas os diálogos que ele consegue produzir é algo simplesmente genial.

Incrível como esse livro começa de forma quase que tradicional saramagoniana, mas em uma segunda parte traz uma experiência completamente diferente que beira o non sense aliado ao humor. Em um primeiro momento achei que seria minha pior experiência com Saramago, mas é claro que a mudança de ritmo é algo planejado e meticulosamente calcularo. E ele sempre me surpreende e fecha a trama de forma magistral.
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Mi 11/10/2015

Estou muito triste por estar abandonando esse livro, mas sinto que não vou conseguir terminá-lo por não estar gostando da linguagem de José Saramago e da maneira desorganizada com que este escreve. Talvez eu não esteja com cabeça para ler histórias e livros desse tipo e pode ser que se for lido em outro momento, o efeito seja outro. Mas até aqui, confesso que não estou conseguindo me interessar na história e a escrita torna a experiência muito desagradável!
Carolina 11/10/2015minha estante
Como é a escrita dele, Mi? Ainda não li nada deste autor.


Mi 11/10/2015minha estante
Ele quase não usa parágrafos, vírgulas, pontos. Não separa as falas dos personagens em travessões ou aspas. Ele escreve tudo junto, emendado kkkk Eu achei difícil por causa disso. A leitura fica muito exaustiva e até confusa!


Mi 11/10/2015minha estante
E várias palavras estão no português de Portugal, que é a origem desse escritor!


Carolina 11/10/2015minha estante
Huuum obrigada por avisar. É bom saber disso, pois é um estilo de escrita que eu detesto! Será que todos os livros dele são assim? Até estava interessada em comprar "Crônica de Uma Morte Anunciada" para 'estrear' minhas leituras deste escritor, mas agora vou pesquisar primeiro.


Carolina 11/10/2015minha estante
Huuum, obrigada por avisar. É bom saber, pois é um estilo de escrita que eu detesto! Não tenho problemas com o português de Portugal, mas um texto neste formato me tira toda a paciência...


Mi 12/10/2015minha estante
Foi o que aconteceu comigo, Carolina! :D Perdi a paciência...


Rafael 31/10/2015minha estante
É um dos livros mais acessíveis do autor na minha opinião. Eu achei esse livro muito, muuuito bom, mas se você não gostou desse livro, não recomendo que leia outros livros do Saramago.




Luiz Gonzaga 17/09/2015

E a morte, onde está?
Saramago nos oferece uma ideia-armadilha: habitar um país cujo nome, por não interessar, não é mencionado; onde as pessoas mesmo não têm nome e onde, eis a armadilha, a morte se resolveu por interromper suas atividades por tempo indeterminado.
O que poderia representar o paraíso vai se convertendo no seu oposto à medida que nos damos conta de como nossos desejos - eu não queria morrer! - podem ser impensados e inconsequentes. Funerárias, hospitais, asilos, serviço de saúde e a própria igreja se deparam com a possibilidade de colapso enquanto os personagens, todos anônimos: o cardeal, o primeiro-ministro, o rei, o tocador de violoncelo; se agitam para entender e conviver com essa nova realidade, a falta que a morte faz. Então eis que, entre esforços para manter as aparências e disputas entre máphia e governo, a morte surge! É afinal a principal personagem, a que dá o tom, aquela que por suas decisões, indecisões e desejos, proporciona que viajemos para o mundo das pessoas sem nome incapazes de morrer, pra dentro de nós mesmos.
Saramago nos proporciona vários motivos e momentos de reflexão durante a leitura. Como as cartas de aviso que a morte resolve enviar, num rasgo de generosidade, aos seus próximos clientes alguns dias antes da hora fatídica: o que farão aqueles que souberem a data exata da sua morte?
A luta de interesses entre o estado em crise e o cidadão comum que, não pretendendo permanecer com doentes terminais eternos em suas residências, não vê alternativa que não seja negociar com a máphia o enterro dos seus entes queridos no estrangeiro.
O anonimato dos personagens que faz com que o leitor seja pressionado a comparar os dois mundos, o real e o imaginário, e concluir que afinal não são tão diferentes.
“As intermitências da morte” é um livro de perguntas: o que aconteceria se...? E ainda mais, um livro para reflexões: O que faríamos se...? É uma estadia no mundo dos sonhos.
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