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Auto da Barca do Inferno

Gil Vicente
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Aninha 05/04/2014

Auto da barca do Inferno
Auto da barca do Inferno é uma das obras mais conhecidas de Gil Vicente.

Como diz June Tutikian, ” o Auto da barca do Inferno tem como propósito a sátira social, aí, a religião serve de pretexto para a sátira profana”.

Há treze pessoas: Fidalgo, Onzeneiro, Joane, Çapateiro (Sapateiro), Alcouviteira, Judeu, Corregedor, Procurador, Enforcado, quatro Cavaleiros. E todos os personagens passam por um rio, onde há dois barcos. O primeiro a ser visto é sempre o do Diabo e seu companheiro.

Os passageiros, sem saber, começam a dialogar com o Diabo. Percebendo aonde estão e com quem estão falando, tentam entrar na barca do Anjo, onde dialogam com ele para tentarem safar-se da viagem na barca do Inferno.

O Anjo critica todas atitudes ruins que os personagens fizeram durante a vida, não os deixando entrar. Só deixando, assim, os quatro Cavaleiros Templários pois diz que esses serviram Jesus e são bem-vindos a barca da Glória.

O Diabo, ironizando suas falas, também faz criticas a todos os passageiros que passam por sua barca, deixando todos entrarem, exceto um: o judeu. Mesmo tentando subornar o Anjo e o Diabo, o judeu não consegue entrar em nenhuma das duas barcas. (E eu me pergunto: aonde é que esse judeu foi parar? hahaha).

Com sua genialidade, Gil Vicente atribui a todos os passageiros alguma critica social ironizada.

No meu livro (e acho que em quase todos os livros do Auto da barca do Inferno ), em todo final de dialogo – com cada passageiro – o (a) tradutor (a), comenta sobre as ironias – os erros que o autor vira na sociedade, também faz crítica ao clero, à nobreza e a soberba – que são feitas durante a conversa entre os personagens.



DETALHES DA CONTRA-CAPA de “Auto da barca do Inferno”:

“A obra-prima do primeiro dramaturgo da lingua portuguesa

Introdução, fixação de texto e notas de Jane Tutikian

Pouco são os fatos sabidos e não controversos sobre a vida de Gil Vicente (1465?-1536?). No entanto, é consenso que ele é o fundador da dramaturgia em língua portuguesa. Estima-se que tenha escrito 46 peças. Sua obra mais conhecida é Auto da barca do Inferno, encenada pela primeira vez em 1517. Trata-se de uma alegoria dramática: duas são as barcas em que os personagens podem subir; a do Inferno, munida do Diabo, e a da Glória, encabeçada pelo Anjo. Em cena, é realizado o auto do julgamento das almas, e a maior parte delas segue na primeira barca. Entre os “réus”, um agiota, um sapateiro rico, um tolo, um alcoviteira, um usurário, quatro cavaleiros e um frade corrupto, além de outros representantes da humanidade.

Muito mais do que uma sátira da sociedade lisboeta em princípios do século XVI, mais do que uma farsa ou um auto de moralidade (embora também o seja), Auto da barca do Inferno é um bem-humorado arrazoado dos vícios que corroem o mundo e uma crítica – infelizmente ainda válida – à organização da sociedade dos homens.”



Informações:

Autor: Gil Vincente

Páginas: 71

Editora: L&PM

Há peças e um filme do livro.

Minha opnião sobre Auto da barca do Inferno:

Achei o livro bem interessante. Não sei se entendi bem a essência (e as críticas) que o autor quis passar, mas lerei novamente em breve. A leitura não é muito cansativa como muitos pensam. Vale a pena ler! Há alguns termos diferentes do que costumamos usar, mas com calma dá para entendê-los e se vocês usarem um dicionário, facilitará as coisas (hahaha). No livro da editora L&PM tem as notas de palavras antigas para facilitar ainda mais a leitura.

*uma informação que merece ser “blogada”: ” (…) Algumas dessas edições – entre elas o Auto da barca do Inferno – foram proibidas pela Iquisição. Foi em 1562 que Luís Vicente, sem filho, publicou a Copilaçam de todalas peças de Gil Vicente. Ainda que incompleta e com alterações em vários textos, essa compilação foi protegida pela viúva de D. João III.”



site: http://aninhapsd.wordpress.com/
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Julia 14/03/2014

Sério que ISSO é um clássico da literatura? Mesmo mesmo?
Auto da Barca do Inferno é um livro publicado em 1517, o que explica a escrita extremamente complicada (minha leitura foi um sacrifício), portanto eu não posso criticá-lo, porque, para os padrões da época, deveria ser assim. Mas eu achei o livro um monte estrume impresso e encadernado, pronto, falei.

Contando a grosso modo, é uma história composta por personagens alegóricos que morrem, e, seja lá para onde eles foram, encontram com o Diabo e com o Anjo, cada qual com sua barca, esperando-os para levar os personagens para seu devido lugar.

Eu não sei qual foi a intensão do Gil Vicente ao escrever o livro, dei uma pesquisada e não encontrei nada, por isso não me julguem caso eu disser algo que não concordam ou algo que peque com a verdade, eu apenas vou dizer o que achei encarando como uma obra séria, sem ironias.

É complicado criticar livros deste tipo. Cada um teve uma criação, uma educação e cada um pensa e julga as pessoas da maneira que acha correta. Eu, particularmente, achei absurdo fazerem um julgamento tão raso. Cada um teve sua vida, cada um sabe o que viveu, não podemos ser julgados por simples fatos ou simples atitudes. Podemos levar uma vida toda torta, mas só nós sabemos o que nos levou a tal. Ninguém é completamente bom nem completamente mal, como diria Sirius Black: "Todos temos luz e trevas dentro de nós, o que importa é o lado no qual decidimos agir, isso é o que realmente somos.". Mas e se a pessoa nunca teve oportunidades de mudar?

Durante a aula minha professora de literatura fez uma brincadeira muito interessante conosco. Ela escreveu vários "grupos" de pessoas em papeis, como "prostitutas", "médicos" e etc, e nós tínhamos que mandá-los para o céu ou para o inferno. O primeiro pensamento que as pessoas tem é "prostituta para o inferno" e "médico para o céu, puf, é óbvio", mas eu penso diferente. E se essa prostituta apenas faz o que faz para sustentar filhos, porque não consegue dinheiro suficiente em empregos mais "dignos"? E se esse médico rouba os pacientes, for preconceituoso na hora do tratamento de, por exemplo, negros? Já vi casos assim. Da mesma maneira que existem muitas prostitutas que se prostituem por safadeza e para comprar drogas, e muitos médicos que fazem o que fazem simplesmente por amor à humanidade. Entendeu onde eu quero chegar?

É impossível julgar as pessoas por "grupos", como Gil Vicente fez. Cada um viveu a sua vida, cada um tem um coração e um cérebro diferente, e todos somos seres humanos que erram e acertam.

Não é porque é um clássico, que é um bom livro. Mas eu recomendo a leitura, não para você aprender a fazer julgamentos rasos e injustos como estes, mas para você perceber o quão pequena a mente de uma pessoa consegue ser, a ponto de escrever um livro destes, e a ponto de a mais de 400 anos ele ser famoso.
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Kaya 25/02/2014

Ótimo
Um livro excelente, li quando ainda era muito nova, mas ainda o tenho e pretendo guardar pra sempre, o livro te prende, te faz imaginar lugares incríveis descritos em forma de poesia.
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AmadosLivros 03/01/2014

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