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Capitães da Areia

Jorge Amado
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Deh Rangel 28/09/2014

Jorge Amado, muito amado
"A liberdade é como o sol: o bem maior do mundo."

Absolutamente (e ao mesmo tempo infelizmente) maravilhoso!
Pequenas mudanças nas expressões utilizadas por Jorge Amado transformariam essa obra de 1937 numa história bem realística sobre meninos de rua de 2014. Dando um celular na mão desses meninos e incluindo um ou outro crime mais sério, temos uma matéria do jornal desse domingo. É nessa atualidade que está a maravilhosa tristeza desse livro.

Pouco ou nada mudou desde o lançamento dessa obra. O descaso das autoridades em relação às crianças que vivem nas ruas, os preconceitos em torno delas e o esquecimento de que elas têm necessidades, tais como amor e carinho, como qualquer outra criança estão ainda fortemente presentes. E não é aí que para a surpreendentemente incômoda semelhança com a atualidade. Nesse livro, Jorge Amado também mostra como a Igreja era (é) utilizada para amedrontar as pessoas, condenando e ameaçando os homossexuais, por exemplo. Fala ainda da eterna luta do homem pela liberdade de se expressar e exigir seus direitos.

Nesse contexto vivem os meninos de Capitães da Areia, que o autor faz questão de nos lembrar o tempo todo que se tratam de crianças, uma vez que suas atitudes, tomadas pelas circunstâncias em que vivem, lembram as de adultos. Eu mesma precisei dessas constantes lembranças.

De modo tocante e emocionante, o leitor fica preso do começo ao fim à expectativa do destino de cada personagem, destino esse que, como em toda boa obra dramática, não é sempre feliz.
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Jef 26/09/2014

Ótimo livro
O melhor livro nacional que tinha lido até então era O Triste fim de Policarpo Quaresma(recomendo), pela entrega e a loucura dele personagem pelo país.
Então comecei a ler Capitães da Areia, fiquei impressionado com a história já no 3° capitulo, conforme o autor vai nos mostrando os meninos: Pedro Bala, Pirulito, Volta Seca, Gato, Sem-Pernas, João Grande, Boa-Vida e Professor
Não tem como não ficar fissurado nessa história, me pergunto como uma história tão simples pode ser tão genial, Jorge Amado nos descreve com uma simplicidade e em vários momentos inocência a dura vida que eles tem no Trapiche.
Esse livro nos mostra muita coisa,lealdade que um tem pará com o outro, amizade e a dura realidade do nosso país.
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Jamile 16/09/2014

''Homem bom tem estrela no lugar do coração. E quando morre o coração fica no céu''
Crianças pecadoras mas que não sabiam o que era pecado.
Tiveram que aprender desde cedo a lutar pela sua própria comida, pela sua própria roupa, enfim pela sua própria sobrevivência.
Meninos de 13 a 15 anos mas que já conheciam os mistérios da vida e do amor como homens.
Sozinhos no mundo, cada um com sua triste história, sem o carinho de mãe e sem a proteção de um pai. Largados nas ruas da Bahia, se juntam ao grupo dos Capitães Da Areia que, sem um lar e sem comida ou dinheiro algum são obrigados a roubar pessoas e casa. A cidade inteira teme a esses pequenos ladrõezinhos.
Mas são espertos e sabem escapar das mãos dos policiais.
Vivemos e sentimos como membro de um dos Capitães Da Areia. É como se sentíssemos o ódio de Volta-Seca, é como se ouvíssemos o Professor contando histórias e é como se sentíssemos a vontade de liberdade de Pedro Bala
Uma história comovente, mas muito real e com o estilo bem brasileiro. Mesmo com o passar dos anos, sempre será uma obra atual.

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je_neves 16/09/2014

Da miséria a morte em liberdade.
Capitães da Areia, do escritor Jorge Amado, relata a triste história de um grupo de garotos de rua, cuja vida se resume em pequenos furtos, intrigas e amores, ao qual se submetem pela falta de oportunidades e preconceito que sofrem com relação à sociedade. A história traz uma realidade injusta, porém digna de grandes discussões, seja pelo desprezo ou pela falta de interesse de um povo, onde infelizmente o que importa é o "próprio nariz".
O livro conta a história de jovens órfãos que vivem em um casebre abandonado a beira mar, onde juntos tramam suas armações para ganhar a vida. Comandados por Pedro Bala, esses garotos não temem a polícia, muito menos os obstáculos a que devem se submeter> Seja na rua, ou em residências privadas, o medo é algo irrelevante.
Temos também como protagonistas um padre, um jovem devoto, um garoto manco de uma perna, um artista e um amante das noites e da luxúria, além de outros jovens que aparecem constantemente. Mas diante do meu conceito sobre o livro, a personagem cuja importância se torna mais relevante é Dora, que apesar de não aparecer desde o princípio, causa uma reviravolta interessante, pois com sua ingenuidade de garota pura, se torna uma mãe para os meninos e uma esposa para Pedro.
O fato de estarem tão sozinhos os deixou mais maduros, portanto brincar de correr, cantar ou dançar era quase um "TABU". Seus interesses eram outros. O sexo nas noites quentes de Salvador atraia não só os mais velhos, como também os mais novatos, talvez pela sensação de aconchego e calor humano, ou pela necessidade de um carinho, ao qual não se davam conta da importância.
A principal sensação que tenho ao ler a obra é que de fato, viver sozinho é impossível. Esses meninos sentiam a falta de uma família, sentiam a vontade de estar junto de um pai ou uma mãe, fazer deles um exemplo. O descaso social os levou a cometerem crimes, muitos deles de má índole, como por exemplo, o estupro, e não havia ninguém para repreendê-los.
O autor transmite bem a pobreza da época, assim como as consequentes dificuldades, mas o foco principal acaba sendo a solidão de um grupo abandonado pela cidade, e ao mesmo tempo acolhido por ela, afinal as ruas se tornaram um lar.
Naquele tempo, se expressar era algo impossível, a opinião pública era censurada, mesmo assim, Jorge conseguiu nos mostrar que muitas pessoas precisam de ajuda,principalmente as crianças, que apesar de maduras, ainda são ingênuas. A morte também é retratada no livro, mas não como algo ruim, e sim como algo libertador. Liberdade de estar longe da pobreza, da fome... da polícia. Ser livre para eles é poder pairar sobre a areia branca, é poder flutuar ao mar. Ser live é ser um capitão e lutar por um país digno e justo.
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Sofi 10/09/2014

Um livro maravilhoso e muito bem escrito.
Assim como algumas pessoas, eu tinha um certo preconceito com livros brasileiros. Mas isso mudou muito quando conheci os livros do Jorge Amado. Eu não acreditava, que um escritor brasileiro poderia ter uma escrita igual, ou melhor, do que um escritor estrangeiro. Jorge consegue colocar em seus livros a magia da realidade. Ele narra sua terra de uma forma maravilhosa e inspiradora. Nunca pensei, que fosse amar tanto um livro brasileiro.
Confesso que "Capitães da Areia" foi um pouco difícil de ler no começo. Principalmente por ter uma escrita mais antiga, diferente das escritas com que estou acostumada a ler.
Mas a cada página, fui me envolvendo com a história e com a perfeição que ela foi escrita. Os personagens são maravilhosos, o ambiente é muito bem narrado e faz com que o leitor entre profundamente no livro.
Uma história realmente impressionante, de tirar o folego e amolecer o coração.
Um livro maravilhoso e muito bem escrito. É isso que se pode encontrar em "Capitães da Areia".

site: http://formula-amor.blogspot.com.br/2014/08/resenha-capitaes-da-areia.html
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