Capitães da Areia

Capitães da Areia
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Resenhas - Capitães da Areia


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Daniel.Simoes 25/04/2016

Romance fictício sobre um grupo de meninos sem família, que viviam na rua e precisavam se virar para sobreviver, muitas vezes cometendo crimes. Uma crítica à visão repressora do Estado e da sociedade em relação aos meninos de rua. Um retrato humano da vida desses meninos, mostrando seus valores, sua coragem, suas carências, seus medos. Perturbadoramente evidencia que eles não tem culpa da situação em que vivem e clama por uma atitude diferente da sociedade para ajudá-los.
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Heron 19/04/2016

Assim como hoje,
Quem se propor a ler "Capitães" nós dias de hoje vai ter saudades de um conflito social que, persistente na sociedade do Brasil, já não é o mesmo que temos nos momentos de vida atuais. Estamos piores. Não evoluímos! O preconceito, a vida dura nas ruas e os desafios da sobrevivência são, de excepcional forma, lúdicos nas palavras de Jorge Amado, que consegue transferir amor para as relações criminosas de uma "gangue" de crianças excluídas. Hoje, não mais teríamos os capitães de outrora. A chaga do crack não permite. O livro, inocente para a atualidade, é primordial para entendermos as cracolândias de agora, que não exibe os códigos de ética nas ruas da Salvador de quase 80 anos atrás.
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Nara 13/04/2016

Para ler mais de uma vez
Capitães da Areia foi um dos livros que li para fazer o vestibular. E com todo aquele ânimo que a maioria dos estudantes têm ao ler um livro obrigatoriamente. Mas a verdade é que foi um dos melhores livros que li na minha vida, me surpreendi muito.

É um livro que trata das crianças de rua da época de 1930. Jorge Amado, inteligentemente, atenua todos os crimes cometidos pelas crianças e faz uma forte crítica à sociedade. Ele exalta os meninos de rua (e Dora), tornando eles verdadeiros heróis, verdadeiros capitães da revolução.

Ao mesmo tempo que é possível se identificar com medos e inseguranças de crianças, como o medo do escuro, também é possível ver o crescimento precoce dessas crianças marginalizadas. O autor nos lembra que essas crianças, antes de marginais ou heróis, são apenas crianças. E apesar de ter sido escrito há tanto tempo, o livro continua atual.

Leia, se você não leu. E se você leu obrigatoriamente na escola, leia mais uma vez e encante-se com as crianças que são heróis e bandidos, mas acima de tudo, vítimas.
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G. Rubbo 01/04/2016

Dora
O assombro dele não teve limites:
- Tu quer dizer...
Ela o olhava calma, esperando que ele concluísse a frase.
- ...que vai andar com a gente pela rua, batendo coisas...
- Isso mesmo sua voz estava cheia de resolução.
- Tu endoidou...
- Não sei por quê.
- Tu não tá vendo que tu não pode? Que isso não é coisa pra menina. Isso é coisa pra homem.
- Como se vocês fosse tudo uns homão. É tudo uns menino.
Pedro Bala procurou o que responder:
- Mas a gente veste calça, não é saia.
- Eu também e mostrava as calças.
De momento ele não encontrou nada que dizer. Olhou para ela pensativo, já não tinha vontade de rir. Depois de algum tempo falou:
- Se a polícia pegar a gente não tem nada. Mas se pegar tu?
- É igual.
- Te metem no orfanato. Tu nem sabe o que é...
- Tem nada, não. Eu agora vou com vocês.
Ele encolheu os ombros num gesto de quem não tinha nada com aquilo. Havia avisado. Mas ela bem sabia que ele estava preocupado. Por isso ainda disse:
- Tu vai ver como eu vou ser igual a qualquer um...
- Tu já viu mulher fazer o que um homem faz? Tu não aguenta um empurrão...
- Posso fazer outras coisas.
Pedro Bala se conformou. No fundo gostava da atitude dela, se bem tivesse medo dos resultados.

Esse diálogo entre Dora e Pedro Bala é um dos meus trechos favoritos do livro "Capitães da Areia", do célebre Jorge Amado. A garota, tão doce e tão forte, é uma personagem ímpar. É muito fácil amar Dora, rir e sofrer com ela.
Quem não teve que ler "Capitães da Areia" na escola ou para prestar vestibular, faça-o. É fácil de encontrá-lo em qualquer biblioteca, sebo ou livraria. Além de uma leitura fácil e ao mesmo tempo comovente, é um retrato da realidade social da Bahia e muitos outros lugares do Brasil.

site: http://giovannarubbo.blogspot.com.br/2016/04/meucaldeirao-livros-com-fortes.html
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Martha 01/04/2016

Invisíveis em uma cidade holofote
Não dá para passar ileso por Capitães de areia de Jorge Amado. A história tem como protagonistas personagens que, na vida real, são invisíveis. São pessoas que, por mais que passemos todos os dias por elas, não as enxergamos ou pelo menos não nos importamos a ponto de querer ajudá-las.

Não passam de trombadinhas, alguns simplificam. Por mim, todos deveriam ser presos, defendem outros. Coitadinhos..., se compadecem uns. Independentemente do sentimento que as crianças que vivem na rua despertam em cada um de nós, elas continuam a povoar as grandes cidades. São natimortos de uma sociedade que se recusa a estender a mão.

No caso do livro de Jorge Amado, a história se passa em Salvador. Os cartões postais visitados por turistas do mundo inteiro são a morada dos órfãos que formam o grupo que dá nome à obra, Capitães de Areia. De forma organizada e respeitando uma hierarquia, em que tem como Pedro Bala o líder, eles vivem escondidos em um trapiche abandonado e sobrevivem de pequenos furtos.

No decorrer dos capítulos, vamos conhecendo algumas das figuras principais do grupo. Além do já citado líder, também serão reveladas as tragédias pessoais de Sem-Pernas, Professor, Gato, João Grande, Boa-Vida, Pirulito, Volta Seca. Todos meninos em idade, mas já adultos pela dura realidade que tiveram que enfrentar desde cedo. Outros personagens também ganham destaque. O Padre José Pedro, por exemplo, é o que mais se aproxima da figura paterna. De origem humilde, ele se sensibiliza com a história dos garotos e, mesmo com a resistência da Igreja, ele leva um pouco de conforto aos Capitães de Areia, sendo sempre a primeira pessoa que os meninos recorrem quando estão em apuros. A compaixão por eles vai inclusive comprometer sua carreira eclesiástica. Também conhecemos Querido-de-Deus, um capoeirista famoso em Salvador que vai ensinar a arte ao grupo e que vai exercer uma grande influência sobre Pedro Bala. Já Dora, uma órfã que chega ao grupo junto com o irmão mais novo, vai preencher algumas lacunas existentes pela falta de uma figura feminina.

Envolvente, melancólico, implacável. Esses são alguns adjetivos que posso descrever o livro de Jorge Amado. A linguagem simples faz o leitor se aproximar ainda mais dos personagens, todos complexos e cativantes. O Sem-Pernas protagonizará dois dos capítulos mais intensos do livro. Enquanto o Professor e Pedro Bala nos dará um pouco de esperança. Figura recorrente nos vestibulares em todo o Brasil, Capitães de Areia foi escrito na década de 1930, mas é tão atual que chega a ser angustiante ao levantar uma questão incômoda: "Será que algum dia a nossa sociedade será menos hostil?"

site: www.leiologoexisto.com
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Lorenna.Mota 28/03/2016

Apaixonada!!
Um livro realmente surpreendente, inicialmente não me interessou tanto devido a mente pequena (quase minúscula) em relação a clássicos da Literatura Brasileira... Mas que ao decorrer me ajudou a quebrar esse PREconceito, e se tornou um dos meus livros favoritos.

Sobre um grupo de garotos que vivem nas ruas de Salvador cometendo pequenos delitos, uma história completamente cheia de emoções, amizade, aprendizagem... Mesmo escrita a algum tempo, ainda reflete problemas da atualidade.
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Pri 25/03/2016

Sabe aquele livro que você começa a ler devagar com medo que termine rápido por que está muito bom?! Então, Capitães de Areia foi esse livro para mim.

Sobre um grupo de meninos de rua nas ruas de Salvador, conta a história de forma muito bonita sobre a vida de alguns integrantes desse grupo. E mesmo aqueles que tomam rumos negativos, o autor aborda a situação de forma extremamente poética e como fatos da vida.
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Thiago Cypryanu 25/03/2016

Lirismo e realidade
Um grupos de crianças e adolescentes chamados capitães da areia aterrorizam a população de salvador com roubos e outros crimes. A narrativa segue os principais integrantes dos capitães da areia, mostrando a dura rotina do grupo. Aos poucos vai sendo revelado sobre esses personagens e os motivos que os levaram a ter tal vida. A historia vai sendo contada do ponto de vista de um ou mais personagens e assim vai oscilando de um para outro até mais da metade do livro, onde um conflito que envolve todos se desenrola. Jorge Amado conta essa historia mostrando a realidade cruel dos personagens mas ao mesmo com uma dose de lirismo e encanto impressionante
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Lê Lopes 22/02/2016

Misturinha de emoções
Senti tantas coisas no decorrer da leitura que eu não estava sabendo definir se estava gostando ou não de ler.
De início já fiquei presa à leitura por causa das cartas que estão no início do livro e que já servem como uma prévia apresentação da história dos capitães.
Achei a maioria dos capítulos tristes, alguns me chocaram e inclusive me irritaram um pouco (esses foram os que eu li mais depressa). O capítulo "docas" e o que a Dora é apresentada pela primeira vez (chama "filha de bexiguento", se não me engano) me incomodaram bastante.
Gostei muito da forma que o autor escreveu o livro e nos descreveu os personagens. A medida que fui lendo, passei a acreditar que se tratavam de personagens homens, adultos, mas no decorrer da leitura há pequenos momentos que me fizeram lembrar que na verdade são crianças, são menores abandonados, apesar do comportamento de cada um muitas vezes fazer você esquecer desse detalhe. Inclusive o capítulo sobre o carrossel... triste e lindo de se ler.
Sem dúvidas comecei a gostar mais do livro quando a Dora aparece. Acho que foi a única personagem que me conquistou desde o primeiro momento.
Gostei muito do final, principalmente do que acontece com o Professor, Pirulito e Pedro Bala (os dois primeiros acabaram me conquistando no decorrer da leitura também, haha). E sobre "a revolução é uma pátria e uma família"... com certeza fez com que o livro se tornasse uma das minhas leituras preferidas da vida, hehe.
Enfim, vale muito a pena ler ou reler (se o seu caso foi como o meu que leu o livro quando estava prestando vestibular e por causa disso não aproveitou tanto a leitura, hahaha), super indico (:
Lê Lopes 22/02/2016minha estante
E sem contar que é um livro que não deixa de ser muito atual. E que denúncia social bem feita, nossa... um livro super importante de ser lido!




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Rodrigo.Miranda 09/02/2016

As personagens de Jorge Amado são de uma complexidade incrível. Crianças forçadas a um amadurecimento precoce enfrentam amor, ódio, cumplicidade, companheirismo, desejo, desprezo, inveja em níveis extremos, lutando para sobreviver no meio de um mundo que apenas os despreza. Apesar de ter quase 80 anos, a estória continua atual! Fantástica.
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Ingrid 07/02/2016

Capitães Da Areia

É um romance urbano da segunda geração do Modernismo Brasileiro, por isso visa retratar temas sociais e regionais.O cenário dessa estória é Salvador, Bahia ( quando digo cenário, é completo, retratando os costumes do povo, a religião, o linguajar, a arquitetura entre outras coisas).Dividido em capítulos sem numeração, apenas com título. Cada capítulo é um acontecimento novo na vida dos personagens.

Capitães da areia é um grupo de meninos de rua, o mais "temível de todos", é composto por mais de cem crianças das mais variadas idades, tendo o mais velho por volta dos dezesseis anos. O livro gira em torno de personagens centrais, e outros secundários. Como centrais podemos destacar o capitão do grupo, Pedro Bala ( simboliza a luta do povo), Professor ( a Arte, o Conhecimento), Pirulito (Deus), Dora ( Amor), Sem- Pernas ( a Revolta, o Ódio), João Grande ( a Bondade) , Volta Seca ( a Vingança), o Gato ( a Malícia),Boa Vida ( a Boemia), Barandão (a Fidelidade), os secundários são: a mãe de santo Don'Aninha, o padre José Pedro, o capoeirista Querido-de-Deus,o doqueiro João de Adão e os guardas ( Todos esses personagens sempre estarão adjacentes ao grupo). O protagonista da narrativa é o Povo Brasileiro.


O Bando de Pedro Bala tem o nome de Capitães da areia, por ficar escondido perto do cais, em um trapiche abandonado, muitos integrantes dormem na areia outros dentro do trapiche e há aqueles que dormem em outros lugares da cidade ( mas a maioria fica no cais). Bom, cada um desses personagens tem uma história de abandono, desprezo, fuga e falta de amor, carregam as marcas do sofrimento e descaso da sociedade, são adultos em pele de crianças, tiveram que crescer na marra ou não sobreviveriam, já bebiam, fumavam e eram dados ao sexo, roubavam, feriam e até matavam ( ultima escolha) para sobreviver, defendiam uns aos outros, o grupo tinha suas leis, como os mosqueteiros ( um por todos e todos por um), eram unidos e amavam a liberdade como amavam a Bahia, no entanto tudo que ansiavam era sair dessa vida, ter carinho de uma mãe, serem respeitados, sim...o amor define tudo, queriam amor.

Embora fossem maduros quanto homens, também tinham o lado infantil e no fundo gostavam de coisas que as crianças da idade deles gostavam, como andar de carrossel. Esqueceram por um instante a vida que levavam, foram felizes com as luzes dos ginetes e a música da pianola." Nas noites da Bahia , numa praça de Itapegipe, as luzes do carrossel girariam loucamente movimentadas pelo Sem-Pernas .Era como um sonho,sonho muito diverso dos que o Sem-Pernas costumava ter nas noites angustiosas. E Pela primeira vez seus olhos sentiram-se úmidos de lágrimas que não eram causados pela dor ou pela raiva. E seus olhos úmidos miravam Nhozinho França ( dono do Carrossel) como um ídolo."

No final do livro, os principais personagens encontram um rumo e aos poucos vão deixando os Capitães da areia, o último é Pedro Bala que sai e deixa Barandão como chefe.Os desfecho de dois personagens são chocantes, Dora e Sem-Pernas.óbvio que para saber tem que ler o livro!


Adorei esse romance urbano, contém uma linguagem fácil, simples, como a linguagem do povo, relata um problema social que ainda persiste no país, relata não, denuncia.Não sei se ao olhar um menor infrator terei a mesma visão sobre ele, creio que Jorge Amado me amoleceu, me fez ver que muitos estão nessa vida, não por opção, mas por sobrevivência e que no fundo são apenas crianças que não obtiveram educação, família e amor. Quero deixar claro, que o meu preferido é o Sem-Pernas, ele deixou marcas em mim, deixou a indignação sobre seu destino, porque tudo que essa criança queria era carinho, e não sei como, eu tenho carinho por ele! tenho a sensação que sempre lembrarei dele,entrou no rol dos personagens inesquecíveis.


site: http://aportadomar.blogspot.com.br/
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Sam 05/02/2016

Um livro marcado pela desigualdade social que retrata o que ainda ocorre nos dias atuais. O abandono de crianças que passam a morar na rua e cometem crimes para sobreviver, levando em consideração o preconceito existente na sociedade, onde as pessoas
preferem fechar os olhos e ignorar o problema do que tentar entender.
Crianças que são jogadas em prisões e maltratadas, como se fosse a solução.
Apesar da marginalidade, o autor tenta mostrar que ainda existe um lado humano
dentro de ''Os Capitães da Areia''.
renan 06/02/2016minha estante
Gostando de ver fez resenha e tudo [2]


Sam 07/02/2016minha estante
E vc hein? Falou de mim e ainda não terminou


renan 07/02/2016minha estante
aquele lance com os animes... encontrei umas séries novas, daí perco muito tempo assistindo


renan 07/02/2016minha estante
:D mas até segunda termino o capitães




Alice 27/01/2016

"Dora não compreenderá mesmo porque ela está rindo com seu rosto sério de mulherzinha. Mas Professor compreende, e Gato, na frente de Dora, falando numa voz feliz, mas sem desejo, chamando-a de mãe, e ela sorrindo com seu ar maternal de quase mulherzinha, fica gravado na cabeça do Professor como um quadro"
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