Capitães da Areia

Capitães da Areia
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Resenhas - Capitães da Areia


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Rodrigo.Miranda 09/02/2016

As personagens de Jorge Amado são de uma complexidade incrível. Crianças forçadas a um amadurecimento precoce enfrentam amor, ódio, cumplicidade, companheirismo, desejo, desprezo, inveja em níveis extremos, lutando para sobreviver no meio de um mundo que apenas os despreza. Apesar de ter quase 80 anos, a estória continua atual! Fantástica.
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Ingrid 07/02/2016

Capitães Da Areia

É um romance urbano da segunda geração do Modernismo Brasileiro, por isso visa retratar temas sociais e regionais.O cenário dessa estória é Salvador, Bahia ( quando digo cenário, é completo, retratando os costumes do povo, a religião, o linguajar, a arquitetura entre outras coisas).Dividido em capítulos sem numeração, apenas com título. Cada capítulo é um acontecimento novo na vida dos personagens.

Capitães da areia é um grupo de meninos de rua, o mais "temível de todos", é composto por mais de cem crianças das mais variadas idades, tendo o mais velho por volta dos dezesseis anos. O livro gira em torno de personagens centrais, e outros secundários. Como centrais podemos destacar o capitão do grupo, Pedro Bala ( simboliza a luta do povo), Professor ( a Arte, o Conhecimento), Pirulito (Deus), Dora ( Amor), Sem- Pernas ( a Revolta, o Ódio), João Grande ( a Bondade) , Volta Seca ( a Vingança), o Gato ( a Malícia),Boa Vida ( a Boemia), Barandão (a Fidelidade), os secundários são: a mãe de santo Don'Aninha, o padre José Pedro, o capoeirista Querido-de-Deus,o doqueiro João de Adão e os guardas ( Todos esses personagens sempre estarão adjacentes ao grupo). O protagonista da narrativa é o Povo Brasileiro.


O Bando de Pedro Bala tem o nome de Capitães da areia, por ficar escondido perto do cais, em um trapiche abandonado, muitos integrantes dormem na areia outros dentro do trapiche e há aqueles que dormem em outros lugares da cidade ( mas a maioria fica no cais). Bom, cada um desses personagens tem uma história de abandono, desprezo, fuga e falta de amor, carregam as marcas do sofrimento e descaso da sociedade, são adultos em pele de crianças, tiveram que crescer na marra ou não sobreviveriam, já bebiam, fumavam e eram dados ao sexo, roubavam, feriam e até matavam ( ultima escolha) para sobreviver, defendiam uns aos outros, o grupo tinha suas leis, como os mosqueteiros ( um por todos e todos por um), eram unidos e amavam a liberdade como amavam a Bahia, no entanto tudo que ansiavam era sair dessa vida, ter carinho de uma mãe, serem respeitados, sim...o amor define tudo, queriam amor.

Embora fossem maduros quanto homens, também tinham o lado infantil e no fundo gostavam de coisas que as crianças da idade deles gostavam, como andar de carrossel. Esqueceram por um instante a vida que levavam, foram felizes com as luzes dos ginetes e a música da pianola." Nas noites da Bahia , numa praça de Itapegipe, as luzes do carrossel girariam loucamente movimentadas pelo Sem-Pernas .Era como um sonho,sonho muito diverso dos que o Sem-Pernas costumava ter nas noites angustiosas. E Pela primeira vez seus olhos sentiram-se úmidos de lágrimas que não eram causados pela dor ou pela raiva. E seus olhos úmidos miravam Nhozinho França ( dono do Carrossel) como um ídolo."

No final do livro, os principais personagens encontram um rumo e aos poucos vão deixando os Capitães da areia, o último é Pedro Bala que sai e deixa Barandão como chefe.Os desfecho de dois personagens são chocantes, Dora e Sem-Pernas.óbvio que para saber tem que ler o livro!


Adorei esse romance urbano, contém uma linguagem fácil, simples, como a linguagem do povo, relata um problema social que ainda persiste no país, relata não, denuncia.Não sei se ao olhar um menor infrator terei a mesma visão sobre ele, creio que Jorge Amado me amoleceu, me fez ver que muitos estão nessa vida, não por opção, mas por sobrevivência e que no fundo são apenas crianças que não obtiveram educação, família e amor. Quero deixar claro, que o meu preferido é o Sem-Pernas, ele deixou marcas em mim, deixou a indignação sobre seu destino, porque tudo que essa criança queria era carinho, e não sei como, eu tenho carinho por ele! tenho a sensação que sempre lembrarei dele,entrou no rol dos personagens inesquecíveis.


site: http://aportadomar.blogspot.com.br/
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Samara Lima 05/02/2016

Um livro marcado pela desigualdade social que retrata o que ainda ocorre nos dias atuais. O abandono de crianças que passam a morar na rua e cometem crimes para sobreviver, levando em consideração o preconceito existente na sociedade, onde as pessoas
preferem fechar os olhos e ignorar o problema do que tentar entender.
Crianças que são jogadas em prisões e maltratadas, como se fosse a solução.
Apesar da marginalidade, o autor tenta mostrar que ainda existe um lado humano
dentro de ''Os Capitães da Areia''.
renan 06/02/2016minha estante
Gostando de ver fez resenha e tudo [2]


Samara Lima 07/02/2016minha estante
E vc hein? Falou de mim e ainda não terminou


renan 07/02/2016minha estante
aquele lance com os animes... encontrei umas séries novas, daí perco muito tempo assistindo


renan 07/02/2016minha estante
:D mas até segunda termino o capitães




Alice 27/01/2016

"Dora não compreenderá mesmo porque ela está rindo com seu rosto sério de mulherzinha. Mas Professor compreende, e Gato, na frente de Dora, falando numa voz feliz, mas sem desejo, chamando-a de mãe, e ela sorrindo com seu ar maternal de quase mulherzinha, fica gravado na cabeça do Professor como um quadro"
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Giovanna 19/01/2016

Bom
Eu estava pronta para dar cinco estrelas a este livro, entretanto, uma personagem que aparece nas últimas 100 páginas fez com que a minha opinião fosse negativamente modificada. De qualquer forma, caso esteja tendo problemas para lidar com a dificuldade das obras obrigatórias exigidas por certas universidades, Capitães da Areia é muito fácil de ser lido e, com certeza, poderá ser finalizado sem grandes esforços.
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Manoel.Sidney 19/12/2015

Bonito, real, esperançoso.
Mais uma vez um clássico derrubou o meu antigo preconceito sobre os clássicos brasileiros.

Capitães da Areia contem uma linda historia, em um ambiente muito bonito: as praias e o cais de salvador. As cenas contidas tem as areias mornas e brancas como cenário, e contrastando com isso, a pobreza da cidade e, principalmente, a situação de vida dos meninos abandonados. No livro é retratado com uma riqueza incrível de detalhes a vida desses menores que aprenderam a sobreviver nas ruas, e de substituir de algum forma o amor e carinho que eles deveriam receber dos seus pais. Também é exibido aqui o preconceito para com os pobres, preconceito advindo do Estado, da sociedade e da igreja. Mostra e explica porque essas crianças tomam essas atitudes e retrata outro pontos de vista, que é muitas vezes ignorado por nós.

O livro é bonito, real e esperançoso. A historia tem momentos belos, e claro, momentos tristes e cruéis. Os personagem sao muito bem escritos e inesquecíveis. A escrita do livro é simples e de fácil compreensão também.
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Natália 13/12/2015

O que acontece quando você adentra um mundo totalmente diferente daquele com o que está habituado? Uma realidade que lhe era tão pouco perceptível, ou tão passível de indiferença, e ao mesmo tempo tão próxima. Foi exatamente esse o tipo de questionamento que perdurou em minha mente após a leitura de Capitães da Areia. Jorge Amado rompe muitos dos ideais padrões sobre meninos abandonados para introduzir ao leitor a verdade, completamente nua, sem o véu da mídia, do povo e da cultura. Os tira de uma perspectiva, a de que todos os garotos de rua são sujeitos propícios ao crime, desprovidos de sentimentos, muitas vezes comparados a animais, e os coloca sob um plano diferente, mergulhando nos seus sentimentos e pensamentos mais profundos, onde buscam desesperadamente carinho, amor e atenção. É a conexão entre o que sentem e o que fazem que Amado explora de forma sensacional. A transformação brusca de crianças em homens, determinada pelas condições em que vivem, o ódio e o desprezo a que são submetidos todos os dias. Um livro atemporal, que aborda um tema ainda permeado por preconceito e repúdio, e que abre a mente dos que, assim como eu, sempre fecharam os olhos aos verdadeiros problemas sociais, e se deixaram levar pelo senso popular, arraigado em conceitos chulos e ignorantes.
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03/12/2015

ATUAL
Não importa a época que esse livro foi escrito, ele ainda se encaixa na atual realidade.
A história dos meninos de rua, que vivem de roubo e compaixão. Apaixonado pelo carrossel, morando num "galpão".
Cada um vive uma história, tem um final.
Foi o livro da literatura pelo qual eu mais fiquei apaixonada.
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Vikevelyn 28/11/2015

Análise Capitães da Areia
Análise critica
Jorge Amado utiliza de uma linguagem extremamente coloquial para descrever os garotos o que traz dinamicidade a narrativa eles moram em um trapiche na Bahia. Esses pequenos ladrões sobrevivem desses furtos onde não há pessoas responsáveis que possam guia-los para um bom caminho.
Excelente livro que mostra claramente as mazelas sociais não só do passado mas como de atualmente também que são os meninos(as) de rua.
Essas crianças apesar de terem que amadurecer nas ruas elas são muito ingênuas quando se trata de sentimentos e família, pois nunca tiveram.
Alguns se arrependem de seus furtos outros preferem seguir a vida de malandro. Outro contra-ponto interessante é o fato da religiosidade na narrativa : as freiras que poderiam ajudá-los na verdade só os desprezam
--- recomendo, esse livro te faz pensar sobre a sociedade assim como os outros clássicos porém a leitura desse livro é rápida pela dinâmica do autor
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Thaís 09/11/2015

Mais um caso de amor eterno
Um dos primeiros livros que li, nem lembro quando li pela primeira vez. Por isso coloquei a data da segunda vez que li, já na reta final da minha faculdade. Ele foi tão impactante para mim, que o escolhi como tema da minha monografia. "Capitães da areia" é uma das obras mais envolventes que já li, Jorge Amado com maestria nos faz viver esta história, me senti como uma integrante dos capitães da areia, me senti fazendo parte da turma de Pedro Bala. A questão social, que é marca registrada em todas as obras desse baiano arretado, é fascinante por ainda ser tão atual. Tornei-me ainda mais fã de Jorge Amado por saber que ele foi viver no trapiche durante um tempo, conviveu com os meninos de rua para ilustrar perfeitamente a realidade, toda a riqueza de detalhes fez total sentido, após saber esta informação. Cada criança tem uma característica, uma bagagem, enfim uma história. O "Sem-pernas" com seu dilema, foi quem mais me emocionou. Toda obra de Jorge Amado se passa na Bahia, mas suas histórias transcendem tempo e espaço, e com "Capitães da areia" não é diferente.
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MônicaFFreire 28/10/2015

“Capitães da Areia” narra a história de um grupo de meninos de rua que vivem num casarão abandonado – lugar onde dividem suas des(aventuras) e suas aspirações. Usam roupas sujas e rasgadas, fumam, xingam e são extremamente agressivos. Sobrevivem de assaltos praticados no centro da cidade.

A obra é escrita em terceira pessoa e é bem descritiva. Apesar disso, a leitura é envolvente do início ao fim, pois as personagens são bem caracterizadas. O narrador não vê essas crianças e adolescentes apenas como marginais, mas mostra seu lado infantil e humano – seus medos, seus sonhos, seus curtos momentos de felicidade. É um romance social que denuncia a indiferença da sociedade com os menores abandonados, os maus-tratos que sofriam no ineficiente sistema reformatório, a hipocrisia religiosa, o descaso do Estado e as desigualdades sociais.

Infelizmente, essa realidade persiste até hoje, não só no nordeste, mas em todas as regiões brasileiras.
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Marri 25/10/2015

Espetacular !!
Um dos livros mais importantes da minha vida !! Jorge amado critica a mídia, mostra a realidade de jovens de rua, etc...
Mudou minha maneira de ver o mundo !
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Blog MDL 20/10/2015

Salvador, cidade de grande beleza e felicidade, onde sambas são cantados em suas ladeiras e as pessoas que aqui vivem esbanjam alegria por seus grandes sorrisos nesse céu azul. Mas esta cidade vive aterrorizada pela grande onda de furtos vinda dos Capitães da Areia – grupo de meninos abandonados que moram no areal. Estes não desfrutam dessa felicidade, pois passam fome e solidão, vivendo em condições precárias quase subumanas. Mas mesmo diante de tantas dificuldades, mostram toda a garra e vontade de viver, para aqueles que subestimam suas capacidades.

“Capitães da Areia” é um livro encantador. E bastante polêmico, por sinal. Em 1937, ano em que foi lançada, a obra de Jorge Amado teve exemplares apreendidos e queimados em praça pública, depois de censurado por autoridades da ditadura. Porém, a partir de 1944, uma nova edição é lançada e acaba entrando para a história da literatura nacional, como tantas outras obras do autor.

O livro narra a história de crianças que moram em um trapiche e vivem de pequenos furtos aterrorizando a população da cidade de Salvador, na Bahia. Essas crianças, a grande maioria órfãs, são submetidas a um mundo cruel e impiedoso, seja pela pobreza em que vivem nas ruas, seja pela tortura que passam quando vão para algum orfanato ou, no pior dos casos ao reformatório. O autor enfatiza a sociedade extremamente opressora onde vivem, onde o rico se sobrepõe sobre o pobre, vidas distintas que delimitam o que cada um tem que ser ao longo da vida. Essa sociedade é um dos grandes motivos para que essas crianças sejam do modo como são, já que são desvalorizadas por nascerem em cortiços ou morros, não terem muito que comer e acabarem por viver de furtos, onde a oportunidade era quase inexistente.

Embora tenha se passado 78 anos desde que o livro foi lançado, o tema abordado não deixa de ser atual, tendo em consideração que existem milhares de crianças na mesma situação em que os personagens dessa ficção viviam. Jorge Amado foi o primeiro a denunciar de forma panfletária o problema dos menores abandonados e dos menores infratores que desafiavam a polícia e a própria sociedade. O romance cheio de um realismo, de modo cômico e dramático, consegue introduz o leitor a um mundo bastante diferente do que estamos acostumados a vivenciar, seja na realidade ou na ficção.

Essas crianças, privadas de carinho e atenção pela vida, vão em busca de qualquer forma de conforto, seja no ódio sentido por viverem na miséria, seja em santos, seja na esperança de um dia conseguirem algo melhor para si mesmos, e até mesmo uns nos outros, onde o autor consegue inserir o homossexualismo vindo da carência de amor que a maioria sentia. Conseguir abordar um tema envolvido em um imenso tabu como este, que embora seja mais aceito nos dias de hoje, mas na época deveria ser abominado, cheio de preconceito, foi algo extremamente difícil, gerando mais polêmica do que já havia conseguido.

O livro também relata uma grande busca religiosa dos seus personagens, já que os únicos amigos que estas crianças têm são um padre e uma mãe de santo. Por mais distintos que estes personagens sejam um do outro, são neles que as crianças abandonadas conseguem ajuda, respostas e até mesmo um pouco de conforto para suas vidas tão solitárias e sofridas. Não há traição entre os moleques do grupo, independente da cor ou sexo dos personagens. Você consegue observar por outros olhos a felicidade nas coisas mais simples, como em correr na liberdade das ruas a um carrossel velho de música velha e triste, mas que trás consigo um escape para a vida das crianças.

Sem nenhuma piedade ou condescendência, seus personagens são dotados de energia, inteligência e vontade, mesmo diante das circunstancias que vivem, tornando as suas personalidades ainda mais fortes e marcantes. A história vai acompanhá-los de pequenos até seus desfechos, onde cada um vai seguir um caminho diferente, uns continuando na vida de crime, outros contrariando tudo o que a sociedade estava impondo, levando o leitor a ficar íntimo dos seus personagens a cada demonstração da gana de viver e ser alguém de quem se orgulhem.

Eu sempre tive bastante preconceito com livros nacionais, principalmente por sermos obrigados a ler alguma obra para atribuir pontuação no nosso currículo escolar. É bastante complicado ter que ler algo por obrigação e, muitas vezes, acabamos por não gostar da obra por esse motivo. Eu já passei por isso e não é algo muito agradável. Mas, quando você consegue tornar essa “obrigação” em algo agradável, tudo fica mais confortável e prazeroso. Este foi um dos livros que meu professor disse que eu tinha que ler e eu simplesmente amei.

Apesar de ter uma linguagem um pouco rude, o que enfatiza as crianças que não foram a escola, não sabem ler e se expressar de maneira mais educada, eu achei o livro de uma leitura bastante fácil, envolvente. Rico em detalhes, “Capitães da Areia” entrou para a minha lista de favoritos. Acho que ainda estou falando pouco sobre esta grande obra, mas terão que ler para descobrir as emoções que este livro trás consigo. Espero que vocês tenham gostado da resenha e que se deixem envolver por essa literatura tão próxima e ao mesmo tempo tão distante de nós como é a literatura nacional. Até a próxima, desculpa ter estado em falta com vocês tanto tempo.

site: http://www.mundodoslivros.com/2015/09/resenha-especial-capitaes-de-areia-por.html
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29/09/2015

Nesse romance lúcido, arrebatador e envolvente Jorge Amado nos leva ao cais da Bahia e faz com que adentremos na vida dos Capitães da Areia.
O livro nos mostra como a vida de crianças abandonadas pode ser impiedosa e o que ter esse tipo de destino cruel pode levá-las a fazer.

Sem o afeto e a proteção de um pai ou uma mãe, as dezenas de crianças com idades entre oito e dezesseis anos abrigam-se num velho trapiche no cais da Bahia. Dentre esses meninos, podemos destacar: o líder e valente capitão do grupo, Pedro Bala; Professor, o único inteiramente letrado e que está sempre contando histórias para os meninos; Sem-Pernas, menino coxo que usa sua deficiência como artimanha para se infiltrar na casa de pessoas ricas e logo em seguida, assaltar essas residências com seu grupo; Pirulito é aquele que reza todas as noites para purgar seus pecados; Volta-Seca, afilhado de Lampião, nutre grande ódio das autoridades e sonha em se tornar cangaceiro e Gato e Boa-Vida que são vistos como os malandros dos Capitães da Areia.

Ao mesmo tempo em que praticam furtos para conseguirem algo para comer, essas crianças evitam ao máximo serem pegas e levadas ao reformatório. Local onde os menores que roubam são espancados e torturados ao invés de serem reabilitados.

Vivendo na ralé, esses meninos se veem obrigados a encarar a vida como homens adultos, tendo que lidar, desde muito novos, com a fome e a miséria, não conhecendo uma infância isenta de vícios, responsabilidades e preocupações.
Por esse motivo, os poucos momentos em que os Capitães da Areia vivenciam sua infância, como a ida a um carrossel montado na cidade, são tidos por eles como experiências únicas e prazerosas. Fazendo com que, por mais injusta que a vida tenha sido com eles, esses jovens ainda possam sentir que são crianças.

Nesse enredo que se passa na década de 30, Jorge Amado em meio a sua narrativa sutil encantadora, repleta de críticas sociais, nos mostra os lados bons e ruins da Bahia. Dessa maneira, expondo uma realidade que após ter sido narrada há mais de setenta anos, está presente nos dias de hoje não só na Bahia, mas em todo o Brasil.
Diana.Rodrigues 09/01/2016minha estante
Sem tirar, nem por uma vírgula.




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