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Capitães da Areia

Jorge Amado
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Adriano Assis 22/10/2014

Infâncias roubadas
Um grupo de crianças conhecidos como Capitães de Areia toma a cidade de Salvador de roubos e furtos.
Lançado na década de 30 mostra mostra o abandono das crianças carentes no Brasil do estado novo. Um livro atual, já que o abandono e tratamento para com as crianças abandonadas não mudou nada de lá para cá.

site: http://adrianoassiscosta.blogspot.com.br/
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Flávia 11/10/2014

Pedro Bala, Volta Seca, Professor, Gato, Sem-Pernas, João Grande, Querido-de-Deus, Pirulito, Dora, caboclo Raimundo são alguns dos personagens que encontramos nesse incrível livro escrito por Jorge Amado, publicado em 1937.

Naquela época, ou nos anos 1930, o Brasil vivia uma luta de classes marcada pela ascensão ao poder de Getúlio Vargas, buscando a mudança social e isso se refletia também na literatura com muita profundidade com o objetivo de promover mudanças.

O livro Capitães da Areia narra a história de um grupo de meninos de rua que viviam num armazém abandonado perto da praia, denominado trapiche, um lugar que eles chamavam de "lar" e lá criaram suas próprias regras e procuravam viver como uma "família", com lealdade, mas principalmente exercendo a liberdade, apesar das circunstâncias. Eles foram abandonados pela família e marginalizados pela sociedade e aterrorizavam a cidade de Salvador, sendo que somente o padre José Pedro conseguia aproximar-se deles. Naquele momento, Salvador estava sendo acometida por uma epidemia de varíola e a doença acabou matando um dos meninos.

O livro é divido em 3 partes: Sob a lua, um velho trapiche abandonado; Noite da Grande Paz, da Grande Paz dos seus Olhos; Canção da Bahia, Canção da Liberdade, narrando histórias dos principais integrantes desse grupo, que era enorme, aproximadamente 100 meninos. A polícia os perseguia, como se estivessem perseguindo verdadeiros bandidos para levarem-nos para reformatórios, que na maioria das vezes ofereciam condições sub-humanas além de muitas crueldades.

Podemos deduzir, com esses relatos, que os meninos passaram por situações muito difíceis, por viverem perambulando pelas ruas e num determinado momento envolvem-se com um carrossel mambembe que chegou à cidade e alguns deles começaram a exercer o direito de serem crianças apesar das condições duras de sua realidade.

Contudo, o livro também narra uma história de amor nascida nesse ambiente, entre Dora, que se torna a nova capitã-da-areia e o líder Pedro Bala, mas não foi tão simples e nem tão belo assim.

Por fim, a história mostra como o grupo vai se desintegrando com mortes, mudança de "endereço" e acontecimentos surpreendentes.

Leiam Capitães da Areia. O livro que marca a primeira fase na escrita de Jorge Amado com uma visível preocupação social, com críticas ao clero, a burguesia, também aborda o Comunismo e perceba que do ponto de vista político e social, o Brasil não mudou em nada seu tratamento aos pobres e desvalidos, aqueles que não tem suas dores e seus medos escutados e por isso vivem à margem da sociedade.
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Nara Francini 11/10/2014

Ainda atual
Apesar de ter sido publicado em 1937 o livro continua atual tratando de um assunto crônico nas grandes cidades. A linguagem é super simples a ponto de conseguir ler em menos de uma semana. A descrição dos personagens é suficiente para você poder poder imaginar esses meninos na vida real.
Um dos vários aspectos legais desses livro é que ao mesmo tempo que fala dos capitães como se fosse um dos meninos, o autor também mostra como as pessoas de fora veem essas crianças através de reportagens de jornais e alguns personagens. Além disso, trás a evolução dos meninos pela adolescência e também mescla alguns acontecimentos históricos com a história como o surto de varíola.
Leitura fundamental!!
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Deh Rangel 28/09/2014

Jorge Amado, muito amado
"A liberdade é como o sol: o bem maior do mundo."

Absolutamente (e ao mesmo tempo infelizmente) maravilhoso!
Pequenas mudanças nas expressões utilizadas por Jorge Amado transformariam essa obra de 1937 numa história bem realística sobre meninos de rua de 2014. Dando um celular na mão desses meninos e incluindo um ou outro crime mais sério, temos uma matéria do jornal desse domingo. É nessa atualidade que está a maravilhosa tristeza desse livro.

Pouco ou nada mudou desde o lançamento dessa obra. O descaso das autoridades em relação às crianças que vivem nas ruas, os preconceitos em torno delas e o esquecimento de que elas têm necessidades, tais como amor e carinho, como qualquer outra criança estão ainda fortemente presentes. E não é aí que para a surpreendentemente incômoda semelhança com a atualidade. Nesse livro, Jorge Amado também mostra como a Igreja era (é) utilizada para amedrontar as pessoas, condenando e ameaçando os homossexuais, por exemplo. Fala ainda da eterna luta do homem pela liberdade de se expressar e exigir seus direitos.

Nesse contexto vivem os meninos de Capitães da Areia, que o autor faz questão de nos lembrar o tempo todo que se tratam de crianças, uma vez que suas atitudes, tomadas pelas circunstâncias em que vivem, lembram as de adultos. Eu mesma precisei dessas constantes lembranças.

De modo tocante e emocionante, o leitor fica preso do começo ao fim à expectativa do destino de cada personagem, destino esse que, como em toda boa obra dramática, não é sempre feliz.
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Jeff 26/09/2014

Ótimo livro
O melhor livro nacional que tinha lido até então era O Triste fim de Policarpo Quaresma(recomendo), pela entrega e a loucura dele personagem pelo país.
Então comecei a ler Capitães da Areia, fiquei impressionado com a história já no 3° capitulo, conforme o autor vai nos mostrando os meninos: Pedro Bala, Pirulito, Volta Seca, Gato, Sem-Pernas, João Grande, Boa-Vida e Professor
Não tem como não ficar fissurado nessa história, me pergunto como uma história tão simples pode ser tão genial, Jorge Amado nos descreve com uma simplicidade e em vários momentos inocência a dura vida que eles tem no Trapiche.
Esse livro nos mostra muita coisa,lealdade que um tem pará com o outro, amizade e a dura realidade do nosso país.
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