Capitães da Areia

Capitães da Areia
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Resenhas - Capitães da Areia


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Amanda 19/03/2015

Capitães da Areia
O livro que se trata da historia de vários garotos de rua que fugiram de um orfanato para moram em um trapiche e roubar pra sobreviver , e em troca ter liberdade, garotos tristes que tiveram uma historia trágica antes de ir parar na rua , mais também conta momentos felizes dos garotos e uma bela historia de amor entre Pedro bala e Dora. O livro relata a historia da sociedade naquela época e que acontece ate hoje, crianças que vivem na rua por falta de assistência e cuidados básicos.
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Jamille Santos 18/02/2015

Capitães de Areia.
Eu nunca tinha lido Jorge Amado. Nunca tinha tido vontade, mas para o desafio decidir escolher "Capitães de areia" e eu amei. A escrita de Jorge é leve e simples algo que adoro em um escritor. Capitães da Areia trata da problemática do menor abandonado e das suas consequências: a violência, a criminalidade, a discriminação e a prostituição. A narrativa inicia-se com uma sequência de Cartas à Redação do Jornal da Tarde - Carta do Secretário do Chefe de Polícia; Carta do doutor Juiz de Menores; Carta de uma Mãe Costureira; Carta do Padre José Pedro; Carta do Diretor do Reformatório - a fim de debater as questões referentes a crianças que viviam do furto e infestavam a cidade.
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Ana 18/02/2015

O romance Capitães da Areia pertence à 2ª fase do Modernismo, cuja narrativa é fortemente vinculado às transformações políticas, sociais e econômicas do período. Foi a primeira vez, na literatura brasileira, que um autor denunciou de forma tão explícita o problema dos menores infratores que desafiavam a sociedade da época. O título de romance, se deve ao fato de minimizar os 'defeitos' dos garotos e dar destaque aos 'defeitos' da sociedade.
A obra trata da, também atual, problemática do menor abandonado e das suas consequências: a violência, criminalidade e discriminação. Consequências essas, já fixadas na rotina. São mais de 50 garotos vivendo em trapiche abandonado, roubando para conseguir sobreviver.
Dentre os personagens principais temos: Pedro Bala, o líder do grupo, passou a ser como um pai para os meninos, pois se tornou um grande exemplo; Professor, era o único que sabia ler e, com isso contava histórias repletas de aventuras, trazia para a realidade daquelas garotos uma felicidade que só a literatura poderia proporcionar; Gato era um verdadeiro malandro, aproveitava da sua esperteza pra se dar bem na vida; Pirulito, um garoto bom que acreditava na fé e na igreja, sonhava em um dia ser padre; e Sem-Pernas, o ódio em pessoa, para conseguir roubar aproveitava-se de sua perna coxa para sensibilizar as vítimas.
Durante toda a história são mostrados os planos, as dificuldades. Vemos também como o abandono e carência uniu esses meninos, vemos grandes amizades, daquelas que se arriscariam para defender seu "irmão de rua".


Capitães da Areia apesar de ter sido publicado em 1937, pode ser considerado um livro atemporal, afinal de contas, relata uma história que continuam marcadas nas páginas de jornais e canais de televisão. O autor Jorge Amado foi duramente criticado, mas conseguiu criar personagens fortes, capazes alertar a sociedade para um problema tão cotidiano.
Esses personagens são vítimas? São heróis? Ou apenas menores abandonados, sofrendo por conta de um sistema político e econômico que precisa, urgentemente, de mudanças?

site: http://bibliotecacolorida.blogspot.com.br/
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Leticia.Santos 17/02/2015

Capitães da Areia, Transparência e Realidade
O romance escrito por Jorge Amado conta a história de um grupo de garotos que vivem em um trapiche em Salvador -BA. As emoções vividas e a falta de idealização mostradas pelo autor enfatiza o lado realista, sem enfeites ou heroísmos daqueles meninos, que não tiveram direito a inocência, e os cuidados de uma família amorosa. Escrito com alma, ao final do livro Jorge Amado conta, que dormiu diversas noites no trapiche descrito para transmitir a sensação que seus personagens tinham a cada noite. As partes que constituem o livro, é uma maneira de mostrar o crescimento de cada um dos personagens. O surgimento da personagem Dora, cujos pais morreram com a doença da época, transmitia toda a necessidade de cuidados que cada um dos meninos tinham, sendo que a maioria deles a via como uma mãe. Ao fim do livro, cada personagem teve um desfecho esperado, mas sem deixar de comover os leitores, que assim como eu, se envolveram nas emoções confusas de Sem-Pernas ao conhecer uma família, do revolucionarismo de Pedro-Bala, dos sonhos de muitos deles, como o de Volta-Seca e o de Professor. Munido de uma linguagem popular e sem medo de expor os preconceitos com relação a muitos acontecimentos da época, o livro é um marco da literatura brasileira
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Mercelene 15/02/2015

O Primeiro Jorge Amado, a gente nunca esquece...
Foi um livro que li no colégio e nunca esqueci! Depois dele, Jorge Amado virou uma obrigação na minha leitura. Muito bom!
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Rúbia 07/02/2015

Ladrões ou frutos de uma sociedade excludente?
Capitães da Areia, do Jorge Amado foi minha primeira leitura de 2015, era um livro que queria ler já há algum tempo e não me decepcionou.
A linguagem do Jorge Amado é muito fluida, você lê 50 páginas em uma sentada, a história é muito envolvente.

É uma história romanceada, mas o fato é real. Os capitães da areia eram crianças abandonadas (seja órfãos ou frutos de famílias mal estruturadas), que acabaram se encontrando e formando o grupo “os capitães da areia”, era aproximadamente 100 crianças, sendo que 40 delas moravam num trapiche na beira do mar.
Conta a história que Jorge Amado passou semanas dormindo junto com esses meninos para contar sua história.

“Vestidos de farrapos, sujos, esfomeados, agressivos, soltando palavrões e fumando pontas de cigarro, eram em verdade, os donos da cidade, os que a conheciam totalmente”

Os capitães da areia tem entre 9 e 16 anos e ler o que essas “crianças” faziam para sobreviver, é muito triste.
Eles sobrevivem roubando, furtando, dentre outros tipos de golpes.
E ai você entra num questionamento, eles são mero ladrões ou frutos de uma sociedade excludente?

O que eles podiam fazer da vida? O leitor poderia dizer que eles deveriam ir para orfanatos ou reformatórios, mas, Jorge Amado faz questão de nos mostrar também como era essa realidade: lugares horríveis, em que não havia comida suficiente, recebendo castigos corporais severos, assim preferiam estar nas ruas.
São vários personagens e é muito interessante como o autor consegue mostrar a realidade de todos eles e como cada um tem a sua forma de expressar o que sentia, assim como seus desfechos: alguns muito felizes, outros muito trágicos.

“Todos procuravam um carinho, qualquer coisa fora daquela vida, o Professor naqueles livros que ele lia a noite toda, o Gato na cama de uma mulher da vida que lhe dava dinheiro, o Pirulito na oração que o transfigurava, Brandão e Almiro no amor na areia do cais, o Sem Pernas sentia que uma angustia o consumia e não conseguia dormir”.

Vai falar sobre outros nichos de pobreza na Bahia, nas docas e nos morros e como eles sobreviviam.

O que mais me espantou é saber que foi baseado em historia real e que crianças de nove anos fumam, bebem, estupram e roubam para sobreviver... Mas pra sobreviver? Será que era necessária tanta violência? Pra onde caminha essa sociedade?
Foi um livro muito bacana, gostei demais e quero ler mais Jorge Amado.


site: http://meumundodeleituras.blogspot.com.br/
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Ana 25/01/2015

A Fuvest gosta. Nós também.
Pela primeira vez decidi abandonar minha convicção de não escrever resenhas sobre livros de vestibulares, e incentivar todos a lerem Capitães da Areia. Não porque a FUVEST demanda, mas por interesse próprio.
Nada contra livros de vestibular, também - Apesar de serem muitas vezes chatos e entediantes, reconheço que todos são importantes e significativos (é...). Mas Capitães da Areia ultrapassa esse grupo: ele realmente entretém o leitor, o prende à sua narrativa e o diverte durante todo o livro. Seus personagens são cativantes, e sua mensagem principal não tem dificuldade em sair das páginas e ir direto à alma do leitor (e de lá, ao teste da Fuvs, claro).
Capitães da Areia é, inclusive, um alívio para os estudantes, que após muito do ego de Almeida Garret, se deparam com uma leitura simples, cativante, quase como um oasis no deserto do desinteresse e tédio.
E se Jorge Amado não é o queridinho de muitos, você com certeza é o queridinho dele, já que o escritor tão generosamente nos presenteia com um final não-tão trágico, como geralmente têm seus companheiros de lista.

O fato é que Capitães é um livro bom com ou sem a aprovação da Fuvest. Ou seja, tanto os estudantes de agora, quanto os que já não se preocupam mais com o vestibular, devem lê-lo. Afinal, quem, depois de ler Capitães, não sentiu uma vontade enorme de explorar sua cidade natal? Guiar um amigo por um atalho pouco conhecido e sentir-se como Pedro Bala - conhecendo a cidade como a palma de sua mão?
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Lua 16/01/2015

Capitães da Areia
Um rasgo de deslumbre, em uma realidade sombria.

site: https://www.youtube.com/watch?v=F4dCXkIwHNU
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TheChicoBiel 17/12/2014

Ótima leitura
Este é um livro realmente maravilhoso, mostrando uma realidade verdadeira e crua. Você se sente envolvido com a vida de cada uma das personagens. Acompanhei as "aventuras" dessas crianças com um desejo de 'tomara que não aconteça nada de ruim com elas'. Ótimas descrições de cenas do Jorge Amado, apesar de ter uma pequena parte onde eu me senti obrigado a ler por que estava ficando monótono, isso até a chegada de Dora, que realmente foi uma surpresa. Mas em geral, digo que o livro é demais, ótima leitura para qualquer brasileiro interessado em literatura.
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Marcola 15/12/2014

Um poquinho de nós em cada capitão.
Este é o quarto livro que leio de Jorge Amado. E cada vez mais compreendo o motivo da sua fama, que extrapola as fronteiras da Bahia e do Brasil. Jorge Amado tem o incrível poder de humanizar os personagens que são mal vistos na sociedade. Fazendo com que eu me apegue a personagens com princípios e estilo de vida tão diferentes dos meus. Com certeza eu olharia com raiva, ódio ou remorso qualquer um dos Capitães da Areia se eles comigo convivessem. Mas por conhecer o outro lado desta vida sofrida de menino de rua hoje tenho uma visão diferente. Por isso posso dizer com toda vontade que este livro mudou minha vida.
Depois de ter conhecido "Ilhéus" na época áurea do cacau, o Pelourinho e toda vida noturna de Salvador, conhecei a parte mais obscura da Bahia e todo o sofrimento dos pobres.
Sempre que resenho e avalio um livro analiso os seus personagens. "Capitães da Areia" tem muitos personagens maravilhosos. Gato com suas peripécias amorosas e seu jeito malandro de andar e agir. Vida Seca e seu fascínio por Lampião e seus comparsas. O ódio imenso de Sem Pernas com o mundo que sempre lhe negou um carinho apenas por ser deficiente e pobre. A vida divida entre a Igreja e os furtos de Pirulito.
Os que mais me tocaram foram os principais, Dora com seu jeito de mãe em corpo de menina, conseguiu conquistar todos as crianças com seu carisma, e deixou uma marca profunda no coração de Pedro Bala, líder do grupo que mesmo sem estudo soube liderar um bando de moleques, e que batalhou até o fim pelo bem de seus companheiros. E por último Professor um menino simples mas de grande inteligência mas que nunca teve uma oportunidade na vida. Cada um desses capitães mostra um pouquinho de nós brasileiros, que sabemos rir e batalhar na dificuldade cada vez maior que é morar em nosso país.
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AmadosLivros 22/11/2014

Resenha no blog Amados Livros
Não deixe de conferir nossa opinião sobre este livro no nosso blog! E lá também tem muitos outros livros legais! Dê uma passadinha lá! ;D
Link no final da postagem! ;]

site: http://amadoslivros.blogspot.com.br/2012/11/capitaes-da-areia.html
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Letícia 18/11/2014

Análise do livro Capitães de Areia, por Letícia Vieira
Análise postada como Colaboradora do blog Diário dos Treze! ;)

site: http://diariodostreze.blogspot.com.br/2014/11/livro-analise-do-livro-capitaes-da.html
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Math 07/05/2012minha estante
Tem um SPOILER na sua "resenha"!




Laris 07/11/2014

Capitães de Areia (Dom Quixote, 2013, 272 páginas) de Jorge Amado é um romance que foi escrito em 1937, o que para falar a verdade, não faz a menor diferença: é um livro que, infelizmente, é completamente atual.

O livro conta a história meninos com idade entre nove e dezesseis anos, habitantes das ruínas de um velho armazém no cais do porto e que sobrevivem realizando assaltos pela cidade de Salvador. Ao longo das páginas o autor nos apresenta seus personagens: Pedro Bala, um menino de quinze anos líder do grupo, responsável pela proteção dos garotos e sem dúvida muito esperto em planejar os assaltos; um professor chamado João José que lê para os garotos analfabetos e muito amigo de Pedro Bala, sendo muitas vezes um conselheiro sábio para Pedro Bala; Gato, um garoto malandro que consegue realizar suas proezas; Sem-pernas, o garoto manco que usa sua deficiência e aparente problema para encontrar suas "soluções" servindo-se de espião e se fingindo órfão desamparado; João Grande, conhecido por todos como o 'forte e corajoso'; Querido-de-Deus, um capoeirista sem igual, Pirulito, Dora, Zé Fuinha e alguns outros.

Um fato importante no livro é quando surge uma doença chamada Alastrim, que se espalha pela Bahia matando muita gente pobre, porque os ricos tomaram a vacina e se livraram. Alguns capitães da areia morrem e o destino faz com que Dora e Zé Fuinha se juntem ao bando, porque a mãe deles morrera da doença e os dois irmãos que já não tinha mais pai também saíram à procura de emprego, mas sem sucesso, ninguém queria dar emprego para crianças que tiveram contato com alguém contaminado com o Alastrim. Um dia, João Grande e Professor acham os dois e os leva para o trapiche, o que causa um grande escândalo, pois só viviam garotos lá e de repente, chega Dora, que é aceita depois de muita conversa.

Os garotos vão crescendo e Jorge Amado vai desenrolando o que vai acontecendo com cada um, o destino separado de todos, alguns previsíveis, outros não. Cada menino tinha um desejo forte quando criança e ao final descobrimos as realizações e deslizes do futuro. Como disse no início esse é um livro que apesar de datar o ano de 1937 tem uma temática totalmente atual. Portanto, não tentemos fugir dos nossos problemas, não tentemos achar que tudo é belo, e que os assuntos abordados nessa obra não passam de mera ficção, porque acredite, todos sabemos que isso é real. Há menores abandonados, chamados de "Capitães da Areia", não só na Salvador dos anos 30 da obra de Jorge Amado, mas em todos os lugares. E não podemos fechar os olhos, é preciso discutir assuntos como esse, buscar soluções, mas primeiro é preciso tentar entendê-los, e Capitães da Areia é um ótimo começo.
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