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Capitães da Areia

Jorge Amado
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Nelson 20/04/2014

SIMPLES PARDAIS, IMERSOS NUMA LIBERDADE CLANDESTINA.
A facilidade com que Jorge Amado me transportou para o mundo dos Capitães da Areia é incrível, a cidade de Salvador dos anos 30 subitamente apareceu ao meu redor.

Inicialmente nota-se que esta comunidade de crianças de rua é bem peculiar: garotos brancos, mestiços, negros... Eles convivem juntos e por vezes partilham dos ganhos obtidos com os furtos – peculiar pois a segregação racial naqueles tempos era intensa. Mesmo tendo diferenças (físicas, culturais...), estas crianças são ligadas pela miséria e pela falta de carinho e amor em laços de companheirismo, afinal, na miséria as pessoas não podem se dar a um "luxo" como o preconceito.

Foram ensinados pelas ruas, mas resquícios de inocência ainda estão presentes no coração desses garotos, pode se perceber isso quando estavam fascinados pelas luzes e a música do velho e desgastado carrossel de Nhozinho França.

A história é muito rica, envolvente – e bem dinâmica principalmente para quem já tem o costume de ler bastante – e a crítica social presente na obra pode ser responsável por várias reflexões sobre as crianças de rua e a desigualdade social – sendo esta, a principal dificuldade que o Brasil enfrenta para tornar-se um país do norte geoeconômico.

Por último, vale ressaltar o “ingrediente” mais encantador desta deliciosa receita: os personagens, ao longo da história conhecemos suas pequenas ambições e expectativas para um futuro incerto, ao lado deles, sofremos os horrores do mundo. Os Capitães da Areia são – em sua grande maioria – personagens complexos e carismáticos, com ênfase em Pedro Bala, Sem-Pernas e Dora.

Os Capitães da Areia são como pardais, pássaros sujos e repudiados, mas donos da maior e mais lírica liberdade: a liberdade clandestina.

“MESMO PORQUE A CULPA NÃO ERA DELES, A CULPA ERA DA VIDA”.
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Camila 19/04/2014

Capitães da Areia
Quando estava na sétima série, no ano de 2008, comecei a ler esse livro e abandonei. Creio que o motivo do abandono era porque eu era muito imatura e detestava ler. Hoje, me arrependo muito de não ter criado gosto pela leitura a mais tempo. Voltando ao livro... Esse ano (2012) comecei a lê-lo novamente, porque a professora de Literatura exigiu a leitura para a prova. Percebi que a estória é boa, a leitura flui de uma maneira gostosa, os personagens vão te conquistando e, sem perceber, você está envolvida na estória. "Capitães da Areia" é um livro que, apesar de ter sido publicado em 1937, trata de um assunto atual e deveria ser lido por todos, recomendo.
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Nelson 18/04/2014

Simples pardais, imersos numa bela liberdade clandestina.
Uma resenha de, Capitães da Areia (AMADO, Jorge) –
(Cuidado, spoilers).

Capitães da Areia, resumidamente, é um romance fantástico que nos mostra a dolorosa vida de um grupo de meninos oprimidos pela alta sociedade e forçados a entrar no crime organizado.

Primeiramente, é possível notar que apesar de serem tão diferentes (em cor, religião, costumes...) os Capitães da Areia são unidos pela miséria num sentimento de companheirismo.

Apesar de parecerem homens, são apenas crianças cuja infância lhes fora negada (ao invés de serem ajudados pela sociedade, ela os odeia e repudia).

Tudo que estas crianças desejam é carinho, um abraço de pai ou um beijo de mãe, mas mesmo assim é difícil para os Capitães da Areia se desvencilharem do crime (como percebemos na relação entre Ester e Sem-Pernas). Ao longo do livro, Jorge nos faz ter uma imensidão de sentimentos pelos atos e comportamentos dos meninos de rua: nos indignamos com as maldades da sociedade contra eles, nos surpreendemos com seus atos arruaceiros e nos entristecemos ao vermos algum deles partir.

Porém, tudo muda quando nos é apresentada Dora e seu irmão Zé Fuinha. Os dois se tornaram órfãos recentemente e já começam a sentir as dores de uma vida sem pai ou mãe, soltos na rua, ao frio e ao relento.

Primeiramente ela é recebida pelos Capitães da Areia como um irresistível pedaço de carne (essa reação deles pode ser considerada um contraste com a que tivemos no episódio do carrossel de Nhozinho França – extrema “esperteza” em contraste com pura ingenuidade), mas o sentimento dos Capitães da Areia logo muda... Ela não é mais uma tentação carnal, mas sim uma mãe, uma irmã e uma noiva e esposa (no caso de Pedro Bala).

Dora é um personagem feminino forte e que se impõe numa sociedade machista, sua bondade e carisma são dignos de nota.

Ao fim, depois de perdas dolorosas, muitos dos Capitães da Areia conseguem mudar seus destinos ou conseguiram realizar o que queriam:

Professor tornou-se pintor de sucesso, Pirulito tornou-se frade, Boa-Vida conseguiu tornar-se um legítimo malandro, João Grande virou Marinheiro e Gato provavelmente enriqueceu. Dora e Sem-Pernas sempre serão lembrados pelos Capitães da Areia, que com a ajuda de Pedro Bala e João de Adão ingressaram na luta política contra as desigualdades sociais.

Pedro Bala, Volta-Seca, Sem-Pernas, o Gato, Professor, Pirulito, Boa-Vida, João Grande e Dora são personagens carismáticos e complexos que permanecerão sempre no meu imaginário.

"MESMO PORQUE ELES NÃO TINHAM CULPA, A CULPA ERA DA VIDA".
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Aline 16/04/2014


"A alegria daquela liberdade era pouca para a desgraça daquela vida"
Capitães da Areia é um romance de Jorge Amado que foi escrito em 1937, o que para falar a verdade, para mim, não faz a menor diferença: é um livro que (infelizmente) é completamente atual, e creio que assim será por vários anos... ou até mesmo sempre.

Trata-se de um livro onde Jorge Amado, um escritor baiano, autor também de "Dona Flor e Seus Dois Maridos", escreve a incrível e emocionante história de meninos que vivem como homens, roubando para viver, não tem mãe, pai, carinho, nada, crianças baianas, crianças brasileiras.

Ao ler o livro, tive uma dificuldade em associar a idade dos personagens com a vida dos mesmos, afinal quem imagina que crianças de cinco anos, como Pedro Bala a idade em que saiu pelas ruas da Bahia, fique abandonada, sem ninguém, sendo enxotada por todos os cantos? Eu prefiro não me conformar com essas imagens, como a maioria já parece ter feito.

Nesse romance que mais parece um retrato muito mais que fiel e detalhado do Brasil atual, é narrado a história de personagens:

Pedro Bala já citado, que era filho de um grevista, que morreu lutando pelo direito dos trabalhadores durante uma greve, com um covarde tiro, quando Pedro tinha cinco anos, o menino saiu pelas ruas, e depois, ao brigar com um do líder dos Capitães da Areia, luta a qual ganhou uma cicatriz no rosto, ganha também a liderança do grupo.

Vida Seca um menino do sertão apadrinhado por Lampião, sim o Virgulino Ferreira da Silva, um garoto que vinha com sua mãe, uma mulher valente, porém que morre na viagem para Bahia, deixando seu filho seguir a viagem sozinho, Vida Seca, em quase todo o livro é descrito como um menino com um semblante sombrio, assim como seu padrinho odiava a policia, e ao se juntar enfim aos cangaceiros se mostra mesmo jovem, ao 16 anos, uma pessoa cruel, sempre com seus olhos sombrios.

Sem Pernas, um pobre garoto coxo, com raiva do mundo, alias um dos personagens mais marcantes do livro. Este garoto tinha ódio de tudo e de todos, ele era o responsável por investigar a casa que seria alvo do furto dos Capitães, Sem Pernas chegava na frente casa, aonde contava sua história: um menino coxo, que não tinha família, mas que não queria viver roubando, queria um emprego. E conseguia, por piedade, as donas das casas o deixavam ficar, porém depois o olhavam com desprezo, arrependimento de tê-lo dado emprego e moradia, por isso, logo que sabia aonde se encontravam os pertences de valores, para contar ao Capitães, Sem Pernas fugia da casa com uma felicidade, uma alegria por se sentir vingado. Porém, ao executar este plano, o pobre garoto não encontrou uma mulher com uma falsa piedade, o ajudando por se sentir obrigada, encontrou Dona Ester, que o abrigou como um filho, um filho que ela havia perdido, com o nome de Augusto, o mesmo que o menino abandonada disse se chamar. Nesta parte do livro, uma das melhores na minha opinião, Sem Pernas entra em um dilema, ele enfim havia encontrado o amor e carinho de que tanto queria, e precisava, como toda criança, mas ficar naquela enorme casa, seria trair os Capitães, a narrativa desta parte é muito emocionante - porém o desfecho terá que ser lidos por vocês.

Professor, um garoto que buscava refugio e era apaixonada por livros, lia para todos no Trapiche, onde esses garotos, mais de cem, viviam abrigados, este garoto, mesmo sem ter frequentado muito a escola, quase nada alias, sabia desenhar, e assim ganhava alguns trocados pelas ruas. Quando se torna mais velho, é o Professor que antes de maravilhas o país, o aterroriza com a realidade da vida dos abandonados.

Gato, um jovem elegante, vigarista, um malandro baiano, que vivem enrolando os outros, amiga-se com uma prostituta, a Dalva, e vai vivendo como os outros, de roubos e extorquindo dinheiro da "sua mulher".

Dora, a única garota que entrou para o grupo, ela é um figura muito importante, pelo menos na minha (humilde opinião de leitora de - quase - 17 anos, e com muitas páginas ainda a percorrer), ao chegar ao Trapiche todos a olham com desejo, apesar de muito novos, ainda criança, como já disse, eram como homens, ladrões, tendo uma vida miserável, nunca foram crianças. Dora, como ela não tinha mais ninguém quando chegou ao Trapiche com seus dois pequenos irmãos, perderam a mãe, não tinham mais ninguém. Porém todos percebem: ela é só uma menina, e tudo começa a mudar, os olhares de homens, mostram-se olhares de crianças, que a viam como mãe, irmã, que nunca tiveram.

Enfim este livro é muito mais que recomendado, cabe a todos lerem e descobrirem o final da historia, e como cada criança seguiu a vida.
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Weslley 15/04/2014

Capitaes de areia
Capitães de areia conta uma historia de meninos que vivia na rua eles moravam em uma trapiche, e juntos eles faziam o terror da cidade roubando as pessoas fazendo traquinagem.Mas eles só queriam ser felizes e viver como as outras pessoas como uma família,mas era muito difícil e por isso eles viviam na rua mas eles se ajudavam muito,como se fosse uma família.Eles eram meninos que roubavam, trapaceavam mentiam, mas eles faziam isso para sobreviver e tinha um coração bom.
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