Capitães da Areia

Jorge Amado



Resenhas - Capitães da Areia


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AmadosLivros 22/11/2014

Resenha no blog Amados Livros
Não deixe de conferir nossa opinião sobre este livro no nosso blog! E lá também tem muitos outros livros legais! Dê uma passadinha lá! ;D
Link no final da postagem! ;]

site: http://amadoslivros.blogspot.com.br/2012/11/capitaes-da-areia.html
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Letícia 18/11/2014

Análise do livro Capitães de Areia, por Letícia Vieira
Análise postada como Colaboradora do blog Diário dos Treze! ;)

site: http://diariodostreze.blogspot.com.br/2014/11/livro-analise-do-livro-capitaes-da.html
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Math 07/05/2012minha estante
Tem um SPOILER na sua "resenha"!




Laris 07/11/2014

Capitães de Areia (Dom Quixote, 2013, 272 páginas) de Jorge Amado é um romance que foi escrito em 1937, o que para falar a verdade, não faz a menor diferença: é um livro que, infelizmente, é completamente atual.

O livro conta a história meninos com idade entre nove e dezesseis anos, habitantes das ruínas de um velho armazém no cais do porto e que sobrevivem realizando assaltos pela cidade de Salvador. Ao longo das páginas o autor nos apresenta seus personagens: Pedro Bala, um menino de quinze anos líder do grupo, responsável pela proteção dos garotos e sem dúvida muito esperto em planejar os assaltos; um professor chamado João José que lê para os garotos analfabetos e muito amigo de Pedro Bala, sendo muitas vezes um conselheiro sábio para Pedro Bala; Gato, um garoto malandro que consegue realizar suas proezas; Sem-pernas, o garoto manco que usa sua deficiência e aparente problema para encontrar suas "soluções" servindo-se de espião e se fingindo órfão desamparado; João Grande, conhecido por todos como o 'forte e corajoso'; Querido-de-Deus, um capoeirista sem igual, Pirulito, Dora, Zé Fuinha e alguns outros.

Um fato importante no livro é quando surge uma doença chamada Alastrim, que se espalha pela Bahia matando muita gente pobre, porque os ricos tomaram a vacina e se livraram. Alguns capitães da areia morrem e o destino faz com que Dora e Zé Fuinha se juntem ao bando, porque a mãe deles morrera da doença e os dois irmãos que já não tinha mais pai também saíram à procura de emprego, mas sem sucesso, ninguém queria dar emprego para crianças que tiveram contato com alguém contaminado com o Alastrim. Um dia, João Grande e Professor acham os dois e os leva para o trapiche, o que causa um grande escândalo, pois só viviam garotos lá e de repente, chega Dora, que é aceita depois de muita conversa.

Os garotos vão crescendo e Jorge Amado vai desenrolando o que vai acontecendo com cada um, o destino separado de todos, alguns previsíveis, outros não. Cada menino tinha um desejo forte quando criança e ao final descobrimos as realizações e deslizes do futuro. Como disse no início esse é um livro que apesar de datar o ano de 1937 tem uma temática totalmente atual. Portanto, não tentemos fugir dos nossos problemas, não tentemos achar que tudo é belo, e que os assuntos abordados nessa obra não passam de mera ficção, porque acredite, todos sabemos que isso é real. Há menores abandonados, chamados de "Capitães da Areia", não só na Salvador dos anos 30 da obra de Jorge Amado, mas em todos os lugares. E não podemos fechar os olhos, é preciso discutir assuntos como esse, buscar soluções, mas primeiro é preciso tentar entendê-los, e Capitães da Areia é um ótimo começo.
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Marina E. 25/10/2014

Maravilhosamente real
Nunca pensei que um dia eu ia gostar de ler os clássicos da literatura, mas depois de ler O cortiço peguei gosto por esses maravilhosos livros.
Capitães de Areia me fez chorar em diversas partes,me fez refletir e também me colocar no lugar daqueles jovens. De certa forma essa obra me deixou apaixonada e agora é um dos meus bebês
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Adriano Assis 22/10/2014

Infâncias roubadas
Um grupo de crianças conhecidos como Capitães de Areia toma a cidade de Salvador de roubos e furtos.
Lançado na década de 30 mostra mostra o abandono das crianças carentes no Brasil do estado novo. Um livro atual, já que o abandono e tratamento para com as crianças abandonadas não mudou nada de lá para cá.

site: http://adrianoassiscosta.blogspot.com.br/
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Flávia 11/10/2014

Pedro Bala, Volta Seca, Professor, Gato, Sem-Pernas, João Grande, Querido-de-Deus, Pirulito, Dora, caboclo Raimundo são alguns dos personagens que encontramos nesse incrível livro escrito por Jorge Amado, publicado em 1937.

Naquela época, ou nos anos 1930, o Brasil vivia uma luta de classes marcada pela ascensão ao poder de Getúlio Vargas, buscando a mudança social e isso se refletia também na literatura com muita profundidade com o objetivo de promover mudanças.

O livro Capitães da Areia narra a história de um grupo de meninos de rua que viviam num armazém abandonado perto da praia, denominado trapiche, um lugar que eles chamavam de "lar" e lá criaram suas próprias regras e procuravam viver como uma "família", com lealdade, mas principalmente exercendo a liberdade, apesar das circunstâncias. Eles foram abandonados pela família e marginalizados pela sociedade e aterrorizavam a cidade de Salvador, sendo que somente o padre José Pedro conseguia aproximar-se deles. Naquele momento, Salvador estava sendo acometida por uma epidemia de varíola e a doença acabou matando um dos meninos.

O livro é divido em 3 partes: Sob a lua, um velho trapiche abandonado; Noite da Grande Paz, da Grande Paz dos seus Olhos; Canção da Bahia, Canção da Liberdade, narrando histórias dos principais integrantes desse grupo, que era enorme, aproximadamente 100 meninos. A polícia os perseguia, como se estivessem perseguindo verdadeiros bandidos para levarem-nos para reformatórios, que na maioria das vezes ofereciam condições sub-humanas além de muitas crueldades.

Podemos deduzir, com esses relatos, que os meninos passaram por situações muito difíceis, por viverem perambulando pelas ruas e num determinado momento envolvem-se com um carrossel mambembe que chegou à cidade e alguns deles começaram a exercer o direito de serem crianças apesar das condições duras de sua realidade.

Contudo, o livro também narra uma história de amor nascida nesse ambiente, entre Dora, que se torna a nova capitã-da-areia e o líder Pedro Bala, mas não foi tão simples e nem tão belo assim.

Por fim, a história mostra como o grupo vai se desintegrando com mortes, mudança de "endereço" e acontecimentos surpreendentes.

Leiam Capitães da Areia. O livro que marca a primeira fase na escrita de Jorge Amado com uma visível preocupação social, com críticas ao clero, a burguesia, também aborda o Comunismo e perceba que do ponto de vista político e social, o Brasil não mudou em nada seu tratamento aos pobres e desvalidos, aqueles que não tem suas dores e seus medos escutados e por isso vivem à margem da sociedade.
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Nara Francini 11/10/2014

Ainda atual
Apesar de ter sido publicado em 1937 o livro continua atual tratando de um assunto crônico nas grandes cidades. A linguagem é super simples a ponto de conseguir ler em menos de uma semana. A descrição dos personagens é suficiente para você poder poder imaginar esses meninos na vida real.
Um dos vários aspectos legais desses livro é que ao mesmo tempo que fala dos capitães como se fosse um dos meninos, o autor também mostra como as pessoas de fora veem essas crianças através de reportagens de jornais e alguns personagens. Além disso, trás a evolução dos meninos pela adolescência e também mescla alguns acontecimentos históricos com a história como o surto de varíola.
Leitura fundamental!!
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Deh Rangel 28/09/2014

Jorge Amado, muito amado
"A liberdade é como o sol: o bem maior do mundo."

Absolutamente (e ao mesmo tempo infelizmente) maravilhoso!
Pequenas mudanças nas expressões utilizadas por Jorge Amado transformariam essa obra de 1937 numa história bem realística sobre meninos de rua de 2014. Dando um celular na mão desses meninos e incluindo um ou outro crime mais sério, temos uma matéria do jornal desse domingo. É nessa atualidade que está a maravilhosa tristeza desse livro.

Pouco ou nada mudou desde o lançamento dessa obra. O descaso das autoridades em relação às crianças que vivem nas ruas, os preconceitos em torno delas e o esquecimento de que elas têm necessidades, tais como amor e carinho, como qualquer outra criança estão ainda fortemente presentes. E não é aí que para a surpreendentemente incômoda semelhança com a atualidade. Nesse livro, Jorge Amado também mostra como a Igreja era (é) utilizada para amedrontar as pessoas, condenando e ameaçando os homossexuais, por exemplo. Fala ainda da eterna luta do homem pela liberdade de se expressar e exigir seus direitos.

Nesse contexto vivem os meninos de Capitães da Areia, que o autor faz questão de nos lembrar o tempo todo que se tratam de crianças, uma vez que suas atitudes, tomadas pelas circunstâncias em que vivem, lembram as de adultos. Eu mesma precisei dessas constantes lembranças.

De modo tocante e emocionante, o leitor fica preso do começo ao fim à expectativa do destino de cada personagem, destino esse que, como em toda boa obra dramática, não é sempre feliz.
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Jeff 26/09/2014

Ótimo livro
O melhor livro nacional que tinha lido até então era O Triste fim de Policarpo Quaresma(recomendo), pela entrega e a loucura dele personagem pelo país.
Então comecei a ler Capitães da Areia, fiquei impressionado com a história já no 3° capitulo, conforme o autor vai nos mostrando os meninos: Pedro Bala, Pirulito, Volta Seca, Gato, Sem-Pernas, João Grande, Boa-Vida e Professor
Não tem como não ficar fissurado nessa história, me pergunto como uma história tão simples pode ser tão genial, Jorge Amado nos descreve com uma simplicidade e em vários momentos inocência a dura vida que eles tem no Trapiche.
Esse livro nos mostra muita coisa,lealdade que um tem pará com o outro, amizade e a dura realidade do nosso país.
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Jamile 16/09/2014

''Homem bom tem estrela no lugar do coração. E quando morre o coração fica no céu''
Crianças pecadoras mas que não sabiam o que era pecado.
Tiveram que aprender desde cedo a lutar pela sua própria comida, pela sua própria roupa, enfim pela sua própria sobrevivência.
Meninos de 13 a 15 anos mas que já conheciam os mistérios da vida e do amor como homens.
Sozinhos no mundo, cada um com sua triste história, sem o carinho de mãe e sem a proteção de um pai. Largados nas ruas da Bahia, se juntam ao grupo dos Capitães Da Areia que, sem um lar e sem comida ou dinheiro algum são obrigados a roubar pessoas e casa. A cidade inteira teme a esses pequenos ladrõezinhos.
Mas são espertos e sabem escapar das mãos dos policiais.
Vivemos e sentimos como membro de um dos Capitães Da Areia. É como se sentíssemos o ódio de Volta-Seca, é como se ouvíssemos o Professor contando histórias e é como se sentíssemos a vontade de liberdade de Pedro Bala
Uma história comovente, mas muito real e com o estilo bem brasileiro. Mesmo com o passar dos anos, sempre será uma obra atual.

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je_neves 16/09/2014

Da miséria a morte em liberdade.
Capitães da Areia, do escritor Jorge Amado, relata a triste história de um grupo de garotos de rua, cuja vida se resume em pequenos furtos, intrigas e amores, ao qual se submetem pela falta de oportunidades e preconceito que sofrem com relação à sociedade. A história traz uma realidade injusta, porém digna de grandes discussões, seja pelo desprezo ou pela falta de interesse de um povo, onde infelizmente o que importa é o "próprio nariz".
O livro conta a história de jovens órfãos que vivem em um casebre abandonado a beira mar, onde juntos tramam suas armações para ganhar a vida. Comandados por Pedro Bala, esses garotos não temem a polícia, muito menos os obstáculos a que devem se submeter> Seja na rua, ou em residências privadas, o medo é algo irrelevante.
Temos também como protagonistas um padre, um jovem devoto, um garoto manco de uma perna, um artista e um amante das noites e da luxúria, além de outros jovens que aparecem constantemente. Mas diante do meu conceito sobre o livro, a personagem cuja importância se torna mais relevante é Dora, que apesar de não aparecer desde o princípio, causa uma reviravolta interessante, pois com sua ingenuidade de garota pura, se torna uma mãe para os meninos e uma esposa para Pedro.
O fato de estarem tão sozinhos os deixou mais maduros, portanto brincar de correr, cantar ou dançar era quase um "TABU". Seus interesses eram outros. O sexo nas noites quentes de Salvador atraia não só os mais velhos, como também os mais novatos, talvez pela sensação de aconchego e calor humano, ou pela necessidade de um carinho, ao qual não se davam conta da importância.
A principal sensação que tenho ao ler a obra é que de fato, viver sozinho é impossível. Esses meninos sentiam a falta de uma família, sentiam a vontade de estar junto de um pai ou uma mãe, fazer deles um exemplo. O descaso social os levou a cometerem crimes, muitos deles de má índole, como por exemplo, o estupro, e não havia ninguém para repreendê-los.
O autor transmite bem a pobreza da época, assim como as consequentes dificuldades, mas o foco principal acaba sendo a solidão de um grupo abandonado pela cidade, e ao mesmo tempo acolhido por ela, afinal as ruas se tornaram um lar.
Naquele tempo, se expressar era algo impossível, a opinião pública era censurada, mesmo assim, Jorge conseguiu nos mostrar que muitas pessoas precisam de ajuda,principalmente as crianças, que apesar de maduras, ainda são ingênuas. A morte também é retratada no livro, mas não como algo ruim, e sim como algo libertador. Liberdade de estar longe da pobreza, da fome... da polícia. Ser livre para eles é poder pairar sobre a areia branca, é poder flutuar ao mar. Ser live é ser um capitão e lutar por um país digno e justo.
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Sofi 10/09/2014

Um livro maravilhoso e muito bem escrito.
Assim como algumas pessoas, eu tinha um certo preconceito com livros brasileiros. Mas isso mudou muito quando conheci os livros do Jorge Amado. Eu não acreditava, que um escritor brasileiro poderia ter uma escrita igual, ou melhor, do que um escritor estrangeiro. Jorge consegue colocar em seus livros a magia da realidade. Ele narra sua terra de uma forma maravilhosa e inspiradora. Nunca pensei, que fosse amar tanto um livro brasileiro.
Confesso que "Capitães da Areia" foi um pouco difícil de ler no começo. Principalmente por ter uma escrita mais antiga, diferente das escritas com que estou acostumada a ler.
Mas a cada página, fui me envolvendo com a história e com a perfeição que ela foi escrita. Os personagens são maravilhosos, o ambiente é muito bem narrado e faz com que o leitor entre profundamente no livro.
Uma história realmente impressionante, de tirar o folego e amolecer o coração.
Um livro maravilhoso e muito bem escrito. É isso que se pode encontrar em "Capitães da Areia".

site: http://formula-amor.blogspot.com.br/2014/08/resenha-capitaes-da-areia.html
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Breno 08/09/2014

Para aprender a gostar de ler os clássicos
Olha, por mais que eu tenha lido-o por completo em 2 dias, devo confessar que poderia tê-lo lido em apenas um se o tempo e meus olhos permitissem. Espírito de velho? Com toda certeza não ao ler a história dos Capitães da Areia (Que na capa tem escrito Capitães de Areia!). Ao ler a história, mesmo que não tenha me identificado com os personagens (talvez por não gostar da ideia de meninos de 13, 14 anos terem corpo de adultos, embora seja possível), é inegável que é bem escrita guia-nos velozmente pelas histórias. Que fique claro, devido ao conteúdo da obra que, entre outros temas, envolve estupro, não a recomendo para todas as idades: é um livro que envolve muito de sexo e, mesmo que abordado com boa escrita, é um tema pesado que requer maior preparo psicológico. Dos livros que li recentemente, é um dos mais fáceis e agradáveis de ler, embora tenha sido também o que menos me aproximou da história. Seja como for, muito bom de ser lido!
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