Capitães da Areia

Capitães da Areia
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Resenhas - Capitães da Areia


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Ingrid 30/08/2015

Afinal, de quem é a culpa?
Todas as pessoas que ainda são a favor com a redução da maioridade deviam ler esse livro. A culpa não é das crianças. A culpa é do sistema que se preocupa em "corrigi-las" invés de educá-las.
Rebeca 31/08/2015minha estante
o melhor de Jorge Amado




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dafnywasquez 20/08/2015

capitães da areia
História marcante, livro maravilhoso, filme melhor ainda! super recomendo.
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Biah 12/08/2015

"Sob a Lua Num Velho Trapiche Abandonado"
Capitães da Areia é um livro de Jorge Amado, foi escrito em 1937, porém, este fato de nada representa, pois, ao ler a história e conhecer os personagens, o leitor facilmente percebe os traços do nosso Brasil atual e, choca-se ao perceber a mínima mudança. O livro conta a história de um grupo de crianças – muitas delas órfãs – que, sem opção acabaram caindo à margem da sociedade praticando vários tipos de furtos e vivendo num trapiche velho à beira mar. Liderados por Pedro Bala, o grupo invade casas, furta carteiras e bens de valor na rua e à luz do dia e vivem uma vida como se nunca houvessem sido de fato crianças. Nessa situação precária, o grupo pode contar com poucas pessoas para ajudar, mas os que se interessam pela causa, acabam se apaixonando pelos meninos de rua.
Como foi o caso de Padre José Pedro, que levava palavras de conforto para as crianças e, mais de uma vez, entrou em apuros para protegê-los.
Cada uma dessas crianças carregava na bagagem da vida histórias de humilhação e horror, onde o amor ao próximo se tornou algo completamente utópico até a chegada de Dora, a única garota no trapiche, que despertou em cada um, um sentimento diferente, o sentimento que cada um deles sentia falta.
O sentimento que depois de experimentado, mudou a vida de todos de maneira literal.
O livro gira em torno do Líder Pedro Bala que, em minha humilde opinião de leitora, demonstrou ser o retrato nato do Brasil com suas conquistas acerca dos seus direitos e a sede de liberdade e democracia que cercava sua aura. Vida Seca, o afilhado de Lampião, e assim como o mesmo, com o seu ar sombrio e ódio pelos homens da lei. Sem Pernas, o pobre garoto aleijado que foi surrado por soldados, cheio de ódio em seu coração, rouba as pessoas para alimentar esse trauma guardado. Professor apaixonado pela leitura, desenha muito bem e às vezes ganhava uns trocados quando reconheciam seu trabalho. Pirulito, que sentiu através das palavras do Padre José Pedro a vocação religiosa. Gato, o vigarista que ganhava a vida de pequenos furtos e enganando pessoas pelas ruas e finalmente, Dora, uma das figuras mais importante da história, e também única garota do grupo.
Por ser uma obra de Jorge Amado, trata-se de um clássico brasileiro – assim como vários escritos pelo mesmo – porém, este em especial sofreu vários tipos de represálias, e vários exemplares foram queimados e apreendidos devido ao decreto do Estado Novo.
*Alguns outros títulos do mesmo também foram apreendidos.


Arrebenta-me o coração saber que o autor baseou-se em crianças verdadeiras para escrever esse romance, e isso explica a riqueza de detalhes. Depois que terminei de ler, fiquei um bom tempo sentada e viajando o Brasil inteiro em busca destas crianças. Minha cabeça não parou de girar nem um segundo sequer, até eu vir aqui e redigir estas palavras.
Dói saber que este livro fora escrito na década de 30 e mesmo assim, nosso país ainda sabe marginalizar muito bem aqueles que mais precisam dele, como ele tem feito todos esses anos em que tornou-se país. Tive uma epifania tão profunda, que foi difícil segurar as lágrimas.
Foi extremamente difícil sair da minha zona de conforto e perceber que as coisas não são como eu pensava. E confesso que esse livro só chegou em minhas mãos, porque eu precisava estudá-lo para fazer uma prova, então uma chegada minha acabou me dizendo que eu ia me surpreender.
Eu não sabia que o faria tanto.


site: Mais em: http://cafecomcaramelo.blogspot.com.br/
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Dan 04/08/2015

Mesmo tendo sido escrito a 78 anos, Capitães da Areia ainda possui o capacidade de refletir como num espelho a sociedade em que vivemos. Causou grande polêmica no ano de sua primeira publicação, em 1937, quando mais de 800 exemplares foram queimados em praça pública por militares, justamente pela obra denunciar a verdadeira realidade da sociedade.
Nesta obra de Jorge Amado vamos acompanhar o dia-a-dia dos Capitães da Areia, meninos em sua maioria órfãs, com idade de 9 á 16 anos, que vivem em um trapiche - em um casarão abandonado próximo ao mar, na cidade de Salvador, ou como eles mesmos denominam "a cidade da Bahia". Ao longo desta história vivenciamos o decorre dos dias de Pedro Bala, o chefe deste grande grupo, que muitos vezes é citado com mais de 100 integrantes; de Pirulito, Gato, Professor, Volta Seca, Sem-Pernas e muitos outros. Crianças que deveriam estar apenas estudando e brincando, mas que devido a sua situação já são conhecedores da luxúria, fumam e, é claro, roubam e cometem outros delitos para sobreviver. Contudo, apesar das coisas que fazem ainda continuam sendo pobres crianças que anseiam por amor, carinho e um futuro melhor para si mesmos.
Jorge Amado soube retratar toda essa realidade esplendorosamente bem, com uma escrita fácil e envolvente, de maneira alguma nos deixa entediados ao ler sobre a vida crianças tão comuns, que vemos diariamente ao nosso redor. O livro realmente me surpreendeu e definitivamente entrou para minha lista dos mais amados!
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Flávia Charlene 04/08/2015

Apenas um comentário.
Em noites estranhas, acordo pensando no Sem-Pernas, em sua situação dentro da cela, correndo, sofrendo, chicotes... Sua perna coxa, sua vida sofrida e seu breve conhecimento do que é carinho e amor vindos de D. Ester, sua doce mãe por alguns dias..
Lembro que li este clássico na escola, porém na época pelo olhar rebelde e ódio no coração pela literatura nacional, não deixei Jorge Amado me levar por uma história refletiva como Capitães da Areia, como agora.
Foi uma leitura diferente, madura, que me fez refletir e amar ainda mais tanto a leitura como aos nossos escritores. No final da edição uma nota dizia “São meninos que se tornam homem aos cinco anos de idade ou menos, conhecem a vida e o massacre da sociedade”
Ainda hoje acordo assustada com os pesadelos de Sem-Pernas, que sem dúvida foi o personagem que me cativou do começou ao fim.
Agora mais que nunca, Jorge sempre será Amado.
Não é uma resenha, apenas um comentário que me assombra.
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José Ricardo 25/07/2015

Luta de Classes

Capitães da Areia, publicado em 1937, é um dos livros mais vendidos da obra de Jorge Amado. O enredo traz as aventuras e desventuras de menores abandonados, conhecidos como “Capitães da Areia”, os quais sobrevivem de furtos em Salvador, motivo pelo qual são considerados perigosos pela sociedade local, aspecto que é fomentado pela imprensa, como se percebe já no início do livro.

Os “Capitães da Areia” são formados por cerca de 100 crianças e adolescentes, todos órfãos entre 9 e 16 anos, os quais moram em um armazém abandonado, conhecido como “trapiche”, local também considerado esconderijo e sede do grupo.

Na verdade, mais do que mero grupo de crianças e adolescentes deixados à própria sorte no mundo, os “Capitães da Areia” formam uma “irmandade”; uma espécie de família. Entre seus membros se destacam Pedro Bala, o líder; Professor, o leitor compulsivo; João Grande, o negro, alto e forte; Gato, o galã, bonito e sedutor; Pirulito, com forte vocação religiosa; Volta Seca, que sonha em ser cangaceiro, além de Sem Pernas, que tem limitações para andar, daí o apelido.

O livro é uma espécie de denúncia social, tanto que não agradou a diversos segmentos da sociedade por ocasião de sua publicação, vindo a ser queimado em praça pública. De um lado, expõe o preconceito social em relação aos menores abandonados, os quais para muitos devem ser “extirpados” da sociedade, pois incomodam. De outro, mostra o lado dos órfãos, ou seja, evidencia que tais crianças e adolescentes não são coisas, e sim pessoas, dotadas de sentimento, em que cada qual tem seus temores, fraquezas, aspirações e sonhos.

Como se vê, Jorge Amado, comunista de carteirinha, não perdeu a oportunidade de exibir uma forma de luta de classes, bem ao estilo Marx, na qual os “Capitães da Areia” figuram como vítimas do sistema e, ao mesmo tempo, conseguem, com resiliência, promover entre si um modo de Justiça Social, uma vez que tudo o que eles arrecadam nos ilícitos é distribuído equitativamente no trapiche. Portanto, há, a bem ver, uma forma de redistribuição de renda, tudo sob a liderança de Pedro Bala.

Há, ainda, forte crítica às instituições. Isto fica nítido quando se observa que o reformatório infanto-juvenil para onde os adolescentes são encaminhados quando detidos, na prática, não “reforma” ninguém. Pelo contrário, ali só há espaço para a opressão e diversas formas de agressão contra os infantes, não sem uma elevada dose de frieza e crueldade por parte dos responsáveis pelo estabelecimento.

Jorge Amado também enfoca a divergência interna de posições entre certos segmentos da sociedade em relação aos menores abandonados. Os “Capitães da Areia”, por exemplo, têm a compreensão e o apoio do Padre José Pedro, não obstante este não tenha a aprovação de seus superiores na Igreja.

Em meio a tudo isso, não falta espaço para o lirismo. Isto se dá quando ingressa no grupo, de modo casual, a adolescente Dora, igualmente uma órfã. Dora aos poucos se torna a mãe, irmã e amiga de todos os “Capitães da Areia”, além de viver um romance com um deles.

Ao longo da narrativa, os “Capitães da Areia” crescem e se tornam adultos, mediante um processo de transformação e construção de si próprios. Cada um busca a seu modo e como consegue seu lugar no mundo. Muitos conseguem a ruptura com o determinismo social. Nem todos, porém.



site: http://www.jrav.com.br/capitaes-da-areia-jorge-amado/
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Cacau 23/07/2015

Areia de pedro bala
O livro aborda ,indiretamente, o atual contexto político que estamos enfrentando,a polêmica da redução da maioridade penal. O livro relata a história de crianças e adolescentes que formavam um grupo,liderado por pedro bala,cujo roubava para sobreviver. Embora o livro seja ficticio,o grupo existiu,demonstrando o problema dos menores infratores já na década de 90. Jorge amado,poe os fatos sobre a mesa,mostrando a realidade desse grupo,a causa e a consequencia que os levaram a tal. Capitães da areia mostra uma parcela da sociedade marginalizada e frágil,sai em defesa dos pobres e oprimidos,geral revolta social e ao mesmo tempo vontade de mudar. Esse livro é aconselhável para todas as idades,embora indique aqueles que possuem uma mente completamente conservadora,defendendo as prisões como solução para a violência nacional.
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euzebio 23/07/2015

Robin Hood Brasileiro
Versão de Jorge Amado para o clássica lenda de Robin Hood.
Tive o grande privilegio de pegar o autografo dele neste livro. É uma de meus tesouros literários.
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Rafa 09/07/2015

Achei este livro muito bom é incrível como o autor trabalha este tema que continua sendo atual de forma tão maravilhosa .
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Jenn 02/07/2015

Companheiros
Capitães da Areia é pura poesia. Toca o coração e a mente.
O livro retrata crianças com tanto ódio, solidão, falta de carinho, amor e cuidado, mas cheia de cumplicidade e aquela alegria só deles. Você não quer ser um dos capitães, mas você com toda certeza quer fazer algo para eles, por eles.

Sabe quando um livro te da um soco, mesmo você estando preparado? Eu acho que não sabia disso até ler esse livro.
Doeu muito, bateu desespero, cresceu carinho, compreensão e tristeza por esses delinquentes. Jorge Amado criou uma obra prima. Não é bonito imaginar criança na rua, sem pai, sem mãe, sem roupa e comida. Sem carinho ou amor, sem futuro; que vive caçado pelo ódio. Mas o livro é escrito de uma maneira sensacional, aquele tipo de boniteza que só a gente que não viveu isso vê, sabe? Porque na verdade mesmo, não é nada bonito.
São vidas tristes, perdidas, lutando pra continuarem vivos, pra um dia tentar viver, para serem sempre companheiros da liberdade.

"Não era como um quadro sem moldura. Era como uma moldura de inúmeros quadros."

Logo que fui chegando no final do livro entrei num dilema comigo mesmo sobre o livro ser ou não

"obrigatório" para vestibulandos. Eu, por exemplo, evitei le-lo quando mais nova exatamente por ser obrigatório e ter a ideia de que seria um livro chato, e até por isso eu acredito que não teria a maturidade de apreciar tanto esse livro naquela época. Por outro lado, é um retrato, infelizmente perfeito da nossa realidade, os jovens deveriam sim ler, mas acredito que o gosto da leitura talvez nem sempre vá surgir de livros desse cunho.

Cheguei a sonhar, um sonho triste com um dos meninos, e você lê sempre ciente de que isso pode muito bem ser (e é) o retrato de uma historia real, de uma vida real. A vontade de chorar já chega nesse ponto, quando tu vê que um livro escrito em 1937 é extremamente atual.

Bom, pra resumir tudo aquilo que tentei e não consegui dizer, ele é um dos melhores livros que já li na minha vida (e só não digo o melhor porque sempre tenho receio de nomear uma coisa como a melhor).
Tenho o costume de sempre ir criando playlist enquanto leio, e Legião Urbana teve um casamento lindo com Capitães da Areia.
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Laura 28/06/2015

Não é de hoje que eu amo o Amado. Desde que li o primeiro livro me encantei, sua escrita, seu amor pela Bahia, por cada detalhe. Neste livro não foi diferente, entretanto, preciso ressaltar que depois que Dora entrou na história, ficou ainda melhor, mais encantadora. As aventuras dos capitães da areia é capaz de fascinar qualquer um que possua gosto pela literatura. Num outro lugar, numa outra realidade, capaz de existir algum ser que não goste, não sei, mas isso, certamente, não deve ocorrer no Brasil.
Para finalizar, preciso dizer que me apaixonei pelo professor, tenho como meu personagem preferido, e que as comparações de Dora com Rosa Palmeirão me fez ficar páginas e páginas sorrindo e com saudade das duas, mulheres valentes que nos meus maiores sonhos, também sou.
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Nathi 12/06/2015

Fiquei surpresa! Muito bom!
Não li muitos livros brasileiros, principalmente os clássicos, mas dentre os que li, o que mais gostei até hoje, foi Capitães da Areia de Jorge Amado.

A história é sobre um grupo de moleques marginalizados que precisam cometer ações para sua própria sobrevivência. Há vários personagens, como Pedro Bala, Sem Pernas, Volta Seca, o Professor, Dora entre outros.

Esses garotos cometem pequenas infrações tentando obter algum conforto e estabilidade a suas vidas. E há duas visões diferentes em relação aos garotos: eles contam com ajuda de alguns (o padre, por exemplo), e o julgamento de outros (o diretor do reformatório e o jornal, por exemplo).

É interessante como o livro continua tão atual. Com essa discussão que se teve sobre a Maioridade Penal, quem já leu Capitães acredito que tem outra visão em relação a essas crianças do mundo do crime. É trabalhado no livro, o fato de que muitas crianças cometem esses atos não porque querem, mas porque não possuem oportunidades e são condicionadas pelo sistema a fazer o que fazem. É uma triste realidade.

A narrativa é bem leve (se comparado a outros livros de vestibular), o enredo bem legal e jovial. A linguagem é informal e os personagens são carismáticos: é fácil se identificar, sentir pena e torcer por eles.

Mesmo para quem não vai fazer vestibular, indico esse livro, é bem gostosinho de ler, e brasileiro!


site: feitico-literario.blogspot.com
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Maria.Ruderleia 25/05/2015

muito bom
livro que eu gostei muito ler..
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Gabie 25/05/2015

Capitães da Areia - Capitães da Bahia.
Confesso que não esperava tanto assim do meu amado Jorge Amado, e como é querido esse fantástico escritor. Apaixonado, pode-se perceber. Um Ídolo. Que me fez acreditar mais ainda na supremacia da literatura brasileira, que me mostrou o quão ricas podem ser as palavras de um simples livro no panorama literário brasileiro. Simples ao olhar, se posso assim dizer.
Capitães da Areia é tocante, a historia que conta a tragetória de um grupo de garotos sem lar, alegres e carentes por isso, crianças que buscam abrigo junto aos outros. Além desse abrigo dá-se a cumplicidade destas crianças, o chefe Pedro Bala mostra um líder justo com todos.
As crianças que não passam disso mas já se mostram como adultos, caso de Gato, que apaixonou-se por uma prostituta e se dá por homem dela.
As crianças que se revoltam com a solidão que toda aquela liberdade lhes dá, como o Sem-Pernas.
As crianças que buscam conforto na arte, na religião, na esperança de um futuro, caso de Professor, Pirulito e Volta Seca.
O romance mostra a cultura forte do nosso país, a cultura baiana, fundida em situações supostamente despercebidas: situações de pobreza.
E é no meio da carência que as crianças vivem, é do roubo que elas sobrevivem. Pode-se dar comida à um, roupas à outro, mas não é possível sobreviver assim. Doenças, brigas, fome e medo convivendo lado a lado, num grande casarão roído por ratos com os Capitães, grandes Capitães, os mais velhos (não mais que 16 anos) cuidando dos mais novos, que carregam medos horrendos.
Mas não é o medo, nem o meio em que eles vivem que fazem todos desistirem de um futuro.
É intrigante descobrir o que cada um aguarda do futuro, e mais ainda observar o crescimento do personagem, tão real, em busca de seus sonhos.
É um livro que me marcou e que deve marcar qualquer outro bom leitor. Simplesmente fantástico, triste, emocionante.
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