
Sabe...
foi interessante a leitura; me foi indicado por uma pessoa que o gosto respeito, e li com espectativa. Furei toda a fila infindável de livro aqui.
O interessante é a atmosfera que causa. Não sei bem explicar, mas a expressão mais ingênua que encontrei, é "mágico".
Ingênuo, porque é como se o fosse quando criança; a algum tempo não me sentia lendo um livro assim, me senti como lendo algo como o Pequeno Príncipe a uns 15 anos atrás.
E um personagem tão cativante quanto!
É engraçado, não consigo fazer uma resenha decente, analítica. Tá sem pé nem cabeça, eu sei, mas não onde tá o ombro, não sei como colocar.
Só li, imaginei a cena como uma criança a ler uma fábula, só que com a diferença de sentir as profundidades ditas.E são algumas, um daqueles livros de pra quem gosta de roubar umas frases e anotar em algum lugar.
Uma criança travestida num adulto que interprete parábolas ao sentido e não ao pé. Puebre niño.
Sem louvar ou sem adorar, é isso; singelo, profundo, meigo e filosófico. E muito bem escrito. Muito. Não sei explicar, é viciante, vontade de engolir o livro. Só que deglutando, lendo devagar, saboreando. Tem uma serenidade no jeito que ele escreveu.
E foi a primeira experiência com Calvino por indicação, e já vou roubar mais algumas da fonte.
Já disse que tem uma inocência cativante?
Surreal.
(sentido anos 20, não 70!)
Sinceramente