
Lançamento de um Livro, Conclusão de um Sonho
Filhos de Galagah teve seu lançamento oficial no dia 13 de dezembro, mas a muito espero pelo seu lançamento.
Escrito totalmente baseado numa das maiores campanhas ( que tive o prazer de participar em uma parte ) que já vi, vindo da mente de um dos melhores Narradores de RPG, meu amigo e parceiro de aventuras Leandro Reis.
Mesmo tendo a oportunidade de ler o livro antes dado a minha proximidade, preferi esperar para ler ele pronto, encardenado e sendo vendido, decisão que não me arrependo em nenhum momento.
Sou extremamente critico, e não meço palavras ao faz minhas opiniões. Minha primeira impressão ao ter o livro em mãos ( antes de começar a ler ) era, mesmo tendo orgulho, que o livro seria uma historia mas apenas mais uma nesse oceano de contos sobre dragões e magos que cercam esse mundo.
Não podia estar mais enganado.
O livro é fantástico e falo isso com o imenso orgulho de ter devorado ele em apenas 2 dias ( sem contar os intervalos para trabalhar ). A leitura é gostosa e dinâmica, o texto flui e os personagens são profundos. Isso somando a um mundo rico ( mas em nenhum momento te deixando perdido ) fazem com que o livro pareça algo palpável, algo real, algo que realmente aconteceu.
Os quarto personagens principais são: Galatea Goldshine, paladina de Radrak deus da vida, Iallanara, A Bruxa Vermelha, a maga dotada de magia negra que procura redenção, Sephiros, o elfo guerreiro e usa magia tão bem quanto a sua lamina e Gawin, elfo espadachim que derrota seus oponentes com seu bom humor e agilidades fora do comum.
Impossível descrever a complexidade deles e de vários outros como Ethan, Sukemarantos, Robarf e muito mais, só lendo mesmo para saber e apenas lendo para rir dos comentários totalmente hilariantes de Gawin, que conseguiu me fazer deixar cair o livro no metro enquanto ia ao trabalho de tanto rir. ( “Veneno azul de novo? Espero que esse não tenha mais irmão!” – Gawin )
Em suma, uma obra que superou as minhas já altas expectativa, e só fico feliz de saber que já é um sucesso logo após o lançamento! Não perca tempo, arrume um tempo, peça de amigo secreto ou para a namorada(o) de Natal! Filhos de Galagah sem duvida é uma leitura que você poderá perder.
Acesse o site www.grinmelken.com.br para conhecer mais sobre esse mundo fabuloso, seus personagens e um pouco de detalhes que poderão ser importantes antes e depois de ler o livro.
Um abraço a todos e muito XP
ps: Leandro Reis, tenho orgulho demais por ter participado, e vergonha por não ter me juntado antes. Parabéns e que esse livro seja apenas um de vários sobre o mundo de Grinmelken!
Esse é o prefácio do Livro, e logo abaixo o vídeo do youtube que tanto fez sucesso antes do lançamento.
“Filhos de Galaga traz a você, personagens inesquecíveis que irão lhe acompanhar neste mundo de glórias e tragédias. Heróis nobres e companheiros de passado sombrio que põem em pratica o treinamento de uma vida.
Galatea é uma heroína de idéias virtuosas, filha do rei e campeã Sagrada de sua religião, que parte para uma busca ordenada por seus sarcedotes, dragões. Iallanara é uma bruxa rejeitada pela sociedade, uma assassina fria presa a um ser cruel e misterioso. Ela se juntará à Campeã Sagrada para proteger-se e tentar buscar sua liberdade, criando um relacionamento de mentiras e desconfianças. Por Gawyn um elfo criado por Humanos, e Sephiros um elfo forjado para a batalha, serão convidados a proteger estas mulheres, entrando em uma convivência mais intrigante que qualquer aventura.
A jornada os levará à lendária Lemurian, a cidade invertida, onde o destino decidirá o sucesso ou fracasso na sua busca.”

Este romance mostra certa habilidade em contar uma história sem se perder em divagações e descrições e sem largar o fio da ação, mantendo um ritmo adequado a maior parte do tempo. O problema maior é o de concepção e construção dos personagens.
Desde os primeiros capítulos, os personagens parecem estereotipados e superficiais. A única personagem que chega a ganhar um pouco de substância e verossimilhança é Iallanara, o resto não avança. Não é obrigatório que personagens de um livro desse tipo sejam tridimensionais e profundos, mas é preciso ao menos torná-los concepções bidimensionalmente consistentes e interessantes (como é o caso, por exemplo, da maioria dos personagens de "Senhor dos Anéis").
A protagonista, Galatea, me parece vazia de características humanas. É uma mistura mal-sucedida de princesinha de conto de fadas (sempre ajudada a atingir seus objetivos por amiguinhos e bichinhos simpáticos) com paladina de RPG (o que, neste caso, exige apenas uma obediência e uma fé demasiado fáceis e uma “bondade” que acaba se mostrando hipócrita).
Não mostra nenhum estofo, nenhum desejo ou pensamento próprio, apenas uma fé cega na missão - que poderia ser mais interessante num contexto mais duro e realista, mas não nessa fantasia na qual pessoas e deuses saem do nada para ajudá-la sempre que ela precisa. É como um personagem de videogame que segue a proposta de reunir três runas sagradas para derrotar o chefão, sem questionar ou duvidar, porque é assim que é o jogo e tendo a certeza de que vai encontrar, a cada dificuldade, a ajuda de que necessita para passar à próxima fase.
Iallanara é uma boa exceção, uma personagem que sente, pensa e deseja, que tem problemas, dúvidas e emoções verossímeis. Mereceria ser a protagonista. Gawyn ameaça por momentos ter vida própria, mas rapidinho se enquadra de novo no clichê de meio-elfo despreocupado e sem compromissos e de alívio cômico simpático. Os demais personagens são estereótipos de RPG, que só existem para ajudar ou atrapalhar o cumprimento da missão. Os outros conformam-se em bater carimbo, servindo burocraticamente às etapas do "jogo".
A impressão que tive é que Iallanara tem razão desde o começo: Galatea é uma menininha mimada brincando de ser paladina. A inveja da Bruxa Vermelha, nesse caso, é uma forma imperfeita e primitiva de senso de justiça. Galatea não sobreviveria um só dia, não faria nada sem dois ou três Deus ex Machina (literais ou figurados) aparecendo a cada momento para protegê-la, tirá-la das enrascadas, curar seus machucados na hora e lhe dizer o que fazer. Não é competente nem para enfrentar um ladrão de galinhas sem ajuda, apesar do suposto treinamento, da armadura, da espada e dos poderes que a deveriam torná-la uma combatente muito superior, ao menos em relação a não-magos.
Trata-se, supõe-se, de fé, mas de uma espécie falsa. Mesmo quem é religioso há de convir que a fé não funciona dessa maneira, se tiver bom-senso. Não basta ser uma menininha boazinha, obedecer aos mais velhos e acreditar no papai do Céu (ou no dragãozinho do Céu) para que todos os problemas sejam resolvidos. Claro que é parte da fantasia realizar o impossível, mas de maneira que pareça verossímil a um leitor com alguma experiência da vida e de suas inevitáveis contradições. A magia pode ser rotina e cidades podem flutuar no ar, mas ainda assim deve haver escolhas difíceis, uma oração nem sempre vai salvar o herói de uma dificuldade para a qual ele não se preparou ou planejou o suficiente, nem sempre aparecem amigos ou desconhecidos para fazer milagres e às vezes se quebra a cara tentando fazer o bem ou obedecer às autoridades legítimas.
Principalmente escolhas difíceis. Na vida real, raramente se tem a oportunidade de escolher entre o mal absoluto e o bem absoluto, se é que isso existe. Escolhe-se, o mais das vezes, entre o bem ético e o bem dos próximos (suborno o funcionário do SUS para conseguir tratamento mais rápido para a mãe doente?), entre o mal que parece maior e o mal que parece menor (candidato X ou candidato Y?), entre um dever e outro (atendo ao amigo que precisa de ajuda ou entrego em dia o trabalho que prometi?) etc. Galatea nunca tem de fazer escolhas realmente difíceis. Quando a resposta não é óbvia, alguém lhe diz o que fazer.
Ao longo da história, a própria bondade de paladina de Galatea acaba parecendo falsa. Ela recebe muito mais do que dá. Sempre que ela ajuda ou salva alguém, é de uma maneira que acaba revertendo em benefício para ela e sua missão – ela nunca faz o bem de maneira realmente gratuita ou que possa prejudicá-la. Por exemplo, parece só querer salvar a criança portadora da runa porque isso é parte da missão e vai lhe dar um novo poder (e nem tomaria conhecimento da irmã e dos companheiros de escravidão do garoto se eles não lhe caíssem literalmente nos braços). Só ajuda Iallanara porque “alguém” lhe diz que isso vai ser útil. O autor parece querer dar a impressão de que compensa fazer o bem, mas as coisas acontecem de maneira tão pronta e automática que dá a impressão de que, pelo contrário, só se deve fazer o bem se isso vai valer a pena.
É curioso que a única vez na história que uma tentativa de fazer o bem leva a contradição é quando Gawyn tem o impulso de ajudar o que parece uma mendiga sendo roubada e depois violentada. Ele, e não Galatea, que só vai atrás para ajudá-lo depois que ele a convence, como se aquilo lhe parecesse indiferente. Apesar de usar armadura, precisa ser salva pelo amigo meio-elfo de uma adaga arremessada pelo bandido ladrão de galinha. Quando o meio-elfo arremessa a arma de volta ao dono e ele morre envenenado, nem passa pela cabeça dela, que tem o poder de ressuscitar os mortos tentar curá-lo – e mais tarde só faz isso, no caso de Robarff, porque, mais uma vez, “algo” lhe sopra na orelha que vai valer a pena.
Ela nunca parece sentir autêntica compaixão. Não se detém para pensar no irmão que foi sequestrado pelo pior inimigo, sequer para rezar por ele (parece só estar pensando na runa e nos pontos de XP a ganhar). Sequer pensa na égua ao deixá-la para trás, esquece-a como se fosse um lenço descartável e não pensa mais no assunto. Claro que os deuses corrigem rapidinho sua distração e lhe devolvem (imerecidamente) a cavalgadura quando ela precisa.
Mas o que realmente revela Galatea como hipócrita é a cena de tortura de Robarff. Para mim e para todos que enfrentaram a questão a sério, há pouca diferença moral entre uma tortura ameaçada e uma real – e é muito, mas muito covarde delegar a tortura a alguém que se oferece e até tem prazer nisso -, mas ela não vê problema nenhum, se essa parece a maneira mais óbvia de conseguir informação (em vez de, digamos, usar a cabeça ou a magia). Nem sequer é um último recurso, é apenas o primeiro que lhe ocorre.
Um ponto desagradável é o preconceito de classe implícito em toda a história, ainda que provavelmente inconsciente. Os príncipes e nobres (não contando, é claro, os monstros “do mal”) são, em geral, belos, bons, sábios e respeitáveis, a menos que sejam dominados por forças malignas de fora; os plebeus, tolos, preconceituosos, egoístas e um pouco ridículos, a menos que sirvam e obedeçam cegamente à heroína e sua família real. A criança a ser salva, portadora da runa, é nobre – quando uma mendiga e seu filho parecem precisar de ajuda, é uma armadilha. A mensagem que a história parece transmitir a todo momento é que os privilegiados, salvo exceções, merecem ter a vida e os privilégios protegidos – inclusive o de levar a fama por tudo que os amigos e deuses fazem por eles - e os pobres têm de sofrer e obedecer para que possam um dia reencarnar numa posição social melhor.
Fora isso, há a anotar as pequenas inconsistências. Um rei que sabe que tem como pior inimigo um bando de vampiros e insiste em viajar pela floresta à noite. Gente do campo que trata e monta uma égua por vários dias e ainda a confunde com um cavalo. Uma armadura que ora não pode ser posta sem ajuda e parece terrivelmente pesada, ora é tão fácil de usar e vestir quanto uma camiseta, ora é invulnerável, ora parece inútil, conforme convenha ao que o autor quer no momento. Há também vários erros gramaticais e falhas de narrativa que um bom editor competente não deveria ter deixado passar.

Uma aventura elegante...
Os Filhos de Galagah (Idea) é uma cuidadosa e elegante história de aventura escrita com muita veracidade e dedicação por Leandro Reis.
O autor fez um história para agradar aos mais "sedentos" fãs, enchendo-os de imagens bem acabadas e contos complementares que dão uma dimensão maior ao vasto mundo de Grinmelken.
A história usa os seres já conhecidos pelos fã de ficção fantástica como elfos, vampiros e feiticeiros. A protagonista é a valente, corajosa e excessivamente pura Galatea. Ela e um grupo formado por dois elfos (Gawyn e Sephiros) e uma feiticeira "em cima do muro" (Iallanara)seguem em uma saga na luta contra o mal.
A relação entre Galatea e Iallanara é o coração da história. As duas são praticamente o oposto uma da outra, enquanto Galatea é bondosa, valente e corajosa, Iallarana é cruel, egoísta e até mesmo covarde algumas vezes. Sua convivência nesta saga acaba ensinando e ligando uma a outra.
O texto tem bastante ação, batalhas impossíveis e vilões poderosíssimos, o que torna as lutas mais emocionantes ainda. O problema é que o excesso de elegância e formalismo na linguagem algumas vezes deixa os personagens superficiais. Eu particularmente fico um pouco incomodado com esta forma, pois soa como se os personagens não tivessem mais nada na cabeça do que lutar pela justiça. Porém, procuro sempre respeitar a proposta do autor e nem todo mundo precisa pensar como eu.
No entanto, Os Filhos de Galagah é uma boa história de aventura em um mundo totalmente criado da mente vasta de Leandro Reis e tenho certeza vem muito mais por aí...
Conforme eu normalmente comento, prefiro não julgar apenas um livro que faz parte de uma série, pois seria injusto com os outros heheh. Eu espero ansioso o próximo, O Senhor das Sombras, e vamos ver para onde esta aventura nos levará...
Abraço e parabéns ao autor...Abraço Leandro!!!

Simplesmente fabuloso
Confesso que minha leitura começou pela curiosidade de saber o que era Galagah e quem eram seu filhos, a leitura começou e não soltei mais o livro até devorá-lo inteiro.
É uma história fabulosa, o enredo te prende de tal maneira que você participa das ansiedades e angústias de cada personagem, e sem perceber se apega a todos eles de certa forma.

"Falando de Fantasia" sobre "Filhos de Galagah"
Como todo prezado brasileiro, tive de esperar o término desse prazeroso e ocioso feriado de Carnaval para retomar normalmente minhas atividades. Quem diria que hoje estaria resenhando o livro de um parceiro do Falando de Fantasia que rapidamente se tornou um amigo e mais um colega nas mirabolantes aventuras literárias fantásticas brasileiras. Estou falando de Leandro Reis, escritor paulista que lançou em Dezembro do ano passado seu primeiro e já aclamado romance Filhos de Galagah. Como já foi dito em outro artigo, acabei faturando por coincidência um exemplar do livro durante um sorteio na comunidade Escritores de Fantasia, o que foi uma ótima oportunidade para ser um dos primeiros a tirar conclusões dessa obra.
Filhos de Galagah conta a história de Galatea Goldshine, filha do venerado rei Airon Goldshine e motivo de adoração do povo de Galagah, este acostumado com a sabedoria com que o reino é comandado e com seus governantes carismáticos. Reverenciando o deus Radrak, os Guardiões da Vida são defensores sagrados que não medem forças para manter a ordem e eliminar qualquer tipo de injustiça; assim são Airon e seu conselheiro Ethan, por exemplo. Galatea, após anos de treinamento com seu tutor e lorde de guerra Módius e seu bondoso professor e bardo Vanliot, torna-se uma Campeã Sagrada com méritos e ainda recebe o título de Flagelo Dourado (antes pertencente ao misterioso Ethan). Escolhida pelo próprio Radrak, ela recebe a missão de encontrar três crianças denominadas Serafins e receber seus respectivos dons, porém isso terá de ser feito antes que os asseclas do maligno deus Orgul as alcancem. Para intensificar o cessar dos tempos de paz, ocorre durante uma investição o repentino sequestro de Thomas, irmão de Galatea, por parte dos enviados de Enelock. O desespero atinge em cheio a corte real e o próprio rei pelo fato de uma profecia afirmar que a linhagem dos Goldshine será extinta pelas mãos dos aliados de Orgul. A fé inabalável de Galatea a faz acreditar nas habilidades de seu desaparecido irmão e no destino que Radrak lhe ordenou, assim parte em sua busca.
O enredo se desenrola com um ritmo agradável e flexível para com leitores novos e experientes, não perdendo a riqueza e não tornando-se enfadonho, porém o verdadeiro triunfo em Filhos de Galagah está justamente na construção dos diferentes personagens que são apresentados nesse universo. Quando digo que Galatea é irritante, não é por demérito à personagem, mas sim por seu fervor religioso que ultrapassa qualquer limite. Iallanara, ao contrário da Guardiã, é sombria, amargurada e encontra-se constantemente refletindo sobre sua condição. No início do livro ela contracena com a personagem principal, possibilitando ao leitor entender mais sobre seu passado e sobre o motivo que lhe causa tanto sofrimento; desde o prefácio já é possível perceber sua importância na conclusão do livro. Os elfos Sephiros e Gawyn são outros personagens que merecem muita atenção: enquanto um é sagaz e transmite uma aura de sabedoria ao leitor, o outro é piadista, hiperativo, mas com um grande senso de justiça; que atire a primeira pedra quem não riu de pelo menos uma piada contada por Gawyn! Garanto que sem essa dupla seria impossível ter uma história tão envolvente.
O que torna Filhos de Galagah tão especial é a honestidade que Leandro Reis nos conta suas histórias dentro de um cenário de alta fantasia. Percebemos em cada linha, em cada diálogo e em cada acontecimento a dedicação e o carinho com que foi escrita essa obra. Uma prova dessa dedicação é a contínua construção de Grinmelken através de contos, artigos sobre religião, descrições dos personagens e ilustrações dos mesmos, algo que deve agradar todos aqueles que se deliciaram com essa história e querem mais. É preciso lembrar que Filhos de Galagah é apenas o primeiro livro de muitos outros que ainda virão contando a história do mundo de Grinmelken, por isso aguardem por muito mais e torçam para que o segundo volume seja publicado em breve. Parabéns pela conquista Leandro e por mais um espaço aberto aos jovens escritores de fantasia e ficção científica.

Minhas impressões
Resumidamente, a história do livro trata de quatro heróis que devem ir até a Cidade Invertida, em busca de uma criança, a fim de ao mesmo tempo evitar que Enelock (um ótimo vilão, pena que aparece pouco) aumente seu poder, e permitir que um dos próprios heróis (Galatea, uma Campeã Sagrada/Paladina) fique mais bombadinha.
A trama tem muitos altos e baixos, principalmente no começo, com trechos "amenos", alternados com outros mais interessantes. A partir do primeiro terço, porém, Leandro engata um ritmo mais cadenciado, principalmente quando entram os vilões na história. Aqui, vale a pena ressaltar, a força que o autor tem para construir personagens, principalmente os vilões. Com pouca descrição ou dados, o leitor já se identifica com os personagens da história, que por sua vez, apesar de não serem profundos, ou "redondos", como o povo gosta de chamar aqui, cumprem bem o seu papel. Como destaque gostaria de deixar Iallanara, a bruxa vermelha, e Lumiar e Aralust, vilões que aparecem no início da história (poderiam aparecer mais também).
Outro ponto que vale a pena ressaltar é a semelhança/inspiração do livro no famigerado "rpg". O livro realmente tem muito de "d&d", porém é muito honesto nessa relação, e ao que me parece o autor tratou de pegar o que interessava, e deixar de lado o que atrapalhava. É lógico que ele não escapa de um ou outro efeito colateral, como o fato de que o grupo de heróis aceita a missão sem muito questionamento (no caso os três heróis, ficando de fora a protagonista, pois esta ficou muito claro o "porquê" de ter aceito a missão). De qualquer modo não me incomodou nem um pouco essa relação livro/rpg, e acho que ela até permitiu momentos muito interessantes, como a própria batalha de Lumiar e Aralust contra Thomas.
Enfim, pra quem quer ler um livro "for fun", sem ter a pretenção de uma intensa profundidade ou questionamento do mundo, mas com a intenção de se divertir por várias horas, eu acho "Filhos de Galagah" uma ótima pedida. Além do mais, sempre vale a pena prestigiar e conhecer o trabalho de um autor nacional e colega.
É isso :)

Um Mundo ao Nosso Alcance
Filhos de Galagah apresenta ao leitor um mundo de magia e aventuras extremamente rico e interessante. Bastante conciso em sua formação e com detalhes impressionantes, o livro nos transporta a uma dimensão onde podemos vivenciar as cenas e as estórias enquanto lemos, mantendo nossa atenção do início ao fim da narração.
Enfim, uma leitura obrigatória para aqueles que buscam na leitura momentos de relaxamento e entrega, com conteúdo de boa qualidade que reunem magia, bom humor, suspense, medo e amor.

E quem diria que o novo Tolkien sairia de São José dos Campos?
Leandro Reis "Radrak" lançou seu livro dia 12 de dezembro de 2008 com toda honra que seu livro merece.
Neste ele conta o início de uma saga que seguirá ainda por mais dois livros que aguardamos freneticamente, pois, se os outros dois forem tão bons quanto o primeiro eu sinceramente quero ter o privilégio de lê-los o quanto antes.
Nesta série: “Filhos de Galagah”, aos poucos irei contar sobre os personagens envolventes que a trama nos apresenta, espero que eu deixe todos com água na boca e com vontade de comprar o livro e deliciar-se com seus contos envolventes e aventureiros.
Seus personagens nos levam a sonhar em brumas, potestades, eras e lugares diferentes, criando em nossa mente uma fantasia incrível e também a vontade de ver prosperar nossa heroína que juntamente com seus nada ortodóxicos acompanhantes possam vencer nesta luta contra o mal.
Recomendo que esta leitura seja feita acompanhada de música, claro que tenho minhas preferências e diga-se de passagem que são muito boas...creio que irá satisfazer os gostos daqueles que como eu apreciam um bom Rock N´Roll...
Li escutando Tears of the Dragon de BRUCE DICKINSON...