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Janaína Moraes: amigo seguir

Memória de Minhas Putas Tristes
Gabriel García Márquez - 109 páginas - Debolsillo
3.7 2165:avaliações 4451:leram 79:lendo 1181:vão ler

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RESENHA
30/11/2009
Este é o segundo livro do escritor Gabriel García Márquez que leio. O primeiro, "Cem anos de Solidão" que peguei na biblioteca da faculdade, é simplesmente perfeito. "Memórias de minhas putas tristes" não deixa nada a desejar, ficando atrás do primeiro apenas na quantidade de páginas.


As memórias são contadas por um professor e jornalista, que vive da aposentadoria e da venda das peças da coleção de sua falecida mãe.

As vésperas de completar 90 anos o jornalista se vê atingido por um desejo ardente de ter em sua cama mais uma mulher, é então que se lembra de Rosa Cabarcas, uma velha amiga da profissão. Pega o telefone e liga. Dona do melhor e mais protegido prostíbulo da cidade, ele pede para que ela a encontre uma menina, uma virgem.

Após um segundo telefonema, onde Rosa disse que tinha conseguido a menina, o jornalista se prepara e se perfuma, pega um táxi e vai para a casa de Rosa afim de receber de presente uma noite de amor com a virgem.

Vários encontros aconteceram. Quando não aconteciam ele sentia a presença da menina em sua casa.

Aos poucos o jornalista foi levando para a álcova que se encontrava com a menina coisas que ele gostava e que queria que a menina gostasse. Seus melhores livros, um rádio, quadros, um ventilador para as noites quentes. E mesmo assim, ao cantar dos galos, às cinco da manhã o jornalista levantava, deixava a menina dormindo e se dirigia para sua casa, para se dedicar aos seus textos dominicais para o jornal.



Depois de tantos encontros e desencontros o jornalista se percebe apaixonado, e por conta desse amor "não tinha um instante de sossego, mal conseguia comer e perdi tanto peso que as calças não paravam na cintura. As dores erráticas estacionarm nos meus ossos, mudava de ânimo sem razão, passava as noites num estado de deslumbramento que não me permitia ler nem escutar música, e em compensação passava o dia dando cabeçadas por causa da sonolência tonta que não servia para dormir".

E por meio de uma frase simples descreve esse amor: "hoje sei que não foi uma alucinação, e sim um milagre do primeiro amor da minha vida aos noventa anos".



Um livro de amor. Um romance à moda antiga. Uma dádiva ao leitor.

García Márquez conquista pelo simples.
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