Muito Veneno e um Pouco de Lirismo

    Leandro Andreo

    Kazuá
    2015
    102 páginas
    3h 24m
    ISBN-13: 9788555650062
    Português Brasileiro

    Com uma poesia castamente lírica e pavimentando uma forma conscientemente elaborada – tendo como matriz a tradição poética e retórica, contudo, não limitando seu notório impulso criativo e definitivamente se distanciando da mácula estética do anacronismo, Leandro Andreo articula a poíesis desta obra intitulada MUITO VENENO, POUCO LIRISMO – se posicionando opostamente aos modismos estilísticos contemporâneos, o poeta emancipa esta obra reflexivamente lírica, majoritariamente direcionada numa labuta rítmica por entre a temática do amor, porem um amor que não é ingênuo, transitando pelos saberes secularizados dos clássicos, no apreender e dispor sensivelmente musical dos sintagmas, sem comprometer seu discurso que se desdobra por vezes pela lente crítica da arte contemporânea, ressonante certamente como a conjugada extensão reflexiva do diâmetro contemplativo presenciado no público que a materializa, se firmando definitivamente na oposição dos modismos poéticos.

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    Três Leitoras15/02/2016Resenhou um livro
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    Devido a sua inquietação sobre a redução de leitores de poesia e também com a forma como a poesia é feita hoje, que Leandro Andreo decidiu escrever seu mais novo livro. Um livro de desabafo, com muito veneno em suas poesias, mas também com o lirismo que vimos em Ivvi. Acredito que o poeta conseguiu alcançar o objetivo desejado com o seu desabafo, me vi refletindo sobre o assunto... O mais bacana é que apesar de pequenos desabafos são poemas leves, de fácil compreensão, mas de muita reflexão. É moderna a poesia que, sem forma, Com versos dissonantes se conforma E resulta emaranhado indigesto? Com as rimas que eu uso, interpoladas, A métrica das frases respeitada E em forma de Soneto, eu protesto! Mas não só o tema poesia é abordado, ele nos traz o papel de outros artistas para a nossa vida e que por muitas vezes não damos o seu valor merecido. Cruzamos com tantos artistas no nosso dia a dia e independente da "recompensa" recebida, eles entendem perfeitamente o papel ao qual se propõe, que é o de propagar a arte por cada canto que passar. Maquiagem caprichada E com roupa de palhaço, Sua face esbranquiçada Cobre o medo do fracasso. Ele sonhava que o circo Era o lugar verdadeiro, Mas fez do mundo um abrigo E da rua, picadeiro. Eu sou amante de poesias e não deixo de concordar com o autor quando ele afirma que a Poesia Moderna fez com que a poesia perdesse muito da sua beleza, profundidade e objetivo... Admiro o jogo de rimas perfeito que o Leandro produz, como ele consegue ser simples e profundo em seus textos.

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