Na curva das emoções -

    jorge Miguel Marinho

    Biruta
    2011
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-13: 9788588159518
    Português Brasileiro

    Como acontece uma curva no mundo das emoções? Pode muito bem ser quando uma garota conta mentiras para quebrar a rotina dos dias, esfola o umbigo como um cacoete existencial e se apaixona por um cego que compõe músicas e enxerga essa garota mais do que ninguém. Ou quando outra garota é reprovada em Física e dá a maior confusão na cabeça da sua mãe que não entende que “física” é essa. Ou quando um rapaz triste descobre o amor e a sexualidade e nunca mais tem vontade de morrer. Ou quando um outro rapaz fica sabendo que a sua avó teve um amor antigo por um homem que não é o avô dele e se orgulha de uma tatuagem no seio que ela nunca mostrou a ninguém. Escritas com sensibilidade, delicadeza e humor, essas são algumas histórias que falam dos jovens “como borboletas que saem das crisálidas” e descobrem o que a realidade tem de prazer e desprazer na aventura de voar em busca das revelações.

    Resenhas (12)Ver mais
    Raquel de Miranda Otero picture
    Raquel de Miranda Otero27/06/2026Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Comprei uma planta na floricultura e ganhei esse livro de graça. E posso dizer: ganhei um presente.

    Acho que por justamente ter lido sem nunca ter ouvido falar do livro ou do autor, e sem expectativa alguma, foi uma surpresa tão maravilhosa. Foi um livro ganhador de muitos prêmios de literatura juvenil, mas me atravessou quando eu tinha 28 anos de idade. Ele fala da intensidade das paixões de quando somos adolescentes, mas também fala de relações entre menores de idade com adultos, automutilação e pensamentos suicidas, por isso não considero um livro nada juvenil. obs: A depender do estado mental que o adolescente se encontra quando lê esse livro pode ser catastrófico. Esse foi o livro que me fez voltar a escrever depois de muito tempo: O jovem e a criança; o que lhe faltam em crença, definições e vocabulário, lhe sobram na visão descortinada da vida. Pois vocabulário são definições, definições são preconceitos, e preconceito, é crença. E assim, com menos preconceitos, o olhar segue desembaçado para ver e rever a alegria e a imundice que nos cerca. O enxergar esse, que só permanece límpido pelo bater da asa de borboletas, dissipando a teimosa robustez preconceituosa que insiste em se formar na jovem córnea. Abençoadas essas borboletas que mesmo com tantos pássaros insetívoros à espreita, continuam seu alegre bater de asas. Escrevo melhor sendo criança do que sendo adulto, porque adulto é pessoa. Criança eu sei que já fui. E pessoa não sei se algum dia serei.

    9 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.5 / 80
    • 5 estrelas23%
    • 4 estrelas23%
    • 3 estrelas38%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas5%