Owen Parker é um garoto de 15 anos que vive em baixo da terra, proibido de levar uma vida à luz do dia, levar um ar fresco, sentir o cheiro da chuva ou até mesmo conhecer animais de verdade. Há décadas que viver uma vida comum não é possível, não para aqueles que não possuem uma grande riqueza ou para aqueles que não possuíam dinheiro antes do planeta Terra ser completamente devastado por mudanças climáticas e destruído pelo aquecimento global.
No futuro distópico apresentado em O Código Perdido, a superfície da Terra é quase completamente inabitável, o único lugar que se pode viver, ou pelo menos tentar, como antes, é o que chamam de Domo Éden, onde eles tentaram reproduzir ao máximo as coisas que eram comuns antes da Terra passar por um devastação, ou Ascenção, como é chamado no Livro. Nesses domos (existem 4, um para cara região – Leste, Oeste, Norte, Sul) as pessoas convivem com um ar saudável, várias árvores, um Sol-cópia, nuvens-cópia e diversos animais que na verdade são robôs projetados para que o Éden seja o mais parecido possível com o planeta de antes da Ascensão.
Apesar de terem lugares como o Domo Éden, onde tudo parece ser bom e pacífico, nem todos podem conviver ou sequer adentrar as paredes dos Domos. Apenas os ricos podem pagar por uma moradia lá e, além deles, existem o que são chamados de Crios: Adolescentes que, na sua infância, foram congelados e deixados por sua família para que, anos depois, fossem descongelados e vivessem dentro de um desses domos. Além dessas duas categorias de habitantes, ainda temos o que foram “aceitos por caridade”, que é como o nosso protagonista, Owen, conseguiu entrar no Domo Éden Oeste.
Logo na primeira manhã após a chegada de Owen ao domo, ele se afoga em uma das aulas de natação e, a partir desse afogamento, coisas bem estranhas começam a acontecer com ele. Dentre essas coisas, Owen começa a perceber seu corpo mudar de uma forma misteriosa e passa a ver que nem tudo dentro daquele domo é o que parece ser e, com a ajuda de uma amiga inesperada – Lilly-, começa a descobrir coisas sobre o seu próprio DNA/Código Genético que poderá mudar completamente o destino do que sobrou da Terra e salvar toda a espécie humana. Mas para isso, ele precisará distinguir os amigos dos inimigos e tomar muito cuidado com a Corporação Éden, que se mostra muito perigosa e totalmente diferente do que todos imaginam que ela possa ser.
Depois de dar essa breve descrição sobre o livro, o que pode resumir minha situação é: fui com muita sede ao pote! Fui esperando MUITA coisa do livro e talvez isso tenha causado uma decepção maior em relação ao desenvolvimento da trama. Gostei da ideia geral pensada pelo Kevin Emerson, mas acho que ele não soube transmitir tão bem o que estava sendo desenvolvido. Achei algumas cenas um tanto confusas e, muitas vezes, fiquei adiando a leitura porque não tinha paciência para como as coisas (não) estavam acontecendo.
O livro praticamente inteiro se passa sem nenhuma ação em relação ao Owen e a situação dele, não é nos mostrado nenhuma explicação sobre o que tá acontecendo de fato e, eu sei que isso pode ser devido o livro ser narrado em primeira pessoa e o Owen não saber de nada, mas, apesar disso, dava para ter trabalhado muito em algum conflito ou algo do tipo, ou ter pelo menos desenvolvido um acontecimento que deixasse o leitor mais ligado e ansiando por mais páginas, mas isso não ocorre. Tá, não posso negar que ocorre uma coisa que chamou minha atenção, que me deixou pensando sobre o que poderia ser tal coisa, mas não é nada tão instigante assim.
O autor deveria ter aproveitado mais a ideia, ter colocado cenas que chamassem mais a atenção do leitor, fizesse com que ele pensasse “Meu Deus, o que tá acontecendo aqui? Como isso foi possível? Hmm quem será que tramou isso?” e esse tipo de coisa que faz a gente se ligar mais com a história. Mas o único pensamento que tive foi “Meu Deus, será que nada vai acontecer pra dar uma animada nisso aqui, pelo amor?”. E acontece! Mas só no finalzinho do livro que, pra mim, foi a parte mais legal do livro inteiro. Começam a acontecer coisas, outras coisas são explicadas, rola cenas de ação e tudo mais, mas nada que dê um BUMM na história.
Quero ler a continuação porque gostei da ideia do autor e porque espero muito que o Kevin consiga amadurecer sua escrita, que ele consiga passar direitinho tudo que ele quer que a gente pegue suas ideias. Além disso, espero MUITO que os personagens amadureçam; Owen ainda é um menino bastante tolinho e ingênuo, apesar disso ter mudado um pouco no final, mas mesmo assim... E outra coisa: espero muito que eu consiga me ligar a um personagem nos próximos livros, pois isso não ocorreu em O Código Pedido (a não ser, talvez, a Lilly. Gostei muito do jeito dela e das atitudes que ela tomou. Mas ainda falta um certo crescimento para que a personagem consiga me conquistar por completo).
E para concluir: Você pode ter visto algo como “Fãs da trilogia Divergente e da série Percy Jackson vão adorar a trilogia Os Atlantes.” E eu digo que NÃO VÃO PENSANDO ISSO, POIS VÃO DAR DE CARA COM A PAREDE, ASSIM COMO EU DEI! E isso pode fazer com que você ache o livro decepcionante APENAS por causa disso ou faça você não aproveitar tão bem a leitura. Acho que passei por isso de não aproveitar tão bem o livro e vou dar um releitura nele em breve, quem sabe não mudo de opinião e consiga ver coisas que passaram despercebidas, não é?