cadastre-se | acesse

Lezinha
20 anos
São Paulo - SP
amigo seguir
5 AMIGOS
1 SEGUIDORES
Também estou em:
41
avaliou
Paginômetro
10.820

Favoritos (21)Tenho (69)Desejados (57)Emprestados (0)Troco (0)

Lezinha

"Sou só garganta...Não sou violenta. Não sou maldosa. Sou um resultado" (Markus Zusak - A menina que roubava livros)
ATIVIDADES RECENTES >ver todas
24/02/2010
marcou como tenho Cultura da convergência
24/02/2010
marcou como desejado O Vampiro Antes de Drácula
24/02/2010
marcou como tenho O Ócio Criativo
24/02/2010
6 RECADOSver todos

Para enviar um recado você precisa estar logado: login
20/02/2010
O SUICIDA Cá estou no beiral do edifico Copan. Do alto desse monte, observo os transeuntes na calçada da esquina da Ipiranga com a Consolação. Daqui, elas ficam minúsculas, inofensivas, irrelevantes. Minúsculas também se tornam minhas aflições e angústias. Em poucos instantes, dar-se-á o fim. O término dessa longa metragem de baixíssima bilheteria, dessa mostra sem visitantes, desse jogo sem torcida. Aqui, interromperei esta obra de poucas páginas, de leitura cansativa e sonífera. Do cume desse prédio, contemplo a cidade em meus últimos instantes. Nada há mais que uma habitual manhã de fevereiro, idos alguns dias após o aniversário desse aquariano, por pouco peixes, do período do mês em que as pessoas começam a se preocupar com as contas que estão por vir. Na calçada, alguns curiosos apontam para o céu, perplexos com a imagem de um desconhecido cidadão, postado como um marujo ao fim da prancha, esperando ser lançado aos tubarões por seus algozes. À esquerda, contemplo a Nossa senhora da Consolação, imponente, padroeira dos desesperados. A testemunha perfeita desse ato derradeiro; ninguém melhor que ela para entender que o desespero pode atormentar um homem, implodir a tua alma, e deixar sobre a Terra para as hienas somente a pútrida carcaça viva. No bolso, algumas poucas moedas servirão como pagamento ao Barqueiro ao efetuar minha travessia. Abaixo, a multidão se aglomera. Pessoas gritam palavras inaudíveis. Um vulto abre os braços. Talvez não seja ninguém mais que Morfeu, de braços abertos, ansioso para livrar-me desse triste sonho que é minha vida, esperando pacientemente que eu cumpra solenemente o destino que ele me reservara. Apesar da distância, percebo o olhar consternado de rostos desconhecidos. A atenção gratuita dos transeuntes me conforta, transmitindo uma sensação que há tempos não sentia. Sorrateiramente, por trás de mim, um senhor de bata preta se aproxima. Sua voz mansa fala de Deus. Pobre homem, não percebe que se houvesse fé nesse corpo à beira do abismo, o mesmo não estaria por se jogar do penhasco. A brisa acaricia meu rosto, o sol aquece minha face; um sorriso escapa dos meus lábios. Naquele momento, gozava de sentimentos que a vida há muito não me proporcionava. Sorri. Apesar de sozinho por todos esses anos, findaria rodeado de bons momentos. Escrevam na minha lápide: “Morreu no auge”. Um pequeno pássaro pousa ao lado. Cantarola e me observa como que se conversasse comigo. A adrenalina do momento final acelera o meu coração. Calma, paz, harmonia e intensidade. Sensações cujo sabor pleno só provara à instantes do fim. Era chegada a hora. Estiquei-me nas pontas dos dedos dos pés, estufei o peito e o ofereci ao calor do sol. Ergui os braços como um maestro a reger sua ultima obra. Levantei o queixo, contemplei o céu, porque homem que se preza deve morrer de cabeça erguida. Calei a multidão com um simples gesto. Ouvi os sussurros do vento em meus ouvidos. Já não havia espaço para angústias ou aflições. O peito cheio, a mente esfuziante, o sangue latejando. Súbito, desisti. Retrocedi lentamente da beira do penhasco, e caminhei em direção às escadarias. O Barqueiro que esperasse! Ao invés de enriquecê-lo com minhas poucas moedas, iria até a calçada tomar um delicioso sorvete, iniciando a busca incessante pela minha felicidade. Atônitas, as pessoas ao meu redor não entenderam a sonora mensagem da natureza. Pode até ser que a morte seja a solução de todos os meus problemas, mas nada se compara à sensação de estar vivo novamente. By Rodrigo Araújo
16/01/2010
O VICÍO QUE NOS CONSOME No começo foram poucas páginas, inofensivas. Assim como o primeiro gole de cerveja na adolescência, o primeiro trago no cigarro junto com amigos. Pequenas transgressões. Com o tempo, tornou-se uma rotina. Um pequeno livro aqui, outros acolá... em maior número no período de férias. Mas o dia-a-dia não se alterava. Amigos, trabalho, paqueras, balada; os livros apenas preenchiam os pequenos vácuos entre os prazeres desse delicioso jeito de viver. ‘Era apenas um pequeno vicio. Eu tinha controle.’ Você já deve ter ouvido isso em algum lugar... E o que era esporádico tornou-se necessário. Pequenas doses já não satisfaziam mais. E como todo vício, esse apossou de mim, de forma impiedosa, impetuosa. E numa crescente, a cada dia era preciso mais e mais. Não havia mais lugares próprios ou horários certos. No banheiro do serviço, com o chefe na porta ao lado; no horário de pico do metrô, e até enquanto a futura sogra tecia aquele comentário desinteressante sobre seu estilo de vida. Uma dose evitava a tremedeira, o pensamento distante, a falta de concentração. Impedia o suor frio, a tormenta, e me entorpecia. Certa madrugada, vergonhosamente, meus avós me encontraram mexendo em sua estante de raridades, aquela onde quase tudo é em latim, e ninguém nunca se interessou em ler. Puro constrangimento. E para piorar, como em todo vício, encontrei meus semelhantes, meus elos de confiança. Indivíduos que sofrem do mesmo mal que eu. Juntos nessa agonia, nessa angústia de uma boa dose. E juntos, amaldiçoamos de forma colérica a todos eu não nos fornecem boas e prazerosas linhas, da melhor qualidade. E nesse vício eu me perdi. E nesse grupo eu sei que terei o meu fim. Uma morte lenta e prazerosa, cercada de cuidados quanto a minha saúde física e mental, para que eu possa se deliciar da maior quantidade de livros possíveis. Maldito SKOOB!!!
04/12/2009
Pronto! Terminei meu perfil! Sastisfeita agora!? XD
04/12/2009
what?????


Onde estamos:

Blog
Orkut
Twitter

Informações:

Quem somos



Contato:

Fale conosco

Colabore:

Cadastro de livro

Promoção:

Renove sua estante!