1385

1385 F J Torres


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O golpe dos bastardos




O autor foca, nesta obra, um período conturbado da nossa história, aquele que antecedeu a portentosa batalha de Aljubarrota.

Para a maioria dos portugueses os tempos não eram fáceis. A peste negra tinha dizimado grande parte da população, a desgraça e pobreza estavam generalizadas, a agricultura era residual e a fome persistente. No entanto, a luta pelo poder estava no auge. Toda uma feudal elite, egoísta e aleivosa, manobrava influências, usava e abusava da força focada no proveito próprio e na ganância. É dentro desta promiscuidade e maldade que se movem as mais relevantes figuras da época - algumas, pintadas pela História como escroques e traidores; outras, como santos ou heróis.

Contudo, o autor, descomprometido pelo facto de não ser Historiador, não se limitou a descrever neste livro os acontecimentos tal e qual a maioria os conhece, ou como, na generalidade, nos têm sido contados. A história, aqui, é inédita! Baseou-se o autor, como é óbvio, nas crónicas do grande Fernão Lopes, onde “leu” especialmente as entrelinhas, apoiando-se em inúmeros documentos coevos que felizmente chegaram aos nossos dias. Essas bases permitiram-lhe construir uma teia de personagens e uma trama de eventos muito complexa, dando forma àquilo que se considera um excelente romance. Numa linguagem simples e cinematográfica, o autor, naturalmente cético, ficciona neste livro uma perspetiva totalmente diferente da nossa história, ou seja, aquilo que ele interpreta como na realidade aconteceu! A perspetiva é a do lado dos derrotados, do lado daqueles que não escrevem a História, daqueles que perderam a batalha final (entenda-se Aljubarrota) e a dinastia. Neste romance o “bom da fita” é a própria Leonor Teles. Deixa por isso, ao leitor mais atento, algumas mensagens. Este romance tenta mostrar isso mesmo, de uma forma ficcionada e isenta - a tal outra visão desses conturbados tempos, tendo presente que numa revolução existem dois lados e que ambos possuem suficiente razão e/ou legitimidade para tudo fazerem valer, (ou não), quando os valores em causa são o amor, a lealdade, a honra, a propriedade ou até a própria vida, muito mais que patriotismo, nacionalidade ou o bem-estar e interesses do povo.

É sem dúvida uma estória violenta, onde o leitor se sente sempre presente, como fazendo parte dos acontecimentos; contudo, nesta narrativa de violência há lugar, como se disse, para o amor, lealdade e honra, cenas que o autor descreve com eximia arte, cujo suspense prende o leitor ansioso por saber como termina a história!

Literatura Estrangeira / Romance

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mara sop
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