A Confissão de Lúcio

A Confissão de Lúcio Mário de Sá-Carneiro


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A Confissão de Lúcio





Narrada em primeira pessoa, a história de Lúcio é a história de um crime e de uma confissão. Depois de dez anos de prisão, onde cumprira pena por ter assassinado o poeta Ricardo Loureiro, Lúcio é solto e começa a contar sua história para, segundo ele, demonstrar sua inocência. À medida que relata os fatos que antecederam o crime, as lembranças se embaralham, perdem a nitidez, e a ambiguidade toma conta da narrativa. O que o leitor acompanha é a reconstrução fragmentada do passado de Lúcio, amigo íntimo de Ricardo Loureiro e de sua esposa, Marta, uma mulher misteriosa que, às vezes, parece não ter existência própria. A convivência entre eles faz nascer em Lúcio um grande desejo por Marta. Tornam-se amantes. Passado algum tempo, ele descobre que não é seu único amante. Desespera-se de ciúmes quando descobre que ela se encontra também com Sérgio Warginsky, um artista russo que frequenta sua casa. Lúcio passa a sentir ódio por Ricardo, pois desconfia que ele está a par de tudo. Rompe com o amigo. Quando se reencontram, tempos depois, Ricardo lhe confirma a desconfiança e explica que, só possuindo fisicamente o objeto de sua amizade, poderia senti-la verdadeiramente. Mas, como possuir seus amigos? Através de sua mulher. Alucinado, Ricardo quer provar a Lúcio que o valoriza acima de tudo e de todos. Arrasta-o até sua casa, entra nos aposentos de Marta e mata-a com um tiro. Mas, quem está no chão, sem vida, não é Marta, e sim Ricardo. E aos pés de Lúcio está o revólver homicida. Quem é o assassino? Quem é a vítima? Marta era real ou não passava de uma projeção da atração sexual que Ricardo e Lúcio sentiam um pelo outro e da atração que Ricardo sentia por outros amigos, de quem Lúcio tinha ciúmes doentios? No julgamento, ninguém acreditou na história contada por Lúcio. Ele mesmo, aliás, não se esforçou em fazer com que os jurados acreditassem. E os dez anos de cadeia foram uma espécie de repouso para sua alma atormentada.

Crime / Literatura Estrangeira / Romance

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on 8/2/10


Um triângulo amoroso é uma leitura superficial da obra. Mais fiel seria dizer um amor que catalisou uma série de atos e relações que levam a um crime. Um crime passional - mas não um crime passional comum, como se vê nos noticiários. Até porque o amor apresentado no livro é enlevado, ao mesmo tempo em que é contido, não expressamente revelado. É velado e até certo ponto repudiado, incompreendido e todas as dificuldades, as ações e, sobretudo, as angústias nascem desse conflito. ... leia mais

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Priscila
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