A insônia do vampiro

A insônia do vampiro Ivan Jaf


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A insônia do vampiro





Passar as noites acordado não é um problema para o narrador desta história. Afinal, ele é um vampiro, e só pode sair em busca de sangue no escuro das madrugadas. O mal de que sofre é exatamente o oposto: passar os dias em claro, revirando-se no caixão! E o dia dura o dobro da noite – o que torna sua agonia duas vezes pior que a de um mortal.
Na busca de cura, decide fazer análise. Ele sabe que escavar traumas de centenas de anos não vai ser fácil, sobretudo ao revolver dolorosas recordações de Portugal, sua terra natal… Nessas lembranças, vem à tona a amizade com um vampiro religioso que, em plena Lisboa do século XVIII, morde o pescoço de um indefeso bebê – o que geraria consequências tão tenebrosas quanto o ato. Nessa regressão, o narrador revive também momentos históricos, como a Grande Peste, o Terremoto de Lisboa e o surgimento do Iluminismo. Resta saber em que parte desse passado está enterrada a solução que dará.

O que fazer quando um vampiro de cinco séculos está com insônia? Já é difícil para nós humanos, agora imagine para um vampiro, que leva consigo a culpa em relação ao passado. E por este dilema, o narrador se vê deitado em um caixão-divã de sua psicanalista também vampira. Durante a análise, ele relembra acontecimentos importantes de sua “morte-vida”, como seu amigo vampiro-religioso, um bebê que eles pensaram ser meio vampiro, e as catástrofes que aconteceram a Lisboa naquele tempo. O livro traz uma narrativa bem interessante, que ao mesmo tempo em que conta de si, ele também fala sobre a História, sobre o Brasil (que é varias vezes repetido, já que estava sendo explorado pelos portugueses). Com toda essa análise ele revê o porquê de estar no Rio de Janeiro, e consegue finalmente ter um pouco de sono, mas assim, ele descobre que ainda vai ter muita insônia, já que seu filho, Vicente, está no Brasil também. Ah, o livro também possui algumas ilustrações, cheias de detalhes legais! Pessoal, não deixem de ler, ele foge um pouco de “Crepúsculo” e vai para vampiros (não sanguinários), mas próximos a algo como “Drácula”.

Fantasia / Literatura Brasileira / Suspense e Mistério / Terror

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