A Miscelânea Original de Schott

A Miscelânea Original de Schott Ben Schott


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A Miscelânea Original de Schott


Schott's Original Miscellany




Este é um banquete de banalidades até então despercebidas. Seu objetivo é proporcionar as bagatelas que alimentam o fluxo de uma boa conversa. Dado importante, ela se mostra modesta quanto à pretensão de ser exaustiva, peremptória ou até mesmo prática. Tem, no entanto, a pretensão de ser essencial. Talvez alguém decida viver sem a Miscelânea, mas parece algo estranho e temerário para se tentar fazer.
Do significado dos pangramas - frases que contêm todas as letras do alfabeto - às regras estabelecidas na Irlanda do século XVIII para a prática de duelos, o livro de Ben Schott reúne um "banquete de banalidades até então despercebidas", como define o autor. São, paradoxalmente, inutilidades úteis. Enumeram-se, por exemplo, alguns dos lugares-comuns do latim (a priori, a posteriori), bem como máximas de Oscar Wilde: "Só o que é moderno acaba saindo de moda." O autor dá a receita de um bom Bloody Mary, cita Hamlet na língua do pê e relaciona as pessoas que surgem na famosa capa do disco Sgt. Pepper, dos Beatles, de 1967: Mae West, Jung e Lewis Carroll, entre tantos. Uma revelação interessante remonta aos séculos XVIII e XIX, quando o governo britânico criou impostos sobre o uso de chapéus, luvas e perfumes, chegando a taxar proprietários de imóveis pelo número de janelas! Outra história curiosa: como Louis Braille, cego desde os 4 anos, inventou seu famoso código de comunicação com base num tipo de escrita noturna feita por um soldado. Ben Schott, que aconselha a leitura aleatória do livro, é capaz de numa página esboçar as abreviaturas da arte do tricô e, em outra, mostrar que o cardápio do Titanic incluía ostras e salmão. A edição brasileira da miscelânea foi traduzida e adaptada por Cláudio Figueiredo, que acrescentou histórias nacionais à obra originalmente inglesa. Por isso, ao lado de frases famosas do escritor inglês Samuel Johnson, estão as do brasileiro Machado de Assis. Há ainda menção ao livro O linguajar da malandragem, publicado no Rio de 1940, em que Edmyson Perdigão apresenta gírias utilizadas pela bandidagem carioca: autopsiar significava "roubar alguém que está dormindo" e Jeremias a "criança que desperta quando o gatuno está agindo". Em tom descontraído, o livro é um bem selecionado compêndio de temas que informam e divertem.


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