A origem da família, da propriedade privada e do Estado

A origem da família, da propriedade privada e do Estado Friedrich Engels


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A origem da família, da propriedade privada e do Estado (Marx-Engels)


em conexão com as pesquisas de Lewis H. Morgan




A origem da família, da propriedade privada e do Estado, escrito por Friedrich Engels em 1884, apresenta uma análise crítica dos modos de organização da vida social. Levando em consideração as relações entre os sexos para além da biologia, Engels trata da opressão de gênero e do papel do casamento e da autoridade masculina na constituição da sociedade moderna, apontando, assim, para temas que hoje seriam chamados de antropológicos.

A obra desenvolve-se em nove capítulos: o primeiro é dedicado à análise e à constatação dos chamados estágios pré-históricos da civilização (o estado selvagem e a barbárie) e à dedução da existência de uma estrutura familiar primitiva de cunho comunitário e baseada em laços consanguíneos matrilineares; os capítulos II, III e IV analisam a formação da família e da gens; os capítulos V a VIII são dedicados ao estudo da formação do Estado a partir da sociedade gentílica na Grécia, em Roma e entre os germanos; e o último capítulo constitui uma reflexão crítica sobre a relação entre barbárie e civilização.

Baseando-se em um resumo detalhado de Karl Marx da obra de Lewis Henry Morgan, Ancient Society, or Researches in the Lines of Human Progress from Savagery through Barbarism to Civilization [Sociedade antiga, ou Pesquisas nas linhas do progresso humano, do estado selvagem até a civilização, passando pela barbárie], e em suas próprias investigações, Engels desnaturaliza a família patriarcal e monogâmica, mostrando sua origem histórica.

A edição é traduzida diretamente do alemão e traz comentários críticos do jurista e filósofo do direito Alysson Mascaro e das sociólogas e especialistas em questões de gênero Clara Araújo e Marília Moschkovich.

Trecho do prefácio

"Engels, ao desnaturalizar e dessacralizar instituições sociais muito fulcrais, como a família – idealmente projetada a partir do louvor da monogamia burguesa e tomada como modelo universal, quiçá, por alguns, eterno –, adentra um campo de disputa central e refinado, revelando uma estratégia política que importa até a atualidade. Em momentos como o presente, de flagrante recurso ao moralismo no que tange à família, contra trabalhadores, comunistas e pessoas de esquerda, em que valores ditos religiosos são opostos ao progressismo social, tudo isso num maquinário de exacerbação da exploração capitalista pós-fordista, que se erige com a crise sob seus pés, a obra de Engels revela (e o faz desde o século XIX) o campo moral como um dos objetos incontornáveis de luta política da classe trabalhadora."

(do prefácio de Alysson Leandro Mascaro)

História / Não-ficção / Sociologia

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on 25/4/11


"A monogamia foi um grande progresso histórico, mas, ao mesmo tempo, iniciou, juntamente com a escravidão e as riquezas privadas, aquele período, que dura te nossos dias, no qual cada progresso é simultaneamente um r e t r o c e s s o r e l a t i v o , e o b e m - e s t a r e o desenvolvimento de uns se verificam às custas da dor e da repressão de outros. " ... leia mais

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