A Pele

A Pele Curzio Malaparte


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Nas ruas miseráveis de uma Nápoles em ruínas, quando o exército aliado expulsou dali os alemães, a libertação é apenas outra palavra para desespero. A prostituição é desenfreada. O cheiro da morte está em todo lugar. Tudo supervisionado por americanos que, na sua ingenuidade, não entendem exatamente por que estão ali. Lançado em 1949, já em 1950 vieram as sanções: a “proibição moral de Curzio Malaparte” pelo Conselho Comunal de Nápoles e a inclusão do livro no Index dos livros proibidos pela Congregação do Santo Ofício. Em 1962, a publicação no Brasil se deu como celebração. Na apresentação daquela edição, diz Ênio Silveira: “Uma obra prima de violência, de crueldade, de degradação e, ao mesmo tempo, de louvor à condição humana”. Hoje são apontados, para além dos pecados originais, os da incorreção política. O livro nasceu ambíguo como o próprio autor, que deixou resposta no personagem Jack Hamilton: “Não há qualquer importância se o que Malaparte conta é verdadeiro ou falso. A questão a ser posta é bem outra: se o que ele faz é arte ou não”.

Literatura Estrangeira

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A agonia e a decadência humana na Pele
on 10/3/19


Curzio Malaparte, pseudônimo de Kurt Erich Suckert, (1898-1957) nasceu em Toscana – Itália, além de jornalista, escritor, dramaturgo e cineasta, lutou na I Guerra Mundial e recebeu várias condecorações por bravura; foi membro do Partido Nacional Fascista, entretanto, em um de seus artigos, ataca a imagem de Hitler e Mussolini que culmina na expulsão do partido e a condenação ao exílio na ilha de Lipari entre 1933 e 1938. Entre 1938 e 1943, Malaparte ficou preso no temido presídio roman... leia mais

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