A Universidade Sem Condição

A Universidade Sem Condição Jacques Derrida


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A Universidade Sem Condição





Originalmente uma conferência pronunciada na Universidade de Stanford, "A Universidade sem condição" desenvolve uma reflexão sobre o lugar da Universidade num mundo globalizado. Jacques Derrida analisa aqui o papel das Humanidades na reflexão sobre sua própria história, relacionada ao conceito de Homem, a fim de ver como podem contribuir para o advento de uma nova Universidade. O "sem condição" do título aponta para a situação dúplice da instituição universitária hoje. Por um lado, a expressão indica uma incondicionalidade indispensável à pesquisa e ao ensino superiores, sem o que estes ficarão sempre presos a valores políticos, éticos e jurídicos que vão contra seus princípios. Por outro lado, "sem condição" é também o índice de certa falta de "poder" universitário, pelo fato de sua existência muitas vezes depender de fatores estranhos a seu próprio funcionamento, bastando, para entender isso, refletir a respeito da administração de verbas e recursos. Num momento em que a Universidade, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, se vê ameaçada pelas leis do mercado, este livro fornece material para se discutir as novas políticas do saber e os direcionamentos que permitirão sua sobrevida em contato com o mundo exterior, para além dos muros que a fecham em si mesma, com o risco de asfixia. Do mesmo modo, a incondicionalidade da instituição universitária se torna um aspecto fundamental no sentido de ser útil a uma outra forma de democracia, até agora inexistente nos tipos históricos, ainda por vir.

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on 28/2/13


Embora o presente ensaio comece desenvolvendo-se, pelo meu entender, acerca da autonomia epistemológica do pensamento universitário, o autor trabalha numa (suposta sua tradicional) digressão acerca do professar, e nisto traz reflexões acerca de temas transversais, como o estatuto da atividade laboriosa, em específico a do trabalho, nas suas mais devidas nuances, justificadas segundo um princípio epistêmico kantiano. O autor propõe, no fim do ensaio, como uma tentativa - a meu ver, con... leia mais

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Juliana
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19/08/2009 01:14:46