Ainda restam Aveleiras

Ainda restam Aveleiras Georges Simenon


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Ainda restam Aveleiras







Estaria eu, naquela manhã, mais ou menos feliz do que nos outros dias? Não tenho a menor ideia, e a palavra felicidade não faz mais muito sentido para um homem de 74 anos.

Em todo caso, a data permanece na minha memória: 15 de setembro. Uma terça-feira.

Às 6h25, a sra. Daven, como chamo a governanta, entrou sem fazer ruído, sem mover o ar, e colocou a xícara de café sobre a mesa de cabeceira antes de se dirigir para a janela e puxar as cortinas.

Vi logo que não havia sol, que o ar estava nublado, que talvez chovesse.

Nós nos dissemos bom dia, simplesmente. Falamos pouco. Enquanto eu bebia um primeiro gole, ela guardou as roupas que eu tirara na noite anterior e eu, por minha vez, girei o botão do rádio para ouvir as notícias da manhã.

São rituais. Eles se criaram pouco a pouco, e me seria bem difícil saber por que nós os seguíamos religiosamente.

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on 3/12/14


Georges Simenon foi um gigante da literatura. Quem não tem disposição ou tempo para encarar as centenas de romances que ele escreveu ou considera a ficção policial um gênero “menor”, bastaria ler a novela “Ainda restam aveleiras” para incluí-lo em qualquer lista ao lado dos gênios. A narrativa se assemelha a um fragmento de um diário do banqueiro François Perret-Latour. Podre de rico, vivendo num apartamento sofisticado, enorme e vazio na praça mais opulenta de Paris, ele está esper... leia mais

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Rafael Nini
cadastrou em:
17/12/2009 00:07:05

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