Antologia Poética

Antologia Poética Augusto dos Anjos


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Antologia Poética (Coleção Biblioteca Folha #24)





"Augusto dos Anjos (1884-1914) é um poeta estranho, perturbador, inquietante e, como não poderia deixar de ser, capaz de grande sedução. " Sua única obra - "Eu" (1912) - explora as temáticas da podridão, da decomposição e dos terrores noturnos. Ele alucinadamente vê o corpo sendo destruído pelos vermes, após a morte, e talvez por isso lança mão de toda a base cientifico-filosófica do seu tempo para gritar aos outros homens sobre as nossas fomes e as nossas faltas. O amor, a solidariedade, a justiça. Grita também ao cosmos: pergunta quem somos, onde estamos, de onde viemos, para onde vamos.
Um de seus mais intrigantes mistérios é o quanto o apreciam: as reedições surpreedem; os que o relêem, o declamam, o sabem de memória.
Poéta de leitura complexa, que exige conhecimentos científicos e filosóficos; de versos não raro herméticos; iconoclasta, niilista, irônico e ao mesmo tempo agônico, Augusto dos Anjos foi considerado pelo público e pela crítica de seu tempo, habituados á elegância parnasiana, um criador de mau-gosto, malcriado. O vocabulário pouco comum, a multiplicidade de influências literárias que recebe e recria, tornando-se inclassificável e principalmente o desespero radical com que tematiza o fim de todas as ilusões românticas são alguns motivos de sua rejeição e paradoxalmente de sua aceitação.

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