As Bruxas: noivas de Satã

As Bruxas: noivas de Satã Jean-Michel Sallmann


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As Bruxas: noivas de Satã





Para além do mito, Jean-Michel Salmann disseca historicamente a bruxaria — dos primeiros processos às figuras que povoaram o imaginário romântico



O ano de 1692 marcou em definitivo a história da cidade de Salem, no estado americano de Massachusetts. Formados pelos rígidos padrões puritanos, moradores do vilarejo entraram em estado de histeria coletiva depois que quatro crianças, dominadas pelo medo e pela fantasia, começam a acusar aleatoriamente de bruxaria cidadãos inocentes. Instauraram-se inquéritos. O resultado: 12 executados, uma vintena de torturados e dois cachorros enforcados. A história das bruxas de Salem ficou mundialmente conhecida através do teatro e do cinema. E repete uma prática muito comum a partir do século XV, quando a Igreja iniciou a sua caça às feiticeiras. Mas por que elas foram perseguidas? O que é ser uma bruxa, de onde vieram, como são as práticas de bruxaria e quais eram as bases dos processos que as levavam à fogueira?



Em AS BRUXAS — Noivas de Satã, Jean-Michel Sallmann analisa o modo de representação que foi a bruxaria, dos primeiros processos às figuras que povoam o imaginário romântico. A obra integra a coleção Descobertas e é fartamente ilustrada, obedecendo aos padrões de qualidade de texto e imagem que norteiam a série.



A história aponta o ano de 1420, na fronteira alpina entre a França e a Suíça, como o ponto de partida para a perseguição às "noivas de Satã". Uma prática que se espalhou pelo mundo cristão e que se transformou em mito por força da máquina judiciária da Inquisição, reforçada pela bula de Inocêncio VIII. Em 1484, o papa ampliou os poderes dos Inquisidores. Foi a primeira vez que a Igreja legislou sobre bruxaria.



Graças ao desenvolvimento da imprensa, os tratados de demonologia se multiplicaram pela Europa e as acusações de bruxaria, idem. Desde o início do século XV e durante os dois séculos seguintes, milhares de bruxas foram perseguidas, denunciadas, torturadas, antes de serem lançadas às chamas.



O livro traz, ainda, relatos históricos de situações banais do cotidiano que originaram processos da Inquisição, muitas vezes por obscuros tribunais rurais, provando que o caminho que leva do boato à fogueira é tão inelutável quanto absurdo.



Jean-Michel Sallmann é professor de história moderna na Université de Paris X-Nanterre. Suas pesquisas concentram-se na história cultural e religiosa da Itália moderna. É autor de um estudo sobre a magia no século XVI, através do processo da Inquisição, que resultou no livro Chercheurs de trésors et jeteuses de sorts: la quête du surnaturel à Naples au XVIème siècle, de 1988.

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Resenhas para As Bruxas: noivas de Satã (1)

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As bruxas noivas de Satã
on 29/3/13


O livro começa com um texto de Jules Michelet que finda da seguinte forma: "De uma espécie diferente, sai Satã do seio ardente da Bruxa, vivo, armado e pronto para atacar, Por mais medo que sintamos, temos de confessar que, sem ele, morreríamos de tédio". Para o autor/historiador, as crenças em bruxaria, foram à sua maneira, resposta às angústias religiosas da época. A crença que alguém poderia prejudicar outro (principalmente judeus), foi uma maneira de explicar os infortúnios que afl... leia mais

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