Banana Brava

Banana Brava José Mauro de Vasconcelos


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Banana Brava





Aos 22 anos de idade José Mauro de Vasconcelos publica seu primeiro romance: Banana Brava.

A seguir um pequeno trecho da Apresentação feita por Luís da Câmara Cascudo:



Esse livro, desocupado leitor, como dizia Cervantes, retrata, sem requintes, séries de homens e mulheres. Poder-se-ia avisar: qualquer semelhança com entidades vivas é mera coincidência. Mas não se diz. Não são coincidências. São elas mesmas, as en tidades, as figuras, as fisionomias encontradas e trazidas para aqui. Apenas os nomes foram mudados num rebatismo convencio nal e lógico.

Todos os valores estão nesse volume. Valores puros, infor mes, uns, sujos de terra outros. Mas são valores autênticos, apu rados numa breve mas heróica existência de bandeirante sem chefe e de caminhador sem destino cinematográfico. A única e natural maneira de aperfeiçoá-los é confiar no Vasconcelos. Deixem-no viver. Uma grande contribuição do Brasil mental será o seu nome, agora anônimo vencedor das estradas e sertões goianos.

Não veremos um romancista por indução mas por experiên cia. Pelo sentido divulgativo de heróico, a expressão moderna da Epopéia, que, como agudamente notava o sr. Renato Almeida, só pode ser fixada pelo Romance.

Voltando do Oeste, Vasconcelos trazia apenas suas notas num livrinho de vinte centavos, o esquema de um bailado, os per sonagens pintados, com remédios por não ter tinta, e, no pulso, a marca branca e circular dos Carajás, o sinal dos Homens, honra de sua filiação à tribo que o hospedou.

Dos seus meses na Terra dos Homens sem Piedade, nas Ter ras Ensangüentadas, nos Garimpos onde viceja e jamais frutifica a Banana Brava, veio esse romance, rude, claro, luminoso de ver dade natural, de grandeza humana e fabulosa. É a voz que conta a viagem estranha ao Mundo onde ainda vivem os Cavaleiros da Távola Redonda, com um programa sinistro de guerra, morte, abnegação e silêncio. Mundo limitado pelos grandes rios, pelas barreiras altas, pela floresta misteriosa, povoada de sonoridades apavorantes, inexplicadas e envolventes.

Esse livro, sem intenção e convenção, ficou sempre novo. Real e absolutamente novo em sua serenidade melancólica de tragédia humana.

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on 14/6/11


Livro de tema regional, fala sobre o garimpo com seu ambiente inóspito e seus homens endurecidos pelo trabalho árduo e pela ganância. Leitura rápida mas a trama não tem grandes atrativos e eu esperava que fosse mais descritivo em relação à geografia local e outros aspectos da atividade exploradora.... leia mais

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Pablo
cadastrou em:
18/01/2009 21:41:06

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