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    Os Manuscritos Perdidos -

    Charlotte Brontë

    Faro Editorial
    2019
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788595810976
    Português Brasileiro
    4.2
    157 avaliações
    Leram188Lendo18Querem336Relendo1Abandonos8Resenhas36
    Favoritos18Desejados336Avaliaram157

    Resgatado de um naufrágio e perdido por quase dois séculos, este livro tem uma história tão incrível quanto as escritas pela família Brontë. Viajando por quase duzentos anos entre o Velho e o Novo Mundo, os manuscritos passaram por diversas mãos e sobreviveram até a um naufrágio. Mais do que os primeiros rascunhos do que viria a se tornar a obra de Charlotte, o material revela detalhes da vida de uma das famílias mais talentosas da literatura mundial. Tudo teve início em 1810, quando Maria Branwell, que se tornaria mãe das famosas irmãs Brontë, obteve um livro, em sua terra natal. Dois anos depois, ela se mudou e o exemplar estava entre seus bens que naufragaram em um navio. O livro foi recuperado intacto e tornou-se precioso para toda a Família Brontë, sendo não apenas uma fonte de leitura, mas também de anotação pelas irmãs Charlotte, Emily, Anne, seu irmão Branwell e seu pai, Patrick. Em 1861, o livro foi vendido em um leilão depois da morte de toda a família. E, nos anos seguintes, passou por diversos donos, eventualmente, viajando para a América, onde permaneceu em uma coleção particular até 2015. Comprado pela Brontë Society, descobriu-se joias literárias e históricas escondidas entre suas páginas. Isso inclui anotações, esboços e dois textos nunca publicados de Charlotte Brontë. Mas este trabalho vai além: especialistas foram convidados a examinar os documentos e apresentam muitas reflexões, incluindo uma sobre a inspiração de Emily Brontë para um dos maiores livros da história: O morro dos ventos uivantes.

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    Thai Freitas17/05/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Incrível!

    “Descobrir manuscritos inéditos de Charlotte Bronte, uma das maiores e mais amadas escritoras inglesas, é um marco célebre – e a história por trás dessa descoberta é igualmente incrível.” O livro é introduzido com esse trecho que tanto nos diz sobre o que esperar dele. Sim, o livro é um verdadeiro deleite para os admiradores da Família Brontë. Tudo tem início a partir de um livro que Maria Branwell, matriarca da família, possuía e que - de forma intacta - sobreviveu a um naufrágio durante uma travessia. Depois de recuperado, ele foi entregue de volta à família que, depois de tudo que aconteceu ao livro e por tudo que ele representava para todos após a morte de Maria, ele foi tido com muito apreço por Charlotte, Emily, Anne, Elizabeth, Maria, o irmão Bramwell e o pai Patrick que utilizaram o estimado bem não só para leituras, mas também para anotações... no que era para eles, uma preciosa recordação de Maria e que posteriormente nos presentearia com textos maravilhosos (alguns nunca publicados) de Charlotte. Após a morte de todos e depois de passar por vários lugares e pessoas, ele foi adquirido pela Brontë Society, uma sociedade que tem como presidente, Judi Dench, uma fã incondicional da família. O livro tem início com a apresentação dela, mostrando todo seu apreço pela família que marcou gerações. A edição está – impecavelmente – maravilhosa. O livro é um transcrito de informações ricas e muito bem exploradas e colocadas. Fotos, fragmentos poéticos, pinturas, autorretratos e manuscritos reais e de uma riqueza de detalhes incrível, você se sente de fato conhecendo de perto as memórias da família. Que grande acerto da Faro ♥ Continue lendo em: https://sankasbooks.blogspot.com/2020/05/resenha-os-manuscritos-perdidos.html

    11 curtidas

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    Avaliações

    4.2 / 157
    • 5 estrelas32%
    • 4 estrelas43%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas1%
    Charlotte Brontë profile picture

    Charlotte Brontë

    Charlotte Brontë foi uma das grandes romancistas da Inglaterra do século 19, a mais velha das três irmãs Brontë, cujos romances são marcos na história da literatura mundial. Nasceu em 1816, sendo a terceira filha do reverendo Patrick Brontë e de sua esposa, Maria Branwell. Seu irmão, Patrick Branwell, nasceu em 1817 e suas irmãs, Emily e Anne, em 1818 e 1820, respectivamente. Em 1820, seu pai foi nomeado como pároco de Haworth, próximo a Yorkshire, para a família se mudou; em 1821, Maria Branwell morre e deixa a criação de seus filhos sob os cuidados de sua irmã, Elizabeth Branwell. As pobres condições de vida enfrentadas pelas crianças Brontë as levaram a uma série de problemas de saúde, iniciando com a morte das duas irmãs mais velhas da família, em 1825, após terem ingressado no Clergy Daughters School. Foi este colégio que inspiraria, mais tarde, Charlotte na descrição do sinistro colégio Lowood que aparece em seu romance “Jane Eyre”. Seu ingresso na literatura iniciou-se com pequenos contos de inspiração byroniana escritos em conjuntos com seus irmãos: com Patrick, criou o reino imaginário de Angria, ao mesmo tempo que Emily e Anne criavam o reino de Gondal. Em 1842, Charlotte e Emily ingressaram em internado em Bruxelas, mas a morte de sua tia a obrigaram retornar à Inglaterra. Emily passou a cuidar da administração da casa dos Brontë e Anne tornou-se preceptora de uma família nas cercanias de York, para a mesma família na qual Patrick Branwell servia como professor particular. As experiências que Charlotte vivenciou em Bruxelas serviram para inspirá-la nas características da personagem Lucy Snow, protagonista de seu romance “Villete”, de 1853. No mesmo ano, seu irmão Patrick envolveu-se com a mulher de seu patrão e a partir deste ano passa a recorrer ao ópio e à bebida. Foi Charlotte quem incentivou as irmãs a escreverem e a publicarem seus romances, a partir de 1847, valendo-se de pseudônimos ambíguos: Charlotte publicou “Jane Eyre”, sob a alcunha de Currer Bell; Emily, publicou “O Morro dos Ventos Uivantes”, sob o nome de Ellis Bell, obtendo sucesso imediato; “Agnes Grey”, foi publicado por Anne, sob o nome de Acton Bell. Emily morreria de tuberculose, em 1848 e Anne, em 1849, um ano após publicar “A Moradora de Wildfell Hall”. Charlotte se casaria em 1854 com o assistente de seu pai, Arthur Bell Nicholls, que fora o seu quarto pretendente. Em 31 de março de 1855, grávida de seu único filho, caiu enferma e morreria de tuberculose como suas irmãs. A importância de Charlotte Brontë é significativa em um momento em que as relações sociais e econômicas da sociedade se transformavam: em uma época onde as mulheres eram consideradas apenas como um mero adorno social, Charlotte Brontë bravamente enfrentou os obstáculos da sociedade através de sua obra. Seus romances falam sobre a opressão da mulher, o que a caracterizam como uma das primeiras mulheres modernas; entretanto, classificá-la apenas como feminista seria uma má-representação de sua verdadeira condição e importância. Diferentemente das escritoras Mary Wollstonecraft e George Sand, que surgem como as primeiras defensoras da nova condição da mulher, Charlotte vale-se exclusivamente de suas obras para imprimir uma nova visão do papel da mulher. Nesse ponto, Charlotte Brontë é uma das grandes opositoras da obra de Jane Austen, por considerar que as personagens austeanas se conformavam com o papel da mulher submissa dos primeiros anos do século 19. Nesse ponto, as personagens elaboradas por Charlotte são diametralmente opostas às criadas por Jane Austen. Sua vida foi registrada através da biografia publicada por sua amiga, a escritora Elizabeth Gleghorn Gaskell. Sua produção literária, apesar de modesta, é significativa: sua primeira obra, “The Green Dwarf, A Tale of the Perfect Tense”, foi escrita em 1833; seguiu uma produção juvenília até a publicação de seu primeiro romance, “Jane Eyre”, em 1847; “Shirley” foi escrita em 1849; “Villette”, em 1853; “O Professor”, apesar de ter sido seu primeiro romance, antes mesmo de “Jane Eyre” somente foi publicado postumamente, em 1857; deixou ainda inacabado “Emma”, publicado em 1860.

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    Yorkshire, Inglaterra

    Charlotte Brontë