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    La puissance du souvenir dans l'écriture - L'effet Zeigarnik

    Pierre Bergounioux

    Pleins Feux
    2000
    39 páginas
    1h 18m
    ISBN-13: 9782912567826
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    Les primitifs estiment avoir plusieurs âmes, dont l'une, toute locale, hante l'endroit où ils sont nés. Je me croirais assez volontiers pourvu d'une telle entité. Elle rôde dans les vallons du commencement, s'attarde près des sources tandis que le corps et la conscience seconde qui l'habite poursuivent au large leur course vagabonde. La vie nous a entraînés loin de nos fondations. Mais elle ne les a pas abolies. On peut être tenté de refuser le présent, la réalité, pour se rencogner dans des images, dans le passé. Un personnage de Fellini dit quelque chose d'approchant dans La voix de la lune : " À quoi bon vivre ? Il suffirait de se souvenir. " Pierre Bergounioux

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    Pierre Bergounioux

    Pierre Bergounioux (Brive-la-Gaillarde, 1949) é um escritor francês. Sua obra abundante, de inspiração autobiográfica, se lê como um único grande livro, retomando sem cessar os mesmos motivos a fim de delimitar, com muita paciência, o único objeto de suas preocupações :o da existência submissa ao infatigável trabalho do tempo. Marcada por William Faulkner e as profundas perturbações provocadas pelo escritor americano na escritura romanesca, a obra de Pierre Bergounioux é proxima das de Claude Simon e de Pierre Michon. Antigo aluno da Escola Normal Superior de Saint-Cloud, substituto de catedrático de letras modernas, laureado com o Prêmio Alain-Fournier, ocasionalmente crítico literário. e também escultor, professor, militante de esquerda, pai de família, pescador de trutas e de grandes livros, Pierre Bergounioux reparte sua vida entre as solidões luminosas da Haute-Corrèze e dias austeros, laboriosos, constrangidos, no subúrbio parisiense. Após haver passado o essencial de sua carreira ensinando no colégio, Pierre Bergounioux começou a dar aulas na Escola de Belas-Artes de Paris. Sustentados por um estilo poético esculpido de maneira notável, seus livros pretendem esclarecer a questão dolorosa das origens do desarraigamento, não somente geográfico mas também ontológico. A obra de Bergounioux procura exceder a ruptura que existe entre a infância e a idade adulta; ou seja, o conhecimento de sua própria ignorância e o absurdo do mundo. Como William Faulkner, a quem ele dedica um livro e alguns artigos, "entre a tristeza e o nada, [ele] escolheu a tristeza". Ao mesmo tempo, Pierre Bergounioux exprimiu seu ponto de vista sobre a escola num livro de entrevistas publicado em outubro de 2006, livro que ele intitulou, de maneira irônica, Escola: missão realizada. Ele faz a constatação amarga do fracasso do colégio único, cujo funcionamento não somente não reduz as desigualdades, mas aumenta a humilhação dos alunos mais fracos e o pressentimeno que têm da inferioridaade de sua condição social. « A única maneira de não ser violento com as crianças seria de julgá-las em relação a elas mesmas, avaliando a distância que percorreram entre o momento em que as encontrámos ao sairem do meio familiar e o momento em que se instruiram a partir de nosso ensino. Mas isto equivaleria a reconhecer publicamente a injustiça de nossa sociedade e de tirar as consequências que são nada mais nada menos revolucionárias. E nunca estivemos tão longe de fazer isto.» Pierre Bergounioux desempenha seu próprio papel no filme Notre musique (Nossa música] (2004) de Jean-Luc Godard. É irmão do escritor e professor Gabriel Bergounioux.

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