Vou começar com honestidade de que esse volume conseguiu ter tantas reviravoltas quantos momentos que me fizeram crer que não havia mais jeito. O capítulo do enterro de Halt me deixou muito pensativa, então ele se foi? Quando li que não, senti que o enredo se esforçou para esconder todos os detalhes. E me levou a pensar em como Will Treaty teria agido se realmente tivesse falhado com seu mestre.
A perseguição dos Renegados com certeza continuaria acontecendo apenas com ele e Horace, porém Will não seria piedoso, tiraram a pessoa que ele amava, que era como um pai para ele, a vingança seria coberta de sangue e terror. Isso provavelmente resultaria em uma reação menos intensa, mas equivalente em Horace. Os dois seriam considerados ainda mais por sozinhos terem destruído o culto que ameaçava Araluen… E também seria lembrados pelo banho de sangue que fizeram. Provavelmente depois desse dia Evanlyn não veria mais Will com os olhos de antes, ela perceberia que o amigo caiu para um lado destrutivo e vingativo. Will nunca mais seria piedoso, com ninguém. Vários outros personagens também seriam afetados por essa súbita mudança, mas o espaço é pequeno para falar um pouco da minha teoria se isso tivesse acontecido.
Voltando ao que aconteceu. Malcolm foi de grande ajuda e a maneira como ele foi “recrutado” para a tarefa me pareceu bastante agradável, em tempo perfeito, sem estragar a história. Os Renegados certamente causaram uma grande confusão por onde passavam e se tornaram quase tão importantes quanto os vilões dos primeiros livros, embora ainda não os considero nem maior que os Temujai, muito menos contra os invasores de Mancidaw. E a ambientação continua em uma mesma pegada, sempre nos mostrando novos locais do reino e terras distantes. Um outro detalhe é que aparentemente pode surgir um romance entre Jenny (a aprendiz do Mestre Chubb) e Gilan. Isso me deixou um pouco animada em relação aos três livros anteriores. Sendo assim o meu comentário termina por aqui.