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    Where Eagles Dare: Iron Maiden nos anos 80 -

    martin popoff

    denfire
    2020
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-13: 9780062897909
    Português Brasileiro
    4.3
    4 avaliações
    Leram5Lendo2Querem10Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos0Desejados10Avaliaram4

    Em Where Eagles Dare: Iron Maiden nos anos 80, o consagrado autor canadense, Martin Popoff, celebra o período de ouro da banda, cobrindo desde suas fascinantes raízes dos anos 70 e atributos inovadores que levaram a Donzela de Ferro a se tornar o principal expoente da NWOBHM, ao sagrado patamar de discos de ouro e platina. Utilizando sua célebre abordagem “álbum por álbum, música por música,” Martin desconstrói o primeiro conjunto clássico de discos da banda, com suas análises habituais sobre a arte das capas, produção, letras, detalhes de shows marcantes e todo tipo de minúcias, fazendo uso de datas específicas no desenrolar da história.

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    Vinícius Dias Villar picture
    Vinícius Dias Villar26/05/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Muito bom. Quase um bate papo com meus ídolos

    Se tem uma banda de Metal que dispensa apresentações, essa banda é o Iron Maiden. Não tem um filho de Deus ou do Diabo que não a conheça, não tenha ouvido falar ou que nunca tenha visto pelo menos o seu logotipo ou o seu famoso mascote: Eddie. Eles são uma instituição sonora mundialmente solidificada na estrutura da música e conseguiram orbitar na imaginação e no coração de várias pessoas que se tornaram uma verdadeira legião de fãs, arrastando mundos e enfrentando qualquer jornada necessária para acompanhá-los em suas turnês. Começaram no meio dos anos 70 e por 4 anos e meio se apresentaram em um circuito de pubs britânicos frequentados por uma geração carente de música pesada. É que nessa época os grandes medalhões do Rock’n’Roll (Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple) estavam em uma jornada para dominar as Américas e já não vinham se apresentando muito por lá. Para dificultar ainda mais, o som em voga no Reino Unido era o maltrapilho e mal tocado Punk, estilo que teve uma importância dentro da música pesada, mas que não encontrava muita adesão entre os órfãos que se identificavam mais com as músicas bem executadas e trabalhadas de outrora. Após quase 5 anos, finalmente o Heavy Metal tocado por eles e por mais uma leva enorme de bandas daquela região viu uma luz no fim do túnel e finalmente foram notados. Tudo isso, graças a um cara chamado Neal Kay, um DJ que amava essa nova onda de bandas e que deu visibilidade para elas na Soundhouse, um clube de Rock que ele gerenciou e que foi um celeiro de grandes nomes da NWOBHM (acrônimo para New Wave Of British Heavy Metal – ou – Nova Onda do Heavy Metal Britânico). Se não fosse esse cara e sua fé nessas bandas, elas provavelmente continuariam por muito mais tempo no underground e poderiam não ter vingado, deixando uma grande lacuna e modificado todo o universo da música pesada como a conhecemos nos dias de hoje. Veja bem, nessa leva de fãs da NWOBHM, havia um dinamarquês que se mudou para os EUA com os pais e que viria a ser o baterista fundador de outra lenda do meio Metal, o Metallica. O primeiro álbum deles sacramentou o Thrash Metal que com o passar do tempo influenciou a galera do Death Metal lá na Flórida e por aí vai... Ou seja, muito obrigado Neal Kay e muito obrigado à Soundhouse. Você foi um ponto de inflexão no Metal e somos muito gratos a você por ter acreditado nesses caras. Voltando ao livro escrito pelo Martin Popoff, poderemos acompanhar a jornada do Iron Maiden na década de 80 e seus principais lançamentos durante esse período. Essa fase é tida como a era de ouro da banda e está preenchida com os principais álbuns e grandes sucessos da banda. Começando com o primeiro deles, Iron Maiden, e indo até o último, Seventh Son of a Seventh Son, seremos inundados com informações sobre o processo criativo, gravação, turnê, capa dos Lps, mudanças de formações, tretas e diversas outras curiosidades dessa década. E sabe o que é mais sensacional disso tudo? Quem nos conta sobre isso são as pessoas que viveram aquilo, que estavam presente tomando as decisões e escrevendo a história da música pesada. O que é fantástico nos livros do Martin é que ele transporta o leitor para um bate papo muito descontraído com os seus ídolos. É como se estivéssemos sentados em uma mesa redonda, tomando uma pint de cerveja e escutando essas lendas conversando sobre partes de suas vidas. Além disso, o Martin aproveita e trás um pouco das suas impressões sobre cada música lançada nesse período. Em algumas horas a gente concorda, em outras nem tanto, mas okay, não morreremos por isso. De qualquer forma, tenho certeza que você redescobrirá o Iron Maiden e passará a olhar diferente para várias de suas músicas. Vale a pena! Foi lançado pela Editora Denfire, em 2020, e que, além desse livro, tem nos brindado com ótimas obras do universo metálico. Vale dar uma conferida no catálogo deles e principalmente nessa obra apresentada aqui. Um livro rico em detalhes, porém, escrito de forma leve e despretensiosa que só atesta o quanto essa banda é gigante, uma das maiores do mercado fonográfico e com uma história muito interessante. Não perca tempo, pois sei que existem poucas unidades sobrando perdidas por aí. “Oh well, wherever, wherever you are, Iron Maiden’s gonna get you, no matter how far...”

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