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    A história oculta da fofoca - Mulheres, caça às bruxas e resistência ao patriarcado

    Silvia Federici

    Boitempo
    2019
    16 páginas
    32m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.4
    48 avaliações
    Leram69Lendo4Querem138Relendo0Abandonos1Resenhas6
    Favoritos0Desejados138Avaliaram48

    Narrar a história das palavras que são frequentemente usadas para definir e degradar as mulheres é um passo necessário para compreender como a opressão de gênero funciona e se reproduz. A história do termo “gossip” [atualmente traduzido como “fofoca”] é emblemática nesse contexto. Por meio dela, podemos acompanhar dois séculos de ataques contra as mulheres no nascimento da Inglaterra moderna, quando uma expressão que usualmente aludia a uma amiga próxima se transformou em um termo que significava uma conversa fútil, maledicente, isto é, uma conversa que provavelmente semearia a discórdia, o oposto da solidariedade que a amizade entre mulheres implica e produz. Imputar um sentido depreciativo a uma palavra que indicava amizade entre as mulheres ajudou a destruir a sociabilidade feminina que prevaleceu na Idade Média, quando a maioria das atividades executadas pelas mulheres era de natureza coletiva e, ao menos nas classes baixas, as mulheres formavam uma comunidade coesa que era a causa de uma força sem-par na era moderna.

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    Resenhas (6)Ver mais
    Ivone Mariano picture
    Ivone Mariano13/04/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Fofoca

    O livro conta como uma reunião de amigas e parceiras de tornou um termo pejorativo e de afastamento entre mulheres, inclusive de disputa, colocando umas contras as outras. Mais uma vez, o patriarcado se apropriou de uma cultura feminina para oprimir mulheres e controlar seus corpos.

    8 curtidas

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    Avaliações

    4.4 / 48
    • 5 estrelas56%
    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas13%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
    Silvia Federici profile picture

    Silvia Federici

    Silvia Federici é militante do feminismo marxista, nascida na cidade italiana de Parma em 1942, mudou-se para os Estados Unidos em 1967, onde foi co-fundadora do Coletivo Internacional Feminista (International Feminist Collective), participou da Campanha por um salário para o trabalho doméstico (Wages for Housework Campaign) e contribuiu com o Coletivo notas da meia-noite (Midnight Notes Collective). Durante os anos 1980 foi professora na Universidade de Port Harcourt, na Nigéria, onde acompanhou a organização feminista Mulheres na Nigéria (Women In Nigeria) e contribuiu para a criação do Comitê para a liberdade acadêmica na África ( Committee for Academic Freedom in Africa). Na Nigéria pôde ainda presenciar a implementação de uma série de ajustes estruturais patrocinada pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Mundial. Atualmente é professora emérita da Universidade de Hofstra, em Nova York. Além de Calibã e a Bruxa: Mulheres, Corpo e Acumulação Primitiva (Caliban and the Witch: Women, the Body and Primitive Accumulation), escreveu o livro Revolução em Ponto Zero: trabalho doméstico, reprodução e luta feminista (Revolution at Point Zero: Housework, Reproduction, and Feminist Struggle), inédito no Brasil, e possui inúmeros artigos sobre feminismo, colonialismo, globalização, trabalho precário, commons e outros temas correlatos.

    18 Livros
    177 Seguidores

    Silvia Federici