Caído de Amor -

    Anna Katmore

    Amazon
    2020
    316 páginas
    10h 32m
    ISBN-10: B085BMBR4S
    Português Brasileiro

    Há doze anos, minha mãe preferiu ficar com seu amante e me abandonou num orfanato. Mas eu estaria livre de tudo isso ao completar dezoito anos dali seis semanas. Mas uma decisão errada fez com que eu fosse levada ao tribunal. A sentença? Ir trabalhar num vinhedo na França, na casa de desconhecidos e… Adivinha? Sob a responsabilidade de minha mãe desaparecida, que ainda por cima soltou a bomba que estava com uma doença terminal. Se isso já não fosse ruim o bastante, tinha que aguentar a companhia dele! Quem era ele? Amante dela? Cuidador? O importante era que, por alguma razão, ele mexia comigo ao mesmo tempo que sirenes internas me alertavam que havia algo de muito estranho naquela situação. Até que foi a vez dele dar um passo errado, e a partir daí, fui colocada diante de um segredo que mudaria minha maneira de encarar a vida e abriria meu coração.

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    Usuário excluído07/03/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Profundamente envolvente

    Nos últimos 12 anos, Jona vivia num orfanato. Desde que fizera 17 anos e tinha liberdade de andar pelas ruas de Londres sem a companhia das outras crianças e da guardiã, Srta. Mulligan, ela vinha se metendo em muitos apuros por praticar pequenos roubos. Sua presença diante do juiz já somava vinte e três vezes. Em breve, ela faria 18 anos, e escapar da punição por esses delitos não seria mais tão fácil. Ela não se considerava uma pessoa com amigos. Havia Debby, uma outra garota que, apesar de não morar no orfanato, também vivia cometendo esses roubos, e na última vez, foi Debby quem colocou Jona na enrascada. E havia o oficial Quinn, o único policial que era legal com ela. Nesse tal último roubo dela, um suéter numa dessas feiras livres, levou Jona mais uma vez à presença do juiz Abraham. Só que desta vez, a punição foi bem diferente. Se havia uma pessoa a quem Jona realmente odiava era Charlene Montiniere, que, por acaso, era sua mãe. Pelos olhos de Jona, Charlene havia permitido que Jona fosse seguidamente espancada por seu amante, quando Jona ainda era bem pequena, até que finalmente, ao ser levada ao hospital por um braço quebrado, o serviço social tomou-lhe a criança. E foi assim que desde os cinco anos, Jona vivia naquele orfanato. Agora, segundo Abraham, Jona teria de ir viver com a mãe durante seis semanas, o tempo exato até que ela completasse 18 anos. (Acredite, foi bem difícil "segurar" Jona para que ela aceitasse isso.) A pegadinha maior era que a convivência das duas seria numa cidade no interior da França, numa propriedade da tia de Jona - que ela nem sabia que existia - e Jona trabalharia no vinhedo deles de graça.Trabalho escravo?! Nos dias que se seguiram, Jona teria de andar de avião (ela morria de medo de altura); trabalhar para pessoas que ela não conhecia; conviver com a mãe que a havia abandonado e... Lidar com ELE. Quem era ele? Ele era o cuidador da mãe dela (que Jona jurava que eram amantes, ainda que ele fosse somente poucos anos mais velho que a própria Jona), Julian. Alto, bonitão do tipo angelical (cabelos muito loiros, arrepiados, e profundos olhos azuis), calmo, tinha um sorriso devastador, e uma personalidade irritante. Julian também trabalhava no vinhedo, e a convivência (forçada) dele e Jona não teria escapatória também. Por que Charlene precisava de um cuidador? Ela tinha câncer de pâncreas terminal. E queria fazer as pazes com a filha e proporcionar-lhe uma vida melhor; vida esta que Charlene sabia ter roubado da filha ao nunca informar que ela tinha família que poderia ter cuidado de Jona ao longo daqueles anos. Os dias passam, e o mais incrível, Jona verdadeiramente se apaixona pelo vinhedo. O mais difícil para ela era ter que suportar a presença da mãe, mas (obviamente) há uma série de acontecimentos que esclarecem tudo que já aconteceu. A amizade entre Jona e Julian cresce. Ele a ajuda a superar o medo de altura. Ele a leva para ver o mar (o lugar preferido dela). Ele diz verdades difíceis de engolir, mas, acima de tudo, ele abre a porta do coração dela para sentir. ------------------ O livro é young-adult, mas não se engane, seu enredo é envolvente por demais. Aqui, temos um pouco de tudo: resiliência; força; esperança; desejos; sonhos; a força do trabalho; carinho; família; perdas; o primeiro amor; segunda chance; perdão; descobertas. A história é leve, mas o bem que faz para a cabeça é imenso, de verdade. Anna Katmore é uma autora que ainda está desbravando o mercado literário brasileiro (ela é austríaca). Como autora independente, é mais difícil atingir a grande massa, mas eu digo, dê uma chance aos livros dela. Sua forma de ver o outro lado das coisas é fantástica (inclusive nos contos de fadas. Hilários), e para isso, não precisa apelar para cenas de sexo. Um livro leve, inteligente, e com grande sabedoria. A verdade nunca é somente o que você vê. 10 estrelas

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