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    PanAmérica -

    José Agrippino de Paula

    Max Limonad
    1988
    260 páginas
    8h 40m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.8
    42 avaliações
    Leram70Lendo12Querem192Relendo0Abandonos7Resenhas5
    Favoritos1Desejados192Avaliaram42

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    Diego Caldas Chaves picture
    Diego Caldas Chaves15/03/2014Resenhou um livro
    3 (Bom)

    um sonho imprevisível

    Há pessoas que ficam putas ao lerem livros como Panamérica, pois ficam procurando pela história, tentando entender o fio da meada, e como não conseguem, acham que a obra é ruim. Não necessariamente um livro precisa ser um romance com início, meio e fim, as vezes o autor pode querer experimentar. José Agripino de Paula faz isso, ele brinca com as imagens, com o onírico, se coloca como protagonista de uma porção de fatos que não se preocupam muito em serem verossímeis. Seu livro lembra um grande sonho, onde cenários e personagens vão se intercalando sem qualquer coerência com a realidade. As descrições são pormenorizadas, tanto das situações externas, quando dos sentimentos do personagem. Vergonha, medo, alegria, tesão, fúria, vingança, etc. Podemos acompanhar as pequenas nuances nas emoções do personagem, em um estilo admirável, um pouco cansativo às vezes, mas ainda assim admirável. O elemento que dá unidade ao livro é a cultura pop, a todo momento personagens, cenários e situações grandiosas da cultura pop atravessam a narrativa. De Marilyn Monroe à Che Guevara, de Beatles à Muhamed Ali, o autor conhece a todos, participa de todas as situações.

    3 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 42
    • 5 estrelas26%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas10%
    • 1 estrelas5%
    José Agrippino de Paula e Silva profile picture

    José Agrippino de Paula e Silva

    José Agrippino de Paula e Silva (São Paulo, São Paulo, 1937 - Embu, São Paulo, 2007). Romancista, cineasta e dramaturgo. Em 1955, ingressa na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), junto com o cenógrafo Flávio Império (1935-1985), transferindo-se em seguida para a Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro. Na nova faculdade envolve-se com o teatro e encena, em 1959, uma adaptação do romance Crime e Castigo, do escritor russo Fiodor Dostoievski (1821-1881), na qual trabalha como ator, diretor e cenógrafo. Retorna a São Paulo, em 1965, onde publica seu primeiro romance, Lugar Público. No mesmo ano, por intermédio do artista plástico José Roberto Aguilar (1941), conhece a bailarina Maria Esther Stockler (s.d.-2006), sua companheira por toda a vida. Em 1967, publica sua obra mais importante, o romance PanAmérica. Escreve e dirige em parceria com Maria Esther diversos espetáculos teatrais, entre os quais se destaca Rito do Amor Selvagem, de 1969. No mesmo ano, dirige o filme Hitler III Mundo. Pressionados pela ditadura militar, Agrippino e Maria Esther fogem do Brasil, em 1971, e passam a década de 1970 viajando pelo mundo e produzindo pequenos documentários, com uma câmera super-8. Nessa época, o escritor dedica-se ao romance Terracéu, sobre o qual há pouquíssimas informações. De volta ao país, em 1980, Agrippino é diagnosticado como esquizofrênico e passa a viver isoladamente no município de Embu, na Grande São Paulo. Até sua morte, escreve compulsivamente, em 173 cadernos numerados, outro romance, também inédito, chamado Os Favorecidos de Madame Estereofônica.

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    São Paulo, Brasil

    José Agrippino de Paula e Silva