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    Dragonero - 4 - A Fortaleza Sombria

    Luca Enoch

    Mythos
    2020
    100 páginas
    3h 20m
    ISBN-14: 978-8578675233
    Português Brasileiro
    4.4
    74 avaliações
    Leram93Lendo0Querem14Relendo1Abandonos0Resenhas8
    Favoritos4Desejados14Avaliaram74

    A batalha decisiva está próxima, e Dragonero deverá enfrentar os fantasmas de seu passado.

    Edições (1)

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    Resenhas (8)Ver mais
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    Paulo Vinicius02/12/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Essa quarta edição fecha todos os elementos narrativos iniciados em volumes anteriores e entrega um clímax que se estende por quase cem páginas. Edição muito competente e que apostou em uma progressão lenta e entregou o que prometeu aos leitores. Ainda não tinha visto um fumetti (quadrinho italiano) com histórias em arcos, porque geralmente as histórias são fechadas em uma só edição (no máximo duas quando é algum especial). Experimentar uma narrativa em arco de quatro edições foi uma novidade para a editora de Tex, Nathan Never, Zagor. Uma bela aposta e não é à toa que Dragonero teve um crescimento tão grande na Itália se tornando uma vitrine da nova era da Sergio Bonelli Editore. Luca Enoch e Stefano Vietti estão capitaneando a revista e ela tem uma pegada enorme de RPG. Consigo imaginar várias campanhas se passando no continente criado pelos autores. Espero que eles consigam brincar bastante com esse sandbox que eles criaram, mexendo ou mudando alguma coisa quando sentirem que precisam dar mais gás. Embora eu implique bastante com a arte de Matteoni, essa edição é perfeita para o que ele faz. Aqui nós temos um exemplo de como um bom roteiro pode ajudar um artista. Mesmo com todos os problemas que apontei em edições anteriores, aqui por se tratar de uma edição que se passa no interior de uma fortaleza e que possui um ritmo frenético, acaba tocando nos pontos mais fortes daquilo que Matteoni é capaz de fazer. Adorei o design de interior que ele pensou para a fortaleza e até mesmo as armadilhas ao redor. Tem uma cena ótima que mostra como ele tem esse domínio de preenchimento de espaço que é quando Ian, Sera e Myrva estão subindo as escadarias da fortaleza e Matteoni coloca um ângulo visto de cima mostrando os três andares. A construção da cena é em panóptico e existe um enorme espaço aberto e central e as escadarias ficam para o canto. Cada abertura em arco revela alguma coisa acontecendo seja os inimigos pegando em armas para lutar contra os invasores, seja os personagens subindo e planejando o que fazer a seguir. Também gostei das armas e armadilhas pensadas, uma mistura fenomenal de ciência e magia. E isso é uma tônica desta série. A ação está frenética neste quarto volume e são quase cem páginas disso acontecendo. Temos o roteiro se preocupando em fechar as pontas soltas, e os autores fazem isso muito bem, mas Matteoni conseguiu traduzir pura ação nas páginas da HQ. É o suco puro de uma boa história de fantasia com os personagens lutando contra orcs enormes armados com pesadas armaduras, espadas e machados, precisando escapar de armadilhas mortais e enfrentando o terrível antagonista no final. As cenas de luta estão ótimas e Matteoni sempre conseguiu entregar momentos emocionantes. Sem dúvida alguma, essa não era uma das minhas reclamações. São poucos os momentos mais parados ou com pegada externa, ajudando a manter uma boa impressão sobre a arte. Na minha opinião, essa é a melhor edição até o momento de Matteoni superando até o famoso volume 0. Mesmo em uma edição voltada para ser o clímax do arco, Enoch e Vietti conseguiram trazer até temas ainda não tratados. Hrar-Dank, o chefe dos orcs que estão contra a tribo orc da Fortaleza Sombria, não queria trabalhar ao lado de humanos e elfos. Somente após Gmor convencê-lo de que seria necessário unir forças para se livrar de inimigos que empregavam uma arma tão poderosa quanto o suanin e a lama pírica, é que o chefe orc decide abrir uma exceção. Mas, a visão dele não muda mesmo depois dessa frágil aliança. Foi algo de conveniência feito para um momento específico. Diferentemente de Ian e Gmor que enxergam a possibilidade de uma coexistência pacífica entre as diversas raças que habitam o continente, Hrar-Dank considera o grupo formado por Ian (um humano), Gmor (um orc), Sera (uma elfa da floresta) e Myrva (uma humana tecnocrata) uma verdadeira aberração. E ele mesmo comenta que vários outros concordariam abertamente com essa opinião. No mundo de Dragonero, cada raça ocupa o seu espaço sem desejar se envolver muito nos negócios alheios. Temos alguns bolsões geográficos onde existe uma mistura étnica, mas não é comum e é calcada na desigualdade. Isso nos permite revisitar até mesmo a situação com Margrave exposta no primeiro volume em que o nobre decide eliminar todos os orcs de seu protetorado. E a razão para isso não fica tão clara assim sendo mais uma desculpa de Margrave do que um motivo tão urgente assim. Os fantasmas do passado também parecem ter retornado para assombrar Ian. E nosso protagonista precisa lidar com o ressurgimento de uma figura que ele pensava ter partido há muito tempo. Embora ele desejasse que o destino tivesse sido outro, as circunstâncias nas quais ele é colocado o fazem ficar do lado oposto a essas pessoas. Precisar matá-las se torna essencial para o sucesso da missão, e Ian sabe que isso vai doer em seu coração. No passado, ele colocou seus desejos pessoais à frente de sua missão e isso provocou uma tragédia. Marcado agora pela vida, ele entende a necessidade de pensar em vidas humanas que podem ser afetadas por sua inação. É óbvio que ao final sabemos que o personagem vai precisar superar uma situação ruim. E também vemos mais um pouco dos misteriosos poderes do sangue de dragão, algo que Ian precisará lidar eventualmente. Uma excelente edição que só consigo tecer grandes elogios. Uma maneira excelente de fechar este primeiro arco de histórias e os autores conseguiram fechar todas as pontas soltas e deixar uma ou outra coisinha a ser resolvida depois, mas nada que prejudique a história. Muito pelo contrário. Esses detalhes extras é que vão nos fazer retornar para mais uma edição. O artista está de parabéns nesta quarta edição e o roteiro o ajudou muito ao se concentrar em seus pontos fortes dando oportunidades para que ele pudesse explorar o cenário onde a aventura se passa com toques de criatividade e as cenas de ação que são limpas, coerentes e emocionantes. Um prato perfeito para quem gosta de boas histórias de fantasia.

    9 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 74
    • 5 estrelas39%
    • 4 estrelas47%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Luca Enoch profile picture

    Luca Enoch

    Appena nato si trasferisce con la famiglia a Monza, per poi tornare a Milano solo nel 1992. Nel 1994 si sposa, nel 1998 nasce la sua prima figlia e nel 2001 il secondo. Terminato il liceo scientifico si dedica all'attività di grafico e illustratore, sia editoriale sia pubblicitario. Il suo esordio come autore di fumetti avviene nel 1990, al Convegno Internazionale del Fumetto e del Fantastico di Prato, dove vince il primo premio con una storia intitolata Raptus. Nel luglio del 1991 pubblica una storia sul n. 10 della fanzine di Fumo di china, intitolata Eliah, cui farà seguito un secondo episodio. Nel giugno del 1992 esordisce professionalmente sul n. 6 dell'Intrepido con la storia Berserk e, dal n. 14, sulla stessa rivista pubblica la serie Sprayliz; sempre per Intrepido crea il personaggio Piotr il pornoconiglio, ispirato a Fritz il gatto di Robert Crumb. Per la rivista Action pubblica poi Ninja Boy e Skaters (che riapparirà poi su L'isola che non c'è). Quando Intrepido chiude, la serie Sprayliz continua a essere pubblicata, in formato pocket, dalla Star Comics per 11 numeri. Nel 1995 si aggiudica il premio di Fumo di China come miglior autore completo, mentre a Sprayliz vanno i premi di miglior personaggio e di miglior testata. Ma ciò avviene proprio nel momento in cui la Star Comics decide di chiudere l'albo. Nel 1996 viene premiato anche dalla rivista IF, durante la manifestazione Cartoomics, come "promessa del fumetto italiano". Nel 1994 idea il personaggio di Gea, una rockettara che vive nel mondo delle band giovanili ma il progetto non si concretizzerà fino al 1999. Dopo l'esperienza con la Star Comics collabora con la Sergio Bonelli Editore per la quale scrive e disegna alcuni numeri della serie Legs. Assieme a Stefano Vietti studia una nuova serie che si sarebbe dovuta chiamare Dragonero. Nel 1999 Sergio Bonelli gli offre l'opportunità di realizzare Gea dopo averne modificato alcune caratteristiche (la rockettara ideata alle origini è trasformata in baluardo al servizio degli Arcangeli, una figura ricca di implicazioni mistiche ed esoteriche). Nonostante la connotazione fantastica l'autore non trascura nelle storie espliciti riferimenti all'attualità e al mondo reale. La serie assume una periodicità semestrale e si conclude, con il n. 18, dopo nove anni di pubblicazione. I personaggi di Enoch sono protagonisti anche di una pubblicazione a fumetti dell'università Ca' Foscari che tratta il tema della disabilità (soggetto e sceneggiatura di Antonio Tripodi). Nel 2001 inizia a pubblicare per l'editore francese Les Humanoides Associès Morgana, saga tecno-fantasy scritta con il disegnatore Mario Alberti. Ha continuato a proporre Sprayliz per l'editore indipendente fiorentino Comics & Dintorni, pubblicando cinque albi autoprodotti. Per lo stesso editore pubblica PUTPURRI, raccolta di brevi racconti editi precedentemente su riviste e fanzine. Dal gennaio del 2002 all'agosto del 2003 esce in esclusiva sul sito fuorispazio.net la serie di strisce di Daphne & Cloe. Dal novembre 2005 Enoch è anche titolare di una rubrica aperiodica intitolata Amarcord, sul sito ComicUS.it, in cui si occupa di fumetti che lo hanno particolarmente influenzato. Nonostante l'autore dichiari che non ha intenti critici o storiografici, ma discorsivi, il taglio dei pezzi è di tipo analitico e oggettivo, seppur con notazioni di gusto personale, e mette in luce aspetti tecnici salienti del fumetto trattato. Nel 2007 ha illustrato Il drago di ghiaccio di George R. R. Martin edito da Mondadori, e ha pubblicato con Les Humanoides Associès il primo albo di una nuova serie, Rangaku, con i disegni di Maurizio di Vincenzo. Nel giugno dello stesso anno, su incarico della Bonelli realizza, insieme ai colleghi Stefano Vietti e Giuseppe Matteoni, il romanzo a fumetti Dragonero che inaugura la nuova collana di storie autoconclusive intitolata Romanzi a fumetti Bonelli e che da giugno 2013 si è trasformato in una omonima serie a fumetti regolare, sempre ad opera di Vietti ed Enoch. Nel novembre 2008 inizia la pubblicazione di Lilith, serie semestrale sempre per Sergio Bonelli Editore. Il 13 ottobre 2015 è uscito il suo primo romanzo, Dragonero - Il risveglio del Potente, basato sulle avventure e le ambientazioni della fortunata serie Bonelli Dragonero. Il libro è uscito ad un anno di distanza dal precedente romanzo sul personaggio, La maledizione di Thule, scritto da Stefano Vietti, in cui Luca Enoch fece alcune illustrazioni.

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