Libertação dos homens e salvação em Jesus Cristo - Um estudo bíblico - 1a parte

    VV.AA

    Edições Paulinas
    1981
    84 páginas
    2h 48m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Guerrilheiros na América Latina, frentes de libertação popular, movimentos sociais, movimento de libertação da mulher, "libertação sexual"... nunca, como em nossa época, este apelo à liberdade, gravado no coração do homem, exprimiu-se com tanta força. Os homens querem ser efetivamente livres, e diante dos obstáculos de toda ordem que os entravam, sabem que sua liberdade passa primeiramente por uma liberação. Confusamente, o cristão percebe que esse esforço de liberação deve ser no sentido de Deus, que quer os homens livres. Portanto, interroga-se: qual é o laço entre esse esforço de liberação e a salvação que Cristo nos trouxe? Duas dezenas de exegetas reuniram-se para refletir sobre o assunto, traçar um plano comum, oferecer uma contribuição. Bíblico, este estudo situa-se deliberadamente num plano de fé. Ele se dirige ao cristão, engajado como qualquer homem, e porque é homem, para o ajudar a fortalecer sua fé. Ao não-cristão ele apresentar-se-á como um esforço para "uma expressão da nossa esperança".

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    Leonardo Stuepp picture
    Leonardo Stuepp03/05/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Uma obra profunda.

    Esta é uma obra profunda para entendermos a questão da libertação através das Escrituras Sagradas. A palavra "libertação" foi introduzida recentemente no vocabulário teológico, ao que parece, sob a influência de teólogos da América Latina. Um estudo sobre o vocabulário bíblico mostra que o termo é quase estranho à Sagrada Escritura. Do termo livre procedem, entre outros, libertação e liberdade. Para nossos contemporâneos, liberdade evoca "ausência ou supressão de todo constrangimento considerado anormal, ilegítimo, amoral" (Lalande); libertação é a aquisição dessa liberdade pela supressão dos obstáculos que impedem seu exercício normal. No hebraico bíblico, não há nenhuma raiz que exprima diretamente o conceito de liberdade. Em grego, libertar corresponde a eleutheroûn e libertação a eleutherôsis. O substantivo (eleutherôsis) não se encontra no Novo Testamento: o verbo (eleutheroûn) se encontra somente sete vezes. Mas, considerando a libertação como a "aquisição da liberdade", somos levados a examinar também outros termos da mesma raiz, como eleuthería, liberdade, apresentada 10 vezes no Novo Testamento e eleutherós, livre, 23 vezes. Podemos verificar que a noção específica de liberdade e de libertação, introduzida tardiamente no Antigo Testamento por influência grega, é bem aceita no Novo Testamento. Mas não é uma noção-chave, que estrutura o conjunto do pensamento. A liberdade nunca é encarada no seu aspecto político. "Não se trata, pois, no Novo Testamento, da liberdade no sentido simplesmente social, relativo (ter os mesmos direitos que os outros)... Para quem se submete ao Senhor e serve a ele, a fonte da liberdade não está na reforma das instituições, mas no Senhor" (BIBER, C., Vocabulaire Viblique, 158).

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