Em meio ao desespero das turbulências da vida Antônio entrega-se a uma atitude desesperada. A lição de “A Menina e o Equilibrista” começa a se formar já nas primeiras páginas da história, quando uma menina de sete anos chamada Angelina aparece no momento em que Antônio está à beira da morte, decidido a se jogar de uma ponte. Angelina, com certa ingenuidade, acredita que o homem não sabe bem o que está fazendo, e tenta demonstrar o perigo que ele corre ao se fazer distraído a tão grande altura. Para disfarçar, Antônio, por sua vez, afirma ser um Equilibrista, e estar apenas treinando e praticando o seu hobby. Deste contato entre Antônio e Angelina, as narrativas e ações envolvidas no desenvolvimento da relação de ambos começam a rechear o enredo com uma história que coloca em evidência a simplicidade da visão de vida de uma criança. Neste relembrar da pureza, vivenciada uma vez na infância, Antônio é impulsionado a redescobrir as simplicidades, que estão alternadas com um cotidiano turbulento, mas que servem como reafirmações do valor da vida, as quais intensificam a fé frente aos antagonismos criando um norte para o ser humano. Uma jornada de redescobrimento, em uma linha tênue entre o desespero e a fé.







