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    A igreja local e a música no culto - O Canto Calvinista e os Desafios Contemporâneos

    Filipe Fontes

    Monergismo
    2020
    260 páginas
    8h 40m
    ISBN-13: 9786599000058
    Português Brasileiro
    4.1
    23 avaliações
    Leram32Lendo11Querem43Relendo0Abandonos1Resenhas5
    Favoritos1Desejados43Avaliaram23

    Há algum tempo tem-se falado de uma descoberta da tradição reformada no Brasil. É provável que isso esteja acontecendo; mas, se está, trata-se de uma descoberta parcial. Enquanto alguns aspectos dessa tradição têm-se tornado muito populares, outros permanecem completamente desconhecidos, até mesmo de seus representantes mais históricos em nosso país; é o que se pode dizer a respeito da eclesiologia e, mais especificamente, da teologia do culto e do papel da música litúrgica. Este livro analisa de que modo João Calvino, como teólogo e pastor responsável, regulou o canto congregacional nas igrejas que pastoreou nas cidades de Estrasburgo e Genebra. A partir deste estudo de caso, apresenta os princípios fundamentais da música litúrgica na tradição reformada e discute a aplicação (ou a falta de aplicação) deles pelos reformados brasileiros contemporâneos. Ao mesmo tempo que procura ser didático, este livro é um manifesto em favor de uma recepção mais abrangente da tradição reformada no Brasil.

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    Fábio Ribas Wanderley Dantas picture
    Fábio Ribas Wanderley Dantas20/05/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A música no culto

    O conceito de cosmovisão — tão utilizado hoje em dia para a compreensão não apenas do outro, mas até mesmo de nossa própria cultura — leva-nos a amarrar o mundo ao nosso redor como se fosse um jogo de xadrez. Ou melhor, a sua cosmovisão tentará oferecer a você regras para a criação e o entendimento do jogo: pode ser xadrez, damas, gamão, futebol, basquete etc. Cada cosmovisão dará àquela comunidade as regras — ou os óculos — para aplicar sobre o mundo o que é necessário para que o indivíduo possa adentrar na selva escura de uma noite sombria. Então, nesse sentido, posso afirmar que a cosmovisão funciona como uma lanterna para que saibamos não apenas onde estamos pisando, mas, principalmente, como devemos pisar. O problema é que a Bíblia — enquanto cosmovisão — também é comparada a uma lanterna. Toda cosmovisão, portanto, é uma lanterna. O objetivo da cosmovisão é fazer com que eu e você possamos dominar e compreender o tempo e o espaço em que estamos inseridos. As regras do jogo se revelam nas cosmovisões. As pessoas se relacionam, se comunicam, pensam, escrevem, constroem pontes, plantam árvores e escrevem poesias a partir de suas cosmovisões. A cultura é fruto da cosmovisão. Ou toda cultura possui uma cosmovisão para chamar de sua. Todavia, aqui é o ponto: há uma cosmovisão bíblica. Há mesmo uma cosmovisão reformada. Esta cosmovisão é uma lâmpada sobre as demais cosmovisões e suas culturas. Passamos a ver com novos olhos o mundo em que nos encontramos por meio da luz da Palavra de Deus. Assim, sob a “lanterna reformada”, acabamos jogando o foco de luz sobre todos os temas de nossa antiga cosmovisão: quem sou eu; o que é o mundo; há um Deus, mas como devo me relacionar com Ele e com o próximo; o que é família, casamento e qual a participação de Deus nisso tudo; o que é trabalho e como devo relacioná-lo à minha vida de adoração a Deus? Estas e tantas outras perguntas mostram que a cosmovisão é um facho de luz que poderá revelar não só que as regras do jogo mudaram, mas o próprio jogo também mudou. O facho de luz poderá mostrar que o tabuleiro de damas serve também para o jogo do xadrez, porém, não faz o menor sentido usar o mesmo tabuleiro para um jogo de gamão. Cada peça — seu valor e movimento — tinha sentido quando nos orientávamos sob nossa velha cosmovisão. Assim, uma vez mudada a cosmovisão, muitas questões profundas da cultura precisarão passar pelo crivo da Palavra e pode ser que o foco dessa luz acabe revelando que eu simplesmente terei que mudar de jogo. Para ler a resenha completa: https://ribaseribas1.medium.com/a-igreja-local-e-a-m%C3%BAsica-no-culto-biblioteca-2-xiv-e823ec372f3a

    8 curtidas

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    4.1 / 23
    • 5 estrelas35%
    • 4 estrelas30%
    • 3 estrelas30%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas0%
    Filipe Costa Fontes profile picture

    Filipe Costa Fontes

    Bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Rev. José Manoel da Conceição (2004), pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2006), e Licenciatura Plena em Filosofia pelo Centro Universitário Assunção (2009). Mestre em Teologia com concentração em Filosofia pelo Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper (2009), e em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2012). Doutor em Educação, Arte e história da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2018). É ministro presbiteriano desde fevereiro de 2006. Professor de disciplinas do Departamento de Cultura Geral (Filosofia e Sociologia) no Seminário Teológico Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição (JMC); Consultor Teológico-Filosófico do Sistema Mackenzie de Ensino (SME) e editor de resenhas da Revista Fides Reformata. Autor de “Você educa de acordo com o que adora”, publicado pela Editora Fiel; “Educação, em casa, na igreja, na escola: uma perspectiva cristã” publicado pela Editora Cultura Cristã; “Idolatria do coração: um inimigo ignorado”, publicado pela Editora 371; e coautor de “A igreja local e a música no culto: o canto calvinista e os desafios contemporâneos”, publicado pela Editora Monergismo. É casado com Lenice e pai de Ana Lívia e Daniel.

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    Filipe Costa Fontes