Depois de ter terminado o ensino médio, Aleph sentia-se aliviado por não ter mais que conviver com alguns colegas que questionavam a sua orientação sexual — só pelo fato dele ainda não ter uma namorada, assim como o irmão gêmeo, no qual ele era frequentemente comparado. Aos dezessete anos: ele tinha ideias fictícias, não havia se encontrado na vida e guardava um grande segredo. Sua maior esperança, era que algo extraordinário pudesse acontecer na sua vida. E no fim, Aleph estava certo, pois, após um conflito familiar, ele sai pra dar uma volta e misteriosamente entra em Terrabórnia, um lugar fantástico e habitado por seres aos quais, as pessoas acreditam ser apenas mais uma lenda do nosso folclore. Dentro desse novo lugar, ele é obrigado a desconstruir crenças limitadas que aprendeu no nosso mundo, a superar seus temores, a descobrir a si mesmo e a aprender coisas novas com os novos amigos: Linden, Rowan, Will e Oliver — no qual Aleph parece ter uma conexão muito grande.
Terrabórnia - A Libertação
D. De Souza
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Eu agradeço muito por tudo que esse projeto vem me proporcionando, são experiências incríveis de leitura, dessa vez tive o prazer de ler Terrabórnia, um livro juvenil, com personagens encantadores e outros que peguei um ranço kkkkk mas que compartilha com a leitora ou leitor um tema de muita importância. O personagem principal, Aleph, passa por um momento delicado, está no final do ensino médio, todo jovem já passou por isso, aquele momento que todos cobram qual faculdade vai fazer, o curso que vai escolher, a profissão para seu futuro, existe toda essa cobrança e nem sempre existe junto um apoio para a decisão que será tomada. Outra questão também é que Aleph é gay, porém ainda não conseguiu descobrir, ter clareza sobre como é este amor, isso acontece principalmente por ter um irmão que é considerado o garanhão, tem uma namorada e é super descolado em todos os meios sociais e na família. No meio disso tudo, Aleph tem a sorte de ter amigos incríveis, tanto no mundo dos humanos, quanto no mundo dos curupiras. Este aqui é um ponto da história que o autor desenvolveu de uma forma muito linda. Desde crianças ouvimos histórias que envolve florestas, conhecemos o saci, curupira, mas infelizmente sempre de forma muito estigmatizada, lembram do Sitio do Pica-Pau Amarelo? Pois bem, a obra de um escritor racista que coloca Tia Nastácia como macaca, Tio Barnabé como um subalterno, o saci como um peralta sem compromisso e o curupira como um ser bestializado. Por termos a propagação dessas histórias de cunho racista, se faz necessários a construção de novas narrativas negras que contemplem a beleza e a grandiosidade do negro, assim faz o autor D. de Souza, nos apresenta sacis sábios que nascem de árvores e apresentam uma conexão ancestral com a floresta, nos apresenta curupiras negros belíssimos que tem sua conexão com todos os elementos da natureza. Possibilitar essas narrativas para adolescentes e jovens e até mesmo adultos é um trabalho grandioso, além de pontuar as outras duas questões que mencionei lá em cima. Essa é uma obra completa ♥ É natural no final do ensino médio não sabermos qual profissão seguir, não precisamos ter medo ou desespero, cada pessoa tem o seu tempo e mais cedo ou mais tarde identificamos qual caminho seguir. Outro aspecto é a forma como Aleph se assume gay e se encanta por esse amor, tem seu momento de turbulência logo na ceia de natal, mas ao lado de seus amigos curupiras ele se apaixona e consegue ser feliz com esse amor. O livro tem um final mega surpreendente, eu já estou aqui super esperando a continuação, quero saber quando vai sair Terrabórnia volume 2 ??? as leitoras e leitores merecem saber o prosseguir da história, quero muito acompanhar mais um pouco o encantador Aleph e seus amigos humanos e curupiras.
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