Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores11
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Úrsula - (Versão comentada)

    Maria Firmina dos Reis

    Edebê
    2019
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788555362651
    Português Brasileiro
    4.1
    5 avaliações
    Leram8Lendo2Querem0Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos0Desejados0Avaliaram5

    Os clássicos da literatura são obras universais e atemporais: descrevem pessoas, lugares, sentimentos e conflitos que evidenciam realidades do passado e do presente; despertam reflexões sobre a época em que foram escritos e sobre a vida atual; permitem conexões entre mundos fictícios e reais; são fonte de inspiração para muitos escritores contemporâneos e nos permitem analisar a linguagem e o poder que ela tem de construir sentidos. Pensando na importância dessas obras para a cultura nacional e em aproximá-las do público leitor, a Edebê lança uma edição comentada, enfatizando o contexto histórico, social e cultural em elas que foram publicadas, a relação com os movimentos artísticos e literários de que fazem parte e a importância que têm como patrimônio nacional. A edição traz, ainda, informações da vida do autor, esclarecimentos sobre o vocabulário da obra e atividades inéditas de análise e interpretação, com gabaritos e justificativas.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Aline Domingues Beckmann picture
    Aline Domingues Beckmann15/02/2022Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Úrsula

    Obra brasileira maravilhosa. Com forte teor do Romantismo, amor e sentimento intenso e exagerado, melancólico e trágico, presença de recurso como escapismo e fuga da realidade. Narrativa folhetinesca envolvente apesar do início "arrastado" e com muita descrição. Apresenta cenas fortes, que nos chocam, principalmente no contexto com mulheres e escravos. Vale a pena deixar-se mergulhar nesta imensidão de sentimentos causados por esta leitura. Quando a trama começa, é impossível não querer parar de ler.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 5
    • 5 estrelas20%
    • 4 estrelas80%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Maria Firmina dos Reis profile picture

    Maria Firmina dos Reis

    Maria Firmina dos Reis nasceu na Ilha de São Luís, no Maranhão, em 11 de março de 1825. Foi registrada como filha de João Pedro Esteves e Leonor Felipe dos Reis. Era prima do escritor maranhense Francisco Sotero dos Reis por parte da mãe. Em 1830, mudou-se com a família para a vila de São José de Guimarães, no continente. Viveu parte de sua vida na casa de uma tia materna mais bem situada economicamente. Em 1847, concorreu à cadeira de Instrução Primária nessa localidade e, sendo aprovada, ali mesmo exerceu a profissão, como professora de primeiras letras, de 1847 a 1881. Maria Firmina dos Reis nunca se casou. Em 1859, publicou o romance “Úrsula” considerado o primeiro romance de uma autora do Brasil. Em 1887, publicou na Revista Maranhense o conto "A Escrava", no qual descreve uma participante ativa da causa abolicionista. Aos 54 anos de idade e 34 de magistério oficial, anos antes de se aposentar, Maria Firmina fundou, em Maçaricó, a poucos quilômetros de Guimarães, uma aula mista e gratuita para alunos que não podiam pagar: conduzia as aulas num barracão em propriedade de um senhor de engenho, à qual se dirigia toda manhã subindo num carro de boi. Lá, lecionava às filhas deste, aos alunos que levava consigo e a outros que se juntavam. A acadêmica Norma Telles classificou a iniciativa de Maria Firmina como "um experimento ousado para a época". Essa ação inovadora vai de encontro às lutas das feministas brasileiras do final do século XIX que desejam a igualdade de ensino para meninas. Maria Firmina dos Reis participou da vida intelectual maranhense: colaborou na imprensa local, publicou livros, participou de antologias, e, além disso, também foi música e compositora. A autora era abolicionista: ao ser admitida no magistério, aos 22 anos de idade, sua mãe queria que fosse de palanquim receber a nomeação, mas a autora optou por ir a pé, dizendo a sua mãe: "Negro não é animal para se andar montado nele." Chegou também a escrever um "Hino da Abolição dos Escravos". Descreveu-se, em 1863, como tendo "uma compleição débil, e acanhada" e, por conta disso, "não poderia deixar de ser uma criatura frágil, tímida, e por consequência, melancólica." Os que a conheceram, quando tinha cerca de 85 anos, descreveram-na como sendo pequena, parda, de rosto arredondado, olhos escuros, cabelos crespos e grisalhos presos na altura da nuca. Uma antiga aluna caracterizou-a como uma professora enérgica, que falava baixo, não aplicava castigos corporais, nem ralhava, preferindo aconselhar. Era reservada, mas acessível, sendo estimada pelos alunos e pela população da vila: toda passeata de moradores de Guimarães parava em sua porta, ao que davam vivas e ela agradecia com um discurso improvisado. Maria Firmina dos Reis morreu, cega e pobre, aos 95 anos, na casa de uma ex-escrava, Mariazinha, mãe de um dos seus filhos de criação.É a única mulher dentre os bustos da Praça do Pantheon, que homenageiam importantes escritores maranhenses, em São Luís.

    34 Livros
    51 Seguidores
    Maranhão, Brasil

    Maria Firmina dos Reis