A vida adulta parece começar cada vez mais tarde. A dúvida sobre qual carreira seguir, o alto custo para se manter, a dificuldade em encontrar bons empregos e a condescendência dos pais são fatores que fazem com que os jovens sintam que têm o aval da sociedade para curtir a vida ao máximo e deixar as questões mais importantes para depois. Mas essa entrada atrasada no "mundo real" traz consequências sérias e problemas que nem sempre podem ser revertidos. É comum as pessoas chegarem aos 30 anos sentindo-se atrasadas profissional e afetivamente. Elas olham para trás e se percebem sem rumo, entendendo um tanto tarde que seu tempo foi mal aproveitado. A Dra. Meg Jay mostra em A idade decisiva que é possível prever e agir para evitar esse tipo de alienação. A partir de inúmeros estudos e de sua experiência como psicóloga, ela chama atenção para os perigos inerentes a uma postura descompromissada e um futuro não planejado. Organizado em três partes trabalho, relacionamentos e saúde , este livro discute as principais dúvidas e ansiedades da juventude e os motivos pelos quais os 20 anos não podem ser subestimados. Além disso, desconstrói alguns mitos que têm levado os jovens a tomar decisões que os distanciam da felicidade futura. Você vai aprender que: São as pessoas que você mal conhece, e não seus amigos mais próximos, que mudarão para melhor sua vida aos 20 anos. Morar junto pode não ser a melhor forma de testar um relacionamento. Aos 20 anos, o cérebro proporciona sua melhor chance de mudar quem você é e será. Participar do mundo do trabalho faz com que você se sinta melhor, e não pior. A personalidade muda mais na faixa dos 20 anos do que em qualquer outra época anterior ou posterior. Ao ter a coragem de falar para os jovens coisas que eles talvez nunca tenham escutado, a autora toca em pontos essenciais para que tenham uma vida adulta plenamente satisfatória.
A idade decisiva (eBook) - Descubra por que a fase dos 20 aos 30 anos vai definir seu futuro e como tirar melhor proveito dela
Meg Jay
Especulações...
O livro tem uma temática moderna e um foco bem interessante. O mundo precisa de mais livros assim. Estou com 27 anos. Gostaria de ter lido a parte sobre a vida profissional quando ainda estava na faculdade. Eu sofri muito no meu primeiro emprego e me identifiquei com uma paciente produtora que sofria com um chefe tirano, levando tudo para o lado pessoal. A minha sorte foi ter uma psicóloga queme ajudou na época. Ela me deixou bem claro que eu deveria aproveitar o máximo da empresa agora (ir para o exterior, por exemplo), porque poucas empresas investem num profissional com mais de 30 anos. Mesmo assim, confesso que eu me assustei ao ler que 80% dos aumentos salariais acontecem antes dos 35 anos. Eu imaginava que se eu aguentasse ficar na mesma empresa por muito tempo, teria aumentos salariais para sempre. Minha crítica é que a autora é muito focada em emprego. Eu tenho um emprego, mas o meu objetivo é ter minha própria empresa. Meg Jay simplesmente despreza o empreendedorismo. Também sou filha de um casal que me teve aos 37 anos. Eu sempre fui revoltada porque todo mundo acha que casar maduro é casar melhor. Não é, eu tenho certeza. A autora traz um estudo interessante. Se você considerar que casamento bem sucedido é aquele que não resultou em divórcio, os piores casamentos são com certeza o das pessoas que se casaram antes dos 18 anos. Mas as menores taxas de divórcio (40%) são de pessoas que se casaram entre os 18 e 25 anos. Depois de 25 anos nenhum resultado foi conclusivo. Isso não é garantia de felicidade para ninguém. Se você casar entre 18 e 25 anos, você ainda tem quase metade de chance de se divorciar. Eu sempre suspeitei disso, observando o meu corpo e as pessoas ao meu redor. Nessa idade a gente é diferente, mais moldável, não sei explicar bem. Agora o que eu achei mais importante do livro inteiro foi a parte do corpo (cérebro e fertilidade). Eu não tinha nem ideia que a nossa personalidade era totalmente moldável entre os 20 e 30 anos. Se eu soubesse, teria tido mais cuidado. E a parte da fertilidade me deu vontade aplaudir de pé. Fiquei chocada com a paciente de 35 anos que ainda não sabia se teria filhos ou não. E obviamente depois ela não conseguiu ter filhos, porque a fertilidade cai brutalmente nessa faixa etária. E mesmo que você consiga ter filhos, a coisa não é essa maravilha que parece com as celebridades. Mães com mais de 35 anos têm mais propensão a ter depressão pós-parto e a criança pode vir com propensão genética para um monte de doenças (inclusive câncer infantil). Para quem mora no Brasil (país sem estrutura médica) é uma catástrofe. Porque a partir dos 60 anos, você vai estar mais propenso a doenças graves e seus filhos vão ser adolescentes/recém-formados. É muito difícil pagar 2 enfermeiras para o seu pai/sua mãe que teve um derrame aos 65 anos com o seu salário, quando se tem 20 anos. Eu já vi vários dramas assim ao meu redor, e acredito que será uma epidemia nas próximas gerações. Além disso, se seus pais forem saudáveis, e você tiver filhos na mesma idade que eles. Isso significa que você vai ter que cuidar de pais octogenários, filhos bebês e sua carreira no ápice! Eu achava que ninguém enxergava isso além de mim. No caso, eu não tenho filhos e decidi que não terei, porque se eu não fui competente o suficiente para ter um até agora, eu não vou fazer um filho/uma filha passar pelo que eu passei sendo filha de pais maduros. Tudo que eu escrevi aqui, é fruto da minha experiência é com certeza não é uma verdade absoluta que serve para todos os casos (mas serve para a maioria deles). Uma vez eu ouvi um filósofo na TV Cultura dizer que na sociedade atual não temos especialistas, temos especuladores. Pessoas com um mínimo conhecimento técnico tentam especular uma direção a seguir na nossa sociedade em transformação caótica. Meg Jay é uma especuladora. E eu concordo muito com as especulações dela. Se isso é certo, ou não, só o tempo mostrará.
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