Sentar a pedagogia no aprendizado de competências significa, objetivamente, superar a escola tradicional (e sua divisão rígida em disciplinas tradicionais). Como queriam os escola-novistas - e antes desses, Jean Jacques Rousseau - "educar para a vida".
A ideia é fazer com que o aluno aplique aquilo que aprendeu na escola em situações-problema, uma espécie de ensaio para a vida real, onde habilidades e conhecimentos interdisciplinares serão necessários. Este aluno terá que aprender conceitos, procedimentos e a ter atitudes. Ou seja, não bastará apenas repetir o que ouviu em aula quando fizer uma prova. O ensino calcado em competências é teórico e prático; é um ensino para a ação e não para a repetição de algo memorizado.
As propostas dos autores são inovadoras e desafiadoras.
Ao lermos o livro será inevitável não associarmos o seu texto com outras obras relacionadas ao debate a respeito do currículo escolar. Afinal, o currículo pode ir para um caminho tradicional ou para algo parecido com o que é propósito aqui. Daí a importância fundamental de debatermos sobre esse currículo.
Vejo que o ensino para formar competências é a forma mais óbvia de uma educação eficiente nos dias atuais. A questão fundamental é fazer com que o aluno veja sentido naquilo que ele está aprendendo, coisa inclusive que eles mesmos cobram de seus docentes.