Cantos -

    Giacomo Leopardi

    Editora 34
    2021
    384 páginas
    12h 48m
    ISBN-13: 9786555250862
    Português Brasileiro

    Se a Europa de seu tempo não lhe deu a devida atenção, as décadas seguintes se encarregaram de corrigir esse equívoco. Hoje o italiano Giacomo Leopardi (1798-1837) é amplamente reconhecido como um dos maiores poetas do Ocidente, e seus Cantos, segundo Otto Maria Carpeaux, são “a resposta moderna à Divina Comédia”. Nos 41 poemas desta obra incomparável, que podem ser lidos como um único canto escrito e reescrito pelo poeta entre 1816 e 1836, os aspectos mais significativos da experiência humana estão magistralmente integrados — da felicidade agônica provocada pelo amor ao sentimento áspero da natureza madrasta e da nulidade dos nossos esforços. Por mais árduo, porém, que seja o sofrimento, a poesia de Leopardi opera o milagre de transfundir o que é dor individual em comovente dor e ardor universais. Com poemas tecnicamente impecáveis, dotados de uma densidade de sentimento e pensamento quase única na literatura dos últimos duzentos anos, poucos livros de poesia são tão diversos e simultaneamente tão coesos quanto estes Cantos de Leopardi, que vão do gesto heroico ao silêncio mais íntimo, sempre intensos, sempre límpidos. Neles até mesmo a beleza das paisagens da Itália se revela uma moldura da condição humana. Precedida por uma luminosa introdução à vida e à obra do poeta, a tradução de Álvaro A. Antunes, publicada pela primeira vez em 1985 e revista especialmente para esta edição bilíngue, reproduz fielmente os metros e os esquemas estróficos do original enquanto acompanha de perto os movimentos da singular sintaxe leopardiana.

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    Marcos Augusto27/09/2023Resenhou um livro
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    A produção poética do autor e a própria coleção estão divididas em quatro fases principais, embora a ordem seguida pela coleção nem sempre seja esta: A primeira fase trata de temas heroicos, canções sobre suicídio, temas da natureza e do sentido da vida. A voz poética parece vir do antigo e da natureza, onde até a morte se torna necessária para durar poeticamente, a humanidade é heroica e caída, e o eu é memória. A segunda fase inclui os pequenos idílios e as canções Pisan-Recanati ou grandes idílios. A terceira fase, denominada ciclo Aspásia, é dedicada a Fanny Targioni Tozzetti, que conheceu em Florença, por quem se apaixonou. O nome Aspásia refere-se a Aspásia de Mileto, uma cortesã ateniense amada por Péricles, o grande político e líder ateniense. A última fase inclui os dois cantos "sepulcrais", a Palinódia, o capítulo Os novos crentes, A ginestra e O pôr do sol da Lua.

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