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    Terra verde / Cão da madrugada -

    Eneida de Villas Boas Costa de Moraes

    Paka-Tatu
    2020
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9786586038125
    Português Brasileiro
    4.4
    10 avaliações
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    Favoritos1Desejados8Avaliaram10

    Eneida, iniciou como poeta em 1929, mas se encontrou como cronista. Aprendeu com seu pai, o comandante de navios Guilherme, a narrar as coisas da Amazônia; uma mulher muito à frente de seu tempo, feminista, jornalista, filiada ao Partido Comunista, foi presa inúmeras vezes e defendia a liberdade com unhas e dentes. Umas das maiores cronistas do Pará, ela representou os sujeitos e cenários de Belém de modo muito singular. Militou na imprensa do Pará e do Rio de Janeiro. Publicou diversos livros, hoje, graças a uma conjunção de esforços de 3 universidades UFPA, UEPA e UNAMA, e a sensibilidade política de Edmilson Rodrigues, os leitores de Eneida ter novamente em mãos Terra Verde (versos amazônicos) e Cão da Madrugada, esgotados há mais de 60 anos.

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    Iago Ramos picture
    Iago Ramos29/10/2021Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Filha da terra.

    Poucos autores conseguem falar de sua terra com tanto carinho e saudades quanto Eneida. Cronista exemplar e cuja sensibilidade transforma os eventos mais banais em profundas reflexões sobre o ser humano, nossos hábitos, nosso pais, nossa política e nossos sentimentos. Nessa obra dupla, prosa e poesia no mesmo volume, aprendemos sobre a terra e as águas da vida de Eneida e como ela saiu do Pará para conhecer águas mais distantes e ver as coisas do mundo; coisas, animais, pessoas, bancos de praça e jardins, tudo é um convite a reflexão e um chamado à crítica, graças a um olhar mais profundo e humano. Esta obra é um resgate histórico e deve ser preservada.

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    4.4 / 10
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    Eneida de Villas Boas Costa de Moraes profile picture

    Eneida de Villas Boas Costa de Moraes

    Era jornalista, escritora, militante política e pesquisadora brasileira. Porque era filha de um comandante de navios, desde pequena era apaixonada pelos rios e pela Amazônia. Quando criança, obteve o primeiro lugar em um concurso literário para Jovens Escritores com um texto que falava do imaginário de um caboclo amazônida. Durante as décadas de 1920 e 1930, escreveu para os jornais O Estado do Pará e Para Todos (RJ) e nas revistas Guajarina, A Semana e Belém Nova, todas em sua terra natal. Aos dezesseis anos, entrou para a Faculdade de Odontologia, graduando-se em 1921 e casando-se nesse mesmo ano. Em 1930, mudou-se para o Rio de Janeiro e filiou-se ao Partido Comunista do Brasil. Eneida liderou greves e manifestações populares contra o governo federal e o sistema capitalista, que, no seu modo de ver, tentavam oprimir o povo. Fez parte das revoluções dos anos de 1932 e 1935 e por isso foi presa inúmeras vezes durante. Foi torturada e viveu clandestinamente até ser exilada. Conheceu na prisão Olga Benário e Graciliano Ramos, que falou sobre ela no livro “Memórias do Cárcere”. Seu livro História do Carnaval Carioca é considerado pioneiro no assunto. Foi Eneida quem criou o Baile do Pierrô no Rio e em Belém.

    3 Livros
    1 Seguidor
    Pará , Brasil

    Eneida de Villas Boas Costa de Moraes